07 jun 2016

Alfabetização, paciência e amor

Dois ingredientes essenciais para alfabetização: paciência e amor

alfabetização

Livro de atividades do Benjamin

Entramos em fase de alfabetização do Benjamin. Eu pensei que ainda demorava, mas foi ele mudar de escola e seu desenvolvimento deu um salto gigantesco. O interesse dele pelas letras tem me causado uma surpresa gostosa e até certa nostalgia. Até outro dia, eu esperava ansiosamente para ele sentar, bater palminha, mandar beijo, ficar em pé, sair das fraldas… agora eu torço para o primeiro dente dele demorar a cair, para o tempo passar mais devagar e vejo meu menino descobrindo as sílabas das palavras em uma revista, escrevendo alguns nomes sozinho e até me dando cartão escrito (com a letra garrancho mais linda do mundo): “eu te amo”. Ou seja, não demora muito ele estará lendo sozinho. O tempo está voando.

Nunca tive pressa pela alfabetização. Tanto que quando ele começou a escrever seu nome, há um ano e meio, me incomodou bastante, pois ele estava com 3 anos e achava muito cedo ter uma pressão para que ele soubesse escrever o próprio nome. Achava que não precisava ser aos 3 ou 4 anos, que existiam outras prioridades de habilidades motoras, cognitivas, emocionais. Aspectos esses a serem desenvolvidos brincando livremente. Afinal, através de brincadeiras, as crianças têm possibilidades de aprendizagem muito maior do que fazê-la ficar copiando seu nome vinte vezes. Considerando também que cada criança tem seu próprio ritmo, pra mim sempre foi tudo bem se o colega da escola já soubesse contar até 50 e meu filho até 10. Então, não tinha problema se ele não soubesse escrever seu nome aos 3, 4 anos, normal.
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30 maio 2016

A birra de todo dia

Não tem jeito, por mais que você ame, dê carinho e faça de tudo para evitar, a birra sempre aparece. Pode ser em menor ou maior intensidade, mas ela vem

birra

Os ataques de birra são comuns e fazem parte do desenvolvimento cerebral da criança. Dizem que tem hora para começar e terminar. Por aqui começou uma onda de birra(s) e às vezes é mega difícil manter o controle da situação. Benjamin, prestes a completar 5 anos, faz birra, pirraça, manha e algumas vezes chega a chorar – pra mim esse é o momento em que a situação perdeu mesmo o controle. Primeiro tento conversar, como quase nunca adianta naquele instante da birra que só aumenta, eu passo a ignorar e é quando ele não para de vir atrás de mim pedindo atenção. Faço um esforço enorme para ignorar, me dói pra caramba e quando vejo que ele realmente está disposto a dar fim ao show, paro, abraço, sento e converso com ele.
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16 maio 2016

Bebês são detetives emocionais

Bebês – detetives emocionais

bebês

A revista ÉPOCA da semana passada (9 de maio, nº934), trouxe uma entrevista com o psicólogo americano Andrew Meltzoff, uma das maiores autoridades mundiais no estudo da infância, sobre o desenvolvimento infantil. Achei muito interessante algumas coisas ditas por ele, como o fato da criança ser capaz de assimilar os preconceitos mais sutis de seus pais e de perceber ambientes hostis. Eu, por exemplo, vivo em busca da melhor forma e jeito de falar, pois um volume de voz mais alto ou um tom pouco mais alterado, meu filho Benjamin já acha que estou brava. Acredito muito em tudo o que psicólogo diz na entrevista, inclusive que os bebês são detetives emocionais, até porque nosso humor reflete também no dele. Essa entrevista também me fez refletir na importância da escolha com quem deixamos nossos filhos, seja um cuidador ou escola. Compartilho agora com vocês.

