27 set 2016

A vida é uma coleção de perdas

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

“A vida é uma coleção de perdas”, disse meu pai num desses “sermões” cheios de conselhos sábios 

perdas

A vida é uma coleção de perdas. Perdemos espaço, oportunidades, tempo, chances, emprego, coisas, cabelo, energia, amigos, perdemos pessoas… Perdemos até parte de nós. Perdemos tempo brigando por coisas pequenas, com as pessoas que amamos. Perdemos o momento de ficar quietos. Existem momentos na vida de conclusão e a perda pode vir em diferentes aspectos e por circunstâncias externas, como o caso da morte. Assim como com a morte, para cada perda resta-nos passarmos por todas as etapas do luto. Há o choque inicial, o período de negação ou dúvida e o momento em que os sentimentos estão todos misturados de forma torrencial. Depois, vem o instante em que nos damos conta de que o fato é real e, por fim, a aceitação. Para toda perda, precisamos nos permitir vivenciar todos os estágios e aprender a dizer adeus. Deixar embora faz parte da existência.

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12 set 2016

Produtividade para quem quer tempo

produtividade

 

Sempre duvidei das amigas que trabalham em casa e afirmam não ter tempo pra nada. A conta não fechava na minha cabeça. A ideia que eu tinha é que se a pessoa não trabalha fora, tem mais tempo para fazer as coisas em geral, consequentemente, consegue administrar e planejar melhor suas atividades. Foi só passar alguns dias em casa, percebi, quem trabalha fora acha que se não trabalhasse produziria mais. E quem não trabalha fora, acha o inverso disso. E aí ninguém consegue produzir como gostaria porque nunca dá, porque não tem tempo, porque tem muita coisa pra fazer, porque sempre tem que…. Estou refletindo há dias sobre a pergunta você é produtiva ou ocupada? até que marido fez um curso sobre o assunto, me trazendo algumas ideias, e, em seguida a Editora Gente me mandou o livro “Produtividade para quem quer tempo“, de Geronimo Theml, um estudioso sobre produtividade e empreendedorismo.

O autor apresenta considerações interessantes sobre produtividade e dicas úteis para organizar melhor nossos dias, alertando sobre o cuidado de não nos deixarmos levar pela enxurrada de distrações que roubam nosso tempo sem percebermos – lembrando que a terceira lei de Newton diz que, para cada ação existe uma reação, e isso se aplica também à produtividade. Esse é um assunto que tem chamado muito minha atenção porque a chegada da Stella mexeu com a forma como eu divido meu tempo, e, principalmente, enraizou em mim um questionamento intenso sobre o sentido das coisas que faço, mas isso é assunto para outro post. Todos nós, independente se trabalhamos fora ou não, desempenhamos diversos papéis na vida: mãe, esposa, filho, colaborador de alguma empresa, estudante, do lar, blogueira, etc… e cada papel desses tem várias funções no dia a dia. São inúmeras atividades para realizar e Geronimo Theml classifica em:
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23 ago 2016

Você é produtiva ou ocupada?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Você é produtiva ou Ocupada – Esse foi o título de uma das matérias de capa da revista Glamour, edição de agosto e que ficou martelando minha cabeça por dias

 

você é produtiva

 

Em julho, tirei duas semanas de férias e foram dias nada produtivos. Ficamos em casa eu e Benjamin, alternando alguns passeios dia sim outro não. Os dias em que ficamos em casa, pra mim, foram dias em que eu tinha a sensação de não conseguir fazer nada. Primeiro porque acordávamos lá pelas 10:00 e aí a manhã não rendia, o almoço ficava pronto lá pelas 14:30, o dia acabava rapidamente deixando a sensação de ter um monte de coisas por fazer. Tinha mesmo, mas também abri mão e me dei o prazer de curtir o dolce far niente.

