07 jul 2015

A chegada de um irmão

por
Gabi Miranda

Livros, Puericultura

A chega de um irmão exige muita preparação junto do irmão mais velho

Eu e marido estamos passando por uma reciclagem sobre educação e comportamento infantil. Uma tentativa para driblar melhor as manhas que Benjamin tem feito e nos prepararmos para criar duas crianças ao mesmo tempo.Consiste em ler livros e materiais sobre o assunto. Na verdade, ele me pediu indicações de livros que temos sobre o tema e o primeiro que indiquei foi o famoso “Quem ama educa!“, de Içami Tiba. Minha indicação foi intencional. Eu não li esse livro inteiro, perdi o interesse na metade e pensei que se ele lesse, talvez me despertasse curiosidade a partir do que compartilhasse comigo sobre a leitura. Gol! Tem vários pontos interessantes no livro e um deles é esse que compartilho hoje: a chegada de um irmão. Vem muito de encontro com o que pensamos aqui em casa e com o que estamos tentando pregar desde o início da nossa gestação. Acredito que estamos nos saindo bem, apesar das manhas que Benzoca tem feito, o que imagino ser normal nessa fase, ele tem se mostrado carinhoso e se refere ao bebê como “nosso bebê”.

chegada de um irmão

As crianças têm de participar da chegada de um irmão. O nascimento de uma criança numa família que já tem filhos é um acontecimento familiar e não do casal. Toda a dinâmica familiar será alterada.

Mesmo que os pais não contem que um irmão está a caminho, o filho percebe algo diferente no ar. Quando a criança percebe uma coisa que é real mas desconfirmada pelos pais (mesmo que seja para protegê-lo) essa atitude pode ter consequências significativas para seu desenvolvimento. Ele pode questionar a sua percepção da realidade ou começar a criar fantasias que podem gerar muito mais angústia do que a situação real geraria. Sendo deixado de fora, em aparente inocência feliz, sente-se traído e enganado. É melhor enfrentar a situação e ir ajustando as coisas com o tempo. Um bom preparo antes do nascimento alimenta o carinho pelo irmão e diminui a ansiedade no momento de sua chegada.

Todas as mudanças devem ser feitas, de preferência, antes de o bebê chegar. Por exemplo: tirar a chupeta, mudar de berço ou de quarto, passar a ir à escola. Desse modo, o filho maior não associa os fatos à chegada do bebê. Não pensa: “tive que abandonar meu reinado tomado por outro…”. Se o primeiro filho for muito novo para tais mudanças, deve-se esperar que ele esteja adaptado à chegada do irmão para então fazê-las, mesmo que passe um pouco da idade esperada para novas conquistas.

Os comentários típicos não ajudam nada: “nossa, como você é grande. Não precisa mais de chupeta. Olhe como seu irmão é pequenino!”. O mais velho não deve privar-se de seus hábitos pela chegada do irmão, a não ser que estes sejam muito prejudiciais ao bebê que acabou de chegar.

Uma boa maneira de facilitar a aceitação do novo bebê é dizer que os presentes que eles, pais, estão dando foram mandados pelo irmão que acabou de nascer. Não é uma questão de conquistar com presentes, mas de o irmão fazer uma associação concreta de que o bebê traz coisas boas para ele também, já que as perdas ficarão claras rapidamente, quando ele tiver a atenção dos pais dividida, por exemplo.

Os pais podem ensinar o mais velho a pegar o irmãozinho no colo, mostrando-lhe os cuidados necessários que tem de ter, lembrando sempre que crianças não tem o bom senso dos adultos para saber como agir diante da fragilidade dos pequeninos bebês. É importante, porém que ele ajude um pouco a cuidar do menor. Pode-se pedir ajuda naquilo que ele realmente for capaz de ajudar – como abrir e fechar a pomada, lavar os pezinhos, passar a pomada no bumbum. Se pedirem ajuda para situações difíceis, os pais podem manifestar certa insatisfação ou excluí-lo dizendo “deixa que eu mesmo faço”, o que seria muito ruim para a criança que está também aprendendo a ser u irmão

Os problemas, em geral, surgem quando o bebê cresce um pouquinho, passa a se movimentar sozinho e começa a mexer nas coisas do mais velho. Os pais devem lembrar ao primeiro filho que ele sabe coisas que o menor ainda não sabe, e os três juntos, pai, mãe e filho maior, criam então uma estratégia para que o pequeno não mexa mais nas coisas dele.

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Uma resposta para “A chegada de um irmão”

  1. Lele disse:

    Aqui foi bem natural a chegada
    Depois, com o Tato crescendo, vieram algumas disputas e vejo mais a Isa se infantilizando do que a gente adiantando o Otavio…
    Vocês vão tirar de letra
    beijos
    Lele

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