24 mar 2017

Por que mudei minha filha de escola

Depois que contei nas redes sociais que tinha mudado a Stella de escola, muitas pessoas me mandaram mensagens perguntando por que mudei minha filha de escola, já que anteriormente ela estava na mesma escolinha onde o Benjamin ficou 4 anos. Eu podia listar algumas coisas que nunca me agradaram desde a época do Benjamin. Mas acho injusto se eu primeiramente o mantive lá e depois ainda deixei a Stella. Ou seja, algo de bom tem. Prefiro explicar porque não mudei o Benjamin antes e a resposta é simples: porque ele era muito bem cuidado. Embora isso fosse um fato, a Stella não iria pra lá se eu tivesse encontrado um lugar que me agradasse totalmente. No entanto, a verdade é que faltam berçários com ambientes apropriados e profissionais preparados para lidar com bebês. E porque lá era um local físico adequado e com profissionais carinhosos, a matriculei lá também.

Penso que nós, pais, não podemos ter papel de coadjuvantes no aprendizado do nossos filhos. Acho que colocar o filho no berçário/escolinha é uma das decisões mais difíceis dos pais de primeira viagem. Adquirida a experiência, acredito que nosso primeiro papel, é escolher uma instituição de ensino que deve se aproximar ao máximo possível do nosso estilo de vida e, principalmente, dos nossos valores de vida.

Sou a favor também de procurar me informar sobre a qualificação dos professores, coordenadores e toda equipe de profissionais. Se uma escola (e não importa se é pequena) tem professores que falam e escrevem errado, não é apropriada para uma criança em fase de aprendizagem (e para nenhuma outra criança, né?!) A fala é importante para os pequenos desde quando são bebês, pois é por meio dela que eles aprendem as primeiras palavras e a se comunicarem.

Temos não só que acompanhar o conteúdo ensinado, mas também ter papel participativo na escola e em casa. A escola precisa deixar que os pais desempenhem também uma parceria, ambos precisam andar de mãos dadas. A escola fornece estrutura de conhecimento às crianças. Os pais educam e motivam as crianças a praticarem esse conhecimento em casa e nas rodas sociais. E faz parte do nosso papel como pais, acompanhar a qualidade do serviço prestado. Se a escola é reticente em algum ponto, desculpa, não vale. É primordial também que não falte empatia de ambos os lados. A instituição precisa se colocar no lugar dos pais ao enviar um comunicado ou responder um recado na agenda, por exemplo.

Durante o período do Benjamin na escola anterior, eu sofri muito achando que estava sendo conivente com coisas que não faziam parte dos nossos valores. Ao colocar a Stella no mesmo local, mesmo sabendo o quanto ela era bem cuidada, era como se estivesse cometendo o mesmo erro duas vezes. Eu me dei um prazo de 6 meses a 1 ano para resolver isso de vez. Claro, fui muito abençoada na hora de tomar a decisão. Quando eu paro pra pensar, percebo o quanto o Universo age na minha vida nos momentos em que mais preciso. Tanto, que no caso dessa mudança, durante esse um ano, eu rezava para abrir a unidade kids no colégio do Benjamin. E no final de ano 2016, praticamente recebemos um convite para a Stella ir para lá. Foi tudo perfeito.

Claro que tive medo de fazer a mudança. Toda mudança dá frio na barriga. Fiquei preocupada pensando se era um capricho meu ou se era para o bem dela mesmo. Porque uma mudança de escola pode ser traumática. Nesse caso, antes ser para mim, do que para um dos meus filhos. Por isso, sempre pensei que mudança de escola tem que ser cogitada somente em casos extremos. Tem coisas que dá para serem toleradas. O colégio atual, como o próprio nome diz (colégio) é maior e fiquei com receio da adaptação, dos cuidados. Mas vem correndo tudo bem.

A instituição tem valores que combinam muito com os meus. Os profissionais são qualificados e extremamente atenciosos. Tanto que já estou mal acostumada com os bilhetinhos super educados na agenda. A Stella virou o xodó de todos e tem se desenvolvido muito bem. Além disso, ela e Benjamin estão mais próximos. Embora estejam em unidades diferentes, é uma ao lado da outra, o que facilita a logística do marido para levá-los e buscá-los. Concluo que as mudanças foram positivas e saudáveis, fazendo bem para toda a família. Meus filhos estão felizes. E meu coração está tranquilo e em paz.

Veja como foi quando o Benjamin mudou: Feliz Nova Escola

 

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4 respostas para “Por que mudei minha filha de escola”

  1. Adoro seu jeito de falar com palavras simples coisas que tocam nosso coração… tenho certeza que a Stella (e você!) será muito feliz nessa nova etapa. <3

  2. Janaína disse:

    A escolha certa é mesmo muito difícil. Mas, quando as coisas acontecem naturalmente através de uma parceria entre pais e escola, tudo fica mais fácil e o coração se acalma, estabelecendo assim o elo de confiança.
    Parabéns pelos filhos maravilhosos!!!

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