Voltando das férias, a rotina voltou ao normal e vejo o quanto eu consigo produzir, o quanto a falta de rotina me faz mal. Agora outra sensação me acompanha. A de ter um monte de coisas por fazer e mais um monte que eu adoraria incluir na lista, mas que por falta de tempo não consigo. E aí me vejo naquela tarefa árdua de fazer escolhas. É ainda mais difícil fazer escolhas quando se tem filhos pequenos, pois não queremos abrir mão de ficar com eles para fazer qualquer outra coisa que gratifique nosso lado pessoal. Também não dá para enchermos nosso tempo com tudo o que desejamos fazer, afinal um dia a vida pede prestação de contas. É preciso ter calma.
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16 ago 2016

Filhos: um é pouco, dois é bom, três…

Um filho é pouco, dois é bom, três… ensinam muito mais!

 

Filhos-um é pouco-dois é bom- três-bossa-mae

Imagem Google

Já faz algum tempo, conheci uma mamãe de muitos. Ela tem 7 filhos e esbanja um sorrisão de orelha a orelha. Pensei: para essa aí um é pouco, dois é bom, sete é melhor ainda! Conheço algumas mães de três. Além das amigas blogueiras Diiirce e Marina, no trabalho tenho uma colega mãe de três e, recentemente, minha melhor amiga, minha irmã de coração, madrinha da Stella, anunciou sua terceira gravidez – muito desejada já há algum tempo.

Aqui em casa, tínhamos um combinado: se a segunda gestação viesse um menino, teríamos o terceiro só para ver se vinha uma menina. Marido tremia na base até que nasceu Stella e ele deu por encerrado esse assunto. Mas a mamãe aqui, para assombro do papai, começou a dizer que precisava vir um desempate, que um terceiro filho fecharia o ciclo familiar. É comum tremular após o primeiro, quem dirá após o segundo filho. É claro, depois que passamos todo aquele perrengue de enjoos nos 4 primeiros meses de gestação, noites mal dormidas, fraldas, choro, dentes nascendo, os primeiros 6 meses de vacinas intermináveis, aquela ansiedade toda… quem quer enfrentar o terceiro filho?!
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15 ago 2016

Por que o bebê chora quando você sai do quarto?

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos, Livros, Puericultura

Porque o bebê chora quando você sai do quarto?

 

por que o bebê chora

Imagem do Google

Do livro Bésame Mucho – Como criar seus filhos com amor
Dr. Carlos González

O imediatismo é uma das características do choro infantil que assombra e irrita algumas pessoas. “É deixá-lo no berço e ele começa a chorar como se o estivessem matando”. Para alguns especialistas em educação, essa é uma desagradável faceta da personalidade infantil, e o objetivo deve ser vencer o seu “egoísmo” e a sua “obstinação”, ensiná-los a atrasar a satisfação dos seus desejos. Por que não pode ter um pouco mais de paciência, por que não pode esperar um pouco mais?

Nossos filhos pequenos começam a chorar com todas as suas forças quando se separam da mãe. Choram ainda mais forte em cinco minutos e somente param de chorar por esgotamento. Não parece lógico! Mas, sim, é lógico. Começar a chorar de maneira imediata é o comportamento “lógico”, o comportamento adaptativo, o comportamento que a seleção natural favoreceu durante milhões de anos, porque facilita a sobrevivência do indivíduo. Naquela tribo de 100.ooo anos atrás, se um bebê separado de uma mãe chorasse de forma imediata e com toda a potência do seu pulmão, sua mãe provavelmente voltaria imediatamente para pegá-lo. Porque essa mãe não tinha cultura, nem religião, nem conhecia os conceitos de “bem, “caridade”, “dever” ou “justiça”. Não cuidava de seu filho porque pensava que era sua obrigação, nem porque tinha medo da prisão ou do inferno. O choro do bebê simplesmente desencadeava nela um impulso forte, irresistível, de acudi-lo e acalmá-lo.
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08 ago 2016

Deixe o pai do seu filho participar dos cuidados e criação

Em comemoração ao Dia dos Pais, essa semana aqui no blog, os textos serão especialmente dedicado a eles, o primeiro, um conselho às mamães: deixe o pai do seu filho participar

