12 jan 2018

Divórcio – como ficam os filhos?

Divórcio. O fim de um casamento tipicamente desencadeia uma onda de emoções nos adultos, incluindo raiva, tristeza, ansiedade e medo. Como os filhos ficam diante do fim do relacionamento dos pais?

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A experiência do divórcio, que já não é fácil para os adultos envolvidos, pode se tornar devastadora para as crianças. Principalmente, quando elas se tornam alvo das disputas e depositário das frustrações dos pais.

Muitos casais evitam se separar por causa dos filhos, mesmo com o relacionamento conjugal arruinado. Manter um casamento por causa dos filhos é um dos erros mais frequentes que acontecem. Uma separação amigável é infinitamente melhor para uma criança do que uma convivência desarmônica e conflituosa.

É essencial que as crianças sejam comunicadas sobre o que está acontecendo. Mas as explicações e a quantidade de informações devem ser adequadas à idade e à capacidade de compreensão da criança. Não se pode pensar que ela não sabe que está acontecendo algo diferente, ou que não entende. Pode ser que ela não compreenda efetivamente o que é um divórcio, mas ela sabe que as coisas mudaram. Ela percebe e sente, e por isso tem que ser comunicada.

É importante que ambas as partes do ex-casal estejam presentes no anúncio da separação. O filho deve saber que, independente das mudanças que fatalmente irão acontecer, o vínculo com ambos os pais não está ameaçado.  A comunicação reforça um sentimento de segurança e de confiança da criança em seus pais, e isso é fundamental para uma boa relação e uma melhor elaboração da separação.

É essencial que as crianças sejam tranquilizadas sobre a permanência e a continuidade da relação com os dois progenitores. Além disso, é essencial que a criança continue mantendo contato com as duas famílias: avós, primos, tios e todos os outros com quem tinham relação antes da separação.

A criança não pode ser induzida a escolher

Os filhos nunca devem ser levados a ter que escolher entre um dos cuidadores, tendo a liberdade de amar ambos os pais de igual forma, sem uma imagem denegrida de um deles e sem conflitos de lealdade ou perguntas como: “de quem é que você gosta mais?” ou “com quem você gosta mais de estar?”. Outro comportamento muito comum de pais separados é o de usar as crianças como “veículos” de transmissão de mensagens entre os pais. Os adultos devem se comunicar, seja diretamente ou com outro mediador – adulto!

É interessante que os pais comuniquem a escola sobre o processo que estão passando, e peçam para que sejam informados caso haja alguma mudança no comportamento e no rendimento escolar.

Filhos de pais separados não tornam-se adultos traumatizados. O que diferencia uma experiência traumática de uma não-traumática é como a separação se deu, qual posição essa criança ocupou durante o processo, e quais condutas foram tomadas pelos pais a fim de suavizar as dores, os medos e conflitos derivados da situação. Mesmo que o sofrimento seja inevitável, afinal a separação interfere em toda a vida familiar, se feita de forma adequada e preocupada com a criança, ela continuará saudável, sentindo-se amada e segura.

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