27 set 2017

De olho no futuro financeiro dos filhos

por
Gabi Miranda

Destaque, Dinheiro, Maternidade

Desde que engravidei do Benjamin uma das minhas maiores preocupações é o futuro dele. Acho que toda mãe se preocupa com isso, né? O futuro financeiro dos filhos. Eu me preocupo muito com a questão financeira, de garantir uma reserva para quando meus filhos estiverem grandes. Sinto que a geração dos meus pais não tinha essa preocupação, nem a de oferecer educação financeira. Talvez por falta de conhecimento e também por falta de oportunidade e possibilidades. O fato é que eu não fui educada financeiramente e quando passamos por dificuldades financeiras, sofri muito para lidar com a situação. E também não tive recursos para fazer um intercâmbio ou pagar faculdade, nem ganhei carro ao completar 18 anos.

Nada disso me faz uma pessoa melhor ou pior, claro. E não me fez falta na época, mas claro teria sido ótimo para o meu futuro – que hoje é o meu presente. Verdade seja dita, isso me faz pensar melhor no futuro financeiro dos filhos. Hoje eu tenho uma visão sobre educação financeira, quero que meus filhos aprendam a lidar com dinheiro. E embora, o mundo dos investimentos pareça estranho por ter suas taxas, siglas e porcentuais incompreensíveis, fiz investimentos para as crianças. Comecei timidamente. Quando o Benjamin nasceu fizemos uma poupança para ele. Um ano depois, fizemos uma previdência para o Benjamin e recentemente a Stella que já tinha a poupança dela também, ganhou uma previdência.

Muitas pessoas chegam no blog através dos meus textos sobre finanças e algumas me perguntam por que eu fiz previdência para o Benjamin, quais os benefícios e se eu gosto mesmo. Eu fiz para garantir um futuro financeiramente estável para meu filho. O plano que eu fiz foi no banco no qual tenho conta e no qual abri a conta poupança para os dois filhos. Pra mim é o plano que achei interessante e gosto muito. Acho que essa escolha é pessoal. É igual a tudo na maternidade, o que é bom para minha família, nem sempre é bom para a sua. Então, o primeiro passo que indico para quem está de olho no futuro financeiro dos filhos e quer começar a investir, é decidir o valor que você pode poupar mensalmente.

Especialistas em economia indicam a seguinte divisão: 50% do dinheiro para despesas fixas e obrigatórias (contas), 30% para entretenimento e extras e 20% para investimentos. Outra dica importante e que aprendi desde que comecei a me educar financeiramente, é pagar-se primeiro. O que significa isso? Separar todo mês uma quantia pré-determinada de toda sua renda e fazer esse dinheiro trabalhar para você. Ou seja, investir. Bom, mas isso tudo pode variar de acordo com a renda e estilo de vida de cada família. Mas o importante é determinar a quantia de quanto você vai poupar, porque esse é um dinheiro que você não vai mexer.

Leia mais sobre pagar-se primeiro 

Feito isso, chegou a hora de estudar as opções oferecidas. Em geral, o mercado oferece renda fixa (exemplo: poupança e títulos como previdência e tesouro), indicada para pessoas mais ponderadas como eu, pois é mais segura e tem uma renda razoável. E renda variável que são ações de empresas (entre outros) que tem um perfil mais arriscado, no entanto o retorno é maior. Eu só indico a segunda opção para quem tem muito conhecimento financeiro. Para começar, a melhor opção é a renda fixa. A longo prazo, esses títulos começam a apresentar bons resultados. A ideia da previdência que fiz para o Benjamin, por exemplo, é ser resgatada daqui alguns bons anos e fiz uma opção com seguro para o caso de acontecer algo comigo, ele receberá uma quantia maior.

Logo depois que fiz a previdência do Benjamin, me empolguei e fiz uma pra mim também. Nós, adultos, começamos a pagar uma previdência muito tarde e o ideal seria começar uma assim que começamos a trabalhar. Precisamos ficar de olho no futuro financeiro dos filhos, mas também no nosso futuro. A previdência que fiz pra mim, também vem com seguro e se algo acontecer comigo, está dividida para que três pessoas receba o dinheiro poupado. Não tem investimento certo ou errado, tem aquele que corresponde melhor a cada família. E você faz pensando numa finalidade para ele. Pode ser para seu filho fazer uma faculdade. Para presenteá-lo com um carro aos 18. Sei lá. Isso também é algo particular.

Eu sonho que esse dinheiro será para o Benjamin e Stella realizarem um intercâmbio. Mas sabemos que os sonhos das mães nem sempre são os sonhos dos filhos. Gosto de pensar que esse investimento vai de alguma forma garantir um futuro financeiramente estável para eles.

Leia: você tem uma relação saudável com o dinheiro?

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