14 ago 2017

Big Little Lies – o que é melhor, o livro ou série?

Big Little Lies

Li recentemente o livro Pequenas Grandes Mentiras que originou a série da HBO mais falada do ano, Big Little Lies. O livro é tão bom, mas tão bom, que ao terminar de ler, fui ver a série. Ambos tem diferenças. A série muda partes das histórias e deixa de revelar algumas situações importantes, detalhes que podem até ser irrelevantes para alguns, mas que me incomodaram bastante e por isso me fez achar o livro bem melhor. No entanto, a série não deixa de ser boa tanto quanto o livro, tem características diferentes que não comprometem sua qualidade.

Big Little Lies conta a história de mulheres mães e os relacionamentos em torno de suas vidas. Mas não é só isso. É uma história sobre relacionamentos abusivos, bulling, formatos familiares, culpa, crises maternais e intrigas. Todas parecem ter vidas perfeitas, mas conforme a trama vai se desenrolando, percebemos que são tão comuns e reais ao ponto de nos identificarmos em vários aspectos ou de sentir muita empatia pelas personagens.

Eu me identifiquei muito com a personagem da Madeleine, vivida pela atriz Reese Whiterspoon. Uma mulher forte, expansiva, que defende a família e as amigas em primeiro lugar e guarda um ressentimento do ex-marido que a abandonou quando nasceu sua primeira filha. A filha já adolescente decide ir morar com o pai. Enfim, não vou dar spoiller, mas é incrível como Madeleine se segura firme, mesmo contra e magoada com a decisão da filha. Senti muita empatia pela Celeste (Nicole Kidman), Jane (Shailene Woodley) e Renata Klein (Laura Dern).

A história, tanto no livro quanto na série, é contada numa ordem cronológica desconstruída e intercala depoimentos (e fofocas) sobre um suposto assassinato que acontece na festa a fantasia da escola dos filhos dessas personagens. O livro tem essa mesmo arranjo e por conta disso, demoramos um pouco para pegar o ritmo, para entender aquelas falas fora do contexto. Mas logo flui e temos progresso na leitura.

Para quem ainda não conhece a série ou o livro, meu conselho é que leia primeiro o livro. Quem já assistiu a série e ainda não leu o livro, leia. Um é complemento do outro. Apesar de ter me incomodado algumas diferenças na série, ela conquista pela fotografia, aquelas paisagens lindas de Monterrey, a trilha sonora e a abertura que é muito incrível.

Algumas coisas que me incomodaram na série

A intenção não é fazer spoiler, juro! Por isso, vou tentar contar de forma breve alguns detalhes que não curti na série.

  • O marido da Madeleine é jornalista no livro e na série mudam a profissão dele para algo como TI. De início ele não me pareceu tão parceiro quanto é no livro – onde ele super apoia e compreende os sentimentos dela em relação ao ex-marido. E porque não pode ser assim? Achei que a série podia ter sido mais fiel a isso;
  • O ex-marido da Madeleine é muito babaca na série e no livro não parece tanto;
  • Até a idade da filha adolescente da Madeleine é alterada.
  • Tem também uma história dessa mesma filha da Madeleine que podia ter tido o desfecho do livro que foi muito, muito inusitado.
  • O Tom, dono do café, é um pouco decepcionante. hihihi E isso é uma das coisas que me faz amar livros, o quanto as histórias podem mexer com a nossa imaginação.
  • Na série rola uma traição e eu não gostei nada disso. Por que sempre tem que ter algo desse tipo?

Tem outros pontos que não me agradaram, mas vou me contentar com esses. Porque vai parecer que não gostei da série e eu gostei sim. Tanto que torço para ter continuação. Mas acho que essa primeira parte da série poderia ter sido mais fiel ao livro e seria perfeito.

Bom, resumindo. Acho que vale muito a pena conferir os dois formatos da história. Porque tanto o livro quanto a série são bons e tem aspectos positivos. O livro mais do que a série. Os dois contam a mesma trama e temos uma grande história em mãos ou na telinha. Grande história com final surpreendente. 😉

A série da HBO está disponível na HBO GO

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