24 ago 2016

Janela, Janelinha

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Destaque, Filhos

janela

Eu não sei o que acontece com as crianças, mas elas sempre querem tudo o que o amigo tem. E não falo só de brinquedos não. Entre elas rola uma certa competição amistosa para ser o maior, o mais velho, o mais rápido. Reparo quando Benjamin está com os amigos. É um tal de “mas eu já tenho 6 anos e você 5”, “tudo bem, mas eu sou mais alto que você”. E basta o dente de um cair, para todos entrarem na expectativa de ter a primeira janela na boca.

Já faz algum tempo que Benjamin pedia quase todo santo dia para nos certificarmos se tinha algum dente mole em sua boca. Não tinha. Até que um belo dia, apareceram dois dentes moles. Mas moles de um jeito imperceptível, daquele de fazer o menino ficar congelado, sem mover um músculo para percebermos algum mínimo movimento quando mexêssemos no dente. Estavam mais sólidos do que um prédio. Talvez para não desapontá-lo, confirmamos que tinham dois dentes moles, mas que ainda demoraria um tanto para cair. Até que há um mês e meio, um dente que estava firme, apareceu mais mole do que os outros que aparentemente estavam moles. Mas o dente estava tão mole que daquela vez tivemos certeza, em breve o Benjamin teria um sorriso banguela, sua primeira janela. Não sei, mas acho que de tanto ele desejar, o dente ficou mole – o mesmo que foi o primeiro a nascer.
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22 jun 2016

Um cachorro para chamar de melhor amigo

Cachorro em casa traz vários aspectos positivos para a vida das crianças, além de ser o melhor amigo delas

melhor amigo

Sempre tive cachorro, na infância senti um amor imensurável por três cachorras que tive, até que, com as perdas delas, fui me desapegando. Mas quando me casei e me mudei para uma casa maior, sentia falta de alguém fazendo festa com a minha chegada ou que me avisasse se tivesse alguém na porta. Convenci o marido a contra-gosto a termos um cachorro. Foi quando a Capitu chegou em nossas vidas. Os cuidados dela, como na infância que sobrava para minha mãe, sobrou para o marido assim que o Benjamin se tornou uma semente em mim. Mesmo dessa forma sempre fui adotada pelos cães como a dona. Sou eu quem a Capitu segue pra lá e pra cá, quem ela espera no banheiro tomar banho, é embaixo de mim que ela sempre está (quantas vezes, grávida, a chutei porque não enxergava a bichinha no meu pé). Benjamin chegou em nossas vidas e a família foi se formando. Capitu e ele, apesar de certa resistência da pediatra, sempre se deram muito bem.
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16 jun 2016

Feliz 5 anos, filho!

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Feliz aniversário, feliz 5 anos filho!

5 anos

São 43.800 horas.
1.825  dias.
260 semanas.
60 meses.
5 anos. CINCO anos!

São cinco anos, filho.
Em cinco anos, as pessoas pagam financiamentos de carro, fazem planos a médio prazo, se formam na faculdade. Nesses cinco anos, você aprendeu a andar, a falar, a comer sozinho, a se socializar, a dobrar suas roupas, a tomar banho, escrever seu nome, o alfabeto inteiro, a soletrar, a desenhar, a jogar vídeo-game, andar de bicicleta, a falar inglês melhor que eu e mais um monte de coisas… já viajou bastante e se tornou um irmãozão. E são só 5 anos, filho.

Você gosta de dançar, de fazer gracinhas, assistir filmes, ir ao cinema, escutar música (e cantar), de pular e anda pelo apartamento como se fosse um macaquinho.

Você já faz perguntas difíceis e conexões incríveis que me fazem pensar “como não pensei nisso antes?!”. Mas eu sei porque. Porque você me convida a olhar o mundo com calma e com outros olhos, com outro frescor. Eu te apresento o mundo, mas é você que me mostra o quanto ele é bonito.
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13 jun 2016

Desenho de criança é obra de arte

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Desenho de criança é obra de arte. Por mim, as paredes lá de casa seriam todas decoradas com os desenhos do Benjamin

desenho de criança

Benjamin desenhando ele andando de bicicleta

Benjamin desde sempre vive pedindo lápis, papel, caneta para desenhar. Agora além de desenhar, ele pede para escrever, simplesmente para sair copiando palavras por aí. Eu nunca neguei papel e caneta para o menino que desenha anos-luz melhor do que eu. Se seu filho também pede toda hora para desenhar, deixe! Desenho de criança é obra de arte. Desenhar é importante para o desenvolvimento da criança. Por isso devemos deixar e estimular essa atividade junto aos pequenos.

