07 jun 2017

Quando está na hora do desfralde?

por
Gabi Miranda

Bebê, Desenvolvimento, Destaque

Dúvida comum entre as mamães: quando chega a hora do desfralde?

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Recebemos dois bilhetes da escola da Stella indicando que estava na hora do desfralde dela. O primeiro eu fingi que não vi (quem nunca?) e o segundo eu não pude mais evitar. Lembro até hoje quando recebi o bilhete falando da hora do desfralde do Benjamin. Essa é uma notícia que chega inesperadamente, pega a gente de surpresa. O bebê cresceu!

Já me peguei ansiosa pensando no desenvolvimento infantil das crianças, mas para a hora do desfralde nunca tive pressa nenhuma. Com o Benjamin foi um processo muito tranquilo que correu sem pressa e muito bem quando iniciamos.

Embora a escola acredite que Stella esteja preparada, eu não tenho muita convicção. Stella já avisa há algum tempo que fez cocô, mas não acho que esse indício seja o suficiente para concluirmos que é a hora do desfralde e que ela está pronta para passar por esse processo. Não sou especialista no assunto, mas tenho um case de sucesso com o Benjamin e quais foram os sinais que me fizeram ter certeza que era a hora do desfralde dele?

Três sinais que indicam a hora do desfralde

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  1. O Benjamin começou a nos avisar que tinha feito xixi ou cocô. Ou seja, ele já tinha esse discernimento;
  2. Depois ele passou a avisar no momento em que estava fazendo xixi. Ele já reconhecia o que estava acontecendo, inclusive a sensação;
  3. Mesmo de fralda, ele começou a avisar antecipadamente que queria fazer xixi ou cocô. Isso é o controle natural dos esfíncteres é o sinal mais importante, pois sinaliza que a criança já consegue controlar as suas necessidades.

A Stella já está no sinal 2, porém, ela começa a fazer xixi e diz que está fazendo cocô. Ela não sabe distinguir um do outro. Então, acredito que ainda temos alguns meses para que ela dê mais sinais de que esteja preparada. Além de ter a consciência das sensações do que seu corpo está realizando, é importante ela já ter o controle natural das suas necessidades. Tem um texto muito interessante sobre isso, da Laura Gutman, no livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra“.

 

Leia também: O controle natural dos esfíncteres e o autoritarismo dos adultos

 

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