07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
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22 fev 2016

Batismo: por que batizar o bebê e como escolher padrinhos

por
Gabi Miranda

Bebê, Comportamento, Destaque, Filhos

Batismo é um rito de passagem, de purificação e consagração praticado em vários grupos, religiosos ou não, onde se destacam os cristãos.

batismo

Batismo. Na prática não tenho nenhuma religião. Marido também não e antes do batismo da Stella, ele ficava me perguntando “então por que batizar?“. Respondia brincando “batizei o Benjamin, não vou deixar o outro filho sem batizar“. A verdade é porque eu acredito que não depende de religião. Depende do que cada um leva ao coração. O que eu acho importante é ensinar aos meus filhos que eles tenham fé.

É preciso ter fé para enfrentar a vida, os desafios, os nossos medos, as dores, para não desistir e seguir adiante. Fé é força, é combustível, é fonte de energia. É importante ter fé na vida, fé no ser humano, em si mesmo, fé em Deus independente de qual nome ele carrega. Deus, Allah, Buda, Jeová…Importa ensinar a respeitar e ter tolerância com as diferenças e/ou escolhas dos outros.
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03 fev 2016

O primeiro dia de aula

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Lembro que no meu primeiro dia de aula na educação infantil, eu chorava, assim como outras crianças, agarrada à saia da minha mãe, afirmando que não queria entrar e sim ficar com ela. Com os anos, parei de chorar, mas o choro ficava entalado na garganta. Até o primeiro dia de aula na faculdade, eu carregava os sintomas de todos os primeiros dias de aulas da minha vida até ali: mãos suadas, frio na barriga, vontade de sair correndo dali. Manifestações que duravam até encontrar o meu novo lugar no mundo, até fazer a primeira amizade.

Depois que adentrei o ensino fundamental, passei a vida toda no mesmo colégio. E todo novo ano, era a mesma coisa. Uma tremenda ansiedade para rever os amigos, descobrir com quais deles permaneceríamos juntos por mais um ano na mesma sala, conhecer os novos professores, carregar os novos materiais em uma mochila nova e atravessar o portão da escola com o uniforme novinho.
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02 fev 2016

A bicicleta e o tempo de cada um

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– Eu conseguiiiiiiiii….!

E foi assim, num domingo ensolarado, que Benjamin confirmou sua glória. Desde dezembro passado, enquanto estava de licença maternidade e Benjamin de férias, eu vinha tentando ensiná-lo a andar de bicicleta. Missão difícil. Quem está de fora acha que é fácil porque a bicicleta ainda tem rodinhas, então basta dizer “vai, coloca força, pedala”. Ele começou a não querer mais tentar. Acho que percebia a minha frustração por não encontrar a melhor maneira de ensiná-lo. Ou por um pouco de vergonha quando apareciam outras crianças que já sabiam andar. Talvez fosse um misto de tudo. Eu estava determinada, a partir daquele momento, ensinar Benjamin a andar de bicicleta, mas claro, respeitando o seu momento.

Não, não é vergonha, não,
Você não ser o melhor da escola,
Campeão de skate, o bom de bola ou de natação.
Não, não é vergonha, não,
Aprender a andar de bicicleta
Se escorando em outra mão.
(Toquinho)

Benjamin tem essa bicicleta há um pouco mais de um ano. Nunca se interessou e por acreditarmos que podia ser cedo, não incentivamos. Tem isso, percebo que as crianças precisam ser estimuladas para tudo. Por exemplo, se você quer que seu filho tenha interesse por alguma atividade física, tem que estimulá-lo de alguma forma. Apresentar-lhes opções até que encontre uma que ele se identifique e goste. E quando encontrar, precisamos ter um tempo para que a criança se dedique aquilo. Então, para uma criança andar de bicicleta, os pais precisam promover momentos para que isso aconteça. Precisa dedicar tempo, afinal, melhoramos em tudo aquilo que praticarmos. Além de disposição, paciência e compreensão – como para tudo na maternidade.
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05 jan 2016