Quando ainda é bebê e pega pela primeira vez uma caneta e faz um rabisco, a criança já consegue entender que tal movimento com aquele objeto produz uma marca. Daí ela só faz experiências, inclusive rabiscar a parede. O desenho de criança representa elementos que fazem parte da vida dele: família, amigos, personagens, objetos, etc. É importante o adulto valorizar seus desenhos, mesmo que não consiga enxergar além de rabiscos sem muito sentido e deixar que a criança conte sobre sua obra. Assim também é uma forma de estabelecer diálogos e descobrir um pouco mais dos sentimentos da criança. Embora, alguns especialistas indicam não perguntar à criança o que significa o desenho, porque nem sempre o desenho representa algo coerente e concreto, ou seja, nem sempre a criança tem consciência do que desenhou. E ao entender que o adulto precisa de uma explicação para compreender seu desenho, ela pode até inventar uma história.
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07 jun 2016

Alfabetização, paciência e amor

Dois ingredientes essenciais para alfabetização: paciência e amor

alfabetização

Livro de atividades do Benjamin

Entramos em fase de alfabetização do Benjamin. Eu pensei que ainda demorava, mas foi ele mudar de escola e seu desenvolvimento deu um salto gigantesco. O interesse dele pelas letras tem me causado uma surpresa gostosa e até certa nostalgia. Até outro dia, eu esperava ansiosamente para ele sentar, bater palminha, mandar beijo, ficar em pé, sair das fraldas… agora eu torço para o primeiro dente dele demorar a cair, para o tempo passar mais devagar e vejo meu menino descobrindo as sílabas das palavras em uma revista, escrevendo alguns nomes sozinho e até me dando cartão escrito (com a letra garrancho mais linda do mundo): “eu te amo”. Ou seja, não demora muito ele estará lendo sozinho. O tempo está voando.

Nunca tive pressa pela alfabetização. Tanto que quando ele começou a escrever seu nome, há um ano e meio, me incomodou bastante, pois ele estava com 3 anos e achava muito cedo ter uma pressão para que ele soubesse escrever o próprio nome. Achava que não precisava ser aos 3 ou 4 anos, que existiam outras prioridades de habilidades motoras, cognitivas, emocionais. Aspectos esses a serem desenvolvidos brincando livremente. Afinal, através de brincadeiras, as crianças têm possibilidades de aprendizagem muito maior do que fazê-la ficar copiando seu nome vinte vezes. Considerando também que cada criança tem seu próprio ritmo, pra mim sempre foi tudo bem se o colega da escola já soubesse contar até 50 e meu filho até 10. Então, não tinha problema se ele não soubesse escrever seu nome aos 3, 4 anos, normal.
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30 maio 2016

A birra de todo dia

Não tem jeito, por mais que você ame, dê carinho e faça de tudo para evitar, a birra sempre aparece. Pode ser em menor ou maior intensidade, mas ela vem

birra

Os ataques de birra são comuns e fazem parte do desenvolvimento cerebral da criança. Dizem que tem hora para começar e terminar. Por aqui começou uma onda de birra(s) e às vezes é mega difícil manter o controle da situação. Benjamin, prestes a completar 5 anos, faz birra, pirraça, manha e algumas vezes chega a chorar – pra mim esse é o momento em que a situação perdeu mesmo o controle. Primeiro tento conversar, como quase nunca adianta naquele instante da birra que só aumenta, eu passo a ignorar e é quando ele não para de vir atrás de mim pedindo atenção. Faço um esforço enorme para ignorar, me dói pra caramba e quando vejo que ele realmente está disposto a dar fim ao show, paro, abraço, sento e converso com ele.
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16 maio 2016

Bebês são detetives emocionais

Bebês – detetives emocionais

bebês

A revista ÉPOCA da semana passada (9 de maio, nº934), trouxe uma entrevista com o psicólogo americano Andrew Meltzoff, uma das maiores autoridades mundiais no estudo da infância, sobre o desenvolvimento infantil. Achei muito interessante algumas coisas ditas por ele, como o fato da criança ser capaz de assimilar os preconceitos mais sutis de seus pais e de perceber ambientes hostis. Eu, por exemplo, vivo em busca da melhor forma e jeito de falar, pois um volume de voz mais alto ou um tom pouco mais alterado, meu filho Benjamin já acha que estou brava. Acredito muito em tudo o que psicólogo diz na entrevista, inclusive que os bebês são detetives emocionais, até porque nosso humor reflete também no dele. Essa entrevista também me fez refletir na importância da escolha com quem deixamos nossos filhos, seja um cuidador ou escola. Compartilho agora com vocês.