ÉPOCA – Por que o senhor privilegia em suas pesquisas a importância da fase entre o nascimento e os 5 anos de idade?Andrew MeltzoffHá evidências científicas de que o desenvolvimento da criança no começo de sua vida ajuda a determinar o adulto que ele será. O cérebro do bebê é esculpido pelas experiências. Ele é profundamente afetado pelas interações sociais e físicas que tem com o mundo. Nesse período o bebê aprende mais do que aprenderá em qualquer outro período cronológico similar.
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03 maio 2016

As lições que as crianças ensinam

as-licoes-que-as-criancas-ensinam

Estava assistindo ele empenhado em fazer sua lição de casa. A atividade consistia em recortar algumas imagens. Enquanto isso, pensava como ele tinha desenvolvido tal habilidade de uma noite para o dia. Recortava as figuras com tamanha maestria para sua pouca idade. Mesmo assim sugeri um jeito para facilitar seu trabalho, quando recebi a resposta: “deixa eu fazer do meu jeito, mamãe!”. Não foi uma pergunta e sim um pedido em bom tom de um garotinho de 4 anos descobrindo suas habilidades no mundo.

Constantemente tenho escutado essa frase vinda dele em diversas situações. “Deixa eu fazer do meu jeito”. Porque sou a mãe e mãe é bicho tolo, cheia de intenção, com manias que só as mães tem, das quais os filhos um dia acabam tendo vergonha. De tanto querer proteger e desejar o melhor para os nossos filhos, nós, mães, muitas vezes sufocamos. Dessa forma, sem intenção. A gente acha que deve ensinar tudo, porque queremos apresentar outras formas, mas será que alguém nos ensinou todos os melhores jeitos de fazer as coisas ou aprendemos sozinhos?
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13 abr 2016

Valor do brincar: Pesquisa revela redução do brincar ao ar livre

A pesquisa “Valor do Brincar Livre” realizada por OMO,  da Unilever, mostra que a maioria das crianças passam menos tempo ao ar livre que um presidiário. Em média, as crianças passam, por dia, uma hora ou menos ao ar livre

o valor do brincar

Quem acompanha o blog sabe o quanto esse assunto me interessa, o quanto a família Bossa valoriza o brincar. E mesmo reconhecendo a importância do brincar, sinto que aqui em casa meu filho brinca menos do que eu na minha infância. Benjamin passa tempo integral na escola, acaba tendo apenas os finais de semana livres e, para completar, não gosta de se sujar. Eu fico pensando: aonde estou errando? Às vezes culpo a tecnologia! É como diz a psicóloga Daniella Freixo: os aparelhos eletrônicos podem causar certa preguiça nas crianças porque o aparelho tem tudo ali sem precisar que a criança saia do lugar, por que a criança vai pegar a bola se pode jogá-la sentada no sofá?! Aqui em casa é uma briga para Benjamin não ficar no vídeo-game, por exemplo. Quando libero, o tempo é cronometrado, e agora coloco o alarme do celular para tocar. Vivo tentando mudar os hábitos para que meu filho explore a vida através de brincadeiras, tudo para que ele tenha uma infância (e seja um adulto) feliz. E o que mais posso fazer? Reequilibrar. É o que indica a pesquisa Valor do Brincar Livre.
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06 abr 2016

Conversar com o bebê ajuda no desenvolvimento

por
Gabi Miranda

Bebê, Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Estudo revela que conversar com o bebê é uma das atividades mais praticadas pelas mães, além de ser um dos fatores que ajudam no desenvolvimento infantil

Imagem Google

Imagem Google

Pouca gente sabe que conversar com o bebê ajuda no desenvolvimento infantil. A boa notícia é que conversar com o bebê é uma das atividades mais praticadas pelas mães brasileiras. Em outubro/2015, a Fisher-Price, divulgou no evento “O fator felicidade”, resultados do estudo “Esperanças e desejos das mães”, no qual foi pesquisado os principais desejos das mães e como elas lidam com o desenvolvimento da primeira infância. Foram entrevistadas 3.500 novas e futuras mamães, no Brasil, China, México, Rússia, França, Reino Unido e Estados Unidos. As entrevistas, revelaram que apesar das diferentes culturas, as mães têm muito mais desejos em comum do que se imaginava.

