08 mar 2017

A mãe, o menino e a quaresma

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

quaresma

A quaresma lembra o período de 40 dias que Jesus passou no deserto sendo tentado. É conhecido como um período de reflexão, de valorizar o silêncio, avaliar os nossos comportamentos. É um tempo favorável para nossa renovação. Durante 40 dias o exercício é resistir a vontade da carne. É fazer um sacrifício pela vida de Jesus.  Não se faz promessa, não se faz pedido, é um compromisso interno consigo mesmo. Eu nunca fiz quaresma, nem mesmo quando frequentava a igreja na adolescência. Mas resolvi que esse ano faria. Daí surgiu a conversa entre eu e o Benjamin.

-Por que vc não vai mais tomar Coca-Cola, mãe?!

– Porque vou seguir a Quaresma, filho.

– O que é quaresma?!

– Depois te explico melhor, basicamente não pode comer carne, mas estou deixando de tomar Coca-Cola no período de hoje, fim do Carnaval, até a Páscoa.

– Pra quê?

– Pra realizar um pedido.

– Que pedido?

– Que aconteça o que for melhor para todos.
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28 dez 2016

Mude seus hábitos em 2017

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Está no meu criado mudo desde o primeiro semestre de 2016 e resolvi que vou ler ele em 2017: O poder do hábito – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Nessa obra, super recomendada por muitas pessoas, o autor diz que a chave para educar os filhos, fazer atividades físicas, ser mais produtivo, alcançar sucesso em vários setores da vida, é entender como os hábitos funcionam.

Chega o final do ano, fico muito introspectiva e sempre acabo fazendo uma retrospectiva da minha vida. Tenho visto muitas pessoas reclamarem de 2016. Tiveram muitos fatores externos, como política, crise financeira do país, as guerras no mundo, as dores de alguma pessoa próxima… No entanto, meu ano, particularmente, posso defini-lo como tranquilo. Eu brinco que depois de 2014 – ano em que perdi minha mãe, tenho um saldo com Deus de pelos menos uns 10 anos bem tranquilos. Como esse foi o primeiro realmente tranquilo desde que ela se foi, acho que começa a contar a partir de agora.
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09 nov 2016

Das coisas sem explicação

por
Gabi Miranda

Família, Maternidade

Nem tudo nessa vida tem explicação. Mas tudo faz algum sentido.

 

explicação

Feriado de Finados. Acordei, tomei banho e sentei com a família na sala. Foi quando marido pediu ao Benjamin para falar pra mamãe aonde ele disse que queria ir. Benjamin disse mais cedo pro pai que queria ver a vovó Salete. O pai seguiu com a história que sempre alimentamos desde que ela se foi. Ela agora é uma estrela no céu. Para minha surpresa, Benjamin disse que queria ir vê-la naquele lugar com gramado e com a plaquinha com o nome dela. Pedido mais sem explicação.

Fiquei um pouco impressionada e emocionada com o pedido inesperado e sem explicação. Parece que um dia antes, Benjamin e os amigos da escola conversaram sobre isso. Fiquei surpresa com o pedido dele. Eu nem fazia ligação do feriado de finados. Aliás, minha mãe dizia que precisávamos agradecer os entes queridos e antepassados. Mas nunca a vi ir num cemitério levar flores.
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07 nov 2016

Teleton – Somos todos iguais

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Qual o tamanho do seu problema?
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teleton

Nesse final de semana, Participei do Teleton junto de outros influencers. Foi uma experiência comovente. Estar ali perto de pessoas que nunca vi na vida, com histórias de superação, carregando no coração um amor imenso pela vida. Anos atrás, talvez não me sensibilizasse tanto com o que vi no SBT. Mas agora, meu olhar de mãe, enxerga além do que vejo a um palmo de distância. Teleton, todos sabem, é uma maratona de programação exclusiva, cuja finalidade é arrecadar dinheiro para assistência de pessoas que se tratam na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

No dia em que participei do Teleton, conheci a Vitória, uma menininha de dois anos e meio, que nasceu sem os dois braços. Espoleta que só, fiquei admirada com a alegria e energia daquela garotinha. E impressionada com a força de sua mãe. Fiquei um bom tempo conversando com as duas, até que finalmente Vitória ficou minha amiga. Abracei e beijei tanto essa menina que ela deve dar graças a Deus que talvez nunca mais me veja nessa vida. Naquele breve instante, eu a abraçava por dois motivos. Por sentir um carinho inundar meu coração e por vontade de abraçar meus filhos que não estavam comigo naquele instante.
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27 set 2016

