29 set 2014

Vida Organizada

por
Gabi Miranda

Livros, Organização, Terapia do lar

Há alguns anos acompanho o blog Vida Organizada, da Thais Godinho. Mas só com a maternidade comecei a colocar algumas ideias dela em prática. Não sou nenhuma obcecada, mas admito que esse ano adquiri certa mania de limpeza. Organização. Arrumação da casa. Imagino que seja o modo que encontrei de fugir do inevitável, uma forma de sentir que tenho controle de pelo menos alguma coisa na vida, um jeito de amenizar a minha ansiedade.

Tem o lado negativo e o positivo nisso. O primeiro é que acabo parecendo meio louca colocando tudo no lugar quando estou em casa, ficando nervosa quando vejo o chão sujo e querendo controlar tudo. Isso acaba prejudicando a minha paz interior e a relação familiar, principalmente, quando se tem uma criança em casa – aí é preciso ser tolerante com os brinquedos espalhados pela casa. O lado positivo é que a casa, de certa forma, vive limpa e funcional. No entanto, precisa encontrar um equilíbrio para viver em harmonia.
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22 set 2014

Crianças francesas dia a dia – 100 dicas para educar seus filhos

por
Gabi Miranda

Livros, Puericultura

Crianças francesas dia a dia

Recebi o livro “Crianças francesas dia a dia“, exatamente há seis meses, quando ele foi lançado. Ele estava lá na minha cabeceira somado a outros tantos livros esperando meu ânimo voltar. Quando o peguei, não larguei mais. É daqueles livros fáceis e delícia de ler. Eu já tinha lido “Crianças francesas não fazem manha” (e falei do livro AQUI e AQUI, da mesma autora, a jornalista Pamela Druckerman). Quem conhece, sabe que ela foi morar na França e por lá teve seus filhos, e foi onde aprendeu a educá-los. A educação na França é muito baseada por conceitos da psicanalista francesa Françoise Dolto, profissional admirada e mais famosa em criação de filhos na França. Gostei muito do primeiro livro, embora tivesse coisas que não concordava, com várias outras concordei e aprendi.

Alguns princípios norteadores dos pais franceses são:

  • a crença de que os bebês são racionais e conseguem aprendem coisas se forem ensinados;
  • combinam rigidez com liberdade;
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03 set 2014

A difícil arte de ser mãe e fazer escolhas

por
Gabi Miranda

Livros

Menino de ouro

A decisão de ter filhos está ligada a um desejo que nem sempre temos a consciência plena do que significa se tornar mãe. Ter filhos é totalmente diferente de como imaginamos. Ser mãe significa fazer escolhas e tomar decisões importantes e muitas vezes definitivas. Não dá para viver pensando nas coisas possíveis e sem priorizar coisas que antes a gente nunca havia pensado.

menino de ouro

Um livro e suas reflexões sequestraram minhas horas de sono durante alguns dias. Foi o livro “Menino de ouro“, da escritora britânica Abigail Tarttelin, de apenas 27 anos, dona de uma narrativa invejável. Nessa obra, ela conta a história de Max Walker e sua família. Max é um garoto de 16 anos que guarda um segredo – que revelarei aqui porque é algo dito nas primeiras páginas e não estraga o enredo. Ele é interssexual, conhecido também como hermafrodita – pessoa que possui os dois órgãos sexuais: feminino e masculino.

A trama é toda envolvente, impossível o leitor não se comover e se colocar no lugar de cada personagem (narrado em primeira pessoa, deixando clara a identidade de cada um): a mãe, o pai e o irmão de 9 anos. O livro me fez refletir muito sobre vários aspectos, inclusive sobre a questão de gêneros – sempre tão em voga. Existe um conflito entre a mãe e o pai do menino. Um acha que devia ter tomado a decisão pelo filho. O outro não. Mas ambos se questionam se podem ter atribuído ao filho o sexo errado.
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17 jul 2014

7 livros maternos que toda mãe deve ler

por
Gabi Miranda

Livros, Puericultura

Imagina se os filhos viessem com manual de instruções… A maternidade seria até mais fácil, mas também mais sem graça. Afinal, a graça está na descoberta e aprendizado diário. E  criar filhos é viver em constante mudança, transformação e diferentes fases. Diferente da época das nossas bisas, avós e mães, hoje temos pitacos sendo atirados de todos os lados, até da vizinha que nunca te disse “oi”, como também a informação que transborda da internet, blogs e centenas de livros sobre o tema puericultura. Tudo com o intuito de contribuir positivamente (é o que acreditamos) para a convivência familiar e a educação das crias.

