26 jul 2013

Meus avós

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Considero-me uma pessoa de poucas lembranças de infância. Mas as que tenho são suficientes para saber que tive uma infância feliz e avós maravilhosos.

Minha memória é também mais olfativa do que outra coisa.

Lembro do sabor da água do filtro de barro da casa dos meus avós. Só existe em um lugar o mesmo sabor, na casa da tia Rosana, uma das filhas dos meus avós Biga e Roque.

Nunca fui fã de macarrão. Mas não esqueço das macarronadas famosas de Dona Biga. Os almoços de domingo com toda família reunida. E do meu avô trazendo sorvete Tablito para os netos antes do almoço e minha avó esbravejando “Roqueee, vai dar sorvete para as crianças!”.

Na casa deles tinham dois modelos de copos de plástico inesquecíveis. Um era o amarelo e o outro era o azul – o meu preferido. Se eu fecho os olhos, volto no tempo por um segundo e consigo sentir as borbulhas da coca-cola espirrando no meu nariz. Essa sensação, aquele cheirinho e gosto do refrigerante mais amado no mundo, o copo azul é um conjunto das lembranças mais fortes que tenho da casa dos meus avós paternos. Clique e continue lendo!

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25 jul 2013

Laços de Família

por
Gabi Miranda

Na Mídia

Produzi a matéria “Mãe com açúcar”, que está na edição de julho da revista Pais & Filhos. Nela, abordo os novos relacionamentos das avós com seus netos. Mostro como as avós mudaram ao longo do tempo. Todas são muito antenadas, realizam atividades diversas, tem vida social ativa, ajudam seus filhos na medida do possível e, mesmo com tantas mudanças, ainda mantém o posto de avó – um dos principais personagens na vida das crianças.

Adorei fazer a matéria porque toda a informação que colhi veio de encontro com o que acredito e fomentou ainda mais minhas crenças. Uma das coisas que tenho refletido muito é a importância da continuidade dos laços, a construção do vínculo, isso tudo falando de avós e netos. Pergunto-me: quem cria esses laços, quem forma tal apego?

A minha crença é de que os pais tem papel fundamental nessa construção. São os pais que devem fazer ponte entre netos e avós. Falo isso por experiência própria: minha mãe e meu pai são separados desde sempre. Ele morando no Rio de Janeiro desde que me conheço por gente. Ela, assim como meus avós, aqui em São Paulo. Lembro-me dela dando, o que na época eu julgava ser sermão, sobre a importância de visitar meus avós. Ela me levava até a casa deles, de ônibus até o outro lada da cidade – ela sempre morou numa ponta e eles em outra. Ela nos incentiva ir às festas de família, participar, estar junto. Clique e continue lendo!

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24 jul 2013

Entrevista especial com uma avó adorável

por
Gabi Miranda

Entrevista, Uncategorized

Ela tem nove netos e ressalta no início da conversa: tem uma cadeira de balanço, adora fazer crochê, tricô e bordar, mas não assumiu a imagem da famosa Dona Benta.

Começa o dia fazendo aula de balé clássico (todos os dias!!!), antes de ir para o computador escrever ou responder perguntas de jornalistas. Depois ela vai trabalhar em seu consultório onde atende até às 19:00 e só depois ela vai para cozinha fazer o jantar e se preparar para o programa da noite (que pode ser um concerto, um futebol ou um jantar entre amigos). Com todos esses afazeres, afirma: não é diferente de muitas outras avós que conhece.

Estou falando da psicanalista Lidia Aratangy Rosenberg, autora do Livro dos Avós – Na casa dos avós é sempre domingo?. Conversamos só por e-mail, mas a empatia foi grande. Lidia é daquelas pessoas que você tem vontade de conhecer e ficar horas proseando (e aprendendo!) com ela. Clique e continue lendo!

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01 jul 2013

Festa Junina e uma reflexão sobre ansiedade e expectativa dos pais

por
Gabi Miranda

Livros, Uncategorized

Sábado passado foi a Festa Junina da escolinha do Ben. Há semanas as crianças estavam ensaiando e há dias eu ouvia a mesma coisa ao deixar o Ben na escola: “ele é um dançarino; dança direitinho; ele adora dançar; blá, blá, blá”, aquilo tudo que deixa qualquer mãe toda prosa.

