10 nov 2017

Perennials – Que tipo de mulher você quer ser aos 40 anos?

Perennials

Perennials! Esse é o tipo de mulher que eu gostaria de ser aos 40. Perennials vem de perene e é o termo criado pela empreendedora de tecnologia Gina Pell, no final de 2016, para definir as pessoas que cultivam um estilo de vida que combina hábitos e gostos de diversas idades. Ou seja, é um movimento que não se embasa no tempo e na sua idade marcada na certidão de nascimento. É algo ligado com sua identidade social. Em como você se sente em relação ao mundo.

Em primeiro lugar nesse topo, estão as mulheres a partir dos 40 anos. Idade em que atingimos certa maturidade e quando deixamos de nos importar tanto com a opinião alheia. Elas se tornam mais leves, mais donas de sua vida e assumem suas escolhas, mesmo que não agrade todo mundo.

Há quem julgue. Acham que nessa fase, as mulheres querem bancar de mocinhas. Mas não tem nada a ver. Muito pelo contrário. A verdade é que sim, muitas delas nem aparentam a idade que tem. Aceitam os anos, mas não se reconhecem na meia-idade. Cuidam da aparência sim, mas também da saúde. Sua forma de consumir já não é mais a mesma e reinventam a vida. Elas não tem medo do que muitas de nós temos. MUDANÇA! Elas não vivem uma vida por convenção. Se não estão felizes no casamento ou no trabalho, elas não tem medo de alterar e transformar tudo. E não importa a idade em que elas estão. Aliás, essa mulher não está nem um pouco interessada em se encaixar às promessas da idade.
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06 nov 2017

Como se planejar para viver o sonho de maternar

como se planejar

Até outro dia, estava escrevendo sobre a volta ao trabalho após a licença maternidade. Ou dicas para ser feliz no trabalho. E cá estou agora, exercendo algo que desejei por quase dois anos. A tal liberdade para maternar. O pedido que mais escuto nos últimos dias é para compartilhar ideias de como se planejar para viver o sonho de maternar. Parar de trabalhar fora, curtir mais os filhos e quem sabe até empreender.

Segundo a pesquisa “Licença-maternidade e suas consequências no mercado de trabalho do Brasil“, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 48% das mulheres entre 25 e 35 anos, ficam desempregadas 12 meses após o início da licença maternidade. E isso acontece por dois motivos: ou ela foi demitida ou ela decidiu largar o emprego. Que as empresas não valorizam a mãe no mercado de trabalho, é uma verdade. Mas acontece muito das mulheres ao se tornarem mães, darem uma banana para o mundo corporativo. Porque você percebe que seu filho precisa muito mais de você em casa do que a empresa de você lá para faturar.
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02 out 2017

Como minimizar o consumo infantil

minimizar o consumo infantil

O dia das crianças está chegando e é inevitável a criança não cobrar um presentinho. Por aqui, estou no meu ritmo e no ritmo dos integrantes da família, tentando mudar nossos hábitos e valores em relação ao consumismo. Isso significa minimizar o consumo. Motivada por desejar o bem do meio ambiente, pelo estresse do emprego, pela busca de uma vida mais espiritualizada, por querer mais tempo de qualidade com meus filhos e, principalmente, por desejar ensiná-los cedo algo que aprendi recentemente, que ter coisas não faz de nós mais felizes ou mais bem sucedidos.

E aí que nessa época do ano, assim como no Natal, há um direcionamento absurdo de publicidade voltado para as crianças. E chove pedidos dos pequenos de brinquedos e objetos que eles não precisam. Basta olhar em volta da nossa casa. A minha tem um monte de brinquedos que meus filhos ficam sem pegar por semanas. Aliás, os brinquedos mais requisitados pelos meus filhos, são os mais simples. Mas ao ir numa loja de brinquedos, me surpreendem pedindo de tudo. E me assusta a velocidade e quantidade de brinquedos que surgem e os valores exorbitantes. Outro dia mesmo, vi uma boneca que custa R$500. Ao lado dela na prateleira imensa, tinha muitos acessórios que podiam acompanha-la: roupas, carro, cavalo, sorveteria, etc. Só um kit de roupa, custava R$150. Gente, nem pra mim eu compro uma roupa no valor de R$150!
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06 set 2017

Viagem sem filhos

por
Gabi Miranda

Destaque, Maternidade, Viagem

viagem sem filhos

E no final de semana passada fiz, a lazer, uma pequena viagem sem filhos. Foi tudo muito rápido, sem pensar e planejar muito. Já faz algum tempo eu pensava em como encontrar a Mônica do blog Equilibrosa. Nos conhecemos através da internet, ela tem um blog que adoro e vínhamos conversando através do instagram, até que nossas conversas pularam para o whatsapp e viraram frequentes. O papo é sempre tão bom que surgiu essa vontade de nos encontrarmos fora da relação virtual. Até porque o whatsapp não tava dando conta. Sempre falávamos com a ideia de nos encontrarmos em família, até duas semanas atrás quando a Mônica me contou que iria pro RJ para ir à Bienal e se não dava para eu ir também. Foi assim que marido comprou minhas passagens e fui.

