03 abr 2017

Criando meninas

por
Gabi Miranda

Destaque, Livros, Puericultura

Criando meninas

Li recentemente o livro “Criando meninas”, do psicólogo Steve Biddulph, mesmo autor de “Criando meninos”, e a obra me trouxe bastante reflexões. A leitura me fez pensar muito sobre a criança que fui, sobre algumas experiências que tive na infância, o quanto estou me conhecendo melhor através do convívio com a Stella, sobre a minha responsabilidade em criar uma menina – pois sabemos, os perigos de ser uma mulher é grande!, na mulher que eu desejo que ela se torne, no quanto precisamos ensinar as meninas se defenderem e expressar claramente suas necessidades e opiniões, no quanto terá de mim dentro da minha filha (nós somos muito parecidas com as nossas mães, embora possa não parecer), na importância de ter por perto mulheres fortes que exerçam outras formas de influências (e aí sinto muito por minha mãe não estar aqui e ser uma dessas mulheres). E me fez pensar, sobretudo, outra coisa: que oportunidade maravilhosa essa tal de maternidade.
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31 mar 2017

Sobre dar exemplos

por
Gabi Miranda

Destaque

Quais exemplos você dá para seus filhos?

Imagem Google

Dia desses, recebi por engano algo (gostoso pra caramba) que era para outra Gabi. Percebi a confusão e não cheguei a pensar: e agora, vou comer ou vou avisar? Avisei. Combinamos que eu deixaria na portaria para que pudessem retirar. Um horinha depois a pessoa me contatou dizendo que eu podia ficar com o presente alheio, pediu-me outro favor e agradeceu imensamente por eu ter avisado. Mas agradeceu muito mesmo. Agradeceu demais. Por eu ter avisado e por ser tão querida.

Oras, como assim? Meu peito até estufou de alegria. Pela gratidão da moça, por eu ter ganhado um presente por acaso, que nem era pra mim. Mas ela não tinha nada que agradecer tanto. Porque é assim que tem que ser. Eu estava só fazendo o meu dever como cidadã. Só estava exercendo a educação e exemplos que recebi da mamis. Se não me pertence, devolvo. Pra mim é algo natural.
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29 mar 2017

Por que as pessoas desestimulam as viagens com crianças?

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade, Viagem

Em janeiro fechamos nossa viagem de férias/2017. A data da viagem está longe ainda, mas para não acontecer como ano passado, que eu e marido não conseguimos casar nossas férias, dessa vez nos planejamos e fechamos tudo com antecedência. Uma coisa me surpreendeu muito! Quando comento com alguém sobre a viagem, a pessoa geralmente responde com uma pergunta: mas vocês vão levar as crianças??? Ou quando falamos o destino, as pessoas comentam de forma pejorativa: vocês vão pra lá com as crianças? Alguns afirmam: eu não viajaria com meus filhos! Eu não faço viagens com crianças! Deixa as crianças com alguém! E por aí vai… Eu queria saber: por que as pessoas tentam desestimular as viagens com crianças? E como alguém não faz viagens com crianças, sendo seus próprios filhos?

Porque eu não viajaria sem meus filhos

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Meus filhos não pediram para nascer, eu quis que eles nascessem. Eles fazem parte de mim e enquanto eu puder, quero carregá-los por todo canto como se eu fosse uma mãe canguru. A minha vida não tem graça sem eles. Embora eu sinta sim vontade de fazer uma viagem rápida sozinha com o marido, consigo imaginar a nossa depressão por não ter as crianças por perto. E a gente falando “se o Benjamin e a Stella estivessem aqui…”.
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27 mar 2017

La La Land – por que eu gostei tanto

por
Gabi Miranda

Destaque, Entretenimento, Maternidade

La La Land

A maioria das pessoas com quem comento sobre o filme La La Land, demonstra certa resistência por se tratar de um musical. O início do filme espanta um pouco, nos fazendo achar que será um filme inteirinho num diálogo musical inacabável. Isso porque a primeira cena, é uma sequência deliciosa de música e dança no meio de um trânsito infernal. Mas assim que acaba fica claro que não será uma continuação de diálogos cantados.