Em casa eu comprovava isso, pois Benjamin sempre gostou de dançar. Principalmente a música da apresentação. Ele já conhecia e nós dançávamos muito em casa, mas eu não sabia que seria essa.

Passei a semana meio ansiosa. Na infância eu fui muito tímida, embora me apresentasse nessas ocasiões, sempre me permiti ficar encolhida. Mas no geral eu era muito tímida, mais quieta. Benjamin tem outro comportamento. Ele é extrovertido, alegre, sorridente, sem vergonha, li-te-ral-men-te. E esse sempre foi um dos meus desejos enquanto estava grávida. Eu desejava ter um filho sorridente, solto, extrovertido.

A apresentação da turminha dele foi a terceira e as duas anteriores o deixou empolgado, batendo palmas para os coleguinhas. Quando chegou sua vez ele se agarrou no meu pescoço. Eu sabia que isso podia acontecer, pois Benjamin tem demonstrado um pouco de vergonha em público. Subi com ele no palco, agachei e ali ele ficou comigo até que chegou o refrão da música e….vocês poderão ver com os próprios olhos (estamos à esquerda do vídeo): Clique e continue lendo!

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24 jun 2013

A festa do Benjamin – 2 anos

por
Gabi Miranda

Festas, Scrap Bossa

Quer saber como foi a festa do Benjamin?

Foi linda!

Contei tudo no site da revista Pais & Filhos. Corre lá pra ver: AQUI!

festa

Minha amiga Bruna e também fotógrafa da festa me perguntou: qual a importância de fazer festa nessa idade do Ben?

Acho que o significado não está na festa em si, mas no fato de reunir a família e os amigos para comemorar à vida. Seja uma festa grande, pequena, apenas um almoço, uma reunião familiar, o que eu quero passar pra ele é a importância de comemorar, festejar, celebrar o que mais temos de precioso: a vida! e tudo o que ela nos proporciona: família, amigos, conquistas.

Eu gosto de festas, então produzir a festa do Ben é um prazer pra mim. Pode ser que nem sempre a gente comemore com uma festa, mas a comemoração de uma forma ou de outra sempre existirá.  Benjamin pode nem lembrar dessa festa daqui alguns anos, talvez hoje ele já nem se lembre mais. No entanto, o registro estará lá, no nosso álbum de família. Clique e continue lendo!

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12 jun 2013

2 anos – As transformações da maternidade

por
Gabi Miranda

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Hoje eu poderia escrever um post em comemoração ao dia dos namorados. Mas vou me ausentar nos próximos dias para organizar a festa do meu pequeno Benjamin – que completa dois anos no próximo domingo (16/06). Então, resolvi falar do furacão maternidade. Mas neste post, é possível identificar uma declaração. Vale dizer que toda essa transformação só foi possível porque o Marido faz parte disso. Feliz dia dos Namorados!

*

Há dois anos eu não tinha a noção exata do quanto minha vida mudaria com a chegada do meu Ben. A gente sabe que a vida vai mudar, mas não tem dimensão da transformação que é a chegada de um filho. E ninguém, nem cursos, livros indicam essas mudanças. As pessoas alertam “se prepare, você nunca mais vai dormir direito”. Posso falar?! Grande coisa!

Eu nunca mais dormi direito, mas também nunca mais fui ao banheiro sem ser interrompida, nunca mais comi sem interferências, nunca mais fiquei no computador sem intervenção, nunca mais assisti a um capítulo de novela inteiro! A gente não consegue mais ir ao shopping fazer umas comprinhas, unhas e cabelos ficam enfadonhos, salão de beleza torna-se um sonho de consumo. Ler um livro torna-se missão impossível. Mas ainda sim, tudo isso, são apenas detalhes. Clique e continue lendo!

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09 abr 2013

A biblioteca do Benzoca

por
Gabi Miranda

Livros, Livros infantis

Eu amo livros. E de uns tempos pra cá comecei a comprar mais – não que a condição financeira favoreça isso, mas chega uma hora que livros passam a ser um item de primeira necessidade para os amantes da leitura. Gosto do livro físico, nada desse negócio de ler no iPad. Amo cheiro de livros. É quase um vício. Seja velho ou novo.

