18 set 2017

Desempregada nas férias – o jeito é vadiar

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

férias

Amo tirar férias. Ainda mais quando parece que vou surtar e as férias se tornam necessidade absoluta. E vou contar um segredo: volto uma casa quando penso em empreender e lembro que as chances de ter férias diminuem. É muito prazerosa a ideia de ganhar dinheiro durante um mês que você não vai trabalhar. Férias é momento de curtição remunerada. Mas… fiquei desempregada no último dia antes de sair de férias. Rá! O jeito agora é desencanar e vadiar nos próximos 30 dias que seriam minhas férias.

Vou viagem e tirar alguns dias de descanso. A viagem em si já é algo libertador pra mim. E fico contando as horas para chegar. Estou aqui pensando como foi difícil decidir o destino e como demorou pra chegar esse momento. Fechamos com muita antecedência e isso me faz lembrar o Leo Jaime outro dia dizendo que escolher o destino com antecedência é como saber se vamos querer transar todo dia às 11 da noite. Pois por mais que a ideia agrade, a gente nem sempre sabe se vai estar no clima. Faz sentido já que não sabemos como estará nosso humor no dia, na hora na semana (e se ficaremos desempregados). A dois dias para nossa viagem, estou bem animada. Afinal, o que não tem remédio, remediado está.
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30 ago 2017

Adaptação escolar na metade do ano – sobrevivemos, um mês de escola nova

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

Sobrevivemos à adaptação escolar das crianças. Mudamos as crianças de escola na metade do ano (2017) e as aulas começaram no dia 3 de agosto. A primeira semana foi de muito sofrimento para a mamãe aqui. É incrível como sofremos e nos martirizamos criando expectativas que muitas vezes nem se tornam realidade (ainda bem!). O mal do adulto é essa bendita ansiedade que cresce com a gente. As crianças são bem menos ansiosas e quando demonstram esse sentimento, creio que tem um dedinho nosso. Contar hoje para a criança algo bacana que vamos fazer só no próximo sábado, faz sentido? Não muito, porque isso é que vai gerar nela o sentimento impaciente de chegar logo aquele dia.

Quando penso em toda a minha angústia da primeira semana, concluo o quanto fui boba. Pra ajudar, na época eu tinha acabado de ler e estava assistindo Big Little Lies. As crianças tem um poder incalculável de se adaptar aos ambientes e fazer novos amigos. No entanto, eu tinha dúvidas disso e procurei algumas alternativas para ajudar nesse processo. Na primeira semana de aula, soube que o Benjamin estava na mesma sala de um amiguinho do mesmo condomínio. Conversei com a mãe dele que prontamente já me indicou no grupo de WhatsApp das mães da turma. Fiquei o dia inteiro salvando “nome mãe de João” na agenda do celular e me sentindo grata por tanta tecnologia. Imagina, nossas mães não tinham nada disso na nossa época. Viva a tecnologia que de uma forma ou de outra aproxima as pessoas!
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23 ago 2017

Ser mãe não basta pra mim

por
Gabi Miranda

Destaque

ser mãe não basta

Tem gente que não entende o que quero da vida quando falo que quero passar mais tempo com meus filhos, mas sem deixar de trabalhar. Até algum tempo atrás eu também não entendia. E não achava possível somar as duas coisas. Hoje tenho convicção de que ser mãe não basta pra mim. Eu não tenho a ilusão de que parar de trabalhar fora e cuidar dos filhos é sinônimo de felicidade. Basta um final de semana prolongado em tempo integral com filhos + casa para ter certeza de que ser mãe não basta pra mim. Não sei ficar em casa, embora tenha desejado muito isso nos últimos tempos.

E o que basta pra mim? Fazer o certo em doses que sejam boas para todos. Atualmente, meus filhos precisam de mim e eu preciso dedicar tempo a eles. Não só por uma necessidade, mas um desejo pessoal meu. Sinto que estou perdendo a melhor parte da vida deles. A relação mãe e filho é uma das mais poderosas, além de ser mágica. E como li outro dia, no blog Antes que eles cresçam, para acontecer a magia dessa relação você precisa estar presente.
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31 jul 2017

Como é difícil ser mãe de dois

Ser mãe de dois é mais difícil do que se pensa

mãe de dois

A gente acha que vai ser fácil porque já temos a experiência em como lidar com algumas situações. Mas é muito difícil ser mãe de dois. Nesse fase da vida, sinto que estou sempre em débito com um dos meus filhos. E porque trabalho fora, sinto que minha dívida está ficando enorme, pois não consigo equilibrar meu tempo, afazeres e atenções. Percebi há algum tempo, num simples comportamento do filho mais velho.

