21 jul 2017

Porque estamos fazendo a mudança de escola das crianças

mudança de escola

Vida de mãe é cheia de emoção. Quando está tudo tranquilo, feito um mar calminho, vem uma onda forte e nos pega de surpresa. Sem contar as alterações constantes de fases. Conseguimos fazer a criança dormir na cama dela sozinha, aí vem a fase do medo de escuro e voltamos 3 casas nesse jogo da maternidade. O bebê largou a chupeta e logo vem a hora de largar a mamadeira. De repente, eles saltam do ensino infantil para o fundamental e lá vem mais uma fase de adaptação. Pois é, estamos passando uma fase de várias mudanças por aqui e entre elas, pela segunda vez, a mudança de escola. E todo mundo tem me perguntado porque estamos mudando as crianças de escola.

Nós amamos a escola atual das crianças, não aconteceu nada na escola que nos tenha feito tomar essa decisão. Mas a vida é uma grande transição que às vezes nos obriga a tomar decisões que muitas vezes não teríamos coragem se não fosse o empurrãozinho dela. Não sei se vocês já passaram por uma situação como querer mudar de endereço para morar mais perto do trabalho. A mudança de escola é algo desse tipo. Aconteceu algo definitivo que nos fez tomar essa decisão, mas essa escolha vem de encontro com alguns desejos meus de dar mais qualidade de vida para meus filhos, assim como passar mais tempo com eles. Meio que o Universo está conspirando para projetos futuros. É isso que estou encarando esse momento.
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12 jul 2017

15 sugestões para educar crianças feministas

Criar crianças feministas quer dizer educar crianças para que não haja diferença entre gêneros. Porque feminismo é isso, um movimento social que busca por direitos iguais entre gêneros. Nunca o feminismo esteve tão em alta e mulheres se sentem mais à vontade para falar como se sentem num mundo onde a desigualdade no mercado de trabalho, assédio e estupros são fatos crescentes. Sempre me preocupei em como educar um menino de forma a não criar uma diferença entre gêneros. Lá em casa, antes de existir a Stella, nunca teve esse negócio de rosa é de menina e azul é de menino. Mas então a Stella chegou e essa preocupação cresceu em mim. Ter uma menina significou pra mim um aumento gigante de responsabilidade. Eu vivo preocupada com os perigos que ela pode correr pelo simples fato de ser mulher.

O mesmo aconteceu com a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, conhecida como um dos nomes mais importantes entre os leitores de literatura africana. Conheci a história dela através de um artigo que ela escreveu para a revista Vogue, no qual ela conta como a gravidez a levou para um momento de reflexão profunda.  Há anos ela se preocupava com a maternidade e a forma de educar uma criança. Mas foi quando uma amiga de infância lhe perguntou como deveria fazer para criar uma filha feminista, que Chimamanda colocou os pensamentos em ordem.
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24 mar 2017

Por que mudei minha filha de escola

Depois que contei nas redes sociais que tinha mudado a Stella de escola, muitas pessoas me mandaram mensagens perguntando por que mudei minha filha de escola, já que anteriormente ela estava na mesma escolinha onde o Benjamin ficou 4 anos. Eu podia listar algumas coisas que nunca me agradaram desde a época do Benjamin. Mas acho injusto se eu primeiramente o mantive lá e depois ainda deixei a Stella. Ou seja, algo de bom tem. Prefiro explicar porque não mudei o Benjamin antes e a resposta é simples: porque ele era muito bem cuidado. Embora isso fosse um fato, a Stella não iria pra lá se eu tivesse encontrado um lugar que me agradasse totalmente. No entanto, a verdade é que faltam berçários com ambientes apropriados e profissionais preparados para lidar com bebês. E porque lá era um local físico adequado e com profissionais carinhosos, a matriculei lá também.

