11 maio 2017

Filha de mãe solteira com muito orgulho

Outro dia comentei no instagram que a história da mãe do Marcos Piangers era muito parecida com a história da minha mãe. Choveu de gente me mandando mensagem compartilhando sua história e falando que não sabia que eu era filha de mãe solteira. Pois bem, sim, sou filha de mãe solteira. Acho que nunca tive dimensão exata do que isso significava e vim ter só na vida adulta e com exatidão das dificuldades, após a minha maternidade.

filha de mãe solteira

Sempre admirei minha mãe. Sempre a achei uma mulher porreta. Ela criou duas filhas sozinhas. E não apenas por isso, mas pela história de vida dela. Por todos os desafios, por todas as suas escolhas, por tudo o que ela enfrentou, pela coragem e alegria de viver que permaneciam vivos dentro dela. Das escolhas, eu contaria aqui uma delas, mas não tenho esse direito. Foi algo que só no fim da sua vida, reconheci o tamanho do sofrimento que ela carregou.
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10 abr 2017

Precisamos melhorar o modo como nos tratamos e cuidamos um do outro

Precisamos melhorar o modo como nos tratamos

Precisamos melhorar o modo como nos tratamos e cuidamos um do outro

A Netflix lançou no primeiro final de semana de abril, a série 13 Reasons Why ou Os 13 Porquês , inspirada no livro homônimo do escritor Jay Asher. Ambos contam a história de Hannah Baker, uma garota de 17 anos que, com os seus pais, está iniciando uma vida nova em uma nova cidade. Hannah é uma adolescente comum, bonita e que como todos quer ter amigos e ser feliz. No entanto, muitos dos seus colegas a magoam. Alguns sem se dar conta do quanto suas atitudes podem prejudicar. Outros a magoam com crueldade.

Então ela começa a sofrer bullying na escola e começa a sentir medo, a se isolar e se sentir mal. Ela tem apenas um amigo, o Clay, também um grande admirador seu, porém tímido, por quem ela começa também a se sentir atraída. No entanto, ele não é motivo suficiente para impedí-la do suicídio. Ao voltar para casa, Clay encontra um pacote com 13 fitas cassete. Ao começar a ouví-las, Clay e até nós expectadores, ficamos desnorteados
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29 mar 2017

Por que as pessoas desestimulam as viagens com crianças?

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade, Viagem

Em janeiro fechamos nossa viagem de férias/2017. A data da viagem está longe ainda, mas para não acontecer como ano passado, que eu e marido não conseguimos casar nossas férias, dessa vez nos planejamos e fechamos tudo com antecedência. Uma coisa me surpreendeu muito! Quando comento com alguém sobre a viagem, a pessoa geralmente responde com uma pergunta: mas vocês vão levar as crianças??? Ou quando falamos o destino, as pessoas comentam de forma pejorativa: vocês vão pra lá com as crianças? Alguns afirmam: eu não viajaria com meus filhos! Eu não faço viagens com crianças! Deixa as crianças com alguém! E por aí vai… Eu queria saber: por que as pessoas tentam desestimular as viagens com crianças? E como alguém não faz viagens com crianças, sendo seus próprios filhos?

Porque eu não viajaria sem meus filhos

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Meus filhos não pediram para nascer, eu quis que eles nascessem. Eles fazem parte de mim e enquanto eu puder, quero carregá-los por todo canto como se eu fosse uma mãe canguru. A minha vida não tem graça sem eles. Embora eu sinta sim vontade de fazer uma viagem rápida sozinha com o marido, consigo imaginar a nossa depressão por não ter as crianças por perto. E a gente falando “se o Benjamin e a Stella estivessem aqui…”.
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22 mar 2017

Chata é a mãe!

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Amo ser mãe. E queria apenas ser mãe, sem ser chata. Não me disseram, mas uma está embutida na outra. Quando nasce uma mãe, nasce também uma chata.

chata é a mãe

A mãe tenta fazer de tudo para agradar, se desdobra e parece que quanto mais ela faz, mais chata ela se torna. O filho não precisa falar nada! Basta uma boca torta, uma revirada de olhos, uma bufada. Esses sinais anunciam que a mãe é uma chata. Até que um dia a mãe ouve isso com todas as letras, sílabas por sílabas, “QUE CHATA!”. Para impor respeito a mãe olha com aqueles olhos grandes (que filho não tem medo quando a mãe olha assim?!) que perguntam silenciosamente “o que você disse?”. Nada não! Claro, a mãe ouviu demais.

