18 jan 2017

A mágica da arrumação, por Marie Kondo

Marie Kondo, autora do livro A mágica da arrumação – A arte Japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida é obcecada por organização desde os 5 anos de idade. Nesse livro, ela conta como a organização entrou na vida dela e explica até os motivos que levaram-na a ser obstinada por arrumar coisas. Eu pensava que desapegava das coisas, até que uma amiga indicou a leitura desse livro e depois ele começou a surgir pra mim como sinal. Numa revista que eu estava lendo ele surgia na matéria. Numa pesquisa rápida na internet sobre organização, ele aparecia no topo da lista. Até que fui comprar um presente na Livraria Cultura e lá estava ele me chamando por apenas R$15,00.

Comprei. O livro A mágica da arrumação é perturbador! Ou eu sou perturbada mesmo. Rá!

A cada capítulo que terminava, eu começava a arrumar algum determinado ambiente da minha casa. Eu sentia uma necessidade de arrumar como se não houvesse amanhã. Iniciei pelas roupas, como Marie Kondo mesma indica no livro. Fui para meu home office onde tem também as prateleiras com meus livros. Depois para o armário do corredor aonde guardava várias tranqueiras. Eu sentia um desejo de arrumar tudo no mesmo dia, como também indica a autora, mas isso é impossível pra mim. Só o closet, demorei um dia inteiro. Comecei de manhã e acabei no final da tarde. Fui realizando a organização aos poucos. E eu terminava completamente esgotada e sem energia. O negócio realmente mexe com a gente.

Sinceramente, acho difícil que alguém consiga fazer tudo assim de uma vez só. A não ser que se programe para fazer essa organização nas férias. Ou que contrate a ajuda de uma personal organizer (meu sonho!) E acho que tudo ok fazer um dia cada ambiente da casa.

Organizando o Closet

a mágica da arrumação

a mágica da arrumação

a mágica da arrumação

a mágica da arrumação

Marie Kondo é conhecida como a guru da organização e em seu livro A Mágica da Arrumação, ela diz que o ponto mais importante no ato de arrumar, é decidir o que manter e não o que descartar. Principalmente, só manter o que nos faz feliz. Ela classifica três grandes grupos:

  • As pessoas do tipo “não consigo jogar fora”
  • As do tipo “não consigo colocar de volta no lugar”
  • E as que são uma combinação dos dois tipos acima.

Organizando o armário de scrap e outras tranqueiras

a mágica da arrumação

 A mágica da arrumação – A arte Japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida

Descarte e fique só com o que te traz felicidade

Ficar com as coisas que te trazem alegria. Esse é o conceito principal dela e eu amei!
É preciso iniciar pelo descarte. Descartar itens desnecessários e decidir onde guardar o que sobra.
Existem vários padrões de descarte. Um deles é se desfazer de coisas que deixaram de ser uteis, como algo que quebra e não tem mais conserto. Outro é descartar coisas desatualizadas, como roupas fora de moda e itens relacionados a épocas passadas.

Existem 4 fatores que agregam valor aos nossos pertences:

  • Valor material (coisas caras e que temos dó de desapegar)
  • Funcionalidade (coisas que poderiam ser usadas)
  • Informações (coisas que contém informações úteis)
  • E apego emocional (coisas com as quais temos laços afetivos)

Coisas de apego emocional é um dos itens que tive mais dificuldade. Tem muitas coisas relacionadas a minha mãe, por exemplo, que não consigo desapegar porque penso na raridade do objeto, quem me deu não me dará mais. Senti facilidade em descartar com motivo óbvio. Exemplo: não usei uma peça de roupa no ano todo de 2016. Mas porque as coisas com apego emocional são mais difíceis, a autora indica a sequência para inciar o processo: roupas, livros, papelada, itens variados e, por fim, itens de apego emocional. Ah, também tive dificuldade com os livros, mas consegui tirar 70 livros do meu acervo, após fazer exatamente como a Kondo ensina. Tirar todos das prateleiras e dispor no chão para ter melhor visualização.

Organizando o Home Office e estante de livros

a mágica da arrumação

a mágica da arrumação

E aí precisamos ter cuidado, pois devemos escolher  as coisas que queremos guardar e não aquelas de que queremos nos livrar. E a melhor maneira de definir o que fica e o que vai embora, segundo Kondo, é olhar com atenção, segurar cada item e se perguntar: isso me traz alegria?

Afinal, qual é a razão de fazer organização? Se não for para que o ambiente e as coisas dentro dele nos tragam felicidade, não vejo sentido em organizar. Assim, a melhor forma de escolher o que guardar e o que descartar é pensar se aquilo nos faz felizes.