 

pai do seu filho

Não é novidade que nós, mães, concentramos a maior parte das tarefas relacionadas exclusivamente ao bebê e, vamos combinar, parte disso é porque não deixamos o pai fazer do jeito dele, sempre estamos metendo o bedelho. A imagem que se tem de um pai é a de um cara bagunceiro, indisciplinado, sem noção, que deixa as crianças jogadas, não lembra os horários das refeições e ainda as alimenta com porcarias e assim por diante. Essa imagem precisa ser deletada, pois os papais tem participado cada vez mais da criação dos filhos e também dos cuidados do lar. Está na hora de pararmos de reforçar por aí a imagem de que o pai faz tudo errado e, principalmente, de deixá-los fazer do seu jeito.
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02 ago 2016

Sobre amamentação

por
Gabi Miranda

Alimentação, Bebê, Destaque, Filhos, Gravidez

Vamos falar sinceramente sobre amamentação?

amamentação 

Começou ontem e vai até o dia 07/08 a Semana Mundial do Aleitamento Materno

Que amamentar é um ato de amor e aumenta o vínculo entre mãe e bebê, contribui para o desenvolvimento emocional, cognitivo e sistema nervoso, todos nós já sabemos. Os benefícios são inúmeros para a saúde do bebê e isso é muito bem divulgado. Porém, fala-se pouco das dificuldades que algumas mulheres podem encontrar no início da amamentação. Apesar de ser algo natural, a amamentação nem sempre é simples. Os primeiros dias da amamentação podem ser bem difíceis para algumas mulheres, como pode ser tranquilo para outras. Posso afirmar que para mim foi tranquilo com Benjamin e Stella, apesar de ter tido nas primeiras semanas rachaduras nos dois seios.

O desconforto mais comum entre as puérperas são os mamilos rachados, que geralmente são causados pela pega incorreta do bebê ou pela alta frequência de mamadas. Aqui, por exemplo, Stella pegou corretamente na primeira tentativa, logo após o parto, mas como se sabe, durante os dois/três primeiros dias nosso seio só produz colostro e, acredito, que isso faz com que o bebê sugue com mais ferocidade uma vez que não sai quantidade significativa como o leite materno que sai em jatinhos. Resultado, no terceiro dia meus mamilos estavam bem rachados e doloridos a cada mamada. O leite desceu no terceiro dia a noite e Stella já começou a sugar menos forte o que aliviou. Depois a amamentação foi fluindo melhor e os mamilos ficando menos rachados e doloridos. Ou seja, como tudo na vida, isso passou.
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12 jul 2016

A maternidade é um mito, mas…

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A maternidade é um mito, mas a vida é mehor com filhos

Imagem por Danielle Guenther

Imagem por Danielle Guenther

Sinto que faço certa apologia à vida materna. Eu já falei que filho traz felicidade sim e sempre falo para as amigas que filho é a melhor coisa do mundo (pra mim é realmente!). Tenho uma amiga que não tem filho (ainda) e eu vivia lhe perguntando: quando você vai ter um bebê? Coisa mais chata essa, né?! A sociedade sempre verbalizando e achando que é um dever a mulher procriar. E se ter filhos não é desejo da minha amiga? Talvez isso nem esteja em seus planos, talvez ela nem me fale nada justamente porque vivo cultuando a (minha) maternidade.

Sim, eu cultuo a minha maternidade. E a maternidade é um mito!