Tenho certas limitações para viagem sem filhos. Quando preciso fazer viagem a trabalho, sofro. Até onde me lembro não tinha feito viagem a lazer sem eles. Às vezes bate vontade de fazer uma viagem sem filhos só com o marido, mas também ainda não aconteceu. E como foi essa pequena viagem sem eles? Foi ótima. Viagem curta, mas que deu para curtir e refletir um tiquinho. Ao sair do avião no Rio de Janeiro senti uma sensação de liberdade. Caminhar livremente sem bolsas, tralhas, sem segurar na mão de ninguém e sem a preocupação em não perder alguém ou ficar de olho constantemente em alguém. De início, rola um estranhamento, parece que está faltando algo. Mas depois somos envolvidas por essa tal liberdade. E quando percebi, eu parecia saltitar leve e alegremente.
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28 jul 2017

Uma carta para Stella

por
Gabi Miranda

Destaque, Filhos

 

Filha,

Talvez você nem leia essa carta. Ou esteja lendo do seu celular em algum lugar do mundo e pensando várias coisas sobre o quanto sua mãe era piegas (ou não) escrevendo essas coisas. Escrevo essa carta no seu aniversário de 2 anos. Eu podia escrever sobre o quanto você foi desejada, como foi concebida, o quanto sonhei contigo. Mas não, decidi escrever uma carta parecida com a que já fiz para seu irmão Benjamin. Estava aqui pensando em você e algumas coisas que aprendi nos últimos (três) anos – desde a morte da sua avó, até sua chegada.

Sim, perdi sua avó no ano que você chegou. Primeiro foi a perda dela, em seguida a vida me presenteou com você. Desde então eu só tenho aprendido coisas incríveis sobre a vida. Bom, decidi escrever com o intuito de que algo seja útil para você. Para começar, aprendi foi sobre o tamanho da força que possuímos dentro de nós, mas não temos ideia. Acredite nisso, você é mais forte do que imagina.
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24 jul 2017

Meu processo de coaching

Desde quando perdi minha mãe, me dei conta que meu mundo se dissolveu. Logo em seguida a Stella nasceu e percebi que a ordem e as prioridades da minha vida já não eram mais as mesmas. Antigos sonhos se diluíram para dar espaços a novos. Há dois anos exatos a Stella nasceu e com ela nasceu também a urgência de transformação e mudança. Pessoal e profissional. Sempre fui uma pessoa decidida e batalhadora, mas acho que nunca precisei da audácia necessária de agora. Por isso comecei meu processo de coaching. Tornei-me coachee.

Passada a fase de achar que precisava de uma consultora de estilo, ou de ir mais à igreja, descobri que é tempo de ter mais clareza das escolhas a serem feitas, de ter mais confiança, desenvolver as ideias e comportamento, de obter mais desafios, de maximizar meu potencial, de autodescobertas, de ser ao invés de ter!

Descobri que ser feliz é mais importante do que ter algumas coisas. Resolvi assumir que preciso fazer algumas mudanças. Sei que me dedicando 100% do tempo para meus filhos e casa não me faria feliz completamente. Mas meus filhos estão crescendo e sinto que estou perdendo a melhor fase da vida deles. E me dói perceber isso. Ainda mais quando penso que talvez nem tenha mais outro filho para que eu possa fazer algo diferente. E também não tenho outra vida. Está valendo essa aqui e agora que estou vivendo. Eu queria muito poder conciliar as duas coisas: trabalho e filhos. Mas como? Foi então que decidi fazer coaching.
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12 jul 2017

15 sugestões para educar crianças feministas

Criar crianças feministas quer dizer educar crianças para que não haja diferença entre gêneros. Porque feminismo é isso, um movimento social que busca por direitos iguais entre gêneros. Nunca o feminismo esteve tão em alta e mulheres se sentem mais à vontade para falar como se sentem num mundo onde a desigualdade no mercado de trabalho, assédio e estupros são fatos crescentes. Sempre me preocupei em como educar um menino de forma a não criar uma diferença entre gêneros. Lá em casa, antes de existir a Stella, nunca teve esse negócio de rosa é de menina e azul é de menino. Mas então a Stella chegou e essa preocupação cresceu em mim. Ter uma menina significou pra mim um aumento gigante de responsabilidade. Eu vivo preocupada com os perigos que ela pode correr pelo simples fato de ser mulher.

