31 out 2014

O ponteiro do relógio não para

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Há dois meses e uma semana penso nisso todos os dias: como perdemos tempo nessa vida. Há dois meses foi quando minha vida mudou para sempre. O dia que meu Ben nasceu. Eu posso dizer com propriedade: perdemos muito tempo nessa vida. A gente perde tempo sentindo medo, sofrendo por antecipação, pensando no que poderia ter sido. Perdemos tempo nos preocupando com coisas que não valem a pena, com bobagens, com o que vão falar de nós, pensando em como vamos dizer “não”, como será o amanhã, como será o natal, como vamos pagar aquela tão sonhada viagem. A gente perde muito tempo nessa vida – que é tão frágil e breve, para depois, no final das contas, dar-se conta que o mundo, apesar de transitório, está do mesmo jeito e que nada vai mudar por nossa causa. No final, o que vale na vida é o amor. Ele que transforma. Ele que te transforma. O amor que impulsiona. É o amor que embeleza a vida (e a alma). Clique e continue lendo!

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28 out 2014

Barulhinho bom

por
Gabi Miranda

Família, Maternidade

Barulhinho bom

Essa semana me dei conta como é gostoso morar em frente uma praça. Nesses dias de calor, acordo com o canto dos pássaros. Eita barulhinho bão…! Todos os dias eu e Benjamin tomamos banho de sol. Ele no carrinho, eu com um livro na mão. O sol, a sombrinha, os passarinhos, aquela brisa no rosto…ai que delícia! Vou sentir saudades desses pequenos momentos com meu filhotinho. Hoje ele percebeu os passarinhos, sei lá o que ele enxerga, mas ficou atento aos movimentos e barulhos dos pequenos voadores. Em certo momento meu Ben começou a tagarelar alto e só dava ele e os pássaros na praça numa competição gostosa.

Taí, agora o canto dos pássaros vai me lembrar esses momentos com o pequeno Benjamin. Na pressa do dia a dia esquecemos certos detalhes que fazem a diferença e dão certo sentido a nossa vida. Hoje me dei conta como certos barulhinhos fazem parte da nossa memória afetiva. Lembrei de um em especial: na casa dos meus avós Biga e Roque, tinha um enfeite com pequenos sininhos que ficava pendurado na porta da sala, toda vez que alguém abria a porta, os sininhos tilintavam. Ao lembrar disso foi como se escutasse novamente o barulhinho. Som de infância.
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04 ago 2014

O que fazer nos próximos meses para realizar os projetos do ano?

por
Gabi Miranda

Organização, Terapia do lar

Como realizar os projetos do ano?

O ano mal começou e já está acabando. Alguém duvida?! Dias desses encontrei no rascunho do blog, um post no qual listava meus objetivos para 2014. O mês do texto era fevereiro, nem deu tempo para postar e março entrou dando uma voadora na minha vida. Perdi a noção do tempo e a vontade de fazer qualquer coisa. Mas a vida continua e não dá pra ficar se lamentando e vê-la passar da janela. Temos que acompanhá-la. 

Analisando meus projetos, não era nada difícil de concretizar. Refiz cálculos e metas, listei tudo de novo e decidi correr atrás do tempo perdido. Eu sou assim, preciso ter tudo definido, planejado e de preferência escrito. E fiz uma avaliação geral de todas as áreas da minha vida:

  • materna – estou sendo a mãe que quero ser? Tenho feito passeios com Benjamin? Estou sendo negligente com sua saúde? (em julho já inciamos uma agenda de consultas – pediatra, dentista e agora em agosto tem otorrino marcado) Como esta nossa rotina? Ser mãe não é fácil e ocupa grande responsabilidade da nossa vida e para darmos conta de tudo, precisamos de organização.
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10 jul 2014

2014 – A Copa do Mundo não é nossa

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Essa foi a primeira Copa do Mundo do Benjamin. E foi aqui na nossa casa, Brasil. O país ficou em festa, torceu, vibrou, encheu o mundo de emoção cantando o Hino à Capela. Benjamin até aprendeu a reverenciar e cantar trechos do Hino.

Mas na última terça-feira, dia 08 de julho, o Brasil perdeu de 7 x 1 para a Alemanha. Foi uma goleada histórica para a nação. O mundo inteiro noticiou e muitos brasileiros ficaram com vergonha. Eu não fiquei. Muito pelo contrário. O mundo não acaba com isso. Inclusive, achei muito feio o comportamento do brasileiro desde o começo da Copa. Na abertura, todos que estavam no estádio vaiaram a presidenta Dilma. No jogo contra o Chile, vaiaram o Hino alheio. Falta, literalmente, muita educação para o nosso país.

Aí quando o Brasil está perdendo de lavada cadê a torcida?

Está vaiando os jogadores brasileiros, está saindo do estádio. É igual vida pessoal, quando a gente mais precisa cadê os amigos?! Poucos ficam do lado. Senti vergonha disso, da falta de amor verdadeiro, da falta de consideração. Ficar decepcionado todo mundo fica, mas é nas horas difíceis que mais precisamos um do outro.
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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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11 jun 2014

Copa do mundo, herança e aprendizado

por
Gabi Miranda

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Não sou fanática por futebol. Para falar a verdade mal entendo do assunto. Sei pouca coisa: o que é um pênalti, um cartão vermelho, amarelo, uma falta, um impedimento, o nome do goleiro mais fofo do mundo (Júlio César) e de alguns outros jogadores também, para que serve o bandeirinha e o juiz. O meu conhecimento de futebol está como o pretinho para toda mulher: BÁSICO!

