24 maio 2016

A casa fica melhor com crianças e plantas

por
Gabi Miranda

Decoração, Destaque, Terapia do lar

Feng Shui sugere a cultivação de plantas em casa. Sugiro crianças e plantas 😉

crianças e plantas

No Feng Shui são trabalhadas as boas energias e a harmonização do lar e significa “vento e água”. Ou seja, o Feng Shui apresenta formas naturais de melhorar a energia dos ambientes e também das pessoas. As formas naturais são o Sol, o ar, o vento, a natureza, animais de estimação (e porque não crianças?!) A ideia é ter algum desses elementos circulando pelo nosso lar.

Aqui já temos a Capitu, nossa cachorrinha, muito Sol que passa por todo o nosso apartamento e ventilação não falta, inclusive gosto de deixar as janelas todas abertas para circular e renovar a energia dos ambientes. Uma coisa que sempre quis ter em casa, minha mãe tinha muitas, eram plantas. Por certa preguiça de cuidar, confesso, nunca tive plantas. Eu mal lembro de tomar água, quem dirá regar plantas. Mas estou tentando mudar alguns comportamentos, hábitos, além de incrementar o nosso lar com mais toque feminino.

O primeiro passo foi esse, colocar mais plantas, verde e natureza em casa. Eu já tinha uma árvore que preciso até plantar em outro lugar, pois era essa a iniciativa da empresa que me deu. Mas fui deixando ela em casa pelo charme que traz para minha mesa de jantar. Também tenho uma planta que ganhei quando mudei para o apartamento. Há um mês compramos uma Dama da Noite, muito conhecida pelo perfume que suas flores soltam ao anoitecer, ela pode chegar a 4 metros de altura e deve ser cultivada sob sol e irrigada regularmente. A plantinha foi batizada com o nome Gamora, escolhido carinhosamente pelo Benjamin. No meu aniversário, ganhei uma Árvore da Felicidade e ameeeeei!

Diz a lenda que Árvore da Felicidade precisamos ganhar. Existem dois tipos: macho e fêmea. Pesquisei na internet para verificar qual era macho e qual era fêmea. A planta que parece uma salsa é o macho, a mais fininha é a fêmea. Ambas podem viver separadas, não dependem uma da outra para crescer, mas segundo a lenda, juntas, trazem mais sorte, harmonia e boa energia de amor no lar. Para minha grande sorte, ganhei os dois tipos plantados no mesmo vaso. O cuidado parece ser simples: regar uma vez por semana nos meses frios e de duas a três por semana no verão. Não pode encharcá-la porque ela não gosta de umidade em excesso. Tem que colocar água a ponto da terra ficar molhada. Também pode chegar a 4 metros e precisa apenas da luz indireta do Sol. Ou seja, perfeita para ser cultivada dentro de casa. Por isso, enquanto a Gamora (Dama da Noite) está lá na varanda do nosso “aplar” – local que quero harmonizar com mais plantinhas, a Árvore da Felicidade está dentro de casa.

Até o momento sigo cuidando das plantinhas e Benjamin tem me ajudado – o que tenho achado o máximo. Agora, além de filhos, tenho plantas para cuidar e posso afirmar: a casa fica bem melhor assim! 😉

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23 maio 2016

A vida pós licença maternidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A licença maternidade é um período sabático da vida profissional, é exaustiva, mas também é uma pausa maternal deliciosa

Vertical shot of a woman being deep in thought

Quando estamos grávidas idealizamos a licença maternidade e a esperamos como se fossem férias – mesmo achando ruim quando alguém se refere à licença maternidade como férias. Licença maternidade está longe disso. Trabalhamos igualmente, mas para uma causa maior. Ficamos longe do cotidiano profissional, porém somos envolvidas por outro tipo de rotina. É inexplicável tudo o que se passa conosco nesse período. Mas quero falar da vida pós licença maternidade. Após um período curto de 4 meses, precisamos nos adaptar à vida real. Nova, a vida já é desde quando o bebê nasceu, mas a realidade vai mudando a cada período. A mudança mais radical é quando a mãe tem que voltar ao trabalho. Começa aí uma adaptação para a vida funcionar. Eu lembro exatamente como foi essa moldagem com a chegada do Benjamin e agora vivo com a Stella.