Um dos meus desejos de mãe é Benjamin gostar de livros tanto quanto eu gosto. E aí me bate uma saudade infinita do meu avô paterno, que amava livros como ninguém. E que curtiria muito esse seu bisneto.

Desde bebê comecei a montar a biblioteca do Benzoca. Deixo alguns livros acessíveis para ele na sala e outros guardados em seu guarda-roupa (até mudarmos para o apartamento e compramos um móvel para colocar todos os seus livros).

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Sempre tentei contar história para ele antes de dormir, mas o menino fica ainda mais aceso. A concentração dele também dura 3,2,1 segundo. Ele demonstra interesse, mas logo sai para fazer outra coisa. Muitas vezes ele também pega um de seus livros, deita de bruços, folheia e aponta para as imagens. Em outros momentos ele traz o livro para nos mostrar algo ou para que contemos a história para ele – que ouve por 3,2,1 segundo. Clique e continue lendo!

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08 abr 2013

Pequeno Príncipe Completa 70 anos

por
Gabi Miranda

Livros

Todo mundo conhece a história do Pequeno Príncipe que vivia no planeta e um belo dia resolveu explorar o mundo. Em cada lugar por onde passava ele se depara com sentimentos: amor, amizades, diferenças, solidão, egoísmo e perda. Criada em 1943 pelo francês Antoine de Saint-Exupéry, a obra completou sábado (06/04), 70 anos e continua tocando corações.

Tenho dois exemplares do referido livro. Um foi presente da minha grande amiga Bruna, outro foi presente do marido – uma edição bem antiga que era dele. Benjamin tem um exemplar em espanhol, o seu primeiro, que compramos em Buenos Aires. Nossa ideia é comprarmos um exemplar a cada viagem diferente que fizermos com Benzoca, montar uma coleção especial para ele, além de ser um método para inspirá-lo a conhecer outras línguas.

Não só em minha opinião, mas de vários profissionais, esse é livro obrigatório para as crianças e, claro, para adultos também – afinal fala também da relação da criança com o adulto. O livro fala de tantas coisas complexas de forma simples e cheio de simbologia, nos faz refletir, mesmo que seja em cima de nossas crises existenciais. Clique e continue lendo!

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03 abr 2013

A poesia da infância

por
Gabi Miranda

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Dia desses tive a oportunidade de assistir a uma palestra do educador Marcelo Cunha Bueno. Com o título “a poesia da infância”, Marcelo nos fez um convite para uma reflexão: será que estamos permitindo às crianças a experiência de viver a infância?

Segundo o educador, o adulto corrompe a infância. Ele falou sobre as relações temporais dessa época e as dividiu em três tempos:

Chrónos
É o tempo marcado, o tempo parado que resta, a criança que resta para acabar.

Kairós
O momento da oportunidade. O designo do destino. A junção entre o fato e a possibilidade. O que nos torna diferente pela experiências constituídas através de outros e de instituições.

Aión
O tempo da intensidade. O tempo sem duração. Um espaço entre. O instante. A experiência. O não mensurável, o não numeráveis da infância. O reino da criança.

É Aión o tempo que marca o que fica em nossa memória a vida inteira. Enquanto Marcelo falava, fui sequestrada pela minha memória. Me considero uma pessoa de poucas lembranças de infância, mas as que existem, são justamente as mais inesquecíveis e que definem muito bem pra mim o significado do tempo Aión. Clique e continue lendo!

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27 fev 2013

Exerça uma influência positiva

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Gabi Miranda

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Para um mundo melhor, precisamos construir pessoas melhores. Para isso, a mudança precisa primeiro acontecer dentro de nós.

As raízes do problema que você verá nesse filme, estão dentro de casa.

Devemos ser exemplos positivos para nossos filhos.

A gente aprende a partir daquilo que vemos. Não é diferente com os pequenos. Eles imitam tudo o que nós, pais, fazemos.

O ministério Bossa Mãe adverte: todos os pais estão obrigados a assistir esse vídeo.


Boa reflexão!

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