A vida é uma coleção de perdas

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

“A vida é uma coleção de perdas”, disse meu pai num desses “sermões” cheios de conselhos sábios 

perdas

A vida é uma coleção de perdas. Perdemos espaço, oportunidades, tempo, chances, emprego, coisas, cabelo, energia, amigos, perdemos pessoas… Perdemos até parte de nós. Perdemos tempo brigando por coisas pequenas, com as pessoas que amamos. Perdemos o momento de ficar quietos. Existem momentos na vida de conclusão e a perda pode vir em diferentes aspectos e por circunstâncias externas, como o caso da morte. Assim como com a morte, para cada perda resta-nos passarmos por todas as etapas do luto. Há o choque inicial, o período de negação ou dúvida e o momento em que os sentimentos estão todos misturados de forma torrencial. Depois, vem o instante em que nos damos conta de que o fato é real e, por fim, a aceitação. Para toda perda, precisamos nos permitir vivenciar todos os estágios e aprender a dizer adeus. Deixar embora faz parte da existência.

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29 ago 2016

Não sinto falta da minha vida antes da maternidade

É um tal de “filho cansa, não consigo ser a mãe que quero, estou exausta, sinto falta da vida sem filhos” e por aí vai… Não discordo de nada disso, mas não sinto falta da minha vida antes da maternidade

maternidade-bossa-mãe

 

Confesso, tenho meus momentos de baixo astral, mas prefiro sempre ver o lado bom da vida, seja ela materna ou não. Não sinto falta da minha vida antes da maternidade. Acho que tudo vivido antes dos filhos foi demais e aproveitei na intensidade necessária para deixar lembranças agradáveis, tanto que só tenho boas lembranças. Eu não trocaria nada nessa vida para voltar no tempo, não sinto saudade a ponto de me lamentar.

O contraditório disso tudo é que nunca me imaginei casada e com filhos. Sempre achei que essa tal de maternidade não era pra mim. Eu sonhava em desbravar o mundo. Mas a vida é muito louca e toma rumos inexplicáveis. E hoje eu não imagino a minha vida sem filhos. Casei com um cara que conheci num desses encontros às escuras. Quase isso. Eu trabalhava numa assessoria de imprensa que atendia a empresa para qual ele trabalha. Então nos falávamos todos os dias por telefone e e-mail, até que um dia ele começou a me chamar para sair. A história é longa… resumidamente, ao vê-lo, por nenhum segundo passou pela minha cabeça que viveríamos tudo o que já vivemos juntos. Nosso encontro virou uma paixão, que se transformou em amor e quando vimos não tínhamos mais para onde fugir, não adiantava resistir. O amor foi crescendo, crescendo, crescendo e… transbordou. Transbordou em forma de filhos. Estamos indo para um casamento de 8 anos. E quando olho para trás não consigo sentir falta da minha vida antes dele e de nossos filhos.
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23 ago 2016

Você é produtiva ou ocupada?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Você é produtiva ou Ocupada – Esse foi o título de uma das matérias de capa da revista Glamour, edição de agosto e que ficou martelando minha cabeça por dias

 

você é produtiva

 

Em julho, tirei duas semanas de férias e foram dias nada produtivos. Ficamos em casa eu e Benjamin, alternando alguns passeios dia sim outro não. Os dias em que ficamos em casa, pra mim, foram dias em que eu tinha a sensação de não conseguir fazer nada. Primeiro porque acordávamos lá pelas 10:00 e aí a manhã não rendia, o almoço ficava pronto lá pelas 14:30, o dia acabava rapidamente deixando a sensação de ter um monte de coisas por fazer. Tinha mesmo, mas também abri mão e me dei o prazer de curtir o dolce far niente.