Há 5 meses voltei ao trabalho, nos primeiras semanas é tudo maravilhoso. Você volta a se relacionar, ver as coisas acontecerem, se sente em movimento, volta a se sentir parte do mundo, a conversar de outros assuntos. Só que é um mundo diferente. Com o passar do tempo, você percebe que nem todo mundo vive a mesma realidade que a sua, as conversas, embora não sejam de filhos, fraldas e melhor pomada para assadura, nem sempre são tão interessantes, faltam coisas em comum. O assunto acaba sendo sempre o mesmo, na maioria das vezes: trabalho. A correria do dia-a-dia profissional passa a te consumir, cada vez temos menos tempo para pagar as contas com calma, marcar um médico, ler uma notícia, uma revista, estabelecer horários e por aí vai…

As perguntas que mais me fazem é: como você dá conta de ter filhos, trabalhar fora, cuidar da casa e ainda ter um blog? Não dou conta de nada, gente. Só parece que dou. Eu esqueço de responder e-mails pessoais, das leitoras, de marcar médico para meus filhos (estou há dois meses para marcar uma fono para o Benjamin e até hoje nada), de pagar conta (tenho pago atrasado ou quando não, agendo para data errada), de comprar leite para Stella, de tirar a roupa do varal (tem vez que fica a semana toda pendurada e fica aquela marca linda de pregador), raramente tenho cozinhado (meu primogênito tem me cobrado isso), meu closet está todo revirado, minha bolsa parece um depósito de tanta coisa que vou acumulando e só percebo quando troco, acordo atrasada para ajudar o marido com as crianças, aí eles saem, eu tento dar uma organizada na casa, estou sempre correndo e com as coisas por fazer. Vou escrevendo para o blog no bloco de notas do celular e, juro, tem muita coisa que quero escrever, muita coisa que quero compartilhar e não dá tempo. As ideias acabam fugindo se não anoto.

De repente chega  momento em que começamos a nos questionar: será que vale a pena isso tudo? Digo mais no sentido de trabalhar fora, (não) ver meus filhos crescendo e, principalmente, por conta da rotina deles. Eu morro de dó vendo-os sair de casa às 6 e tantas, pegar trânsito, passar o dia todo nas escolinhas e chegar em casa às 20 e tantas. Conclusão: não é nada fácil essa vida pós licença maternidade. Passado algum tempo da volta, o cansaço começa a nos consumir, entramos em crise existencial materna, passamos a desejar novamente estar em casa cuidando de um RN…

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20 maio 2016

Comidinhas saudáveis nas festas infantis

por
Gabi Miranda

Destaque, Festas

Festa de criança também combina com comidinhas saudáveis

Quem mais aqui não gosta de deixar seu filho comer muita besteira?

A opção de hoje é servir, nas festinhas infantis, comidinhas saudáveis para os pequenos. Vou dar algumas sugestões que vocês mesmas podem preparar:

Use e abuse de cores, formatos e texturas, as crianças adoram e vão se divertir comendo!

1. Frutas

Frutas cortadinhas em quadradinhos ou formatos fofos, no palito, na casquinha de sorvete, saladinha de frutas, picolé de frutas naturais. Podemos abusar desse alimento nutritivo e saboroso.

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2. Gelatinas Divertidas

Verdadeiros campeões no gosto da criançada, com formatos diferenciados ganham um destaque especial na sua festa.

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3. Sanduichinhos

Com a ajuda de cortadores e legumes para decorar, você consegue fazer sanduichinhos fofuras…

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4. Legumes

Snack de legumes, milho no palito, também são opções deliciosas para o cardápio da sua festinha!

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5. Picolé de frutas naturais e geladinho de frutas

E para as estações mais quentes, opções refrescantes para os convidados.

comidinhas (12)

 

6. Comidinhas Salgadas

Salgados assados, pão de queijo, minitapioca, biscoito de polvilho e pipoca são opções deliciosas, quentinhas e mais nutritivas do que os tradicionais salgados fritos.

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Bem melhor do que servir comidinhas carregadas de açúcar e gordura, não é mesmo?

Espero que tenham gostado.

Até o próximo post,

Mari Decor&Festa

Fotos: Pinterest

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19 maio 2016

Como administrar o dinheiro das férias

por
Gabi Miranda

Destaque, Dinheiro, Maternidade

Administrar o dinheiro das férias é tão importante quanto administrar o salário mensal

como administrar o dinheiro das férias

Quando trabalhamos fora e tiramos férias, recebemos remuneração mensal adiantada. Ou seja, recebemos da empresa, dias antes de sair de férias, o salário antecipado do mês seguinte. Vem uma grana gorda e é aí que precisamos ficar atentos para não cair na armadilha de achar que o dinheiro está sobrando. No mês seguinte ao retorno de trabalho, não receberemos salário, pois o mesmo já foi pago lá atrás, há 30 dias. Portanto, é importante administrar bem o pagamento das férias.

