31 jul 2017

Como é difícil ser mãe de dois

Ser mãe de dois é mais difícil do que se pensa

mãe de dois

A gente acha que vai ser fácil porque já temos a experiência em como lidar com algumas situações. Mas é muito difícil ser mãe de dois. Nesse fase da vida, sinto que estou sempre em débito com um dos meus filhos. E porque trabalho fora, sinto que minha dívida está ficando enorme, pois não consigo equilibrar meu tempo, afazeres e atenções. Percebi há algum tempo, num simples comportamento do filho mais velho.

Olhando aí pelas nossas fotos no instagram, ninguém percebe. Meu primogênito comporta-se como uma criança da sua idade. Não está mais na fase dos Terrible Twos, mas tem dias bons e ruins. Claro que eu adoraria que permanecesse só os dias bons, os quais ele é um menino incrível que parece a frente do seu tempo e idade. Mas os dias ruins servem para me lembrar o quanto ele precisa de mim, impondo limites e oferecendo todo o amor que eu puder. Serve também para me advertir da responsabilidade que tenho, do equilíbrio, resiliência e paciência que preciso exercitar.

Entre nós, temos uma pequena de quase 2 anos, que na foto do instagram só esbanja fofura. Mas exige o mesmo trabalho, ainda mais que o primogênito. No meio disso tudo, sou engolida por um furacão de sentimentos. Entre eles a frustração e a culpa. Por não estar desempenhando a maternidade como gostaria. Por não passar com meus filhos o tempo necessário. Por muitas vezes perder a paciência. E quando o mais velho reage de forma ruim, me puno e me questiono: o que estou fazendo de errado? Sim, porque eu só posso estar cometendo algum erro.

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Sinto que tenho pouco tempo para a parte boa da maternidade. E a maior parte está envolvida com as obrigações cotidianas. Poxa, assim como é chato pra eles ouvir, é chato pra mim também repetir a todo instante pra ir pro banho, escovar os dentes, fazer lição de casa, ir pra cama cedo, etc. Agora multiplica isso por dois. É difícil ser mãe de dois. Percebo que saio do prumo com pouca coisa. Porque o menino faz gracinhas para ir pro banho. Porque ele chama de “mãe chata” e “mãe brava” a todo instante. E isso já começa a me chatear. Até porque na maioria das vezes produzo um comportamento que não gostaria. Mas quando vi já foi, perdi a mão, o time, a paciência. Perdi o momento de agir como a mãe que eu queria ser.

A mãe que eu quero ser existe e está aqui dentro. Sei disso, porque ela recobra os sentidos pedindo desculpas e enchendo de amor seus pequenos. E assim vamos seguindo juntos num processo de acertos, erros e aprendizados. Perfeita, acho que só a mãe do vizinho

 

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