06 maio 2013

Filho de peixe – mistérios da genética, acasos da vida

por
Gabi Miranda

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Meu pai escreveu assim em seu último livro:

“se mistérios existem, acasos também, como o estranho bebê chegando à família”.

Antes mesmo do livro sair, eu estava grávida do Ben e meu pai teve uma conversa dessas comigo na praia. Eu entendia perfeitamente o que ele queria dizer, por diversos momentos na gravidez refleti sobre isso. Estava mega feliz com a chegada de um bebê e, principalmente, com a ideia de gerá-lo – o que pra mim sempre foi uma coisa muito louca e extraordinária: gerar um indivíduo…! Só que essa pessoinha era mesmo um indivíduo, metade de mim, outra metade do meu marido, que resultaria sabe-se lá em que tipo de ser humano.  Um estranho.

Benzoca nasceu e começaram as especulações. “Nossa, é a cara do pai” (ainda bem, né?!), “ah, mas tem os olhos da mãe” (só pra mãe não ficar chateada). Ele de fato nasceu com a cara do pai adulto, mas eu sempre enxerguei nele a minha cara de quando eu era bebê. Do marido ele não tinha nada de bebê. Se você pegasse uma foto antiga do pai não os reconheceria um no outro, já olhando para o marido adulto, Benjamin era de fato a cara dele e não tinha nada de mim. Clique e continue lendo!

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03 maio 2013

Tempo de brincar (ou de brinquedo?)

Nesse feriado fomos conhecer a Casa do Brincar. Sem palavras para descrever meus sentimentos ao entrar naquele lugar. Eu me senti em casa de avó, aquele lugar cheio de coisas permissivas, onde tudo a criança pode pois ninguém vai proibí-la. Andar descalço, mexer (com cuidado) na hortinha, janelas e portas abertas, liberdade para correr e explorar todos os cantos.

Bateu até uma certa nostalgia e cheguei a comentar com o marido “a casa da minha avó é perfeita para produzir um espaço desse”. Cheguei a sonhar acordada com essa (im)possibilidade.

A proposta era uma atividade especial: arte coletiva no quintal – crianças brincando à vontade com tinta – e brincadeiras de roda. Benjamin adora música e curtiu à sua maneira, super concentrado na roda de música, porém não interagia. Já havia percebido isso e imaginava que era porque ele era pequeno. Mas agora em casa ele interage muito quando cantamos e propomos brincadeiras, então pensei que já fizesse isso com mais pessoas em volta. Pensei errado. Ele ficou o tempo todo sentado, quieto, prestando atenção, como sempre percebi em todas as vezes que o levei em programas do tipo.
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02 maio 2013

Culpa materna, bom senso e coerência – Entrevista Elizabeth Monteiro

por
Gabi Miranda

Entrevista

Não importa se você trabalha fora ou não. As dúvidas são permanentes: como equilibrar a vida quando, além de cobrarmos a nós mesmas, vivemos numa sociedade em que se cobra muito a competência e desvaloriza o papel que nós, mães, desempenhamos com amor que é cuidar da formação de nossos pequenos, nos esforçando para transformá-los em pessoas do bem? Muitas tem jornadas duplas de trabalho. Outras abriram mão do seu lado profissional. Por que nos descabelamos, nos culpamos, nos estressamos e estamos quase sempre com a sensação de impotência?

Para esclarecer algumas de nossas dúvidas, nossa primeira entrevistada é a pedagoga e psicóloga Elizabeth Monteiro, mãe de quatro filhos e autora dos livros “A culpa é da mãe” e “Criando filhos em tempos difíceis” – a ser lançado no próximo dia 08/05. Tive o prazer de conhecer Betty Monteiro no brunch da revista Pais & Filhos, na ocasião falamos sobre maternidade x trabalho e fiquei maravilhada com esse ser humano desde o primeiro momento. Além de ser mãe de quatro filhos, ou seja, tem larga experiência pessoal, ela é uma excelente profissional. Daquelas pessoas que você admira e quer aprender tudo que puder com ela. Clique e continue lendo!

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30 abr 2013

Livro: A criança mais feliz do pedaço

por
Gabi Miranda

Livros

A criança mais feliz do pedaço

‘A criança mais feliz do pedaço’

Enfim, terminei de ler meu primeiro livro materno do ano: A criança mais feliz do pedaço, do professor de pediatria Harvey Karp. Eu simplesmente amei e indico muito esse livro. De todos que li até agora sobre como educar e lidar com as birras, esse é o que mais dá dicas práticas e reais de serem aplicadas.