Estou fazendo esse post, porque estou de férias no papel e acabei de receber aquela grana gorda, o dinheiro das férias. Como estou tentando organizar o meu orçamento como mãe de dois, resolvi ficar bem atenta com esse dinheiro que vai entrar para não ter surpresas desagradáveis no próximo mês. Se for definir o meu nível financeiro no momento, estou na linha laranja quase mudando para o vermelho e a ideia é me recuperar saindo do laranja para o azul, para isso estou tomando algumas medidas mencionadas AQUI e agora cuidando para administrar bem o dinheiro antecipado para não ficar no vermelho de vez.

A remuneração de férias é composta por salário + 1/3 desse salário. Exemplo: se você ganha R$ 3.000 receberá este valor mais R$ 1.000, totalizando R$ 4.000. Com os descontos do INSS de R$ 440 (11%, veja tabela abaixo) e IR de R$ 179,20 (15% menos a dedução, tabela abaixo também), o valor a receber será de R$ 3.380,80.

tabela INSS 2016

tabela IR 2016

E para ajudar você a calcular as suas férias:

férias

É importante fazer um bom planejamento para esse dinheiro não evaporar. Desse dinheiro de férias, considero o plus apenas o 1/3, sendo o restante o salário do mês seguinte que não vou receber quando voltar ao trabalho (e acredito que ainda dá para separar mais um pouquinho desse valor para investir). Três medidas foram essenciais para me organizar com esse dinheiro das férias:

  1. O 1/3 do dinheiro guardei na poupança (esse é um valor para viagem de férias ou qualquer outro plano de vida que tenhamos);
  2. O restante já usei para antecipar os pagamentos das contas do mês seguinte. Paguei todas as contas fixas como: mensalidades escolares e separei o dinheiro das previdências privadas, do cartão de crédito já previsto e a última parcela da bicicleta que comprei no cartão do marido já paguei para ele;
  3. Separei mais um tanto para poupança e o restante está separado para usar ao longo do mês seguinte, quando volto das férias e para pagar as contas pequenas e que não são fixas como conta de celular, de luz, etc.

Há quem prefira deixar o dinheiro todo na poupança para render e só pagar as contas nas datas certas. Comigo isso não funciona. Fico com a sensação de que estou tirando dinheiro da poupança. Como tem que pagar mesmo, pago logo de uma vez. Algumas contas, como mensalidade escolar, pode até ser negociado um desconto para pagamento antecipado.

Administrar o dinheiro das férias é um grande exercício para quem quer se educar financeiramente. Resumindo: é preciso pensar estrategicamente, não ser imediatista e planejar o orçamento do mês seguinte. O dinheiro das férias precisa ser pensado como o salário mensal, ao entrar o dinheiro na conta, o primeiro passo é separar uma parte (no caso o 1/3) e programar as despesas.

 

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17 maio 2016

10 coisas que aprendemos com a maternidade

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Maternidade e muito mais no encontro com Cris Guerra no Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é Gente”

Maternidade -Cris Guerra

Domingo aconteceu o Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é gente”. O evento contou com a participação de palestrantes bem interessantes, conteúdo relevante e de qualidade. Todos merecem destaque, mas hoje vou falar da Cris Guerra, publicitária, mãe de Francisco, autora do blog Hoje Vou Assim e dos 4 livros: Para Francisco, Moda Intuitiva, Mãe, e, Que ninguém nos ouça – esse escrito com a jornalista Leila Ferreira.

Cris Guerra mesmo com toda a sua história de perdas, é uma pessoa leve e com senso de humor. Consegue transmitir leveza àqueles que estão por perto e a sensação de que a vida vale a pena sim apesar de tudo. E afirma:

A vida é feita de duas partes: uma que a gente não escolhe e outra que está em nossas mãos.

Em sua palestra “Mãe não é um bicho frágil”, ela compartilha um pouco da sua vida, fala sobre temas universais e nos alerta: a vida não tem controle, e quando aprendemos isso, aprendemos a entregar. Saí com algumas reflexões, uma delas sobre o quanto nós mães, às vezes, podemos ser egoístas com os nossos próprios filhos. Basta pensar no nosso desejo de não querer perder nenhuma primeira vez dos nossos pequenos. Queremos que eles andem, mas que sejam conosco os primeiros passos. Que andem de avião, mas que seja com a gente. Cris contou um episódio, no qual Francisco foi ver pela primeira vez o mar com os avós paternos. Sofreu, mas depois pensou: que bom que ele viu o mar! Depois verá outro dia comigo. E por falar em sogros… Cris faz uma ponte entre o filho e os avós paternos, inclusive únicos avós.

