19 fev 2013

Terrible Twos – Quando as crianças ficam agressivas

por
Gabi Miranda

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Dizem que dois anos é chegada a idade das birras. Benjamin está com um ano e oito meses e passou a demonstrar certa agressividade. Há (mais ou menos) duas semanas, ao ficar bravo ele joga o brinquedo longe e bate no pai e, com mais frequência, na mãe – como se eu fosse a culpada por tudo.

De início eu segurava o braço dele e dizia brava que não podia fazer aquilo. Ele ria pensando que eu estava brincando. Aliás, quando falo sério Benjamin sempre leva na brincadeira, sempre me desafia, até que eu levante do lugar me aproxime dele e dê uma bronca mais forte ainda. Fica lá com cara de sem graça.

Semana passada, voltamos de viagem na quarta-feira de cinzas e eu fui trabalhar direto. A noite estava exausta, com início de gripe, corpo dolorido, casa para arrumar, malas para desfazer e filho dengoso que só, como se a mãe tivesse ficado afastada uma semana. Confesso que estava um pouco sem paciência. Tudo o que eu queria era me esparramar no sofá e me perder na televisão.  Mas Benjamin não queria deixar. Clique e continue lendo!

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04 fev 2013

Patrimônio para os filhos: gentileza, generosidade, educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

Seu filho fala “obrigado”? Tem atitudes de carinho inesperado? Divide comida ou o brinquedo com outras crianças? Ele é generoso? Usa de gentileza?

Um estudo da Universidade da Califórnia, realizado com 400 crianças, confirmou que criança habituada com comportamentos de gentileza, como ser carinhosa e dividir, se sente mais feliz.

Ou seja, gentileza gera gentileza e felicidade! É só pensar: quando praticamos a gentileza não somos tomados por um estado de plenitude, bem estar?! Isso também é felicidade e não só o estado de euforia e conquista.

Nunca me esqueço de uma matéria, de Eugênio Mussak, que li já faz um bom tempo, na revista Vida Simples, sobre generosidade. O autor usava duas expressões muito dignas para diferenciar as pessoas: “mundo do mais” e “mundo do menos”. O mundo do mais é o mundo que tem uma propriedade que dignifica o ser humano, e esse é, exatamente, a marca da generosidade, do compartilhamento, da disponibilidade. O mundo do menos é mesquinho, isolador, egoísta.
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29 jan 2013

Da série lições de vida: as pessoas quebram

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Gabi Miranda

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O primeiro machucado eles esquecem, nós talvez não

O primeiro machucado eles esquecem, nós talvez não

Uma das coisas que mais temo e que me entristece ao pensar e olhar meu Ben, é que um dia ele vai se quebrar e eu não poderei fazer nada para evitar isso. Assim como ele vai cair inúmeras vezes e se machucar. É inevitável. Vai doer em mim também. Apesar de sermos super heróis aos olhos de nossos pequenos, não passamos de seres frágeis. Dói mais ainda pensar que alguém pode quebrá-lo e eu na minha insignificância e impotência não poderei quebrar a cara desse alguém.

Mas durante esses meses de existência do meu maior Ben, aprendi uma coisa. Existe algo que posso fazer. Posso ensiná-lo princípios e valores – os recebidos de seus avós e os que a vida me presenteou. Posso lhe ensinar que tudo na vida tem um sentido, que a existência humana tem sentido. Que um gesto de gentileza, por menor que seja, tem sentido. Clique e continue lendo!

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24 jan 2013

Vende-se essa casa

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Gabi Miranda

Terapia do lar

(Esse post vai ser grande, pode ser lido em doses homeopáticas)

Era uma vez…

Sempre morei de aluguel, não por essa ser a minha maior aspiração. Em minha existência de 30 anos, morei em 5 casas. Foram períodos bem longos em duas delas, sendo que nas três primeiras foi com minha mãe e minha irmã. Uma das maiores lembranças da minha vida é o dia em que chegamos (eu e minha mãe) na primeira casa. Antes, pelo que entendo das lembranças, morávamos de favor na casa de parentes de 2º grau da minha mãe. Minha irmã, bem pequena, ficou nessa casa enquanto eu e minha mãe passamos a primeira noite na casa nova, só nossa, da minha mãe.

