11 ago 2014

Mãe, eu tenho medo do escuro!

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

Seu filho tem medo do escuro?

medo do escuro

Imagem do Google

Há algumas semanas ele me dizia “mamãe, eu cuido de você porque eu não tenho medo de escuro”. Pouco tempo se passou depois dessa afirmação e algo mudou. Meu Ben começou a querer dormir com a mamãe e o papai. Perguntei o motivo e ele confessou “mãe, tenho medo do escuro”. Dias depois outra confissão “não gosto do meu quarto”. Mas por quê??? “Porque tem monstro!”. Quem te disse isso? “A vovó Salete”. Minha mãe jamais diria algo sobre monstros para ele. Assim como eu, era contra esse tipo de artimanha para intimidar criança. Dizer coisas do tipo “não vai lá porque tem monstro”, “o bicho papão está lá”, “o homem do saco vai te pegar”, não faz parte de artifícios para educação em nossa família.

Mas por que criança tem medo de escuro? A criança começa a sentir medo por volta dos 3 anos, algo que dura até os 6, 7 anos, dizem os especialistas. Tenho minhas dúvidas, pois tenho medo até hoje. Tenho medo do escuro, de levantar sozinha no meio da noite (tanto que desde pequena deixo uma garrafa de água ao lado da cama para não ter que levantar na calada da noite), de andar a noite sozinha na rua, de atravessar a rua fora do farol, de não conseguir fazer tudo o que eu quero antes de morrer. Sou uma medrosa incorrigível! Mas corre em minhas veias doses homeopáticas de coragem. E tento não transmitir meus medos para o meu filho.

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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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24 abr 2014

Questão de tempo

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

questão de tempo

Voltando de viagem, assisti a um filme chamado “Questão de tempo”. Nele, o personagem principal, chamado Tim, ao completar 21 anos, é informado pelo pai que todos os homens da família podem viajar ao passado. Para tal façanha, basta ir num local escuro e pensar na ocasião e local onde deseja voltar. Num primeiro momento, obviamente o rapaz não acredita, mas logo vai tirar a prova e descobre que é verdade – ele tem a capacidade de voltar e mudar o passado.

Comecei a assistir o filme descrente de que poderia oferecer alguma mensagem boa, parecia bobinho, até porque o rapaz começa usando seu poder para conseguir uma namorada. Mas na ida para Colômbia eu fui assistindo “12 anos de escravidão”. Jesus! Ninguém com o estado emocional em que eu me encontrava, pode assistir esse filme. É praticamente um suicídio. É triste e pesado demais, além de ser baseado em história real. Então, eu me permiti assistir algo no nível sessão da tarde. Eu merecia isso.
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14 mar 2014

Perdi a melhor parte de mim: minha mãe

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

perdi minha mãe

Segunda-feira, 10 de março, aniversário do marido.
Clima de festa. Festa surpresa que contou com a ajuda da minha mãe.

Na tarde daquele dia minha mãe havia passado mal e mesmo assim foi pra minha casa com a preocupação de pegar o bolo do “genro querido” – como ela dizia.

Soube depois pela minha irmã, que nossa mãe preferiu ir para minha casa a ter que voltar para casa dela e ficar sozinha.

Ao chegar e encontrá-la estranhei sua cor. Estava amarela. Comentei e dei-lhe um beijo.

Ela brincou, abraçou, beijou o Benjamin, cantou parabéns. Comeu e bebeu pouco. Relatou-me sobre seu mal estar mais cedo. Só mais tarde soube que não era um simples mal estar.

Todos foram embora. Antes, tiramos uma foto juntos: minha mãe, minha irmã, eu, Benjamin e marido. Aquele seria nosso último registro, nosso último encontro e nenhum de nós fazia ideia disso.

No último beijo pronunciamos juntas:

Eu: nossa mãe, como você esta gelada!
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