O mesmo aconteceu com a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, conhecida como um dos nomes mais importantes entre os leitores de literatura africana. Conheci a história dela através de um artigo que ela escreveu para a revista Vogue, no qual ela conta como a gravidez a levou para um momento de reflexão profunda.  Há anos ela se preocupava com a maternidade e a forma de educar uma criança. Mas foi quando uma amiga de infância lhe perguntou como deveria fazer para criar uma filha feminista, que Chimamanda colocou os pensamentos em ordem.
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31 maio 2017

Organização, Minimalismo e Budismo na minha vida

Desde que começou o ano venho buscando uma transformação pessoal. Tenho internamente uma questão muito conflituosa em relação ao fato de trabalhar fora e querer ter mais tempo para meus filhos. Simplesmente não tenho coragem ainda para tomar uma decisão porque tenho aí muitas dúvidas. Daí que surge essa necessidade de me transformar pessoalmente e isso significa me conhecer melhor. Nesse processo, tenho lido e pesquisado bastante alguns assuntos que me interessam e que acredito possam contribuir para o meu progresso. Resumindo, os  assuntos que venho estudando são: organização, minimalismo e budismo.

Ah, mas o que esses assuntos tem a ver com a sua transformação, com seu trabalho e seus filhos? Tem tudo a ver! E vou explicar cada item.

Organização, Minimalismo e Budismo 

Organização

Basicamente, ser desorganizado nos faz desperdiçar tempo. E o desperdício acontece quando não sabemos muito como usar nosso tempo e acabamos usando com o desnecessário. Quando somos organizados, temos mais clareza das nossas prioridades e isso nos ajuda a colocar em prática o que queremos. Tenho buscado ser organizada no sentido mais amplo da palavra. Na minha casa, com todas as nossas coisas (desde guarda-roupa até armários de cozinha), no meu dia a dia em geral. Isso porque todos os dias precisamos tomar decisões, das mais complexas as mais simples como “com que roupa vou trabalhar”. Nós que temos filhos, tomamos ainda mais decisões do que possa imaginar. E tomar decisões levam tempo e gastam nossa energia. Por isso, tenho passado por uma enorme organização lá em casa. Algo que não acaba nunca, principalmente porque não disponho do tempo necessário para fazer tudo de uma vez, mas estou caminhando. Ser organizado nos ajuda a otimizar e poupar bastante tempo. E com certeza nos ajuda a descobrir o que é importante para na nossa vida.
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31 mar 2017

Sobre dar exemplos

por
Gabi Miranda

Destaque

Quais exemplos você dá para seus filhos?

Imagem Google

Dia desses, recebi por engano algo (gostoso pra caramba) que era para outra Gabi. Percebi a confusão e não cheguei a pensar: e agora, vou comer ou vou avisar? Avisei. Combinamos que eu deixaria na portaria para que pudessem retirar. Um horinha depois a pessoa me contatou dizendo que eu podia ficar com o presente alheio, pediu-me outro favor e agradeceu imensamente por eu ter avisado. Mas agradeceu muito mesmo. Agradeceu demais. Por eu ter avisado e por ser tão querida.

Oras, como assim? Meu peito até estufou de alegria. Pela gratidão da moça, por eu ter ganhado um presente por acaso, que nem era pra mim. Mas ela não tinha nada que agradecer tanto. Porque é assim que tem que ser. Eu estava só fazendo o meu dever como cidadã. Só estava exercendo a educação e exemplos que recebi da mamis. Se não me pertence, devolvo. Pra mim é algo natural.
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24 mar 2017

Por que mudei minha filha de escola

Depois que contei nas redes sociais que tinha mudado a Stella de escola, muitas pessoas me mandaram mensagens perguntando por que mudei minha filha de escola, já que anteriormente ela estava na mesma escolinha onde o Benjamin ficou 4 anos. Eu podia listar algumas coisas que nunca me agradaram desde a época do Benjamin. Mas acho injusto se eu primeiramente o mantive lá e depois ainda deixei a Stella. Ou seja, algo de bom tem. Prefiro explicar porque não mudei o Benjamin antes e a resposta é simples: porque ele era muito bem cuidado. Embora isso fosse um fato, a Stella não iria pra lá se eu tivesse encontrado um lugar que me agradasse totalmente. No entanto, a verdade é que faltam berçários com ambientes apropriados e profissionais preparados para lidar com bebês. E porque lá era um local físico adequado e com profissionais carinhosos, a matriculei lá também.

Penso que nós, pais, não podemos ter papel de coadjuvantes no aprendizado do nossos filhos. Acho que colocar o filho no berçário/escolinha é uma das decisões mais difíceis dos pais de primeira viagem. Adquirida a experiência, acredito que nosso primeiro papel, é escolher uma instituição de ensino que deve se aproximar ao máximo possível do nosso estilo de vida e, principalmente, dos nossos valores de vida.
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