25 set 2015

Redescobrindo a maternidade

Imagem: UOL

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Stella nasceu, passaram-se 15 dias e me deparei com um bebê totalmente diferente do primeiro que tive há 4 anos. Minha sensação era de uma mãe de primeira viagem. Não compreendia seus choros e nem porque chorava tanto, não sabia muito o que fazer e não entendia o motivo dela querer ficar no colo 101% do tempo. Parece inacreditável, mas é isso, fiquei com Stella o tempo inteiro no colo por 7 semanas, não adiantava colocá-la no carrinho, berço, cadeirinha de balanço, nada, ela acordava em 3 minutos. Ok, agora as coisas estão melhorando, comecei a marcar no relógio e ela começou a ficar um tempo de 16 minutos, depois 20, 30 e sábado passado, pela primeira vez em sua vida, dormiu por 4 horas seguidas no berço – algo que foi recorrente durante essa semana. Mas quando ainda não conseguíamos esse feito, cheguei a ficar desesperada por não conseguir fazer outra coisa além de estar à disposição dela por completo. Foi quando comecei a pesquisar na internet e encontrei o texto sobre Teoria da Extero-Gestação e daí em diante foi como redescobrir a maternidade.
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10 jun 2015

O dia que eu quis fugir de casa

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

fugir de casa

Imagem Google

Será que toda mãe já sentiu vontade de fugir de casa?

Marido doente. Filho fazendo manha. Tanque cheio de roupa pra lavar. Máquina também. Pia com louça. Filho fazendo muita manha. Mãe perde o controle, grita, se arrepende e lavando roupa começa a chorar. Tem dias que é difícil levar a vida. Você acorda lutando contra tudo que possa acabar com seu dia, mas parece que nenhum esforço adianta. E aí você só consegue pensar: imagina daqui um mês, serão dois filhos, tudo em dobro pra fazer, para dar atenção, resolver e continuarei a mesma, não me tornarei mulher maravilha como meu filho confirma que sou. Acho que o jeito é fugir de casa.

Por mais que você tenha a colaboração do marido, não parece ser suficiente. Primeiro porque homens não enxergam tudo o que a mulher enxerga. Ele lava a louça, mas não limpa o fogão que está gritando de sujeira. Coloca roupa na máquina de lavar, mas nem vê a roupa de molho no tanque. Não é uma crítica, tá? É apenas uma constatação. Talvez nem seja culpa deles…e seja melhor fugir de casa.
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01 jun 2015

O medo de não amar o segundo filho

por
Gabi Miranda

Desabafo, Gravidez, Maternidade

Quero saber, você sentiu medo de não amar o segundo filho?

medo de não amar

Dizem que é comum sentir isso, no início da gestação tive medo de não amar o segundo filho. Esse era só o primeiro dos conflitos e angústias que uma mãe de dois encontra pela frente. Quando temos o primeiro filho, somos chamadas de mãe de primeira viagem, mas na verdade acho que seremos sempre marinheiras de primeira viagem nesse campo desconhecido que é a maternagem. Muitas dúvidas da primeira gestação se dissipam, mas muitas outras surgem com a segunda gravidez, a começar que é totalmente diferente da anterior e traz igualmente alvoroços para nossa cabeça e coração. O segundo filho será diferente do primeiro, nós pais já somos diferentes, a segunda gestação é uma nova história. E é normal sentir medo de não amar o segundo filho.

Da primeira vez, por exemplo, eu tinha menos medo do parto, da dor e nem pensava nisso. Eu tinha medo mesmo de sair da maternidade com aquele pacotinho, de trocar fralda (coisa que até então nunca tinha feito), da hora em que ficássemos a sós e medo de deixar de ser filha para ser mãe. Achava o máximo gerar outro ser dentro de mim, amava quando ele mexia, mas tinha medo também de não amar Benjamin. Ele era um estranho pra mim. Fui invadida mesmo por esse sentimento chamado amor, quando o vi pela primeira vez, depois em doses diárias, com o toque, o cuidado. Amor que crescia e doía e me fez chorar por muitas vezes. Amor raro, ímpar, infinito e sem explicação.
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26 maio 2015

Meus filhos são do mundo

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

filhos-sao-do-mundo

Lembro do meu medo de perder todas as primeiras vezes e gracinhas do Benjamin. Sentimento cravado no peito quando voltei ao trabalho e o deixei no berçário, aos cinco meses de vida. Perderia cenas clássicas do filme da vida do meu filho e quem assistiria seriam pessoas desconhecidas pra mim que talvez me narrariam os acontecimentos sobre o desenvolvimento daquele ser que eu tinha colocado no mundo. Ouvindo, eu sentiria ciúmes e vontade de chorar por perder momentos ímpares e sentiria meu coração de mãe se quebrar por não fazer parte daquele momento.

