29 fev 2016

Alimentação Complementar: dicas para iniciar essa fase

por
Gabi Miranda

Alimentação, Bebê, Destaque, Filhos

Alimentação Complementar é uma fase cheia de descobertas, mas também de muita ansiedade, confira algumas dicas de especialista para ajudar nessa etapa tão deliciosa

Por Maria Beatriz Chiaradia, nutricionista, mãe do príncipe Lorenzo, especialista em nutrição Clínica em Pediatria, pelo Instituto da Criança (HC-FMUSP) e uma das criadoras do Mestre Cook Assessoria.

Alimentação Complementar

Imagem Google

A introdução alimentar é uma das fases que mais causa ansiedade nas mães. São muitas as dúvidas: que horas oferecer? Quanto oferecer? O que colocar nas refeições? Como dar a fruta? Tem alguma fruta que não pode? E por aí vai… Essa ansiedade é normal e faz parte devido a preocupação das mamães em oferecer o melhor para seus filhos. Então vamos falar um pouco sobre isto: Alimentação Complementar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a partir do 6º mês de vida é possível iniciar a alimentação complementar. Os alimentos que fazem parte do hábito alimentar da família são os que deverão fazer parte do hábito alimentar do bebê, sendo oferecidos inicialmente em forma de papa/purê, evoluindo a consistência gradativamente e de acordo com a aceitação do bebê. Lembrando que a composição da dieta deve ser equilibrada e variada, fornecendo todos os tipos de nutrientes, desde a primeira refeição.

Desta forma, a indicação é de que a partir do 6º mês sejam introduzidas frutas (de 1 a 2x/dia) e a primeira refeição salgada (almoço ou jantar). A partir do 7º mês já pode acrescentar a segunda refeição salgada e mais uma porção de fruta, ou seja: 3 frutas + 2 refeições/dia.

As frutas devem ser oferecidas in natura, de preferencia amassadas ou raspadas. Nenhuma fruta é contraindicada.

Os sucos naturais devem ser evitados. Mas, se forem oferecidos, que sejam dados no copo, de preferência após as refeições principais, e não em substituição a estas, em dose máxima de 100 mL/dia.

A refeição deve conter pelo menos um alimento de cada um dos seguintes grupos:

  • Cereais ou tubérculos: arroz, macarrão, batata, mandioca (macaxeira ou aipim), cará e inhame;
  • Leguminosas (família do feijão): feijão, soja, ervilha, lentilha, grão de bico;
  • Carnes (vaca, ave, suína, peixe ou vísceras, em especial o fígado) ou ovos;
  • Verduras: agrião, alface, taioba, espinafre, serralha, beldroega, acelga, almeirão, couve, repolho, rúcula e escarola;
  • Legumes: cenoura, beterraba, abóbora, chuchu, vagem, berinjela e pimentão.

Deve-se evitar o uso de óleo vegetal nas preparações e não é indicado uso de caldos, tabletes ou condimentos industrializados.

Em relação à consistência, a refeição deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar para não perder fibras e nutrientes. As carnes não precisam e nem devem ser retiradas após o cozimento, mas sim picadas, desfiadas ou tamisadas (cozida e amassada com as mãos), para que seja ofertada a quantidade adequada de ferro e zinco ao bebê.

Como eu disse, a consistência dos alimentos deve ser evoluída gradativamente, respeitando sempre o desenvolvimento da criança. No entanto, é preferível que aos 10 meses já esteja sendo oferecido pedaço de alimentos, pois alguns estudos mostram que bebês que não recebem alimentos em pedaços até o 10º mês de vida apresentam, posteriormente, maior dificuldade de aceitar alimentos sólidos.

E a quantidade? A dica é iniciar com pequenas quantidades de alimento, entre 1 e 2 colheres de chá, aumentando o volume conforme aceitação da criança – durante o 1º mês de alimentação complementar.

Para contribuir com a aprendizagem e desenvolvimento de preferencias e paladares diversos, é importante sempre que possível oferecer os alimentos individualmente para o bebê, para que ele saiba diferenciar o gosto de cada um.

Muitas mamães acrescentam açúcar ou leite às refeições na tentativa de melhorar a aceitação, mas isto não é indicado, pois pode prejudicar a adaptação da criança às modificações de sabor e consistência dos alimentos.

É muito importante reforçar que a criança tem capacidade de autorregular sua ingestão alimentar e os pais são “modelos” para ela. Portanto, o hábito alimentar e o estilo de vida saudável devem ser praticados por todos os membros da família. E, além disso, a quantidade que a criança vai comer é ela quem vai decidir. Os pais ficam responsáveis por garantir alimentos com qualidade, ricos em nutrientes.

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Esse post faz parte de uma parceria entre Bossa Mãe e Mestre Cook Assessoria, que agora terá um espaço aqui para falar sobre alimentação infantil. Participe e escreva para nós suas sugestões e dúvidas sobre alimentação do seu filho. 😉

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2 respostas para “Alimentação Complementar: dicas para iniciar essa fase”

  1. melissa disse:

    Ótimas dicas sobre introdução alimentar momento de muitas dúvidas e até de tensão para algumas mamães!!
    Bjs

  2. Nossa que post ótimo. Estou sempre em busca de assuntos sobre alimentação de bebês após o 6º mês, logo, logo meu baby entrará nessa fase, e informação nunca é demais.

    Bjos
    http://www.maternizando.com/

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