ÉPOCA – Por que o senhor privilegia em suas pesquisas a importância da fase entre o nascimento e os 5 anos de idade?Andrew MeltzoffHá evidências científicas de que o desenvolvimento da criança no começo de sua vida ajuda a determinar o adulto que ele será. O cérebro do bebê é esculpido pelas experiências. Ele é profundamente afetado pelas interações sociais e físicas que tem com o mundo. Nesse período o bebê aprende mais do que aprenderá em qualquer outro período cronológico similar.
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03 maio 2016

As lições que as crianças ensinam

as-licoes-que-as-criancas-ensinam

Estava assistindo ele empenhado em fazer sua lição de casa. A atividade consistia em recortar algumas imagens. Enquanto isso, pensava como ele tinha desenvolvido tal habilidade de uma noite para o dia. Recortava as figuras com tamanha maestria para sua pouca idade. Mesmo assim sugeri um jeito para facilitar seu trabalho, quando recebi a resposta: “deixa eu fazer do meu jeito, mamãe!”. Não foi uma pergunta e sim um pedido em bom tom de um garotinho de 4 anos descobrindo suas habilidades no mundo.

Constantemente tenho escutado essa frase vinda dele em diversas situações. “Deixa eu fazer do meu jeito”. Porque sou a mãe e mãe é bicho tolo, cheia de intenção, com manias que só as mães tem, das quais os filhos um dia acabam tendo vergonha. De tanto querer proteger e desejar o melhor para os nossos filhos, nós, mães, muitas vezes sufocamos. Dessa forma, sem intenção. A gente acha que deve ensinar tudo, porque queremos apresentar outras formas, mas será que alguém nos ensinou todos os melhores jeitos de fazer as coisas ou aprendemos sozinhos?
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13 abr 2016

Valor do brincar: Pesquisa revela redução do brincar ao ar livre

A pesquisa “Valor do Brincar Livre” realizada por OMO,  da Unilever, mostra que a maioria das crianças passam menos tempo ao ar livre que um presidiário. Em média, as crianças passam, por dia, uma hora ou menos ao ar livre

o valor do brincar

Quem acompanha o blog sabe o quanto esse assunto me interessa, o quanto a família Bossa valoriza o brincar. E mesmo reconhecendo a importância do brincar, sinto que aqui em casa meu filho brinca menos do que eu na minha infância. Benjamin passa tempo integral na escola, acaba tendo apenas os finais de semana livres e, para completar, não gosta de se sujar. Eu fico pensando: aonde estou errando? Às vezes culpo a tecnologia! É como diz a psicóloga Daniella Freixo: os aparelhos eletrônicos podem causar certa preguiça nas crianças porque o aparelho tem tudo ali sem precisar que a criança saia do lugar, por que a criança vai pegar a bola se pode jogá-la sentada no sofá?! Aqui em casa é uma briga para Benjamin não ficar no vídeo-game, por exemplo. Quando libero, o tempo é cronometrado, e agora coloco o alarme do celular para tocar. Vivo tentando mudar os hábitos para que meu filho explore a vida através de brincadeiras, tudo para que ele tenha uma infância (e seja um adulto) feliz. E o que mais posso fazer? Reequilibrar. É o que indica a pesquisa Valor do Brincar Livre.
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06 abr 2016

Conversar com o bebê ajuda no desenvolvimento

por
Gabi Miranda

Bebê, Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Estudo revela que conversar com o bebê é uma das atividades mais praticadas pelas mães, além de ser um dos fatores que ajudam no desenvolvimento infantil

Imagem Google

Imagem Google

Pouca gente sabe que conversar com o bebê ajuda no desenvolvimento infantil. A boa notícia é que conversar com o bebê é uma das atividades mais praticadas pelas mães brasileiras. Em outubro/2015, a Fisher-Price, divulgou no evento “O fator felicidade”, resultados do estudo “Esperanças e desejos das mães”, no qual foi pesquisado os principais desejos das mães e como elas lidam com o desenvolvimento da primeira infância. Foram entrevistadas 3.500 novas e futuras mamães, no Brasil, China, México, Rússia, França, Reino Unido e Estados Unidos. As entrevistas, revelaram que apesar das diferentes culturas, as mães têm muito mais desejos em comum do que se imaginava.

A pesquisa apresentou que, no Brasil, são 10 atividades mais praticadas pelas mães, a principal é conversar com o bebê. Confira:

1. Conversar com meu bebê (89%)
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