Adoro livros, leio-os não com a ideia de encontrar o caminho do sucesso da mãe perfeita, nem soluções práticas para a minha vida materna, muito menos um guia de A a Z de como lidar com as birras do meu filho. Muitos livros trazem sim ensinamentos pertinentes que podem ou não dar certo na prática. Porém, mais importante que isso, é que alguns apresentam princípios orientadores para encontrarmos o nosso próprio jeito de maternar. Hoje compartilho os meus 7 livros preferidos. De todos tirei ensinamentos valiosos tanto do que vale para minha família e o que não vale. E, assim, sigo descobrindo a minha forma, o meu jeito de ser a melhor mãe do Benjamin.
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06 maio 2014

Arte de ser feliz

por
Gabi Miranda

Livros

Arte de ser feliz

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louca azul. Nesse ovo costumava ousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não a podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu que participava do auditório imaginava os assuntos e suas peripécias – e me sentia completamente feliz.
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02 abr 2014

Um lugar na janela

por
Gabi Miranda

Livros

Nenhuma viagem é igual; nenhum viajante, idem…Muitas pessoas consideram viajar uma fuga. Pra mim, é encontro”. (Martha Medeiros, em Um Lugar na Janela)

Sempre fui uma pessoa de fazer planos. Minha vida sempre foi muito planejada: conseguir um emprego, juntar dinheiro, casar, ter um filho aos 30, nas férias fazer uma viagem e assim por diante. Acho que nunca estive aberta para imprevistos e, hoje sem dúvida nenhuma, sei que é preciso estar.

Em janeiro marquei minhas férias. Março. Um mês antes de sair de féria fechamos o destino. Cartagena, Colômbia. Duas semanas antes da viagem O imprevisto aconteceu  em nossas vidas. A morte da minha mãe. Pensamos em cancelar a viagem, mas diante de tantos “vai ser bom para você viajar”, viajei ou… fugi.

Nenhuma viagem é igual, mas essa foi uma fuga, uma tentativa de esquecer a realidade. Não esqueci. É algo impossível. Todos os dias e todas as noites revivi mentalmente tudo o que aconteceu do dia 10 ao dia 12 de março.
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08 jan 2014

101 coisas que você precisa fazer com seus filhos antes que eles cresçam

por
Gabi Miranda

Livros

Um dia fiz um blog materno. Um ano depois conheci um monte de brogueiras mães. Com algumas falo quase que diariamente. Mulheres, esposas e mães que são mega especiais e se tornaram pessoas que quero compartilhar sempre alguma coisa. Entre elas, está a Nanna Preto, autora do blog Dica de Mãe e colunista da revista Pais & Filhos.

Não sei se é porque ela é jornalista como eu ou porque compartilhamos a mesma opinião sobre algumas coisas ou porque o filho dela tem um nome lindo (Gabriel) ou porque colaboramos com a revista Pais & Filhos ou porque é a simpatia em pessoa. Um bocado de semelhanças (rá!). Só sei que gosto muito dela. É aquela coisa de empatia mesmo.

Dia desses ela lançou o livro: 101 coisas que você precisa fazer com seus filhos antes que eles cresçam.

foto 1 (2)

Fui lá conferir de pertinho. Encontrei umas loucas:

foto 3 (2)

Eu, Mari Belém, Nanna Preto e Barbara Saleh

Quando cheguei na minha casa comecei a ler e terminei assim num piscar de olhos. Livro gostoso de ler, com carisma, jeitinho e carinho de mãe. Cheio de ilustração que traz ainda mais leveza para apresentar o único objetivo dele: incentivar pais e filhos passarem momentos de qualidade juntos.   Clique e continue lendo!

