11 mar 2016

As lembranças da minha mãe me fazem mais feliz

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

mãe

Eu aos dois meses com a minha mãe

Hoje faz dois anos que perdi a melhor parte de mim. Minha mãe. Parece que foi ontem. Nas duas últimas semanas, tem sido difícil controlar os pensamentos e não me conectar com aquele dia. Toda aquela dor que senti invade cada partícula do meu corpo, apunhala minha alma e meu coração. Eu consigo sentir aquela agonia, a falta de ar e o buraco se abrindo novamente aos meus pés. Escrever esse texto é uma tentativa de estacar essa dor que me atinge mais uma vez e manter meus pés firme nesse chão.

Coincidência ou não, nesses últimos dias tenho recebido muitas mensagens de leitores que chegam até o blog através de uma pesquisa no Google, após perderem sua mãe também. Essas palavras chegam cheias de dores, mas também de compaixão e alívio. Quando perdemos alguém que amamos nos sentimos injustiçados, como se aquilo tivesse acontecido só com a gente. Ao descobrirmos outras pessoas na mesma situação, nos sentimos amparados e nos encontramos na dor do outro. Só quem perdeu a mãe conhece essa dor, que imagino seja diferente a de perder um filho e só quem perdeu um sabe como é. Existem perdas que são irreparáveis e ponto. E nós temos que aprender de um jeito ou de outro a lidar com a dor.
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08 mar 2016

O milagre da maternidade

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Milagre: “Não acredita em Deus? Tenha filhos.”

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Denise Fraga costumava dizer essa frase ao ver o milagre dos filhos crescendo: “não acredita em Deus? Tenha filhos”. Acho que nunca acreditei tanto em Deus, até que tive meus filhos. Primeiro veio Benjamin me mostrando que milagres existiam e filhos eram prova viva disso. Depois chegou Stella refortalecendo toda minha fé, me fazendo enxergar que Deus pode lhe tirar algo e tentar preencher essa falta de alguma forma.

Benjamin foi a minha primeira conexão com Deus e a chegada da Stella me fez começar a rezar, a me comunicar, mesmo que de forma tímida, com os Deuses e até com a minha mãe que há dois anos foi fazer parte desse outro plano. Quando se tem filhos, nos munimos de livros e manuais a procura de uma fórmula para criarmos as crianças ou da melhor receita para curar aquele resfriado que insiste em não ir embora. Mãe vive com medo e cheia de angústias, queremos, acima de tudo, ser a melhor mãe e, de preferência, perfeita.
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02 mar 2016

Paternidade é uma função própria do pai

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar. Içami Tiba

 

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Para Içami Tiba, Família de alta performance é quando todos os membros da família fazem o melhor possível, integrando tudo o que sabem usando para o bem de si mesmo, das pessoas ao seu redor, sua família, sociedade e do planeta. Hoje uma família de alta performance precisa de pais e mães que participem, assumem suas funções e que sejam educadores.

Desde que voltei a trabalhar tenho pensado muito na paternidade de uma forma mais integrada na vida dos filhos. Por aqui, marido participa efetivamente da educação e cuidados das crianças, inclusive tem me saído muito bem em seu papel como pai de dois. Constantemente, tenho pensado na vida das mães solteiras e na coragem da minha mãe que criou duas filhas sozinhas. Acho que nunca tinha pensado no valor dessa condição. É difícil criar dois filhos com companheiro, nessa correria do dia a dia, com as finanças, os compromissos profissionais, familiares, pessoais, quem dirá sozinho.
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17 fev 2016

Política também faz parte do maternar

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Política também envolve nossos dilemas maternos

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Já faz um tempo, revelei para o meu pai que não gostava de política. A verdade é que não estudo a respeito e não me sinto à vontade para entrar numa discussão sobre o assunto. As informações que tenho são baseadas em conversas com ele, outras que leio ou vejo na TV. Além de não ter tanto embasamento, não entro em rodas de conversas com esse tema porque não curto o tom e o lado para o qual as pessoas levam o assunto. Política gera mal entendidos, desrespeito (afinal, poucos respeitam e ouvem de coração aberto a opinião do outro), leva até a fim de relacionamentos. Refletindo esses dias sobre a maternidade e tudo o que ela acarreta, descobri que, de certa forma, gosto de política, afinal maternar também é fazer política.