Lembro da minha terapeuta falando inúmeras vezes pra mim, o essencial é o amor que as pessoas dão para o meu filho. O importante é que fulano ama seu filho. É tão simples, né?! E a vida tão curta…

Das outras coisas ditas pela Cris, ela compartilhou 10 coisas que aprendemos com a maternidade. Tenho certeza, todas nós sabemos desses 10 itens, mas sofremos mais ou menos em algum deles, porque simplesmente não conseguimos nos libertar. Portanto, vale reprisar vez ou outra. Afinal, cada família é uma, toda mãe precisa de ajuda (e precisamos aprender a pedir – eu não sei e vivo numa briga interna com isso), precisamos nos “desobrigar” mais, não tentar fazer de tudo pelos filhos para atender as expectativas dos outros, não querer provar nada pra ninguém, a escolha de ser mãe é nossa e não dos nossos filhos, portanto também não podemos cobrar nada deles, enfim…e não esquecer: filho faz a gente descobrir e aprender infinitas coisas novas. 😉

maternidade - CRIS GUERRA

10 coisas que aprendemos com a maternidade, por Cris Guerra

  1. Filhos não vem com manual.
  2. É uma aventura sem volta.
  3. Comparou, chorou.
  4. Mães precisam de ajuda.
  5. Mães são empreendedoras por natureza.
  6. Ter um filho rejuvenesce.
  7. Ser mãe não é a minha única forma de realização.
  8. O que faz um filho feliz é (entre outras coisas) uma mãe feliz.
  9. Ser mãe é saber dizer não. Principalmente para as expectativas dos outros.
  10. Nada como um filho para nos apresentar o potencial que nem imaginávamos ter.

Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira, capaz de cavar a estrada, quando não há caminho,
só para poder dizer: é por ali, filho. 
Cris Guerra

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16 maio 2016

Bebês são detetives emocionais

Bebês – detetives emocionais

bebês

A revista ÉPOCA da semana passada (9 de maio, nº934), trouxe uma entrevista com o psicólogo americano Andrew Meltzoff, uma das maiores autoridades mundiais no estudo da infância, sobre o desenvolvimento infantil. Achei muito interessante algumas coisas ditas por ele, como o fato da criança ser capaz de assimilar os preconceitos mais sutis de seus pais e de perceber ambientes hostis. Eu, por exemplo, vivo em busca da melhor forma e jeito de falar, pois um volume de voz mais alto ou um tom pouco mais alterado, meu filho Benjamin já acha que estou brava. Acredito muito em tudo o que psicólogo diz na entrevista, inclusive que os bebês são detetives emocionais, até porque nosso humor reflete também no dele. Essa entrevista também me fez refletir na importância da escolha com quem deixamos nossos filhos, seja um cuidador ou escola. Compartilho agora com vocês.

ÉPOCA – Por que o senhor privilegia em suas pesquisas a importância da fase entre o nascimento e os 5 anos de idade?Andrew MeltzoffHá evidências científicas de que o desenvolvimento da criança no começo de sua vida ajuda a determinar o adulto que ele será. O cérebro do bebê é esculpido pelas experiências. Ele é profundamente afetado pelas interações sociais e físicas que tem com o mundo. Nesse período o bebê aprende mais do que aprenderá em qualquer outro período cronológico similar.

ÉPOCA – A incrível capacidade de aprendizado da criança pequena faz parecer que ela aprenderá de qualquer forma. Essa percepção é um equívoco?
Andrew MeltzoffSim, é um equívoco. O meio em que a criança vive é de vital importância para seu desenvolvimento. A criança aprende sobre si mesma através da observação e da interação com outras pessoas. Elas precisam de nós para aprender. Os pais, avós, tios e qualquer outro cuidador são extremamente importantes para a criança porque ela assimila mais facilmente os comportamentos daqueles em quem ela confia. Por isso, a atitude dos pais ou de uma babá é mais importante para ela do que a de outras crianças.