Penso que nós, pais, não podemos ter papel de coadjuvantes no aprendizado do nossos filhos. Acho que colocar o filho no berçário/escolinha é uma das decisões mais difíceis dos pais de primeira viagem. Adquirida a experiência, acredito que nosso primeiro papel, é escolher uma instituição de ensino que deve se aproximar ao máximo possível do nosso estilo de vida e, principalmente, dos nossos valores de vida.
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12 dez 2016

Lista de material escolar: o que pode ser solicitado

Taxa de material escolar é proibida, veja o que pode constar na lista de material escolar do seu filho

lista de material escolar

Fim de semestre, hora de fazer rematrícula! Junto com aquela lista de coisas a pagar vem a taxa ou a lista de material escolar. Os pais questionam a escola o que contempla a lista de material e, passados alguns dias, vem uma lista de materiais com uma carta informando que a compra de material é coletiva, mas de uso exclusivo das crianças.

Os pais analisam a lista de material: placa EVA, prancheta, porta caneta, cesto organizador, post-it, escova para limpeza, caneta stabilo, pistola para cola quente, caneta esferográfica Bic…. Esses itens e outros mais. Quantos anos tem essa criança? Ok, não importa, afinal o que uma criança de 1 a 5 anos faz com post-it? E com pistola de cola quente? Escova para limpeza? Esse é o motivo por qual as escolas se limitam a apresentar a lista de material. Porque é proibido as instituições cobrarem taxa de material escolar de uso coletivo ou produtos de limpeza.
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08 jun 2016

O Show da Luna – Discovery Kids

por
Gabi Miranda

Destaque, Educação, Filhos

o show da luna. jpg

Aqui não vemos muita televisão e por falta de tempo e escolhas, não assisto mais novela. Então a TV fica desligada a semana inteirinha e só aos finais de semana ligamos para algum momento de relaxamento do Benjamin que pede para ver um filminho (ele adora!) ou algum desenho. Ele até vê pouco desenhos em casa, mas conhece de tudo. Acho gracinha quando ele está lá mudando de canal, procurando algo que gosta e se depara com O Show da Luna. Imediatamente ele fala: mãe, seu desenho preferido. 🙂

O Show da Luna

Show da Luna Dispensa apresentação, mas vou fazer assim mesmo. Luna, a personagem principal, é uma menininha que quer saber o porquê de tudo. Junto com o irmão Júpiter e seu bicho de estimação Claudio, investiga a ciência que está por trás dos mistérios como o surgimento do arco-íris, a chuva, o sol, até como vivem as minhocas, como crescem as plantas, planetas, etc. Luna é curiosa, esperta, inteligente e aguça a curiosidade do telespectador, seja uma criança ou adulto. Ela se apresenta assim: eu sou totalmente, incrivelmente e desesperadamente apaixonada por só uma coisa: ciência. Ela é irresistível também! Se eu começo assistir Luna, quero ver até o final porque quero saber o que ela vai descobrir. Consequentemente, ela acaba nos ensinando também.
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07 jun 2016

Alfabetização, paciência e amor

Dois ingredientes essenciais para alfabetização: paciência e amor

alfabetização

Livro de atividades do Benjamin

Entramos em fase de alfabetização do Benjamin. Eu pensei que ainda demorava, mas foi ele mudar de escola e seu desenvolvimento deu um salto gigantesco. O interesse dele pelas letras tem me causado uma surpresa gostosa e até certa nostalgia. Até outro dia, eu esperava ansiosamente para ele sentar, bater palminha, mandar beijo, ficar em pé, sair das fraldas… agora eu torço para o primeiro dente dele demorar a cair, para o tempo passar mais devagar e vejo meu menino descobrindo as sílabas das palavras em uma revista, escrevendo alguns nomes sozinho e até me dando cartão escrito (com a letra garrancho mais linda do mundo): “eu te amo”. Ou seja, não demora muito ele estará lendo sozinho. O tempo está voando.

Nunca tive pressa pela alfabetização. Tanto que quando ele começou a escrever seu nome, há um ano e meio, me incomodou bastante, pois ele estava com 3 anos e achava muito cedo ter uma pressão para que ele soubesse escrever o próprio nome. Achava que não precisava ser aos 3 ou 4 anos, que existiam outras prioridades de habilidades motoras, cognitivas, emocionais. Aspectos esses a serem desenvolvidos brincando livremente. Afinal, através de brincadeiras, as crianças têm possibilidades de aprendizagem muito maior do que fazê-la ficar copiando seu nome vinte vezes. Considerando também que cada criança tem seu próprio ritmo, pra mim sempre foi tudo bem se o colega da escola já soubesse contar até 50 e meu filho até 10. Então, não tinha problema se ele não soubesse escrever seu nome aos 3, 4 anos, normal.
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07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
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11 jan 2016