Voltando das férias, a rotina voltou ao normal e vejo o quanto eu consigo produzir, o quanto a falta de rotina me faz mal. Agora outra sensação me acompanha. A de ter um monte de coisas por fazer e mais um monte que eu adoraria incluir na lista, mas que por falta de tempo não consigo. E aí me vejo naquela tarefa árdua de fazer escolhas. É ainda mais difícil fazer escolhas quando se tem filhos pequenos, pois não queremos abrir mão de ficar com eles para fazer qualquer outra coisa que gratifique nosso lado pessoal. Também não dá para enchermos nosso tempo com tudo o que desejamos fazer, afinal um dia a vida pede prestação de contas. É preciso ter calma.
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28 jul 2016

Feliz primeiro ano, Stella

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

Feliz primeiro ano, feliz aniversário, Stella!

primeiro ano-2

Filhota…!

É assim que seu avô me chama e como eu adoro chamá-la. Curioso quando comecei a chamar seu irmão de filho. Eu repetia essa palavra centenas de vezes por dia, tornou-se a minha palavra preferida. Filho. Filho. Filho. Então você chegou e a palavra filho ganhou essa outra pronúncia. Filhota. Filho e Filhota. Essas palavras parecem conter um feitiço. Tem uma pronuncia carregada de amor e o poder de tranquilizar. Amora é outro nome pelo qual a chamo. É o nome de batismo que seu irmão te deu. Ainda na maternidade, eu que sempre o chamei também de amor, me chamou a atenção ao me ouvir chamando você de amor: mãe, eu sou seu amor! Stella é sua amora, ela é menina!

Ainda é difícil acreditar que sou sua mãe. Foi difícil acreditar na época do seu irmão também, mas não levou tanto tempo para me acostumar. Você está completando um ano hoje e eu ainda me pego não acreditando que sou sua mãe e nem que sou mãe de uma menina. Você vai cansar de ouvir essa história ao longo da vida, mas eu não quis saber seu sexo durante a gestação e foi uma grande surpresa ao ouvir a médica anunciar “É uma menina!”. Isso pode não significar nada para muita gente, mas para mim significa muito. Você é uma misteriosa conjunção de sinais, significados e quereres. Eu desejei tanto você…e você saiu de mim cheia de vida com seu choro forte e movimentos bruscos.
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21 jul 2016

O primeiro ano de vida

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

O primeiro ano de vida de um filho é um marco na vida da gente

 

o primeiro ano de vida

Stella, 28/07/15, 3,715Kg, 51cm

No próximo dia 28 Stella completará 1 ano. Há dias estou emotiva pensando nesse um ano que passou. O primeiro ano de vida, o primeiro aniversário tem um Q diferente, é especialmente importante, talvez porque seja o principal período para o desenvolvimento do bebê. Lembro-me, o primeiro aniversário do Benjamin foi igualmente emocionante. É como se o primeiro ano de vida fosse uma gestação extrauterina. Passamos os últimos doze meses tomando o máximo de cuidado com o bebê: consultas, atenção no peso, amamentação, vacinas, crescimento, alimentação,  e ao completar o primeiro ano de vida é como se tivéssemos completado a primeira prova mais importante da nossa vida. Ver o bebê se desenvolvendo bem, nutrido, explorando o mundo, tendo noção das suas capacidades é a prova de que tudo vem dando certo, de que damos conta e tudo continuará bem.
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31 maio 2016

Escreva uma carta à mão para seu filho

por
Gabi Miranda

Destaque, Maternidade

Carta de amor é escrita não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel.
Rubem Alves

carta-escrita-a-mão-bossa-mãe

Pinterest

Em tempos de tecnologia avançada, onde não usamos mais papel e caneta, e correspondência são só contas (e olhe lá, porque até isso chega por códigos de barra no celular), resolvi escrever cartas à mão para meus filhos. A ideia é produzir algumas coisas como causos engraçados, histórias de família, textos pequenos, lembranças e até reunir alguns textos do blog mais destinado a eles. O blog já tem centenas de textos e duvido que um dia meus filhos leiam tudo o que está aqui. No entanto, acredito que se encontrarem um caderno ou um envelope, assim com a letra da mãe, talvez isso tenha uma força maior e desperte a curiosidade deles.

Esse desejo surgiu ao mexer numas coisas guardadas da minha mãe. Faltavam alguns dias para meu aniversário de 35 anos, há um mês, e precisava sentir a presença dela de alguma forma. Fui lá fuçar e revi várias coisas escritas por ela. A letra da minha mãe. Não sei explicar, mas é bom ter a letra dela estampada ali. Pensar que ele pegou naquele papel, que tem as impressões digitais dela. Mesmo que isso me faça pensar nas impossibilidades…
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