03 mar 2017

O poder do discurso infantil

Uma vez, alguém me disse que criança perde a graça a partir dos 5 ou 6 anos. Os bebês sempre ganham presença por serem mais graciosos e fofos. Certamente essa pessoa, que já não lembro quem seja, não convive com uma criança de 5 anos, não imagina o poder do discurso infantil. Digo isso, porque convivo diariamente com uma criança nessa idade e posso afirmar, uma criança de 5 anos tem tanta graça quanto um bebê. Falo com certeza, pois tenho as duas experiências aqui em casa.

Talvez o meu menino de 5 anos tenha desenvolvido habilidades para superar as comparações e a invisibilidade causada por um bebê a uma criança de 5 anos. Porque aos olhos de adultos desatentos, o menino de 5 anos (ou mais), torna-se invisível. Percebo isso nos corredores e elevadores por onde andamos. Meu filho também percebe e já me questionou porque um adulto não o cumprimentou e só falou com sua irmã. Sim, acontece – e muito – disso. E me sobe um sentimento próximo a raiva. Uma vontade de ir lá tirar satisfação com o indivíduo mal educado que simplesmente ignorou a presença do meu primogênito e causou-lhe certa angústia e frustração. Quiçá algum dia ele desenvolva um sentimento até negativo contra a irmã, achando que ela pode ser uma ameaça à sua sociabilidade.
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12 nov 2015

Birra e os momentos que ninguém vê

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Imagem Google

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Sexta-feira passada comecei o dia bem. Acordei ao lado dos meus dois filhos amados, até postei uma foto nas redes sociais dizendo o quanto Benjamin é fofo com a irmã, o quanto é bacana ver a relação deles se construindo. Levantamos, preparei o café da manhã, tomamos, ajeitei as coisas e fui me arrumar. Benjamin sempre prestativo disse que ficaria brincando com a Stellinda. Era dia de pediatra e quando estava perto de sairmos, começou um daqueles momentos que ninguém vê. Benjamin começou fazer a maior birra dos últimos tempos. Benjamin é uma criança de ouro, muito comportada, boazinha, educada, mas ele tem tido momentos de birras. Ele nunca fez birra em público (meu maior pavor) e a birra aqui não é algo constante, no entanto, quando acontece dura um tempo interminável e nunca acaba como eu gostaria.

Geralmente, começam do nada e mesmo que eu o alerte sobre seu comportamento, ele continua. Não foi diferente na última sexta. Falei e respirei fundo uma, duas, três, quatro, cinco vezes e nada dele parar. Ele começou a gritar e eu perdi a paciência. Pareço boa mãe, mas fiz uma ameça horrível: “Benjamin, o prédio inteiro está ouvindo você gritar desse jeito, vão chamar a polícia pra mamãe. Quer que eu seja presa?!”. Obviamente ele disse que não, mas esse aviso não foi suficiente para ele parar. Pela primeira vez na vida, senti vontade de dar umas boas palmadas no Benjamin, mas eu continuava a respirava fundo. Stella só olhava atenta a tudo. Chegamos no carro e Benjamin continuava chorando e gritando. Foi terrível. Fiquei tão nervosa que mal conseguia dirigir. E nesse meio-tempo já havia dado a sentença a ele: sem televisão o final de semana inteiro, de sexta a domingo.
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15 ago 2014

Mania de explicação

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Mania de explicação

Aqui em casa já é constante ouvir as perguntas; “Por que?”, “o que é isso?”, “o que você disse, essa palavra?”, “o que é Jesus?” e imagino que as perguntas ficam cada vez mais cabeludas e complicadas de responder. Adultos complicam porque não sabem simplificar as respostas e tudo o que os pequenos querem (e precisam) são explicações simples para as coisas que parecem difíceis entender.

Criança tem mania de explicação e gosta de inventar.

“Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra”. Diz Isabel, personagem do livro “Mania de Explicação”, de Adriana Falcão. A obra virou uma peça de teatro musical e Isabel ganhou vida nos palcos através de Luana Piovani. O espetáculo chegou sábado passado (09/08) ao palco do teatro Frei Caneca, em São Paulo e nós fomos lá conferir a pré-estreia.

Pautada por músicas de Rau Seixas, a peça fala sobre as curiosidades de uma menina, aos 13 anos, que procura simplificar o mundo com as suas explicações e sentimentos. À sua maneira, ela dá sentido e novos significados às palavras cotidianas. A peça é toda filosófica, mas de uma forma lúdica, encantadora, sensível e muito poética.
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27 jan 2014

Memória de criança – por Roberto Piffer

por
Gabi Miranda

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Pesquisando algumas bobeiras pela internet, descobri que as crianças registram acontecimentos na memória somente após os 4 anos de idade. Descobri não, né… já sabia que não nos lembramos de tudo desde o momento em que nascemos, mas não sabia ao certo qual a idade em que as memórias passam a ficar gravadas e gerar lembranças para nós.

Alguns dias depois disso, me ocorreu um estalo: se o Benjamin tem apenas 2 anos e meio, tudo o que fizemos juntos até agora não será lembrado por ele. Ou seja, tudo que ensinei a ele e até que aprendemos juntos, não ficará na lembrança dele. Tive a sensação de que, a partir dos 4 anos de idade, tudo na vida dele começará do zero!