Feliz nova escola

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Educação, Filhos

Ilustração de Andry Rajoelina

Ilustração de Andry Rajoelina

O ano novo começou com grandes mudanças também para o nosso pequeno-grande Benjamin. 2016 além de ser o ano em que ele completará 5 anos, meu Ben está indo para o Pré e para uma escola nova. Desde que tomamos a decisão em mudá-lo de escola, Benjamin participou de todo o processo, inclusive foi conosco conhecer a escola e desde que fizemos a matrícula venho conversando com ele. Numa dessas conversas ele me surpreendeu ao me fazer uma pergunta num tom também afirmativo “mãe, na escola nova vou fazer muitos amigos novos, né?”.

Eu arriscaria dizer que meu filho tem uma vida curta, porém intensa. Sem contar e minimizar as mudanças de desenvolvimento. Desde os dois anos e meio, Benjamin vive grandes mudanças com tão pouca idade. Primeiro veio a morte da sua avó materna, e, embora talvez ele não tivesse consciência plena daquela perda, ele sentiu ao me ver triste. Nunca vou esquecer um episódio no qual estávamos só nós dois em casa, um dia após o enterro, quando ele tão pitico me trouxe sua garrafinha de água, um potinho com balinhas m&ms e me disse naquele parafraseado baby “toma mamãe, tem que comer e beber”. A segunda mudança foi deixar de ser filho único para se tornar o irmão mais velho – papel do qual ele se orgulha em desempenhar e nitidamente o deixa feliz.
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02 jun 2015

Limite: caminho para a construção da autonomia

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

limite

Imagem Google

Mês passado, junto de outras blogueiras da rede Hubme, participei de um encontro super rico e construtivo, com o time do Educacuca. Foi um bate papo incrível que rendeu boas reflexões e já estou ansiosa para o próximo. O tema da nossa roda de conversa, mediado pela psicóloga Waleska Pontes e a pedagoga Silvia Zerbini, foi Limite: caminho para a construção da autonomia. 

Uma das nossas maiores dúvidas como pais é como educar melhor nossos filhos e como fazer isso com amor, limite e ao mesmo tempo dar autonomia aos pequenos. Sim, porque limite é bom, imprescindível e não deixa de ser amor. Autonomia também é bom, também é amor, porque é a partir dela que a criança aprende que tem capacidade de gerir a própria decisão, e, como pais, precisamos permitir que a criança experimente e vivencie coisas novas mesmo que isso posteriormente signifique algum tipo de frustração. Não podemos superproteger nossos filhos com medo de que algo ruim possa acontecer se ele vier escolher algo novo. Precismos desejar que nossos filhos tenham capacidade para fazer boas escolhas para si mesmo e eles só aprenderão isso se deixarmos. Como disse a psicóloga Waleska, educar é acolher e soltar.
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10 nov 2014

O valor da educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

Quanto vale hoje educar um filho com os princípios do bom costume?

educação

Imagem do Google

Minha mãe sempre repetia a antiga frase “educação vem de berço”. Toda vez que reparo o comportamento das pessoas, essa frase faz ainda mais sentido.

Recentemente, num determinado lugar, peguei no flagra uma criança batendo no Benjamin. Com habilidade em demasia para uma criança de uns 5 anos, o menino segurava a nuca do Benjamin e batia a cabeça dele numa parede de vidro. Meu impulso foi na mesma hora separar e dar uma bronca na criança, enquanto num giro de 360° procurava a mãe dela. Ainda bem que não a encontrei de imediato, pois acho que no calor da emoção, sairia um barraco.

Depois, brava, falei para o Benjamin que ele tinha que se defender, que se batessem nele, ele tinha que dar o troco. Aonde eu estava com a cabeça?! Imagina, cadê a máxima de ser sempre superior? Benjamin me olho como quem dizia  “e aquele seu papo de que é feio bater, não pode revidar, não pode ser vingativo…?” Perdi a noção e a razão. Assim, como acho que falta noção de limite para o agressor mirim.
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