Adaptação no berçário

por
Gabi Miranda

Bebê, Comportamento, Destaque, Filhos

Imagem Revista Guia Infantil/UOL

Imagem Revista Guia Infantil/UOL

Passada a crise normal de indecisão sobre colocar ou não Stella no berçário, optamos por seguir o mesmo que fizemos com Benjamin, colocá-la no berçário. Algumas coisas são decisivas para essa escolha: o irmão ter ido e ter ficado bem, além do desenvolvimento dele; o fato de me sentir mais segura deixando responsável pela minha filha pessoas que estão numa instituição; o berçário seguir regras básicas de rotina, alimentação, entre outros. Existem prós e contras para opção berçário ou deixar o bebê aos cuidados de outra pessoa em casa. E a que mais levei e conta, na época do Benjamin, era o fato de depender da ajuda de alguém só quando necessário.

Benjamin está saindo da escola que está desde os 5 meses e indo para um novo colégio. Por isso, resolvemos procurar um berçário próximo à nova escola dele, para assim agilizar a logística. Depois de muitas visitas e pesquisa, decidimos colocar a Stella na mesma escolinha que começou o irmão, porque não encontramos outra mais adequada e que, principalmente, me fizesse sentir segura. Já que começaria esse processo tudo de novo, que fosse ao menos num lugar já conhecido, de confiança e que mesmo não sendo perfeito, sempre ocorreu tudo bem com o nosso primogênito. Sendo assim, marido ficará responsável por levar e buscar os nossos dois filhos.
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17 dez 2015

O dia em que meu filho caiu na piscina

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Filhos

Inner Tube in Swimming Pool

Domingo ensolarado. Dia de curtir piscina. Dia em que meu filho caiu na piscina e vi alguns segundos se tornarem uma eternidade. Alguns segundos apenas, um pequeno descuido para lhe mostrar o quanto a vida é frágil e valiosa. Benjamin caiu na piscina de adulto no último domingo. Em nosso condomínio, a piscina de adulto tem uma parte bem rasa que cobre apenas os pés, local onde a criançada adora brincar sempre com supervisão. Benjamin estava ali e me chamou para ver um bichinho que estava dentro da piscina, na parte funda. Ele ajoelhado na ponta da parte rasa começou a balançar a mão para afastar o bichinho, se desequilibrou e no instante que virei a cabeça para o lado oposto, ele caiu. Quando voltei a olhar, só o vi dentro da piscina com os olhos arregalados que me pediam ajuda.

Eu não sabia o que fazer, se pulava com a Stella no colo, se largava ela na parte rasa sozinha, só me lembro de dar um passo pra frente e outro pra trás e quando consegui dizer algo, foi “meu Deus”. Marido assistiu à queda, correu de onde estava, pulou na piscina de roupa, celular no bolso e resgatou nosso filho. Foi tudo tão rápido que o cara que estava nadando ao lado do Benjamin, quando foi tentar ajudá-lo, o viu no colo do marido. Foram segundos suficientes para me deixar apavorada, desnorteada e arrasada o domingo inteiro. Passado o susto, Benjamin ficou tão bem que em seguida voltou para piscina com o pai. Acho que numa tentativa de fazer o garoto esquecer o ocorrido e não deixa-lo traumatizar, marido teve a ideia de levá-lo de volta para a piscina. Percebi que marido também havia ficado tenso.
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30 nov 2015

6 perguntas e respostas sobre sono do bebê

6 perguntas e respostas sobre sono do bebê

sono

O sonho de toda mãe quando tem um bebê é que ele durma a noite toda sem interrupções. Nos três primeiros meses isso é algo difícil de acontecer, pois a tendência é o bebê acordar de 3 em 3 horas (ou até menos) para mamar. Com o tempo, o bebê vai crescendo, consequentemente o estômago também e a fome começa dar uma espaçada. então o sono do bebê tende a ser algo mais tranquilo. Mas até o bebê ter uma rotina adequada para dormir, os pais já tentaram de tudo e estão exaustos.