Era a maior conquista dela…

Conseguir alugar uma casa para morar com suas filhas, construir sua vida. A casa até era espaçosa: dois quartos, sala, cozinha, banheiro (que ficava na parte externa) e um quintal. Não tínhamos nada, nenhum móvel, eletrodoméstico, utensílio, NA-DA! Acompanhou-nos apenas um colchão de casal – onde dormimos a primeira noite e o eco das nossas vozes e dos nossos passos. Compreendi o motivo da Luana, minha irmã, tão pequena, não estar ali com a gente.
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17 jan 2013

Sobre mimo, limites e coerência

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Gabi Miranda

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Outro dia fiz uma pequena nota sobre manha, onde falei que os pais estragam os filhos. Uma amiga-mãe-leitora-super-mega-querida comentou e me pediu para aprofundar mais o assunto. Cá estou (vou tentar). 🙂

Sinceramente, acho que me expressei mal quando disse isso. É claro que pais não estragam os filhos, mas assim como os avós e tios, os pais mimam demais. Só que diferente de avós e tios (que “estragam” porque é a “função” deles), os pais fazem isso de maneira inconsciente. Por exemplo, não ficamos com Benjamin o dia todo e quando ficamos – finais de semana e férias – fazemos tudo para agradar: beijamos e abraçamos a todo instante, deixamos algumas rotinas de lado (que foi o caso agora nas férias), abrimos mão de dizer tantos “nãos”, ou damos atenção demais ou de menos – e aí queremos recuperar o que foi perdido e até por não falarmos mutuamente a mesma língua (pais x bebê) acabamos exagerando na atenção. Penso que é o que acontece aqui em casa. Clique e continue lendo!

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15 jan 2013

Você compraria uma boneca para seu filho?

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Gabi Miranda

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A minha primeira reação para essa pergunta é hesitar um instante, seguindo a resposta: não, eu não compraria! Se eu pensar mais um pouco, a resposta é diferente: depende. Vamos combinar que é uma pergunta desconsertante (?!).

Essa discussão já é antiga, mas sempre rende novos pontos de vista para reflexão. Semana passada foi nosso assunto lá no TDM.

Marido diz que sou totalmente feminista. No dicionário, feminismo: 1. Sistema dos que preconizam a igualdade dos direitos da mulher e do homem; 2. Presença de caracteres femininos nos machos.
No Wikipédia: “Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos iguais e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses”.

Então, se ser feminista significa ser contra a tudo que é imposto para mulher como se fosse obrigação só dela, ok, assumo, sou feminista! Não gosto desse mercado infantil que contribui para o desenvolvimento de padrões impostos pela sociedade. Bonecas, panelinhas, fogão, geladeira, tábua e ferro de passar (etc), são para meninas. Carros, super heróis, armas (etc), são para meninos. Conclusão: meninas cuidam dos filhos e da casa. Homens são machos que trabalham fora, defendem a família. Clique e continue lendo!

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14 jan 2013

Férias para a mamãe

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Gabi Miranda

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Hoje Benjamin iniciou uma nova fase. Marido voltou ao trabalho, aproveitei e mandei meu Ben para a escolinha. Parece falta de apego?! É eu queria um tempo só pra mim, sem marido, sem filho.

Organizei tudo para seu retorno ontem: mochila, lancheira, roupa. Chegou uma época do berçário em que eu não aguentava mais arrumar a bolsa dele, muito menos escrever (e olhar) na agenda. Mas desde quando soubemos que Benjamin começaria educação infantil, fiquei entusiasmada para arrumar a mochila e, principalmente, a lancheira.

Compramos tudo agora nas férias. O uniforme que consiste em bermuda/calça azul e camiseta branca. A mochila demorei para achar, não queria de tema (e isso você encontra em qualquer loja, impressionante, para todos os gostos: Carros, Galinha Pintadinha, Madagascar, Homem Aranha, Barbie, Toy Story…uma infinidade!). Como Benjamin ainda não se liga nessas coisas, optei por algo de mais qualidade, espaço e neutro (que não desse margem para o consumismo). Adorei a mochila porque além de preencher todos os requisitos que eu buscava, ela é bem bonita (a carinha ficou por nossa conta, é aquele cartão de identificação, atrás tem espaço para dados da criança). Olha só, coube tudo o que ele precisava levar: Clique e continue lendo!