Toda mulher exerce e acumula várias funções quando vive o papel de mãe, consequentemente também pratica política. Estamos a todo tempo fazendo escolhas: o que comprar para dentro de casa, como alimentar a criança, para qual escola ela vai (e como irá), se vai assistir TV, quanto tempo e que cultura vai consumir. A mãe é a grande responsável e idealizadora das mudanças na organização da vida familiar. Estamos preocupadas com a igualdade de gêneros, com o mercado de trabalho, o juros alto, com a educação, religião, com a segurança mundial, com a lancheira e obesidade infantil, com o Zika Virús, com consumismo consciente, com a separação do lixo, com o meio ambiente, com as relações, em como lidar com as frustrações de nossos filhos, em ajudar o próximo, em melhorar o mundo. Estamos preocupadas em participar de debates que contribuem para uma sociedade melhor e de passar mais tempo com os nossos filhos.
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04 fev 2016

Tempo: as reflexões de uma mãe

Tempo, tempo, tempo…

reflexão

Haverá um dia em que vocês não mais encontrarão os brinquedos pelo chão.

Essa frase foi dita pela professora, na formatura da Luna, filha da minha amiga Rose, do blog Vida de Mãejestade. Desde que li, em dezembro,  ela norteia meus pensamentos. Eu vinha refletindo muito sobre as coisas que vou demorar um pouquinho para fazer, agora com uma bebê tão novinha, das viagens que eu e marido não faremos tão cedo sozinhos, da casa sempre bagunçada com coisas de criança espalhadas por todos os lados, as noites mal dormidas, da dor nas costas, das manhas, das bolsas a preparar todas as noites, os choros, das 22985637 vezes que escutamos a palavra “mãe” diariamente, da falta de tempo para um banho longo, para uma leitura, para dormir mais um pouquinho, da preguicinha que dá em fazer algumas coisas com dois filhos.

Pensamentos que contradiziam com outros. Como a velocidade implacável do tempo. Tem todas essas coisas (e muito mais) citadas acima, mas tem também o fato de que é muito gostoso ter filhos e as crianças crescem rápido demais. Outro dia mesmo, Stella era uma RN e eu chorava porque estava achando que não daria conta de passar sozinha pela licença maternidade. Chorava porque ela só queria dormir comigo na cama (e eu com ela), porque queria colo 101% do tempo e eu tinha medo que isso fosse para sempre. Quanta ingenuidade (!), nem parecia mãe de segunda viagem. Não sei em qual momento, mas havia me esquecido que tudo aquilo passaria, era só uma fase. Pois logo Stella descobriu que era mais confortável dormir em seu espaço. E eu descobri que precisava aproveitar mais cada segundo com ela. Lembro de acordar uma madrugada para atendê-la. Levantei reclamando e ao aninhá-la em meus braços e colocá-la no seio para mamar, algo iluminou minha mente como uma mensagem que dizia “isso também vai passar”.
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18 jan 2016

Segunda-feira, recomeço e oportunidades

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Pode parecer impossível, mas que quero viver um caso de amor com a segunda-feira. Afinal, por que não amá-la como se fosse sexta-feira?

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Tudo começou quando conheci o pefil no instagram Mulheres.com.dinheiro, no qual a Fabina Ramos fala sobre finanças para mulheres e idolatra a segunda-feira de forma inspiradora.  Aí chegou o Natal quando recebi por mensagem instantânea aquele texto que dizem ser do Carlos Drummond de Andrade, no qual fala que a ideia de cortar o tempo em fatias se deu o nome de ano, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que vai ser diferente…

Refletindo sobre essa coisa toda de ano novo, recomeço, oportunidades, pensei na segunda-feira. Todo mundo deseja a sexta-feira como se fosse o amor da vida, como se ela fosse a solução para todos os nossos problemas, cansaços e o começo da diversão.  No domingo todos já estão de bode, porque lá está a segunda-feira batendo a porta. A segunda-feira é sempre rejeitada e vista com maus olhos. Eu também tinha (ou tenho) certa repugnância por ela, mas passei a querer desejá-la bem, pois assim como o primeiro dia do ano, o primeiro dia do mês, a segunda-feira é o primeiro dia, o início de uma nova semana. Assim como o ano novo, a segunda-feira é o recomeço, também é renovação. Não deixa de ser uma oportunidade para fazermos algo novo, finalizar um projeto, planejar a semana, colocar sonhos em prática, de mudar o que nos incomoda, de fazer algo diferente no trabalho, em nossa vida… olhar além do horizonte.
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15 jan 2016

Sobre medo, dinossauro e coragem

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2015. Crédito: Pixar/Divulgação. Férias na telona. Filme O bom dinossauro.

 

Eu tenho medo“. Confessou-me Benjamin.

Mas você tem coragem“. Afirmei.

Tenho“.

Você sabe o que é coragem?”, questionei.