Tenho reparado e chego a conclusão que não tenho encontrado a fórmula e tem me parecido impossível ensinar, aconselhar, sugerir, fazer uma pessoinha enxergar como se faz algo sem ser taxada como chata. Se levo para escovar os dentes a criança caindo de sono, sou a carrasca da escovação. Se peço pra ir pro banho (tenho que repetir 100 vezes a mesma coisa), sou a louca do banho. Se faço comer frutas e verduras, sou um monstro. Se coloco pra dormir cedo, sou chata. Se peço pra fazer lição de casa, sou chata. E se pararmos pra pensar, veja como mãe faz cobranças. Guardou os brinquedos (?), coloca a roupa no cesto de lavar, arruma sua cama, comeu o que hoje (?), apaga a luz, sai desse jogo, desliga a TV, come de boca fechada, não tranca a porta do banheiro, não joga bola pela casa…. A mãe respira e é… (complete a frase)! Perfeita é mãe, só do Joãozinho.
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24 fev 2017

Fantasias maternas – Qual é a sua?

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Toda mãe tem fantasias maternas! Algumas inconfessáveis e outras nem tanto. Mas a verdade é que nem todo mundo tem coragem de revelar algumas das suas fantasias. Eu jamais diria o que vou dizer agora, mas fui encorajada depois que assisti o filme Perfeita é a mãe! e me identifiquei com a fantasia materna da personagem feita pela atriz Kristen Bell, dona de casa e mãe de 4 filhos. A fantasia materna dela é sofrer um pequeno acidente de carro, nada grave, algo só para ser internada por duas semanas, dormir o dia todo, ver TV sem cansar. Juro, me identifiquei.

Outra fantasia minha: fugir. Passar um fim de semana, sozinha, num hotel aqui em SP mesmo, só pra fazer coisas minhas. Ler um livro numa tacada só. Assistir um filme. Ou novela. Ter a TV só pra mim. Comer o que eu quiser, sem me preocupar em ser um exemplo ruim.

Podem me julgar.
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23 jan 2017

Por que a gente quer ter filho?

Quanto mais penso nos problemas, mais problemas acho. Poderia listar uma infinidade de coisas que poderiam me fazer achar a maternidade um eterno cansaço. Nós (digo nós, eu e marido), por exemplo, não temos ajuda de ninguém com as crianças e com a casa. Corrigindo, com a casa temos uma ajudante a cada 15 dias. Claro que não ter ajuda dificulta um pouco mais a nossa vida de pais, mas também já me acostumei com a emoção. Adoraria ter ajuda com as crianças, mas não temos porque falta avó-tia-vizinho-pessoas-de-fé-e-camaradas-pau-pra-toda-obra porque cada um tem a sua vida, porque moramos distantes, porque eu também não sei pedir e aceitar ajuda. Enfim, por n motivos e eu poderia falar um post inteiro sobre isso

Já ouvi que não tenho ajuda em casa porque não quero. Carinha pensativa… Sim, poderia ter uma ajudante diariamente ou três vezes por semana. Seria até um sonho. É uma mão-de-obra cara, um investimento que eu e marido após alguns estudos e análises decidimos não bancar. É uma escolha como tantas outras. Assim como tem gente que tem ajudante diariamente mesmo passando aperto. Enfim, cada um com suas escolhas.
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22 nov 2016

Escolha de mãe – Nova plataforma da Philips Avent

escolha de mãe

A Philips Avent, marca mundialmente reconhecida por produtos e qualidade, que acredita no empoderamento de mãe e pais, acaba de lançar a plataforma Escolha de Mãe. O objetivo é promover uma discussão saudável sobre as diferenças e opiniões individuais. Ao descobrirmos a gravidez, entramos na maior jornada das nossas vidas. Somos envolvidos por diversos sentimentos. Desde então, nos deparamos com inúmeras escolhas e cobranças. Philips abraçou um movimento em busca de mais respeito pela opinião das mães e estimula a importância de seguirmos nosso instinto.