ÉPOCA – Que tipo de cuidados os pais deveriam tomar para não atrapalhar o desenvolvimento da criança?
Andrew MeltzoffDeixar que a criança brinque e prestar atenção nela. Ela sabe quando é observada. Isso faz com que a criança se sinta segura, cuidada e apreciada. Em vez de ficar na internet procurando como cuidar melhor de seu filho, os pais podem deixar os celulares, o tablet e a TV de lado e observá-lo. As crianças são diferentes umas das outras e têm necessidades distintas. Mas uma coisa sabemos sobre todas elas: se saem melhor quando recebem a atenção daqueles que amam. Acho que hoje em dia os pais já têm bastante consciência de que as crianças aprendem enquanto brincam. Só não devem achar estimulantes, educativos e caros! Para os bebês de zero a 5 anos, “os seus” adultos são o brinquedo favorito. A face, a voz e a interação dos pais, irmãos ou cuidadores são o brinquedo mais educativo de que podem precisar. Molho de chaves, panelas, panos, batom e torre de potes de comida podem ser brinquedos mais interessantes do que qualquer um encontrado em lojas especializadas em bebês.

ÉPOCA – Há diferença entre crianças que vão para o berçário e aquelas que crescem em sua própria casa?
Andrew MeltzoffEm testes de desenvolvimento, extraímos os mesmos resultados de desenvolvimento de crianças que ficam em casa, num ambiente saudável, e das que vão para a escola de alta qualidade. Berçários de alta qualidade são aqueles em que há um número menor de crianças por professor e que têm um ambiente apropriado para elas. Esses testes confirmaram também algo que já sabíamos. O que importa é a qualidade de tempo que a criança tem com seus pais. Os pais podem trabalhar o dia todo. Mas devem, quando estão juntos com a criança, prestar atenção e assegurar, pelo comportamento, como ela é importante e apreciada.

ÉPOCA – A criança é capaz de perceber ambientes hostis?
Andrew MeltzoffTemos uma série de estudos que mostram como as crianças pequenas são sensíveis à raiva e a qualquer tipo de hostilidade. Elas percebem a hostilidade entre adultos mesmo enquanto dormem. Crianças pequenas são capazes de fazer qualquer coisa, por mais antinatural que seja para raiva. Num dos vários testes que fizemos, bebês com menos de 2 anos assistiram à demonstração de rispidez de um adulto. Menos de uma hora depois disso, um outro adulto chegou e pediu o bichinho que o bebê carregava, aquele preferido com o qual ele dormia. Ele naturalmente não quis entregar o brinquedo. Em seguida, o adulto raivoso entrou na sala, sem mostrar raiva, e pediu o brinquedo. Os bebês entregaram o brinquedo para ele.

ÉPOCA – O que ocorre com criança pequenas expostas a cenas de violência?
Andrew MeltzoffSabemos que crianças expostas a muitas situações de violência (imagens ou sons) tendem a ser violentas. De novo, é a tendência a imitar padrões, principalmente se eles vieram de fontes de confiança. O importante nesses casos é ajudar a criança a processar efetivamente aquilo tudo que presenciou para que ela não absorva comportamentos danosos às cegas.

ÉPOCA – Traumas físicos e psicológicos em crianças pequenas podem ser superados?
Andrew MeltzoffCrianças são impressionantemente resilientes. São capazes de superar experiências extremas vivenciadas nos primeiros anos de vida, desde que tenham uma relação saudável em que se apoiar. Todas as pesquisas mostram que essa é a diferença entre o estresse tóxico que ama e tem uma relação de confiança com quem cuida dela será capaz de gerenciar seu próprio estresse. Por outro lado, crianças que passam pela mesma experiência e não têm um adulto com quem contar vão experimentar um estresse prolongado. Isso poderá interferir negativamente na forma como essas crianças reagirão a outras fontes de estresse no futuro.

ÉPOCA – Crianças podem assimilar preconceito?
Andrew MeltzoffCrianças pequenas são detetives emocionais. Elas observam cuidadosamente como reagimos a pessoas e situações, detectam e assimilam as informações mais sutis. A ciência moderna mostra que as crianças assimilam os preconceitos e estereótipos sobre raça, classe social, gênero e nacionalidades desde muito pequenas. Um estereótipo amplamente difundido no mundo dos adultos é que matemática é mais para os meninos do que para as meninas. Numa das pesquisas que fizemos na Universidade de Washington constatamos que 70% das meninas de 2 anos de idade que recrutamos já assimilaram a ideia de que garotos se dão bem com matemática e garotas não. É notável porque isso ocorreu antes de elas começarem a calcular. Os bebês começam muito cedo a dividir as pessoas em nós e eles. Numa outra pesquisa, distribuímos aleatoriamente camisetas laranja e camisetas verdes entre crianças de 3 e 4 anos. Daí mostramos, individualmente, fotos de crianças vestindo camisetas com essas cores. Sem exceção, cada uma das crianças agiu da mesma forma: escolheu como as crianças mais legais aquelas com camisetas iguais à dela. Os pesquisadores contaram a essas crianças histórias com pessoas usando as camisetas de mesmas cores. Na história, o mesmo número de pessoas em cada cor tinha  boas e más ações. Na hora em que pediam para as crianças recontarem a história, elas reportavam como aquelas com boas ações as que usavam as camisetas da mesma cor que a delas, enquanto as que usavam a outra cor teriam feito as coisas ruins. Uma série de pesquisas mostra quem as bases para os preconceitos são construídas nos primeiros anos de vida. O papel de pais, professores e sociedade é mostrar à criança que todos são como ela e precisam ser tratados da mesma forma. Transmitir valores éticos é responsabilidade de adultos.