Ué, é quando a gente tem medo, mas vai e faz“.

Benjamin tem apenas 4 anos, mas às vezes é como se eu falasse com um pequeno sábio. Parece-me ousado em suas teorias e cauteloso demais em suas ações. Vejo nele uma característica que sempre tive: medo. Dar pulos mirabolantes do sofá ou da cama para o chão, é com ele mesmo. Mas se aventurar nos brinquedos de um parque, nem pensar. Balanço, trepa-trepa, gangorra só sentiram o calor das mãos e a insegurança de Benjamin. Como mãe fico sempre na dúvida se devo encorajá-lo ou obrigá-lo a fazer algo que sente medo, para ver se ele enfrenta.

Não tem problema sentir medo, a verdade é que precisamos senti-lo, por razões até de sobrevivência. O reflexo do medo nos paralisa em determinadas situações, o que de certa maneira é ótimo, afinal, sem medo, teríamos todos uma vida louca, imbecil e quiça curta. Imagina, se toda criança não sentisse medo e saísse por aí colocando a mão na jaula de um tigre. Precisamos do medo para nos proteger dos perigos. Seja criança ou adulto, o medo sempre vai existir, algumas vezes mais forte, em outras nem tanto.
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06 jan 2016

Metas: 18 perguntas para ajudar na realização dos objetivos

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

metas

Ideas backgrounds

Eu disse aqui que um dos meus objetivos principais esse ano, é trabalhar minha espiritualidade, buscar a evolução da minha fé, ser uma pessoa otimista e isso inclui ser feliz todos os dias. Esse aperfeiçoamento, além de ser para que eu possa ter uma vida plena, é principalmente, pelos e para os meus filhos, minha família. Um ponto crucial para me manter otimista, por exemplo, é não reclamar. Fazemos reclamações constantes de coisas pequenas e considero isso um dos maiores sabotadores da nossa energia, produtividade e bem estar. Portanto, um dos meus maiores desafios do ano novo é eliminar os comportamentos, atitudes e crenças negativas e limitadoras que possam me boicotar. Para isso, tracei duas metas para me ajudar a combater esses infratores.

A primeira: anotar, religiosamente todos os dias, um motivo para sorrir e para agradecer. Pode ser algo que vi na rua, algo bom que aconteceu, uma música, uma lembrança, enfim, não importa o tamanho do que seja ou tenha acontecido. O que vale é o sentimento bom que aquilo me causou, o sorriso que me fez soltar.
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04 jan 2016

Ajuste seus objetivos e metas para 2016

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

METAS

Se você ainda não fez, ainda dá tempo de ajustar seus objetivos e metas para o ano que acaba de começar. Muitas pessoas acreditam que metas e objetivos são a mesma coisa, no entanto existe diferença entre eles:

Objetivo é o que você quer conquistar, atingir. Exemplo: trocar de carro, realizar uma viagem, mudar de emprego, casar, ter filho, etc.

Meta é pensar no tempo e nos meios que o farão conquistar determinado objetivo. Ou seja, é preciso traçar um plano: preciso tomar 2L de água por dia, vou colocar uma garrafa de 2L na minha mesa do trabalho, tomar metade dela até a hora do almoço, a outra metade até o fim do expediente. Outro exemplo: durante 12 meses, economizarei um valor mensal estipulado para daqui a um ano fazer a viagem dos meus sonhos.

Embora não sejam a mesma coisa, objetivos e metas andam lado a lado. E para conquistar nossos objetivos e metas, é preciso ter foco. Eu costumo listar todos os meus objetivos e repassá-los constantemente para ver se estão seguindo o caminho certo para atingi-los. Minha lista é dividida em categorias:
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22 dez 2015

Árvore de Natal

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Imagem do Google

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Nessa época do ano é comum ficarmos mais nostálgicos. Eu sou por natureza e fico ainda mais em fim de ano. Começo a pensar em tudo o que passou no ano, faço balanço das metas atingidas, começo a pensar nos objetivos para o próximo ano. Lembranças da vida, em geral, como a infância e das pessoas que amamos, ficam mais persistentes. Duas músicas antigas, sempre me fazem refletir sobre essa coisa louca que é viver e, recentemente, ao escutá-las, o coração ficou do tamanho de uma ervilha. Uma delas é do Lulu Santos, na qual ele fala que nada será como foi um dia. A outra é da Cássia Eller,  “Por enquanto”, e mexe comigo porque eu já cheguei a acreditar que tudo era pra sempre.

Nada do que foi será
de novo do jeito que já foi um dia
tudo passa, tudo sempre passará,
a vida vem em ondas como o mar,
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