A primeira vez que Benjamin engatinhou foi, para minha surpresa e felicidade, na frente da minha mãe. Não senti ciúmes e nem tristeza, pelo contrário. Aquele dia corri feliz para casa, ansiosa para os meus olhos verem o que minha mãe tinha narrado e mais feliz ainda por ter sido com ela, que me narraria tudo detalhadamente, e, principalmente, porque não era qualquer pessoa. Era a minha mãe, avó dele, que tinha Benjamin como seu filho de ouro. E de certa forma era.
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08 maio 2015

Perdi minha mãe e aprendi a sentir gratidão

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

perdi-minha-mae

Minha mãe seguia a filosofia da Sei-cho-no-ie. Uma das máximas dessa religião é agradecer e ser grato, principalmente aos antepassados. Então, além da fé que ela possuía, minha mãe sentia muita gratidão pela vida e pelas pessoas. Vivia dizendo que tínhamos que ser gratos pelos pais que tínhamos. Hoje eu entendo mais o que ela queria dizer com isso.

Uma vez li um texto de Eugênio Mussak, na revista Vida Simples, no qual ele explicava que existe uma diferença entre agradecimento e gratidão. Agradecer tem a ver com ato e educação, claro é nobre e fortalece as relações. Mas gratidão “é um sentimento, algo que se carrega no peito, que pertence à pessoa como um valor, uma filosofia de vida”.

Quando perdi minha mãe, aprendi algumas coisas. Após um ano da morte dela, sinto-me feliz e com o peito cheio de gratidão. É claro que morro de saudades e tem dias que sinto vontade de chorar de tanta falta que ela me faz. Já fiquei deprimida me achando uma bosta de filha por estar me sentindo feliz em tão pouco tempo após sua morte. Mas imagino que minha mãe queira me ver bem. A minha felicidade no momento, vem de encontro com o meu sentimento de gratidão. Ando feliz com a vida, essa que foi me dada pela minha mãe. Feliz com a pessoa que me tornei, com a família que construí e tudo isso tem o dedo dela.
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08 dez 2014

O tipo de mãe que sou: quase (im)perfeita

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

tipo-de-mae

Eu não arrumo a mochila da escola…
não faço a lancheira…
não leio a agenda…
normalmente não sou eu que arrumo ele de manhã para sairmos…
raramente o acordo com beijinhos (essa manhã foi um dia atípico)…
e raramente sou eu que faço o leite dele pela manhã e a noite também…
não entro numa briga para ele vir tomar banho comigo, pegunto uma vez e como a resposta é sempre “não”, viro as costas e tomo o meu banho…
ocasionalmente levanto de madrugada para atendê-lo…
não sou portadora de paciência infinita…
não grito muito com ele e nunca bati nele…
eventualmente o coloco para dormir…
ah se não fosse o pai que ele tem…
e mesmo com todos esses meus não afazeres, ele me beija, me abraça e me ama de um jeito que só nós sabemos.

Fico a me perguntar…

Que tipo de mãe eu sou?

Eu faço um carinho nele que ninguém mais faz igual…
meu colo também é diferente…
quando o acordo com beijinhos, ele acorda de bom humor…
antes de sair me certifico sempre de estar levando uma blusa para ele…
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21 jul 2014

Quando dei um passo para frente e decidi deixar meu autoritarismo de adulto de lado

Há 4 meses, Benjamin que já havia passado pelo processo de desfralde com sucesso, voltou a fazer xixi na cama. No início era uma vez ou outra, depois começou a ser algumas vezes, até que se tornou repetidamente, todos os dias – o que estava gerando um stress aqui em casa. (dá banho logo cedo, troca a roupa de cama, lava – e não basta jogar na máquina e pronto, tem que por de molho, lavar à mão com sabão de coco, depois por na máquina para bater- cheiro de xixi é uma praga! Até outro colchão compramos). Você acaba não dormindo direito e acorda todos os dias com aquela expectativa: será que está seco?!