ÉPOCA – O que as pesquisas em curso sobre crianças pequenas tentam descobrir agora?
Andrew Meltzoff – Nós e outros cientistas trabalhamos para entender de onde vem a compaixão. As crianças a sentem naturalmente ou ela lhe é ensinada? E de que forma pode ser ensinada? Sabemos também que crianças de 4 e 5 anos já demonstram ter mais ou menos autoestima – e isso tem um impacto importante no aprendizado delas. Estudamos a origem da autoestima e também como aumentá-la no  caso das crianças que têm mais dificuldade em lidar com seus microfracassos cotidianos. Não temos ainda a resposta para isso, mas sabemos que esse é um aspecto detectável na infância e com grande impacto por toda a vida.

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11 maio 2016

Santa Clara Eco Resort – um lugar naturalmente feliz para toda família

por
Gabi Miranda

Destaque, Maternidade, Viagem

Muitas coisas chamam a atenção no Santa Clara Eco Resort, entre elas a recreação infantil com diversas atividades para crianças a partir de 3 anos

santa clara eco resort

A 300 km de São Paulo, localizado em Dourado, uma cidade interiorana, o Santa Clara Eco Resort se destaca em vários sentidos, desde os serviços disponíveis até o atendimento de seus funcionários. Pra mim ser bem atendido é algo primordial e cada vez mais difícil, mas no Santa Clara Eco Resort isso não é um problema e sim um diferencial, por todo lugar que você caminha, sempre passa alguém lhe desejando “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” ou disposto a ajudar perguntando “precisa de alguma coisa?” e sempre com um sorriso no rosto. É algo notável e contagiante. Isso tudo percebemos na chegada do resort e é só o começo. Sem contar que o lugar é apaixonante e o cenário ENCANTADOR.

santa clara eco resort

santa clara eco resort

Santa Clara EcoResort se sobressai com a programação para toda família, inclusive crianças a partir de 3 anos. Uma equipe de monitores animados e preparados para lidar com crianças e jovens estão à disposição para deixar a estadia no resort ainda mais divertida e relaxante. Enquanto os pais relaxam nas piscinas ou no SPA, as crianças podem ficar brincando com os monitores. Muitas vezes ficamos até inseguros de deixar as crianças sozinhas com monitores, mas no Santa Clara Eco Resort não há com o que se preocupar, pois os ambientes são muito próximos uns dos outros, a recreação infantil, por exemplo, acontece bem na parte principal do resort, no parquinho, nas piscinas ou brinquedoteca, todos os lugares bem próximos. Outras atividades afastadas são oferecidas para pais e filhos, como o caso de alguns esportes radicais e de aventura. Ainda para as crianças, o local oferece mini fazendinha, espaço teen, passeios a cavalo e… uma coisa que achei beeeem legal: cardápio infantil especial.

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09 maio 2016

Por mais conversas melhores

por
Gabi Miranda

Destaque

Numa era em que todos pedem “mais amor, por favor”, estou pedindo mais conversas melhores. Já que amor parece difícil entre as relações nesse momento difícil da política no Brasil

Manifestações. Pessoas machucadas. Atentados. Mortos. Racismo. Ofensas. Falta de respeito. Celebridade brigando (e cuspindo) em restaurante. Muito veneno destilado. Todo mundo pensa diferente, mas ninguém quer ouvir, muito menos respeitar o outro. Todos os dias vemos essas coisas nos noticiários, no caminho para o trabalho, nas nossas próprias relações, em redes sociais, WhatsApp. As pessoas, no mundo, podem ser violentas e preconceituosas. A agressividade pode surgir diariamente, assim durante um mal entendido numa conversa. Surge até porque o marido não lavou a louça, porque o filho deixou os brinquedos espalhados pelo chão (e você teve o azar de pisar num Lego). Porque você ou o colega de trabalho não está num bom dia. Tudo é motivo para iniciar uma guerra, para ver quem tem mais razão. E nessa, fraquejamos em harmonizar as nossas ideias, necessidades e relações, mas principalmente, em ser feliz.