Mas assim como milhões de pessoas, adoro Copa. Adoro o clima que envolve as relações, os ambientes de trabalho, a vizinhança. Não, não estou falando desse clima #nãovaitercopa, manifestações e greves. Estou falando da euforia, de todo mundo empolgado torcendo por um só time (ou não, mas sem rivalidades), de alegria e bandeirinhas verdes e amarelas espalhadas por todo canto.

Tenho boas lembranças de Copa. Minha mãe amava e vibrava a cada jogo do Brasil. Quando crianças, eu e minha irmã Luana, nos juntávamos com outras crianças da vizinhança para fechar a rua e pintar o chão de bandeiras, estrelas, bolas, pendurar bandeirinhas. Passávamos madrugadas inteiras decorando nossa rua. Coisa que Benjamin talvez nem faça. Na adolescência nos juntávamos na casa de amigos para fazer um churrasco. Já na época do trabalho, íamos para a casa do colega que morava mais próximo ou nos juntávamos na redação ou num bar de esquina. Clique e continue lendo!

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22 maio 2014

Brincar de viver

por
Gabi Miranda

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Benjamin,

Esse é um ano difícil para a mamãe e a tia Luana. Como você sabe, nós perdemos a vovó Salete. Você é muito pequeno ainda para ter dimensão dessa perda – sinto triplamente, por mim, pela minha irmã e por você, meu amor. Estou numa busca incansável para que você não esqueça essa avó que tanto te amou, a pessoa digna, generosa, festeira e maravilhosa que ela sempre foi. Então eu fico buscando cultivar coisas que ela faria, o modo como ela enxergava a vida, seu entusiasmo e alegria. É um exercício bem difícil esse, filho. Sua tia Luana andou me dando uns puxões de orelhas. Eu nunca havia me dado conta o quanto sua tia tem da sua avó…

Foi sua tia que abriu meus olhos com relação ao seu aniversário. Ela foi enfática ao dizer que íamos fazer a sua festa sim, me lembrando que sua avó nunca deixou de comemorar nossos aniversários, Natal ou nenhuma outra data especial, independente do que tivesse lhe acontecido durante o ano. Sua avó sofreu muito nessa vida, perdeu pessoas amadas, passou por dificuldades financeiras, mas nunca, nunca abaixou a cabeça para vida, sempre tentava ver o lado bom das coisas e vivia achando motivos para comemorar. Essa foi uma das qualidades que puxei dela, amo comemorar, brindar à vida, reunir a família e os amigos – não quero deixar essa marca apagar de mim. Não quero e não posso fazer diferente nesse momento tão especial que é o seu aniversário. Clique e continue lendo!

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15 maio 2014

Presente de aniversário

por
Gabi Miranda

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Benjamin,
Ainda bem, filho, que nós temos essa outra metade da melhor parte de mim. Meu pai. Seu avô.

De: Papai
Para: Gabi
Data: 25 de abril de 2014 03:56

Minha filhota Gabiroba,

Desculpe tantas palavras, mas não podia deixar de me derramar nesta data feliz. Ainda mais eu que ando tão conciso e silencioso. Mas agora não! Leia quando tiver tempo, parabenizando por seu aniversário. Sinta-se abraçada. Você é outono, mas também carnaval. Agasalho e alcinha de blusa, ombros ao vento. Roupa cinza e fantasia colorida. Doce feito a troca romântica de um casal à beira do Sena no por do sol. Ou à beira de um ataque de nervos no engarrafamento de São Paulo.

Filhona adolescente e mãezona toda leoa. Frágil e dramática, ainda bem, feito lágrima de crocodilo, mas forte como a musculatura da asa. Seja mais vento do que árvore. Asa e pés no chão. Não comprei presente neste seu aniversário, mas objetos comprados não importam. Humildemente te dou essas palavras como abraço, emoção e um não sei que de mistério dessa vida tão complexa quanto simples. Essa caminhada que nunca está pronta, que se estende somente a cada passo nosso. Nossa estrada só é feita por nossos passos. Clique e continue lendo!

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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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02 abr 2014

Um lugar na janela

por
Gabi Miranda

Livros

Nenhuma viagem é igual; nenhum viajante, idem…Muitas pessoas consideram viajar uma fuga. Pra mim, é encontro”. (Martha Medeiros, em Um Lugar na Janela)

Sempre fui uma pessoa de fazer planos. Minha vida sempre foi muito planejada: conseguir um emprego, juntar dinheiro, casar, ter um filho aos 30, nas férias fazer uma viagem e assim por diante. Acho que nunca estive aberta para imprevistos e, hoje sem dúvida nenhuma, sei que é preciso estar.

Em janeiro marquei minhas férias. Março. Um mês antes de sair de féria fechamos o destino. Cartagena, Colômbia. Duas semanas antes da viagem O imprevisto aconteceu  em nossas vidas. A morte da minha mãe. Pensamos em cancelar a viagem, mas diante de tantos “vai ser bom para você viajar”, viajei ou… fugi.

Nenhuma viagem é igual, mas essa foi uma fuga, uma tentativa de esquecer a realidade. Não esqueci. É algo impossível. Todos os dias e todas as noites revivi mentalmente tudo o que aconteceu do dia 10 ao dia 12 de março.
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