08 ago 2016

Deixe o pai do seu filho participar dos cuidados e criação

Em comemoração ao Dia dos Pais, essa semana aqui no blog, os textos serão especialmente dedicado a eles, o primeiro, um conselho às mamães: deixe o pai do seu filho participar

 

pai do seu filho

Não é novidade que nós, mães, concentramos a maior parte das tarefas relacionadas exclusivamente ao bebê e, vamos combinar, parte disso é porque não deixamos o pai fazer do jeito dele, sempre estamos metendo o bedelho. A imagem que se tem de um pai é a de um cara bagunceiro, indisciplinado, sem noção, que deixa as crianças jogadas, não lembra os horários das refeições e ainda as alimenta com porcarias e assim por diante. Essa imagem precisa ser deletada, pois os papais tem participado cada vez mais da criação dos filhos e também dos cuidados do lar. Está na hora de pararmos de reforçar por aí a imagem de que o pai faz tudo errado e, principalmente, de deixá-los fazer do seu jeito.

Quando Benjamin nasceu, eu tinha muita dificuldade em deixar o marido participar e quando deixava, eu ficava falando como ele deveria fazer. Com o tempo, fui me soltando, afinal também era marinheira de primeira viagem e fui deixando ele participar cada vez mais. Percebi que era importante essa interação entre pai e filho também nas rotinas e cuidados diários não só pela contribuição que ele me dava, mas também para a relação dele com o Benjamin. Psicólogos afirmam, é essencial que os pais tenham a chance de fazer a sua parte (e do seu jeito), pois filhos que contam com a participação ativa do pai, são mais felizes, saudáveis e bem resolvidos afetivamente e, inclusive, nas relações fora do lar.

Desde que comecei a deixar o marido participar mais, ele me mostrou ser um pai incrível! Alimenta, dá banho, coloca para dormir, olha as agendas escolares, prepara a lancheira, dá bronca, leva ao pediatra, brinca… e isso tudo acaba beneficiando muito a minha vida, pois quando um está dando banho o outro está fazendo outra coisa. Agora com dois filhos, vejo o quanto sou privilegiada em ter por perto um marido e pai do jeitinho como ele é. Cá entre nós, ele só deixa a desejar na hora de vestir as crianças para sair e às vezes o acho muito rígido nas broncas (segredo, tá?!). Além de tudo, acho o máximo a relação dele com o Benjamin e admiro ainda mais o jeito leve dele encarar a paternidade. Reparem, os pais são bem menos neuróticos que nós.

Com essa dinâmica aqui em casa, percebo que eliminamos alguns esteriótipos de gênero na educação das crianças. Benjamin está muito acostumado a ver eu e seu pai dividindo os cuidados com eles e também da casa. Não existe também aquela coisa de que só o pai dá a bronca e só a mãe é chata (tá, eu continuo sendo a mais chata, mas alguém tem que fazer esse papel). Mas ambos, somos uma figura de aconchego, apego, carinho e amor.

Pai participativo

 

O que eu percebo nas relações entre pai e mãe, é que muitos pais querem participar dos cuidados com os filhos sim, mas as mães não permitem porque acham que eles vão atrapalhar mais do que ajudar. Por um defeito genético, a maioria de nós, não consegue aceitar que as coisas não sejam feitas do nosso jeito, estamos sempre falando como fazer (somos assim até com nossos filhos, reparem, seu filho está tentando colocar a camiseta, antes que ele consiga, já fomos lá e colocamos para ele). Se a gente não der a oportunidade para que o pai aprenda e faça do jeito dele, ele nunca aprenderá como se faz. É como trocar fraldas, assim como nós aprendemos, os pais também são capazes de fazê-lo (por aqui brincamos que marido trocou mais fraldas do Benjamin do que eu, rs).

Acho que essa participação do pai, é também fundamental para que ele possa se construir e inventar seu jeito de ser pai. Mas também não sou dessas que vangloria pelo pai ser tão presente. Já ouvi comentários “nossa, como o Roberto cuida das crianças, é um bom pai” como se fosse uma coisa de outro mundo. Agora ninguém fala “como a Gabriela cuida das crianças, é uma ótima mãe”. Ainda existe um conceito errado de que a mãe não faz mais que a obrigação. Vamos combinar que ser um pai presente também não é nenhum favor. Pai participativo não está fazendo nada além do que é esperado dele como pai. E nós contribuímos deixando de reforçar a imagem negativa do pai incompetente e deixando ele participar. 😉

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