Um amigo bate no seu filho, o que você ensina seu filho fazer? Não minta para si mesmo. Pense. O primeiro impeto é de ensiná-lo a fazer o mesmo, não é?! Não vou mentir, por diversas vezes já me peguei querendo ensinar isso, quiçá se não o fiz alguma vez. Mas eu sempre penso: em diversas situações, reagimos como fomos ensinados. Se alguém nos xinga, xingamos de volta. Se alguém nos dá uma travada no trânsito, pisamos no acelerador para alcançá-lo. Não abrimos mão das nossas convicções. E o que conseguimos com isso? Falta de gentileza, stress, diálogos cada vez mais fracos. Por que não tentamos ser mais flexíveis, usar de palavras mais amenas, não gritar, ser gentis? Por que muitas vezes não conseguimos ser melhores, nos perdemos falando algo desagradável, fazemos alguma ironia? Por que não nos colocamos mais no lugar do outro antes de agir?

Sei o quanto é difícil termos certas atitudes em determinados momentos. Como eu sei. Vivo numa busca incansável na melhor forma de falar, escrever, para não despejar tudo o que penso, para tentar entender o outro. Um lado positivo que enxergo em mim, é minha vulnerabilidade, quem me conhece sabe, meus sentimentos ficam expostos. Então, por trás da forma sem jeito está minha emoção e a verdadeira intenção. Mas eu não quero viver a vida toda errando a mão na forma. É muito difícil. Ainda mais para uma pessoa impulsiva e passional como eu. Eu peco. No entanto, juro que tenho me exercitado para encontrar o meio termo, a abordagem mais amena, mais compassiva. Porque os relacionamentos humanos precisam de mais empatia. Porque também quero acertar na forma com meus próprios filhos (o Benjamin não fala certas coisas pra mim porque acha que eu vou brigar). Porque eu quero que meus filhos sejam motivados a praticar uma comunicação de paz e respeito.

A comunicação não violenta se baseia na ideia de que, quando falamos, estamos sempre expressando necessidades profundas, compartilhadas pelos outros.Toda pessoa, seja de direita ou esquerda, homem ou mulher, religioso ou ateu, tem necessidade de abrigo, segurança, alimento, amor. Também precisamos de reconhecimento, carinho, aceitação, pertencimento, intimidade, liberdade, entre muitas outras coisas. Não é fácil olhar para alguém que acaba de nos ofender e ver ali uma pessoa como nós, com necessidades semelhantes. Mas, se queremos realmente causar mudanças, precisamos tentar.
Como ter melhores conversas, Revista Vida Simples, Março 2016

Respeitar o outro significa olhar de novo, com cuidado, sem ressaltar as nossas diferenças com o outro, mas buscar aquilo que nos une. Isso precisa ser praticado muito no trabalho, por exemplo, aonde as pessoas são totalmente diferentes uma das outras, mas estão em busca de algo em comum. Precisamos nos policiar a todo instante para não fazer julgamento, pois o fazemos sem perceber, inclusive quando falamos com as crianças.

Recomenda-se para se comunicar melhor, encarar os problemas por outro ângulo, tentando entender os motivos que fizeram ocorrer determinada situação, não gerar pelo outro muita expectativa e até falar abertamente o que nos chateou. Não precisamos esconder nossas opiniões, nossos sentimentos. Temos sim que conversar. Mas precisamos também estar abertos a ouvir. Sem reagir. Sem brigar. E colaborar para que pelo menos nosso cotidiano e nossas relações sejam mais saudáveis, mais permeadas de paz.

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06 maio 2016

Grupo Boticário – Beleza é colocar em prática nossos valores

Fui convidada pelo Grupo Boticário para conhecer a sede principal, em Curitiba. A proposta foi conhecer os benefícios diferenciados que a empresa oferece para mães e gestantes. Foi uma oportunidade ímpar onde vi que beleza mesmo é colocar em prática nossos valores.