Sejamos claros: as mães vivem às voltas com o xixi que escapa das fraldas, as cuequinhas e os macacões molhados, os lençóis e os colchões ao sol, as montanhas de calças para lavar, e vão acumulando rancor, tédio e mau humor, sentimentos decorrentes do fato de acharem que seus filhos deveriam aprender a se controlar e da crença de que seriam capazes de fazê-lo quando completassem 2 anos. (Laura Gutman)
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22 abr 2014

Sou 1/3 de mãe…e agora, surto ou agradeço?

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Imagine uma agência recrutando profissionais para a vaga mais difícil do mundo. São 135 horas por semana, não tem hora para descanso, sem férias, sem feriado prolongado, sem hora para dormir – e mesmo quando estiver dormindo, tem que ficar alerta porque pode ser chamado. É exigência  ter conhecimentos em medicina, finanças, culinária e mais em outras coisas. Detalhe: não tem remuneração. Esse trabalho deve ser feito somente por amor. Parece absurdo, mas TODA mãe exerce essa função.

Essa foi a campanha que bombou na internet semana passada, emocionando milhares de mãe, inclusive eu.

http://www.youtube.com/watch?v=HB3xM93rXbY

Instantaneamente, ao assistir e ler a matéria sobre esse vídeo, fiz uma reflexão sobre um termo que circula por aí e que me incomoda bastante, o “mãe em tempo integral”. Pelo que entendo do contexto que já vi esse termo circular, “mãe em tempo integral” é aquela que não trabalha. Ou melhor (antes que me apedrejem), a definição correta, é aquela que não trabalha fora de casa e se dedica aos filhos.  Na maioria dos casos, ela deixou de trabalhar para se dedicar inteiramente aos filhos. E, a casa, obviamente e injustamente (ou não), vem de brinde.
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22 mar 2014

A despedida das coisas e da casa

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Entramos no quintal da casa e Benjamin logo anuncia “a vovó está aqui sim”. Eu e minha irmã nos entreolhamos. Já havia explicado para ele que iríamos na casa da vovó guardar as coisas dela e que ela não estaria lá. Ao entrar na casa ele fala com aquele ar teatral de criança “ah, ela não está aqui não”.

A casa estava do jeito como ela deixou, tudo limpo e em seu lugar. Até o café de oito dias atrás estava no bule sob a mesa. Chegamos para imperar a desordem – aquela que da nossa vida já havia se apossado.

Dizem que essa é uma das partes mais difíceis: se desfazer das coisas da pessoa que se foi. Já havíamos decidido o que fazer com os móveis, roupas, utensílios de cozinha. Doaríamos para a casa de idosos que mamãe prestava serviço voluntário, todas as quartas, religiosamente.

Realmente, é muito estranho e doloroso encaixotar tudo, desfazer das coisas de uma vida. Você passa a ter nesse momento o entendimento exato de que a pessoa não existe mais, nunca mais vai entrar pela porta, pegar o telefone para te ligar, abrir a geladeira, escolher uma daquelas roupas para vestir. Vocês nunca mais sentarão àquela mesa para compartilhar um almoço de domingo, para elogiar um pudim que deu certo ou rir muito porque ele se despedaçou.
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14 mar 2014

Perdi a melhor parte de mim: minha mãe

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

perdi minha mãe

Segunda-feira, 10 de março, aniversário do marido.
Clima de festa. Festa surpresa que contou com a ajuda da minha mãe.

Na tarde daquele dia minha mãe havia passado mal e mesmo assim foi pra minha casa com a preocupação de pegar o bolo do “genro querido” – como ela dizia.

Soube depois pela minha irmã, que nossa mãe preferiu ir para minha casa a ter que voltar para casa dela e ficar sozinha.

Ao chegar e encontrá-la estranhei sua cor. Estava amarela. Comentei e dei-lhe um beijo.

Ela brincou, abraçou, beijou o Benjamin, cantou parabéns. Comeu e bebeu pouco. Relatou-me sobre seu mal estar mais cedo. Só mais tarde soube que não era um simples mal estar.

Todos foram embora. Antes, tiramos uma foto juntos: minha mãe, minha irmã, eu, Benjamin e marido. Aquele seria nosso último registro, nosso último encontro e nenhum de nós fazia ideia disso.

No último beijo pronunciamos juntas:

Eu: nossa mãe, como você esta gelada!
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