22 out 2015

Incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê

por
Gabi Miranda

Bebê, Filhos, Gravidez, Maternidade

Incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê.

Você sabia que ao engravidar é importante saber seu tipo sanguíneo para evitar a formação de anticorpos que ataquem o sangue do bebê?

Imagem Google

Imagem Google

Funciona assim, quando a mulher engravida, um dos primeiros exames solicitados é o de tipagem sanguínea para descobrir qual o grupo sanguíneo que ela faz parte. Na superfície de cada célula do corpo há um grande número de antígenos que tem uma função que se assemelha à de uma antena. Um desses antígenos é o fator Rh. Cada pessoa possui um fator Rh que poderá ser positivo (fator Rh dominante) ou negativo (ausência do fator). Quando as células da mãe não contém o fator Rh e as do feto contém (tornando-o Rh positivo), o sistema imunológico da mãe entende o feto e suas células com Rh positivo, como um corpo estranho. Isso faz com que o sistema imunológico da mãe desenvolva anticorpos para se defender. Isso é conhecido como incompatibilidade sanguínea.

Se a mulher e o marido forem Rh negativo, não tem com o que se preocupar, o corpo da mãe não estranhará, pois nesses casos é praticamente impossível o feto ser positivo. Mas se o marido é Rh positivo, o feto pode herdar o fator Rh do pai e assim ser incompatível com o da mãe. Foi o que aconteceu por aqui na gestação do Benjamin e agora na da Stella: sou Rh negativo, enquanto o pai é positivo. No entanto, na primeira gestação essa incompatibilidade não significa um risco, mas há prevenções a serem tomadas nesse período pensando na segunda gestação. Alguns médicos, pedem que na 28ª semana, a gestante receba, através de uma injeção, uma dose de imunoglobulina Rh, para prevenir a produção de anticorpos. É comum também os médicos pedirem para tomar uma única dose dessa injeção após 24 horas do parto ao invés de tomar uma dose na gestação e outra depois. Foi o que meu médico receitou nas duas vezes, tomei essa injeção (uma picadona no bumbum) um dia após o parto do Ben e também após o parto da Stella. O bebê não precisa de nenhum tratamento.

Essa prevenção é importante para eliminar sérios problemas nas gestações seguintes. Numa segunda gravidez, se o bebê for Rh positivo, os anticorpos do sistema imunológico da mãe podem atravessar a placenta e atacar as células de sangue do bebê, podendo causar anemia ou até mesmo algo mais grave como insuficiência cardíaca ou hepática no bebê. Isso é conhecido como doença Hemolítica Perinatal. Portanto, é bom ficar atenta e tomar as medidas necessárias indicadas pelo seu médico de confiança. 😉

compartilhe!

0

comente!

Comente!