A pesquisa apresentou que, no Brasil, são 10 atividades mais praticadas pelas mães, a principal é conversar com o bebê. Confira:

1. Conversar com meu bebê (89%)
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21 mar 2016

Brincar e uma experiência inexplicável

Brincar é uma oportunidade da criança se descobrir em vários sentidos.
Brincar é um grande convite para o mundo.

Brincar junto

Imagem do Google

Ontem participei de um bate papo, realizado pela Kinder Ovo, com a psicóloga infantil Daniella Freixo. Eu nunca tinha assistido nada presencialmente dela, mas seguia seu perfil @conversacomcrianca no Instagram. Daniella é simplesmente incrível! Não tem outra palavra para descrevê-la. O assunto principal da conversa foi a importância do brincar e começou com o seguinte questionamento da psicóloga:

Vocês sabem o que acontece quando a criança está brincando?

A criança tem a oportunidade de se descobrir em vários sentidos. Brincar cria condições físicas para o corpo, coordenação motora, desenvolve o emocional, amplifica os horizontes, traz regras de convivência. Brincar é um grande convite para o mundo. Desde bebê, quando começa a se arrastar, a se levantar, levar a mão à boca, são movimentações que se tornam parte do brincar.

A criança quando brinca descobre sobre si, sobre os objetos a sua volta, sobre o outro. O primeiro outro na vida das crianças é a mãe e o pai. E brincar junto tem um papel fundamental nesse processo de desenvolvimento das crianças. Portanto, é preciso sentar junto, se desligar de celular e do mundo exterior e se entregar para a criança de corpo e alma. Olhar olho no olho, brincar, imaginar, criar intimidade para que possamos conhecer nossos filhos e para que eles nos conheçam.
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14 mar 2016

Desenvolvimento: o incrível poder de aprender

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Os dois primeiros anos de vida são importantes para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças

desenvolvimento-bossa mãe

Os dois primeiros anos de vida, é considerado o período mais significativo para o desenvolvimento da criança. Através de uma nutrição balanceada e estímulos apropriados, é possível trabalhar o progresso das quatro áreas-chave do cérebro de seu filho:

  • cognitiva;
  • social;
  • comunicação;
  • motora.

A Enfagrow, em parceria co a EDAC (Equipe de Diagnótico e Atendimento Clínico), preparou um material para auxiliar mães e pais nesse processo e agora compartilho com vocês.

Cognição

Nas funções cognitivas, a emoção alterna percepção, atenção, memória, tomada de decisão, plasticidade linguagem (comunicação) e até mesmo o sono. Essa área se desenvolve a partir do momento em que a criança adquire determinadas percepções do mundo que está inserida e isso acontece gradativamente por meio de adaptação, assimilação e equilíbrio durante o percurso da vida.

Por volta dos três anos, a criança já possui uma organização quanto às ações cotidianas, contudo, seu pensamento ainda se encontra em formação. Ela vivencia suas verdades, uma realidade externa, um misto de impressões reais e fantásticas. Acredita que seu pensamento é comum a todos, incluindo os objetos inanimados, como por exemplo: “o sol foi dormir”.
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07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
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03 fev 2016

O primeiro dia de aula

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Lembro que no meu primeiro dia de aula na educação infantil, eu chorava, assim como outras crianças, agarrada à saia da minha mãe, afirmando que não queria entrar e sim ficar com ela. Com os anos, parei de chorar, mas o choro ficava entalado na garganta. Até o primeiro dia de aula na faculdade, eu carregava os sintomas de todos os primeiros dias de aulas da minha vida até ali: mãos suadas, frio na barriga, vontade de sair correndo dali. Manifestações que duravam até encontrar o meu novo lugar no mundo, até fazer a primeira amizade.

Depois que adentrei o ensino fundamental, passei a vida toda no mesmo colégio. E todo novo ano, era a mesma coisa. Uma tremenda ansiedade para rever os amigos, descobrir com quais deles permaneceríamos juntos por mais um ano na mesma sala, conhecer os novos professores, carregar os novos materiais em uma mochila nova e atravessar o portão da escola com o uniforme novinho.
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