O mito da maternidade começa desde a gravidez. A mulher não pode nem reclamar da gestação. Tenho uma prima que não achou divertido estar grávida, mas ama ser mãe e já que ter mais filhos. Eu posso dividir minhas duas gestações em duas fases: o início que não foi nada divertido e que eu vomitava a cada 7 minutos. O meio da gestação em diante, quando enfim adorei estar grávida e vi um pouco de graça (fala que não é bom usar as filas e assentos preferenciais, ter todo mundo te paparicando?!). Pós-parto, pergunto-me se preciso mesmo listar os mitos?! Mas não resisto, vou citar o que não é mito: 25h cheirando a leite, cabelo despenteado, noites mal dormidas, aquela bendita cinta apertando nossos órgãos corpo, restrições alimentares, peso acima do normal, corpo bagunçado, seca sexual, etc, etc, etc….
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11 jul 2016

Se os dias são comuns, é porque temos tranquilidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Já parou para pensar que se os dias são comuns, é porque temos tranquilidade?!

dias são comuns

Imagem do Freepik escolhida pelo Benjamin

Semana passada tivemos dias conturbados por aqui (tanto que o blog ficou abandonado). Stella foi tacada novamente por uma conjuntivite, juntou com um resfriado e dentes nascendo. Foi tudo junto e misturado. Por conta dos dentes, tivemos noites mal dormidas e muito chororô. Por conta de tudo misturado, principalmente pela conjuntivite, Stella foi afastada do berçário a semana toda, consequentemente a mãe também foi do trabalho. Eu estava na semana antes das minhas mini férias, algumas coisas ainda por resolver e, para ajudar (sqn), estouraram vários problemas no trabalho e fiquei tentando driblar os cuidados com a pequena, a resolução dos problemas na empresa, a falta de tato das pessoas. Foi uma semana daquelas.

É em período assim que penso em largar tudo e me dedicar aos meus filhos. Sinto certa satisfação pessoal em trabalhar fora, mas me decepciona depositar esforço em algo no qual sinto não ser valorizada. Falta empatia no mercado de trabalho. A sensação que tenho, é quanto mais você faz nunca está bom e os resultados positivos é como se você não fizesse mais do que a sua obrigação. Enquanto que em casa, sinto que sou insubstituível, indispensável, necessária. Não é qualquer pessoa que pode desempenhar o meu trabalho. E sim, cuidar dos meus filhos é minha obrigação. Obrigação pela qual ganho muito mais. Tem sim os dias de confusão mental, stress, vontade de ficar em silêncio, dias em que não damos conta de nada. Contudo, os filhos estão sempre demonstrando de alguma forma, o quanto somos importantes, o quanto o papel que desempenhamos é fundamental na vida deles.
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07 jun 2016

Alfabetização, paciência e amor

Dois ingredientes essenciais para alfabetização: paciência e amor

alfabetização

Livro de atividades do Benjamin

Entramos em fase de alfabetização do Benjamin. Eu pensei que ainda demorava, mas foi ele mudar de escola e seu desenvolvimento deu um salto gigantesco. O interesse dele pelas letras tem me causado uma surpresa gostosa e até certa nostalgia. Até outro dia, eu esperava ansiosamente para ele sentar, bater palminha, mandar beijo, ficar em pé, sair das fraldas… agora eu torço para o primeiro dente dele demorar a cair, para o tempo passar mais devagar e vejo meu menino descobrindo as sílabas das palavras em uma revista, escrevendo alguns nomes sozinho e até me dando cartão escrito (com a letra garrancho mais linda do mundo): “eu te amo”. Ou seja, não demora muito ele estará lendo sozinho. O tempo está voando.

Nunca tive pressa pela alfabetização. Tanto que quando ele começou a escrever seu nome, há um ano e meio, me incomodou bastante, pois ele estava com 3 anos e achava muito cedo ter uma pressão para que ele soubesse escrever o próprio nome. Achava que não precisava ser aos 3 ou 4 anos, que existiam outras prioridades de habilidades motoras, cognitivas, emocionais. Aspectos esses a serem desenvolvidos brincando livremente. Afinal, através de brincadeiras, as crianças têm possibilidades de aprendizagem muito maior do que fazê-la ficar copiando seu nome vinte vezes. Considerando também que cada criança tem seu próprio ritmo, pra mim sempre foi tudo bem se o colega da escola já soubesse contar até 50 e meu filho até 10. Então, não tinha problema se ele não soubesse escrever seu nome aos 3, 4 anos, normal.
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