Assim como um filho é diferente do outro, sabemos que na maternidade não existe o certo e errado. Existem histórias, crenças e culturas diferentes. Consequentemente, cada mãe e pai, fazem escolhas baseadas no que acreditam ser melhor para seus filhos e sua família em geral. Não devemos desejar a perfeição aos olhos de todos. Basta estarmos seguras com as nossas decisões, sabendo que cada escolha nossa é fundamentada nas necessidades dos nossos filhos, no amor e na vontade de querer vê-los bem dentro do que acreditamos ser certo.
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26 out 2016

Simplesmente mãe

Mãe de casal, mãe de meninas, mãe de meninos, não importa, simplesmente mãe

simplesmente mãe

Desde que Stella nasceu eu passei a expressar que era como ganhar na loteria ter um casal. Até que um dia externei isso, assim despretensiosamente, num grupo de amigas. Eu e essa minha mania de falar antes de pensar! Dizer isso me incomodou e desde então tenho pensado muito a respeito. Primeiro deixa eu explicar o que eu quero dizer com isso. Eu desejei muito ter uma menina, esse sempre foi um sonho. Stella chegou e quem nos acompanha aqui sabe que ela veio num momento da vida me trazendo muitos significados. A euforia e felicidade foram tão grandes que até hoje não encontrei palavras para definir meu sentimento, então passei a  usar essa referência, ter um casal é como ganhar na loteria. Que porcaria de definição!

Dia desses, minha prima, mãe já de um menino, deu à luz a uma menina e eu soltei outra das minhas pérolas. “Bem-vinda ao mundo cor de rosa”. E saí da maternidade com a frase ecoando na minha cabeça. O que eu quis dizer com aquilo? Obviamente, era algo como bem-vinda ao mundo dos flus flus. Não adianta fugir, existem algumas diferenças entre meninos e meninas. A minha menina eu encho de laços, enquanto meu menino é super básico com suas camisetas de super heróis. No entanto, ela já brinca com os carrinhos dele. Ele adorou quando a irmã ganhou uma boneca que já fez parte de suas brincadeiras com seus bonecos heróis.
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13 out 2016

Mãe não tira férias

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

E chegou a tão desejada férias da mãe que trabalha fora. Mas a minha conclusão é que mãe não tira férias, mesmo de férias!

mãe não tira férias

Planejei milhões de coisas para fazer. Ler aquela pilha de livros da cabeceira. Organizar os armários (não só arrumar, mas limpar tudo por dentro). Passar a montanha de roupas. Colocar a casa minimamente em ordem. Assistir a alguns filmes da infinita lista marcada no bloco de notas do celular. Terminar a séria preferida na Netflix. Fazer um bolo da tarde. Talvez uns biscoitinhos. Uma receita mais elaborada (eu gosto de ir pra cozinha quando tenho tempo). Trabalhar em projetos pessoais. Viajar. Descansar. E… acabaram as férias. Foram tantos planos como se eu fosse sozinha na vida e não tivesse dois filhos. Aliás, o primeiro ano de férias como mãe de dois. Sendo um dos filhos, uma pitica no frescor de seu primeiro ano e dois meses, com moléculas de energia percorrendo o corpo todo. Ah, também não foram 365 dias de férias, foram apenas 20.
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27 set 2016

A vida é uma coleção de perdas

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

“A vida é uma coleção de perdas”, disse meu pai num desses “sermões” cheios de conselhos sábios 

perdas

A vida é uma coleção de perdas. Perdemos espaço, oportunidades, tempo, chances, emprego, coisas, cabelo, energia, amigos, perdemos pessoas… Perdemos até parte de nós. Perdemos tempo brigando por coisas pequenas, com as pessoas que amamos. Perdemos o momento de ficar quietos. Existem momentos na vida de conclusão e a perda pode vir em diferentes aspectos e por circunstâncias externas, como o caso da morte. Assim como com a morte, para cada perda resta-nos passarmos por todas as etapas do luto. Há o choque inicial, o período de negação ou dúvida e o momento em que os sentimentos estão todos misturados de forma torrencial. Depois, vem o instante em que nos damos conta de que o fato é real e, por fim, a aceitação. Para toda perda, precisamos nos permitir vivenciar todos os estágios e aprender a dizer adeus. Deixar embora faz parte da existência.

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