O que fazer quando não se consegue jogar algo fora

Precisamos procurar entender o motivo pelo qual temos aquele objeto. Quando adquirimos e o que significou para nós na época. E então pensar no papel que esse item desempenha na nossa vida. Roupas compradas e que nunca foram usadas, precisam ser analisadas separadamente. Todo o objeto tem um papel a desempenhar.

Nem todas as roupas precisam ser usadas até se desgastarem por completo. O mesmo acontece com as pessoas: nem todas que você conhece se tornam amigas. Você vai se dar bem com algumas e achar impossível se relacionar com outras. No entanto, todas elas trazem uma valiosa lição, que é ajudá-lo a identificar aqueles de quem realmente gosta.

A ideia no final do processo, é restar apenas as coisas que são valiosas para nós. E aí acho que entra os objetos que envolvem minha mãe. Pra mim são muitos valiosos. Ainda não me trazem alegria, pois fico triste ao pegá-los. Mas me trazem algum conforto. E se a Kondo fosse na minha casa ela me mandaria jogar tudo fora.

O que importa na vida

Em determinados momentos do livro, acho a Kondo um pouco radical. Ela diz para ficarmos com o que nos traz alegria. Ok, concordei. Ao mesmo tempo ela dá pouco valor para coisas com valor sentimental, como presentes e cartões. Ela diz que presentes não são “coisas” e sim um meio de transmitir o sentimento de alguém e que a função do presente é ser recebido. A todo instante, ela fala para ficarmos atentos às emoções que os objetos nos provocam. Eu concordo, por exemplo, que não devemos guardar nada só para alegrar a pessoa que nos presenteou. E que não devemos ficar com coisas que não tem nada a ver com o que somos agora. Portanto, a autora aconselha: precisamos ouvir o que o nosso coração diz. E nesse ponto, concordo plenamente.

À medida que você organizar a casa e reduzir seus pertences, vai descobrir quais são seus valores mais profundos e o que realmente importa na vida. Contudo, a “redução” e o “método” de armazenamento não devem ser o foco. O objetivo aqui é escolher as coisas que lhe dão alegria e aproveitar a vida de acordo com os próprios padrões, eliminando tudo o que não se enquadrar nessa categoria. Este é o verdadeiro prazer da organização.

Defina um lugar para cada coisa

Terminado o processo de organização, a autora sugere que manter a casa arrumada passa a ser algo natural. O princípio básico da organização é exatamente definir um lugar específico para cada coisa e uma vez feito isso, devemos guardar os objetos no devido lugar, assim que terminar de usarmos.

A mágica da arrumação / organização transforma a vida

Ainda não consegui terminar o trabalho todo na minha casa. Ao contrário do que a autora indica, já mencionei acima, parece impossível organizar tudo num dia só. Como disse, levei um dia só para o arrumar meu closet que é super pequeno. Mas colocar a casa em ordem tem de fato uma magia. Ao final da arrumação parece que fui desintoxicada de tão sem energia que ficava. É algo meio esgotante, diferente de fazer apenas uma faxina na casa. E nos dias seguintes eu me senti feliz da vida toda vez que entrava no closet para pegar uma peça de roupa ou toda vez que abrir meu armário de scrap.

A organização tem capacidade de transformar a nossa vida. Eu já me desfiz até de duas poltronas que eu já gostei muito, herança da minha avó paterna, mas que já não me traziam tanta alegria como já me trouxeram um dia.

De cara começamos a valorizar mais o que temos. Aprendemos mais sobre o que realmente gostamos e nos importa e que podemos viver sem determinadas coisas. Refletimos sobre o que é importante ter em casa para viver. Também aprimoramos nossa capacidade de tomar decisões. O processo é beeeeem doloroso, tô sofrendo. Mas tem sido também libertador. Falta muita coisa para terminar em casa. Cozinha, baú da cama de casal, criados-mudos, o terceiro quarto (que é aonde guardamos muitas bugigangas). Mas vamos aos poucos.

Gratidão

Achei respeitoso a forma como Kondo diz que nossos pertences são preciosos e sagrados. E ela nos ensina a nos relacionar de forma mais amorosa com as coisas que temos. Como agradecer os objetos que ficam e os que vão e agradecer à nossa casa toda vez que chegamos nela.

Quem tiver interesse pelo livro, pode baixar gratuitamente AQUI.

 

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2 respostas para “A mágica da arrumação, por Marie Kondo”

  1. […] . Primeiro, o blog deixou de ser apenas hobby e virou também um trabalho. Então, nada mais justo que ter um espaço bacana e que representasse esse nosso novo momento. Segundo, fiz aquela limpeza e desapego total, inspirado pelo livro “a mágica da arrumação”. […]

  2. Karina alves disse:

    Mas que post mais lindo Gabis..
    Acho que o bichinho da arrumação bateu aqui e estou louca para ler o livro.
    Essa sensação deve ser mara.
    Bjs
    Kah

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