21 mar 2016

Brincar e uma experiência inexplicável

Brincar é uma oportunidade da criança se descobrir em vários sentidos.
Brincar é um grande convite para o mundo.

Brincar junto

Imagem do Google

Ontem participei de um bate papo, realizado pela Kinder Ovo, com a psicóloga infantil Daniella Freixo. Eu nunca tinha assistido nada presencialmente dela, mas seguia seu perfil @conversacomcrianca no Instagram. Daniella é simplesmente incrível! Não tem outra palavra para descrevê-la. O assunto principal da conversa foi a importância do brincar e começou com o seguinte questionamento da psicóloga:

Vocês sabem o que acontece quando a criança está brincando?

A criança tem a oportunidade de se descobrir em vários sentidos. Brincar cria condições físicas para o corpo, coordenação motora, desenvolve o emocional, amplifica os horizontes, traz regras de convivência. Brincar é um grande convite para o mundo. Desde bebê, quando começa a se arrastar, a se levantar, levar a mão à boca, são movimentações que se tornam parte do brincar.

A criança quando brinca descobre sobre si, sobre os objetos a sua volta, sobre o outro. O primeiro outro na vida das crianças é a mãe e o pai. E brincar junto tem um papel fundamental nesse processo de desenvolvimento das crianças. Portanto, é preciso sentar junto, se desligar de celular e do mundo exterior e se entregar para a criança de corpo e alma. Olhar olho no olho, brincar, imaginar, criar intimidade para que possamos conhecer nossos filhos e para que eles nos conheçam.
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14 mar 2016

Desenvolvimento: o incrível poder de aprender

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Os dois primeiros anos de vida são importantes para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças

desenvolvimento-bossa mãe

Os dois primeiros anos de vida, é considerado o período mais significativo para o desenvolvimento da criança. Através de uma nutrição balanceada e estímulos apropriados, é possível trabalhar o progresso das quatro áreas-chave do cérebro de seu filho:

  • cognitiva;
  • social;
  • comunicação;
  • motora.

A Enfagrow, em parceria co a EDAC (Equipe de Diagnótico e Atendimento Clínico), preparou um material para auxiliar mães e pais nesse processo e agora compartilho com vocês.

Cognição

Nas funções cognitivas, a emoção alterna percepção, atenção, memória, tomada de decisão, plasticidade linguagem (comunicação) e até mesmo o sono. Essa área se desenvolve a partir do momento em que a criança adquire determinadas percepções do mundo que está inserida e isso acontece gradativamente por meio de adaptação, assimilação e equilíbrio durante o percurso da vida.

Por volta dos três anos, a criança já possui uma organização quanto às ações cotidianas, contudo, seu pensamento ainda se encontra em formação. Ela vivencia suas verdades, uma realidade externa, um misto de impressões reais e fantásticas. Acredita que seu pensamento é comum a todos, incluindo os objetos inanimados, como por exemplo: “o sol foi dormir”.
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07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
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03 fev 2016

O primeiro dia de aula

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Lembro que no meu primeiro dia de aula na educação infantil, eu chorava, assim como outras crianças, agarrada à saia da minha mãe, afirmando que não queria entrar e sim ficar com ela. Com os anos, parei de chorar, mas o choro ficava entalado na garganta. Até o primeiro dia de aula na faculdade, eu carregava os sintomas de todos os primeiros dias de aulas da minha vida até ali: mãos suadas, frio na barriga, vontade de sair correndo dali. Manifestações que duravam até encontrar o meu novo lugar no mundo, até fazer a primeira amizade.

Depois que adentrei o ensino fundamental, passei a vida toda no mesmo colégio. E todo novo ano, era a mesma coisa. Uma tremenda ansiedade para rever os amigos, descobrir com quais deles permaneceríamos juntos por mais um ano na mesma sala, conhecer os novos professores, carregar os novos materiais em uma mochila nova e atravessar o portão da escola com o uniforme novinho.
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11 jan 2016

Feliz nova escola

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Educação, Filhos

Ilustração de Andry Rajoelina

Ilustração de Andry Rajoelina

O ano novo começou com grandes mudanças também para o nosso pequeno-grande Benjamin. 2016 além de ser o ano em que ele completará 5 anos, meu Ben está indo para o Pré e para uma escola nova. Desde que tomamos a decisão em mudá-lo de escola, Benjamin participou de todo o processo, inclusive foi conosco conhecer a escola e desde que fizemos a matrícula venho conversando com ele. Numa dessas conversas ele me surpreendeu ao me fazer uma pergunta num tom também afirmativo “mãe, na escola nova vou fazer muitos amigos novos, né?”.

Eu arriscaria dizer que meu filho tem uma vida curta, porém intensa. Sem contar e minimizar as mudanças de desenvolvimento. Desde os dois anos e meio, Benjamin vive grandes mudanças com tão pouca idade. Primeiro veio a morte da sua avó materna, e, embora talvez ele não tivesse consciência plena daquela perda, ele sentiu ao me ver triste. Nunca vou esquecer um episódio no qual estávamos só nós dois em casa, um dia após o enterro, quando ele tão pitico me trouxe sua garrafinha de água, um potinho com balinhas m&ms e me disse naquele parafraseado baby “toma mamãe, tem que comer e beber”. A segunda mudança foi deixar de ser filho único para se tornar o irmão mais velho – papel do qual ele se orgulha em desempenhar e nitidamente o deixa feliz.
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09 set 2015

Teoria da Extero-Gestação: 5 métodos para acalmar um bebê

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Filhos

Conheça um pouco sobre a teoria da Extero-Gestação

Teoria da Extero-Gestação

“Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos.

Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.
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17 mar 2015

Eu não quero ser grande, mãe! (sobre a transição da mamadeira)

transição da mamadeira

Estamos adiando há um tempo a transição da mamadeira do Ben. Ano passado até fizemos algumas tentativas, mas nada com propósito firme, até por sugestão da pediatra dele – que acha que já passou do tempo, mas acreditava que não era a hora por conta da perda da avó. Então, adiamos.

Sábado desses (28/02), não lembro como, na mesa do restaurante, entramos no assunto de Páscoa e Benjamin falou que o coelho é quem traz o ovo e queria pedir um. Perguntei qual era o ovo que ele queria e aí lancei que o coelhinho da Páscoa traz o ovo mas leva uma coisa em troca.

– O quê ele leva?, perguntou o Benjamin.
– Ele leva a mamadeira da criança e deixa o ovo de Páscoa no lugar.
– Por quê?
– Porque ele tem que entregar um presente para todas as crianças desde bebê. Mas bebê não come chocolate, toma leite. Então ele leva a mamadeira para um bebê que precisa e deixa um ovo de Páscoa para a criança que quer trocar.
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11 nov 2014

TV pra que TE VER?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desenvolvimento, Filhos

Fico tentando lembrar quando começou minha relação com a TV. Se me lembro bem, nunca fui fanática por desenho. Já a minha irmã caçula passava tardes inteiras com a TV ligada em canais infantis. Sempre gostei muito de novela. Fui uma noveleira incorrigível. Um dia, meu Ben me pediu para colocar a TV no quarto dele. Achei um pedido muito avançado para a idade dele. Isso porque algumas vezes ele queria dormir no sofá assistindo desenho – algo nada legal. Acredito que a luz da TV atrapalha a gente a pegar no sono e impede um sono tranquilo.

TV

Há três meses, passamos a manter a TV desligada lá em casa. O motivo principal foi o fato de achar que Benjamin ficava muito tempo em frente à TV, mesmo fazendo outras atividades, e, perdia atenção facilmente com outras coisas. A professora dele chegou a conversar comigo, dizendo que estava achando ele muito disperso. Foi a deixa para eu culpar o aparelho. Na escola sei que ele já tem o momento da TV, então foi tranquilo manter a nossa desligada. Outros dois fatores decisivos: i) a enxurrada de publicidade, principalmente nos canais infantis; ii) conteúdos impróprios para crianças. Aqui não falo de programas com sexo, por exemplo, mas diálogos inadequados para a idade do Benjamin que está numa fase de repetir tudo o que ouve ou vê.
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22 out 2014

Mamãe, super-herói morre?

Mamãe, super-herói morre?

E com essa pergunta você se vê diante de um dilema. Responde sim ou não?! Conta qual história para ilustrar?! Pessoas queridas (até animais de estimação) morrem e a criança já sabe disso. E todo ser humano tem um quê de herói. Nossos pais. Mestres. Irmãos. Amigos. Eles não voam e não tem poderes sobrenaturais, mas exercem papel fundamental em nossa vida. Neles podemos encontrar coisas que os fazem super-heróis incríveis, nossos ídolos.

super-herói morre

Benjamin conheceu a morte muito cedo. E agora em suas brincadeiras, percebo sempre jogar um boneco e dizer “morreu, sumiu”. “Sumir” é o entendimento que ele tem da morte. As pessoas “morridas”, somem. Logo, todos a sua volta podem sumir, mamãe, papai, inclusive ídolos como Neymar e porque seria diferente com Buzz, Woody, Homem de Ferro…?!

Ninguém vive para sempre. Um dia as pessoas se vão. E quando perdemos pessoas que amamos, perdemos um pedaço da gente também. Parte das lembranças que vivemos com o outro, vai embora junto. É dilacerante. Mas um dia tudo acaba. E recomeça outra vez. Afinal, a morte pode ser isso, um renascimento. É assustador, mas ídolos humanos morrem e viram estrelas.
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24 set 2014

3 anos, 3 meses e 33 curiosidades sobre o desenvolvimento do Benjamin

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Filhos

Benjamin completou 3 anos e 3 meses, o que significa 1185 dias. Assusta-me a velocidade do tempo. Lembro de estar nas primeiras semanas de gestação e ouvir meu pai dizer que os filhos chegam aos 20 e poucos anos num piscar de olhos. Faltam apenas 17 anos e 9 meses para o Ben completar 20 anos, aproximadamente 6.500 dias ou 15.600 horas. Muita coisa para viver e desenvolver ainda.

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Aos 3 anos, Benjamin me surpreende cada dia mais. Eis algumas curisosidades sobre seu desenvolvimento.

  1. Faz comparações maravilhosas, como no dia em que vimos na rua um cachorro da raça Chow Chow e eu com a minha obviedade disse “olha filho, não parece um urso?!” e ele me respondeu com a maior naturalidade do mundo “não mãe, parece um leão”, completando a frase com uma cara de “sabe nada, hein mãe”;
  2. Fala palavras e conjuga o verbo de forma que me faz pensar que ele não é desse mundo, porque fala melhor do que várias pessoas adultas que conheço;
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