 

grupo boticário-6 (7)

Ontem, embarcamos eu e Lelê, do blog Eu, ele e as crianças, à Curitiba para conhecer o Programa de Gestante e todos os benefícios que o Grupo Boticário oferece para seus funcionários. É algo singular e até emocionante de ver. Eu não conhecia a história surpreendente de O Boticário. Seu fundador, o farmacêutico Miguel Krigsner, começou com uma batedeira de bolo, produzindo 1kg de creme que dava para encher 33 potinhos de 30ml cada. Em 1977, ele criou uma farmácia de manipulação O Boticário e, em curto espaço de tempo, transformou sua farmácia em um negócio com nível financeiro estratosférico e um dos maiores grupos de beleza no mundo. Referência em vários setores, o Grupo Boticário é formado pelas marcas: O Boticário, Eudora, Quem Disse Berenice e The Beauty Box. A empresa é hoje, a maior rede de franquias e negócios do mundo e uma das mais destacada pelo Ministério da Saúde por seus benefícios e programas destinados às funcionárias mães e gestantes.

As mulheres estão na essência do Grupo Boticário…

  • 85% das franquias são geridas por pelo menos uma mulher;
  • 56% dos colaboradores são mulheres;
  • 48% das posições de liderança são ocupadas por mulheres.

…e quando se tornam mães, elas contam com vários benefícios e programas para tornar esse momento especial para toda família. Tudo começa na gravidez com o Programa de Gestantes, uma iniciativa que consiste em reuniões temáticas, conduzidas por especialistas de diversas áreas de saúde, com objetivo de oferecer apoio à gestante, tranquilizá-la, esclarecer dúvidas e ainda trocar experiências entre as colegas grávidas. Os assuntos abordados são vários, entre eles a alimentação adequada na fase de gestação, os desafios da maternidade, as mudanças no corpo, os tipos de partos e como preparar o corpo para a chegada do bebê.

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05 maio 2016

Coração de mãe é gordo

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

coração de mãe

Estávamos lanchando antes de entrar no cinema. A bebê no sling e os meninos, eram 3, todos soltos. O mais novo da outra família, me observando com a bebê, comentou baixinho com a mãe dele:

“Mãe, quando a gente tem um bebê em casa, a mãe gosta mais do bebê?!”

Aquilo me preocupou. Será que o meu menino, o mais velho da nossa família, pensava isso também?!

Quando meu Ben nasceu eu achava esquisito não sentir aquele amor todo arrebatador que ouvia falarem por aí. Ainda hoje, confesso, estranho quando vejo as colegas nas redes sociais comentando o grande e infinito amor ao ver o bebê pela primeira vez após o nascimento. Mais ainda quando vejo foto do pai agarrado a barriga fazendo declarações de amor. Estranho, inclusive, não vê-las reclamando das noites mal dormidas ou de cansaço ou do marido. Na verdade, eu me acho a esquisita porque pra mim o meu bebê era um estranho.

Eu não amei meu bebê incondicionalmente ao vê-lo pela primeira vez. Assim que o médico colocou ele no meu colo, achei aquilo absurdamente incrível, mas não sentia o amor que passei a conhecer dias depois. Sinceramente falando, o amor não nasce junto com o bebê, ele nasce e se constrói da convivência, do choro, do toque, do cheiro, do vínculo. Dia após dia. É um tipo raro de amor que não demora muito pra ficar imensurável. É questão de dias para criar raízes e aumentar a cada dia com efeito explosivo. Tanto que chega a doer. E eu me lembro de chorar ao olhar aquele bebê e me sentir impotente, sabendo que não poderia protegê-lo de tudo nesse mundo. Como eu chorei. Depois me acostumei. Mas o amor nunca parou de crescer.

Uma das grandes preocupações de uma mãe quando está grávida do segundo filho é o medo de não amar o segundo como se ama o primeiro. Digo preocupação de mãe em geral, pois confessei esse meu medo para várias amigas mães de dois e todas falaram que sentiram o mesmo. Ou seja, isso é comum. A segunda gravidez é toda diferente no sentido de não ser sua prioridade. Você já não pesquisa tantas coisas, não é tudo uma novidade e para completar você já tem o amor da sua vida, alguém que não é mais um estranho e a quem você precisa se dedicar.

Meu segundo filho nasceu, também era uma estranha. E não demorou muito para o amor surgir e crescer a cada dia. Algo inédito acontece quando temos dois filhos, o amor se multiplica, explode, atinge níveis estratosférico e sim, amamos os dois filhos de forma incondicional. É muito amor. É exagerado. É sem fim. Podemos amar cada filho de forma diferente, afinal cada filho é singular, mas não amamos um filho mais ou menos que o outro. Amamos sem ponto. Sem limite. Sem fim.  Passa a fazer sentido aquela frase “é igual coração de mãe, sempre cabe mais um” e sabe porque cabe? Porque coração de mãe é gordo. É assim que sinto o meu coração de tanto amor pelos meus dois filhos, ele está bem gordinho.

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