O filme conta sobre os sonhos e o romance entre a atriz iniciante Mia e o pianista apaixonado por Jazz, Sebastian. Ambos, estão em busca de oportunidade em suas carreiras quando se apaixonam. As músicas foram inseridas no filme de forma harmoniosa e impecável. Casa muito bem a entrada de cada canção. E causa uma vontade de sair dançando pela rua. A primeira coisa que fiz ao sair da sala do cinema, foi baixar a trilha sonora no spotify. E ouvi por dias seguidos e ainda não enjoei, se é que isso é possível.
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24 mar 2017

Por que mudei minha filha de escola

Depois que contei nas redes sociais que tinha mudado a Stella de escola, muitas pessoas me mandaram mensagens perguntando por que mudei minha filha de escola, já que anteriormente ela estava na mesma escolinha onde o Benjamin ficou 4 anos. Eu podia listar algumas coisas que nunca me agradaram desde a época do Benjamin. Mas acho injusto se eu primeiramente o mantive lá e depois ainda deixei a Stella. Ou seja, algo de bom tem. Prefiro explicar porque não mudei o Benjamin antes e a resposta é simples: porque ele era muito bem cuidado. Embora isso fosse um fato, a Stella não iria pra lá se eu tivesse encontrado um lugar que me agradasse totalmente. No entanto, a verdade é que faltam berçários com ambientes apropriados e profissionais preparados para lidar com bebês. E porque lá era um local físico adequado e com profissionais carinhosos, a matriculei lá também.

Penso que nós, pais, não podemos ter papel de coadjuvantes no aprendizado do nossos filhos. Acho que colocar o filho no berçário/escolinha é uma das decisões mais difíceis dos pais de primeira viagem. Adquirida a experiência, acredito que nosso primeiro papel, é escolher uma instituição de ensino que deve se aproximar ao máximo possível do nosso estilo de vida e, principalmente, dos nossos valores de vida.
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22 mar 2017

Chata é a mãe!

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Amo ser mãe. E queria apenas ser mãe, sem ser chata. Não me disseram, mas uma está embutida na outra. Quando nasce uma mãe, nasce também uma chata.

chata é a mãe

A mãe tenta fazer de tudo para agradar, se desdobra e parece que quanto mais ela faz, mais chata ela se torna. O filho não precisa falar nada! Basta uma boca torta, uma revirada de olhos, uma bufada. Esses sinais anunciam que a mãe é uma chata. Até que um dia a mãe ouve isso com todas as letras, sílabas por sílabas, “QUE CHATA!”. Para impor respeito a mãe olha com aqueles olhos grandes (que filho não tem medo quando a mãe olha assim?!) que perguntam silenciosamente “o que você disse?”. Nada não! Claro, a mãe ouviu demais.

Tenho reparado e chego a conclusão que não tenho encontrado a fórmula e tem me parecido impossível ensinar, aconselhar, sugerir, fazer uma pessoinha enxergar como se faz algo sem ser taxada como chata. Se levo para escovar os dentes a criança caindo de sono, sou a carrasca da escovação. Se peço pra ir pro banho (tenho que repetir 100 vezes a mesma coisa), sou a louca do banho. Se faço comer frutas e verduras, sou um monstro. Se coloco pra dormir cedo, sou chata. Se peço pra fazer lição de casa, sou chata. E se pararmos pra pensar, veja como mãe faz cobranças. Guardou os brinquedos (?), coloca a roupa no cesto de lavar, arruma sua cama, comeu o que hoje (?), apaga a luz, sai desse jogo, desliga a TV, come de boca fechada, não tranca a porta do banheiro, não joga bola pela casa…. A mãe respira e é… (complete a frase)! Perfeita é mãe, só do Joãozinho.
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