02 ago 2016

Sobre amamentação

Vamos falar sinceramente sobre amamentação?

amamentação 

Começou ontem e vai até o dia 07/08 a Semana Mundial do Aleitamento Materno

Que amamentar é um ato de amor e aumenta o vínculo entre mãe e bebê, contribui para o desenvolvimento emocional, cognitivo e sistema nervoso, todos nós já sabemos. Os benefícios são inúmeros para a saúde do bebê e isso é muito bem divulgado. Porém, fala-se pouco das dificuldades que algumas mulheres podem encontrar no início da amamentação. Apesar de ser algo natural, a amamentação nem sempre é simples. Os primeiros dias da amamentação podem ser bem difíceis para algumas mulheres, como pode ser tranquilo para outras. Posso afirmar que para mim foi tranquilo com Benjamin e Stella, apesar de ter tido nas primeiras semanas rachaduras nos dois seios.

O desconforto mais comum entre as puérperas são os mamilos rachados, que geralmente são causados pela pega incorreta do bebê ou pela alta frequência de mamadas. Aqui, por exemplo, Stella pegou corretamente na primeira tentativa, logo após o parto, mas como se sabe, durante os dois/três primeiros dias nosso seio só produz colostro e, acredito, que isso faz com que o bebê sugue com mais ferocidade uma vez que não sai quantidade significativa como o leite materno que sai em jatinhos. Resultado, no terceiro dia meus mamilos estavam bem rachados e doloridos a cada mamada. O leite desceu no terceiro dia a noite e Stella já começou a sugar menos forte o que aliviou. Depois a amamentação foi fluindo melhor e os mamilos ficando menos rachados e doloridos. Ou seja, como tudo na vida, isso passou.

Acho que o mais difícil pra mim é o cansaço e as poucas horas de sono. Quase não se fala do quanto a gente dorme pouco, o quanto o cansaço nos consome, e, para amamentar é primordial que a mãe descanse, se alimente bem e consuma bastante líquido para que seu corpo possa produzir leite. Amamentar é prazeroso, mas antes de se tornar uma experiência incrível (como de fato é!), pode ser um desafio. Com a Stella já tive mais dificuldade para amamentar a partir do 3º mês de vida dela. Eu estava bem exausta, dormia pouco e consequentemente produzia menos leito do que o esperado. Ela vivia no peito. Era uma delícia, mas também um pouco exaustivo.

Eu já disse aqui no blog algumas vezes que acho a amamentação uma das experiências mais incríveis da vida materna. Incrível, além de ter um quê milagroso. Imagina que nosso corpo é perfeito, gera por 9 meses outro ser perfeito, depois produz o alimento que o bebê precisa. Isso, sem contar o que acontece cada vez que o bebê mama, todo o processo que ele passa. A anatomia oral do bebê é perfeita para a amamentação. Por tudo isso, eu indico para quem esteja passando por essa fase e esteja tendo dificuldades, persista. Não só pelo bem do bebê, mas pelo bem de ambos, mãe e bebê. Existem dificuldades a serem superadas, mas tudo isso passa. É preciso ter paciência, persistência, apoio, encorajamento. Busque ajuda, mas não desista! E para quem ainda está grávida, sugiro começar a se informar sobre a amamentação e ir se preparando (psicologicamente) para passar por essa fase. Com informação e apoio, acredito sim ser possível vencer essa etapa. 😉

 

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