Uma das coisas fundamentais para criar esse hábito, é estabelecer rituais desde o nascimento do bebê. Primeiro, é essencial ensinar a diferença entre dia e noite. Durante o dia não precisa evitar barulhos, iluminação (é até bom que os cochilos sejam feitos em um lugar com um pouco de luz), ouvir música. Já à noite, é bom não estimular muito o bebê, manter os ambientes com pouca luz, fazer uma massagem. Estipular uma rotina com horários para cada atividade e ficar atenta aos sinais que indicam o cansaço do bebê, contribuem, e muito, para o sono do bebê ser cada vez melhor.
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23 nov 2015

Dicas para evitar acidentes domésticos

Decidimos que Stella vai para o berçário, assim como Benjamin foi desde o início. Mas confesso que dessa vez estava mais insegura e cogitei colocar uma babá para ficar com ela em casa. Pensando nos prós e contras, um dos fatores decisivos, foi pensar nos perigos que temos dentro de casa, coisas que nós vemos mas que outras pessoas podem não ver e que basta um segundo de distração para a criança sofrer um acidente doméstico. Todos os dias vemos coisas do tipo nos noticiários. Eu sabia que os perigos existiam, no entanto não imaginava que são inúmeros os riscos que bebês/crianças correm dentro do próprio lar. Foi no evento da Saúde4Kids, Criando um ambiente seguro para o seu filho, que descobri: os perigos são maiores do que pensamos e toda a atenção do mundo é pouca.

Acidentes domésticos podem só passar de um susto, mas podem também trazer consequências graves. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, acidentes representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos. No total, cerca de 4,7 mil crianças morrem e 122 mil são hospitalizadas anualmente. A cada morte de uma criança, outras quatro ficam com sequelas graves – o que pode gerar consequências emocionais, sociais e financeiras para as famílias.
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11 nov 2015

Mãe, olha o que sei fazer

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

olha o que sei fazer

Benjamin fica a todo instante querendo mostrar suas habilidades físicas, artísticas, faceiras e até bagunceiras. Coisas muitas vezes simples, bem de criança pedindo atenção. Ele repete várias vezes ao dia “mãe, olha o que sei fazer”. Aí dia desses li em algum lugar que não lembro mais aonde sobre essa necessidade que os filhos tem em querer nos mostrar a todo instante o que sabem fazer. E a culpa – sim ela sempre existe e nesse caso com razão – é da mamãe e do papai. Ok, essa sociedade consumista e que nos cobra o tempo todo estarmos antenados também tem sua parcela de culpa.

As crianças não querem sair do vídeo-game, do iPad, do celular, de frente da televisão. E isso é reflexo dos nossos comportamentos, afinal ficamos também o tempo todo no celular, no iPad, computador, televisão. E as crianças estão atrás de nós implorando para que olhemos o pulo que ela sabe dar, a careta que sabe fazer, o desenho que acabou de pintar. Nossos filhos querem ser observados por nós.
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23 set 2015

Promovido a irmão mais velho

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Filhos

Irmão juntos

Todos perguntam como tem reagido o Benjamin desde a chegada da irmã. O irmão mais velho sente muito ciúmes?, querem saber. Parece mentira quando respondo, mas é a mais pura verdade, Benjamin não sente ciúmes. Não sei se por termos inserido ele em todo processo de gestação, ou porque Stella trouxe um presente para ele quando nasceu, ou se porque todos a nossa volta lembrou dele ao visitar Stella trazendo-lhe também um presente.

Nós também fomos surpreendidos com o comportamento dele. Durante a gestação toda ele vinha fazendo manha para chamar mais a minha atenção, o que me fazia imaginar o tamanho da encrenca que estava por vir. Logo nos primeiros dias em casa com a Stella, tivemos dois episódios de manha, o segundo me tirou do sério de me fazer dar um tapa na bunda dele. Foi um choque em mim. Eu, principalmente, a adulta da casa, precisava compreender a situação e sentimentos dele, um menino de apenas 4 anos que acabava de perder todo seu espaço tendo agora que dividir com uma bebê pentelha que só queria o colo da mãe que até então era só dele.
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