E todos os momentos legais que passamos juntos? E todas as coisas que fizemos: as vezes que jogamos bola, nadamos na piscina, experimentamos frutas novas, pulamos na cama? A casa em que vivemos os primeiros anos? Os apuros que passamos: trocar fralda nos shoppings, fugir da chuva, correr das pombas, atravessar a rua no colo? Tudo isso será simplesmente esquecido? Clique e continue lendo!

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12 ago 2013

O Desfralde

por
Gabi Miranda

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Sabe notícia inesperada? Então, recebi sexta-feira passada. Chegou a fase mais temida pela mãe aqui, o desfralde!

O mais engraçado é que nesse mesmo dia, uma colega da faculdade, também mãe, me perguntou sobre o desfralde do Benjamin. Respondi toda relax que ainda demoraria.

Nesse ano já havia conversado com a escola sobre o assunto e fui informada que ainda demorava, que Benjamin precisava dar mais sinais, além de saber falar, que provavelmente o desfralde aconteceria só no segundo semestre.

Interpretei a mensagem da seguinte forma: só quando Benjamin construir frases literárias, lá com 2 anos e 6 meses. Ou seja, final do segundo semestre.

Mas o segundo semestre começa em julho, Benjamin já completou 2 anos, já fala, já compreende o que falamos, algumas vezes arranca a fralda, faz xixi no vaso quando vai pro banho, reconhece o penico, e por mais que seja díficil para mãe assumir, o bebê já se tranformou numa criança, um moleque arteiro.

Receber notícia que você não espera, na maioria das vezes te pega de supetão. Eu que quase nunca abro a agenda do Benjamin, encasquetei de abrir na sexta-feira passada e me deparei com um comunicado extra oficial e gigante: Clique e continue lendo!

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11 abr 2013

Conhecendo personagens infantis

por
Gabi Miranda

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Eu sou tipo mãe alienada, não sei nada sobre personagens infantis. Pra você ter uma ideia, toda vez que Benjamin chegava próximo a geladeira da nossa casa, falava e apontava para o “hulio, hulio, hulio”. Ele me olhava com uma cara de “essa minha mãe não sabe de nada”. E não sei mesmo. A nossa geladeira é cheia de fotos de pessoas queridas e nenhuma delas chama-se Júlio. Eu ia lá saber o que significava o tal “hulio”. Pois bem caros leitores, o “hulio” que meu filho se referia é esse aqui:

Imagem do Google

Imagem do Google

Dois personagens que não simpatizo e, esses conheço, é a dupla Patati e Patatá. Não me condenem, mas não gosto de palhaços, gente. O único palhaço por quem tive uma simpatia na vida foi pelo palhaço do circo Tihany. Em casa não tem nada do Patati e Patatá, exceto um kit de artes que Benjamin ganhou em seu aniversário de um ano e abri recentemente porque agora ele tem interesse por pintar. Assim que abri, o pequeno Benjamin começa: “tati tataaa”. Filhos aprendem mesmo um monte de porcaria fora de casa. Clique e continue lendo!

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10 abr 2013

Meu filho tem manias

por
Gabi Miranda

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Benjamin não tem paninho. Ele não é apegado a nenhum ursinho e nenhum tipo de pano, seja fralda ou manta. De início, quando era bebezinho, algumas pessoas quando o colocavam para dormir, já aconchegava uma fralda no rosto dele, eu ia lá e tirava. Tem gente que acha bonitinho, coisinha de nenê, mas na boa, eu não acho não (nada contra os filhos e pais que curtem). Abre outro parênteses: outro dia vi uma criança saindo de um lugar com um paninho – modéstia falar assim no diminutivo, o negócio me lembrou a imensa trança da princesa Rapunzel, a criança ia saindo de onde estava e o pano ia sendo arrastado pelo chão da rua (olha que higiênico) e não chegava nunca ao final dele. Fecha parênteses. Nunca gostei desse hábito por dois motivos: 1. como Benjamin sempre se mexeu bastante, eu morria de medo dele se enroscar no pano e sei lá o que poderia acontecer (a gente sempre pensa o pior). 2. Esse é o fator principal de abominar o paninho. Num passado distante, numa aldeia longe, o bebê de uma conhecida usava esse tipo de recurso e aquele pano fedia tanto! Tinha um cheiro de azedo! Um horror! Um nojo pra falar bem a verdade (o mínimo que se deve fazer é trocar o tal pano diariamente). Aí sabe aquelas heresias que você quando não é mãe jura que não vai fazer quando se tornar uma? Então…só que nesse caso, essa maldição não voltou contra mim. Foi fácil não habituar Benzoca com essa mania. Clique e continue lendo!

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17 fev 2012

Eu curti e compartilho

por
Gabi Miranda

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Carnaval chegando e o Bossa Mãe vai entrar em recesso. Ahhhhhh, que pena! (risos) É que preciso doar tempo e disposição para escrever e vamos combinar que em pleno carnaval não vai rolar. Volto em seguida contanto as aventuras do primeiro carnaval meu Ben Tintin.

Para finalizar a semana pré Carnaval separei algumas coisas para compartilhar aqui.

*

Coisas de criança

Outro dia comentei aqui sobre a revista Pais & Filhos. Essa revista é deliciosa! No final dela tem uma seção de “opinião” onde alguns profissionais, porém pais, mães, avôs ou avós relatam algum tipo de experiência. Tenho que compartilhar uma de Juca Kfouri – avô, que recebeu em seu blog, uma carta de um aluno da terceira série. Segue a história.

“Uma avó é uma velhinha que não tem filhos. Ela gosta do filho dos outros. Um avô é um homem-avô. Ele leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos. Clique e continue lendo!

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