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11 jan 2013

Férias: sinônimo de vida desregrada

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Gabi Miranda

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Eu e marido, assim como qualquer outro ser humano (há!)amamos férias. Temos uma tradição (ou código) de família: quando nos encontramos no fim do expediente que antecede o primeiro dia das férias, damos pulinhos gritando como duas crianças adultas: “estamos de férias, estamos de férias…”.

Para nós férias tem cara de vida sem horários, sem as rotinas costumeiras dos dias úteis. Nos permitimos fazer coisas que não faríamos se estivéssemos trabalhando, como dormir tarde (ontem fui dormir às 05:00 da manhã porque fiquei lendo, depois vendo fotos antigas e jogando conversa fora com a família), comer fora de hora, ficar de pijama até a hora que bem entender…

Mas e quando temos uma criança de um ano e meio em casa?! Como manter a rotina?! Parece-me impossível mesmo com esforço. Nos primeiros três dias de férias, meu Ben ainda acordava cedo, comia no horário e já vinha dormindo um pouco mais tarde. Agora o negócio está totalmente desregrado. Acorda tarde (mas antes do meio dia), almoça por volta das 14:00 por grande insistência nossa, dorme a tarde completamente vencido pelo cansaço, toma banho lá pelas 23:00 e vai dormir bem depois da meia noite (tipo uma e pouco) por uma imposição nossa (se deixar ele fica na sala papeando – como se compreendesse tudo – com a gente). Clique e continue lendo!

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10 jan 2013

A proliferação do “não”

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Gabi Miranda

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Eu sou contra falar “não” para as crianças, mas também já me vi perguntando como não falar “não”?. Fiz várias leituras sobre o assunto. O correto, resumidamente, ao invés do adulto dizer “NÃO!!!” quando ver a criança mexendo na tomada,  é explicar para ela que se mexer vai levar um choque. Ok?! Como explicar o que é um choque. Esquece esse exemplo e leia outros dois melhores aqui. O ideal é explicar “o porque não pode “sem pronunciar a palavra “não”. É amiga-mãe, é difícil. Eu sei!

É difícil, mas o melhor é aprender, testar novas formas e colocar essa teoria em prática. (“Não” tem mesmo uma conotação negativa. Outro dia numa festinha, um rapaz gritou com outro “NÃÃÃÃO”, Benzoca que estava no meio do salão paralisou atônito. Tadinho, pensou que era com ele). Vai chegar o dia, lá por um ano e meio de idade, aproximadamente, que seu filho não vai parar de falar “não” para você (e pra todo mundo que conhecer). Acredite, ele vai pronunciar, por dia, mais “nãos” do que você disse a sua vida inteira ele até então. E serão “nãos” de diferentes tons: “não” (calmo), “não, não, não” (desesperad0), “NÃO” (bravo), “nananinanão” (bem certo do que quer), “nããããããããããão” (do tipo eu já disse “não, quero e ponto final”). E para todas as perguntas que você fizer: Clique e continue lendo!

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11 dez 2012

Cheia de Bossa

por
Gabi Miranda

Na Mídia

Eu contei aqui que participei do brunch da campanha “Culpa, não”, promovida pela revista Pais & Filhos. O que não contei é que fui escolhida pela revista para dar uma entrevista para a seção “Família é tudo”. Exerci aí uma das coisas que aprendi durante a gestão: paciência – neste caso, paciência para esperar chegar a revista e compartilhar com os amigos e familiares. Por isso não contei nada antes.

Meu exemplar chegou sexta-feira (07/12) e foi uma grande surpresa! A gente sempre acha que vão publicar justamente a foto que não gostamos, um comentário que fizemos e depois achamos que não devíamos ter feito, ou seja, criamos uma expectativa enorme e depois ficamos um pouco frustrados.

Mas a expectativa superou. Amei a foto que ocupa metade da página. Amei todas as fotos que registram alguns detalhes da nossa casa. Amei demais o título: Cheia de Bossa. Nós amamos! Benjamin já entendeu que tem uma foto dele na revista, não sabe como, mas sabe que tem e aí quando vê a capa do mês quer a todo custo pegar a revista e fica olhando como se tivesse lendo. Maridão comprou alguns exemplares e já combinamos: vai ser mais uma lembrança… Avós, tias e tias-avós também já compraram. Quer dizer, o negócio já se estendeu para a família toda.  Clique e continue lendo!

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