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19 nov 2013

Qual o segredo dos pais franceses? (parte 2)

por
Gabi Miranda

Livros

As mães francesas não se importam com o tipo de parto que terão. “Na França, o modo como você dá à luz não insere você em um sistema de valores nem define o tipo de mãe que você será. É, de um modo geral, um meio de tirar o bebê em segurança do útero e colocar em seus braços.” Acho interessante esse ponto de vista quando penso o quanto as mães de parto cesárea são “condenadas” por sua escolha. É claro que tem casos e casos. Tem as mães que marcam mesmo o parto como se fossem no salão de beleza. Tem as mães que simplesmente sentem medo.  As que não tem conhecimento nenhum sobre o assunto. E tem aquelas que precisam fazer cesárea por necessidade, que foi inclusive o meu caso, e preferem sentir a certeza de que logo estará com o bebê em seu colo e em segurança.

Bebês/crianças franceses são alimentados em horários certos. Existe um planejamento para as refeições, logo as crianças não comem fora de horário. Os finais de semana aqui em casa são tão irregulares que cheguei até a sentir vergonha disso. Mas o que mais me chamou a atenção nessa área é que, na França, não existe frescura na alimentação. Logo que introduzem os alimentos na vida dos bebês, os fazem experimentar todos os alimentos, numa variedade invejável e, detalhe, não começam a alimentação do bebê com grãos sem gosto, sabor e cor.
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18 nov 2013

Qual o segredo dos pais franceses?

por
Gabi Miranda

Livros

livro crianças francesas

Quando comecei a ler “Crianças Francesas não fazem manha” me identifiquei de cara. Primeiro porque os pais franceses não se ajustam à chegada do bebê, acontece justamente o contrário. Aqui em casa tratamos de fazer o Benjamin se acostumar com barulhos, luz, inclusive com os ambientes que frequentávamos – desde cedo ele nos acompanhou para todo canto, claro, sempre com muito bom senso.

Segundo, porque as crianças francesas dormem a noite inteira a partir de seis semanas de vida. Benjamin levou exatamente cinco semanas para passar a dormir a noite toda, sem interrupções. Dormia por volta das 22:00 e acordava só às 9:00 para mamar. Mas no primeiro mês senti na pele o que todas as recém mães sentem.

Além disso, aprendi e passei a aplicar desde cedo a pausa – como chamam os franceses. Mas não foi uma técnica que aprendi lendo algum livro, foi na prática mesmo. Quando ouvia Benjamin resmungar, dar um suspiro ou até mesmo choramingar, não saía correndo para acudi-lo. Eu esperava um tempinho antes de atender ao seu chamado. Isso porque muitas vezes o bebê pode estar dormindo ou voltar a dormir sozinho – geralmente eles fazem mesmo muitos movimentos enquanto dormem.
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01 nov 2013

Estamos de mudança

por
Gabi Miranda

Livros, Uncategorized

 A mudança em si é um ato, um evento, algo físico, geográfico. A transição é um processo, uma passagem de um lugar para outro, de um estado de espírito para outro. E isso requer adaptação, já que exige deixar algo para trás e começar algo novo….

O grau de dificuldade de adaptação depende da relação entre as culturas, da personalidade de cada integrante da família, do modo como a mudança é enfrentada, do grau de estabilidade familiar e da recepção do novo contexto.

São muitas as dificuldades na mudança de uma família de um lugar para outro, especialmente quando há filhos. A tendência é levá-los como se fosse parte da mobília da casa. Porém, é importante que eles façam parte de todo processo de mudança, para que a transição seja mais fácil. Afinal, quando os filhos não vão bem, a família também não o vai.

A mudança pode ser uma oportunidade ímpar para a família se unir, reavaliar a dinâmica da vida, olhar para trás e rever as boas memórias, bem como olhar para frente com expectativa e esperança.

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