O livro fala sobre os fundamentos da relação criança e pais; a importância de se conectar com respeito com as crianças, traz um capítulo inteiro sobre a comunicação mais usual com as crianças – o autor define como Criancês, mas é muito conhecida como Manhês. E foi nesse capítulo que me deparei com a maior dificuldade que tive no início da minha relação com o Benjamin, falei sobre isso AQUI.

O autor apresenta uma regra de ouro para comunicação, ele define como: Fast-food. O método da regra é basicamente: “sempre que falar com alguém que esteja pertubado, repita os sentimentos dessa pessoa primeiro, antes de dar seu conselho ou de fazer um comentário”. Os pontos principais da regra Fast-food são: Clique e continue lendo!

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19 fev 2013

Terrible Twos – Quando as crianças ficam agressivas

por
Gabi Miranda

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Dizem que dois anos é chegada a idade das birras. Benjamin está com um ano e oito meses e passou a demonstrar certa agressividade. Há (mais ou menos) duas semanas, ao ficar bravo ele joga o brinquedo longe e bate no pai e, com mais frequência, na mãe – como se eu fosse a culpada por tudo.

De início eu segurava o braço dele e dizia brava que não podia fazer aquilo. Ele ria pensando que eu estava brincando. Aliás, quando falo sério Benjamin sempre leva na brincadeira, sempre me desafia, até que eu levante do lugar me aproxime dele e dê uma bronca mais forte ainda. Fica lá com cara de sem graça.

Semana passada, voltamos de viagem na quarta-feira de cinzas e eu fui trabalhar direto. A noite estava exausta, com início de gripe, corpo dolorido, casa para arrumar, malas para desfazer e filho dengoso que só, como se a mãe tivesse ficado afastada uma semana. Confesso que estava um pouco sem paciência. Tudo o que eu queria era me esparramar no sofá e me perder na televisão.  Mas Benjamin não queria deixar. Clique e continue lendo!

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04 fev 2013

Patrimônio para os filhos: gentileza, generosidade, educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

Seu filho fala “obrigado”? Tem atitudes de carinho inesperado? Divide comida ou o brinquedo com outras crianças? Ele é generoso? Usa de gentileza?

Um estudo da Universidade da Califórnia, realizado com 400 crianças, confirmou que criança habituada com comportamentos de gentileza, como ser carinhosa e dividir, se sente mais feliz.

Ou seja, gentileza gera gentileza e felicidade! É só pensar: quando praticamos a gentileza não somos tomados por um estado de plenitude, bem estar?! Isso também é felicidade e não só o estado de euforia e conquista.

Nunca me esqueço de uma matéria, de Eugênio Mussak, que li já faz um bom tempo, na revista Vida Simples, sobre generosidade. O autor usava duas expressões muito dignas para diferenciar as pessoas: “mundo do mais” e “mundo do menos”. O mundo do mais é o mundo que tem uma propriedade que dignifica o ser humano, e esse é, exatamente, a marca da generosidade, do compartilhamento, da disponibilidade. O mundo do menos é mesquinho, isolador, egoísta.
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31 jan 2013

Respeito também tem sabor

por
Gabi Miranda

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“Cuidado com o sabor da autoridade”.

“Nunca me esqueci dessa frase. Não acho que corra exatamente o risco de me deixar seduzir pelo poder da autoridade que a maternidade me dá, pois sou até meio banana, mãe facilmente dobrada por olhinhos pedintes, mas sinto que corremos, todas nós, o grande perigo de automatizar o “faça o que eu digo” na força implácavel do cotidiano. “Não mastiga de boca aberta!” “Tomou banho direito” “Dá a descarga!” “Amarra o cadarço!” Se não cuidarmos, passamos o dia, literalmente o dia inteiro, assim. Não há quem aguente. Nem nós.”

A dica foi de uma amiga e a lembrança é de Denise Fraga. Eu também nunca esqueci esse relato, na crônica “Calo de mãe”, em seu livro Travessuras de Mãe.

Acho que o conselho vai além do automatizar o “faça o que eu digo”, mas também ao respeito que devemos ter pelo filho e a forma como falamos com ele na frente dos outros – e aí acho que inclui a escolha de limites aplicável. Clique e continue lendo!

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