Olhando aí pelas nossas fotos no instagram, ninguém percebe. Meu primogênito comporta-se como uma criança da sua idade. Não está mais na fase dos Terrible Twos, mas tem dias bons e ruins. Claro que eu adoraria que permanecesse só os dias bons, os quais ele é um menino incrível que parece a frente do seu tempo e idade. Mas os dias ruins servem para me lembrar o quanto ele precisa de mim, impondo limites e oferecendo todo o amor que eu puder. Serve também para me advertir da responsabilidade que tenho, do equilíbrio, resiliência e paciência que preciso exercitar.
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28 jul 2017

Uma carta para Stella

por
Gabi Miranda

Destaque, Filhos

 

Filha,

Talvez você nem leia essa carta. Ou esteja lendo do seu celular em algum lugar do mundo e pensando várias coisas sobre o quanto sua mãe era piegas (ou não) escrevendo essas coisas. Escrevo essa carta no seu aniversário de 2 anos. Eu podia escrever sobre o quanto você foi desejada, como foi concebida, o quanto sonhei contigo. Mas não, decidi escrever uma carta parecida com a que já fiz para seu irmão Benjamin. Estava aqui pensando em você e algumas coisas que aprendi nos últimos (três) anos – desde a morte da sua avó, até sua chegada.

Sim, perdi sua avó no ano que você chegou. Primeiro foi a perda dela, em seguida a vida me presenteou com você. Desde então eu só tenho aprendido coisas incríveis sobre a vida. Bom, decidi escrever com o intuito de que algo seja útil para você. Para começar, aprendi foi sobre o tamanho da força que possuímos dentro de nós, mas não temos ideia. Acredite nisso, você é mais forte do que imagina.
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12 jul 2017

15 sugestões para educar crianças feministas

Criar crianças feministas quer dizer educar crianças para que não haja diferença entre gêneros. Porque feminismo é isso, um movimento social que busca por direitos iguais entre gêneros. Nunca o feminismo esteve tão em alta e mulheres se sentem mais à vontade para falar como se sentem num mundo onde a desigualdade no mercado de trabalho, assédio e estupros são fatos crescentes. Sempre me preocupei em como educar um menino de forma a não criar uma diferença entre gêneros. Lá em casa, antes de existir a Stella, nunca teve esse negócio de rosa é de menina e azul é de menino. Mas então a Stella chegou e essa preocupação cresceu em mim. Ter uma menina significou pra mim um aumento gigante de responsabilidade. Eu vivo preocupada com os perigos que ela pode correr pelo simples fato de ser mulher.

O mesmo aconteceu com a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, conhecida como um dos nomes mais importantes entre os leitores de literatura africana. Conheci a história dela através de um artigo que ela escreveu para a revista Vogue, no qual ela conta como a gravidez a levou para um momento de reflexão profunda.  Há anos ela se preocupava com a maternidade e a forma de educar uma criança. Mas foi quando uma amiga de infância lhe perguntou como deveria fazer para criar uma filha feminista, que Chimamanda colocou os pensamentos em ordem.
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10 jul 2017

Como fazer o bebê pegar a mamadeira

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

pegar mamadeira

Eu tinha muita resistência de fazer post sobre dicas. Esse blog nasceu com o intuito de compartilhar histórias. As nossas histórias. Com o tempo as leitoras começaram a me mandar perguntas de como eu fazia tal coisa e quando vi estava aqui dando alguma dica. Esse post inclusive, nasce de um pedido de uma leitora. Ela me procurou me pedindo uma dica para fazer seu bebê pegar a mamadeira.

Eu sou super a favor do aleitamento materno. E quem me acompanha aqui sabe o quanto eu sofri quando desmamei a Stella aos 5 meses. Vários fatores contribuem para uma mãe desmamar seu bebê muito cedo. E no meu caso, além de ter diminuído muito minha quantidade de leite, voltei a trabalhar nessa mesma época. No caso dessa leitora, o filho dela está com 1 ano e 3 meses e ela não pretende desmamá-lo, mas está muito exausta e precisa de ajuda para equilibrar a situação. Ela quer continuar oferecendo seu leite, só que na mamadeira.
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04 jul 2017

Mães de A a Z – o blog indo para a telona e para a telinha

Nasceu o Mães de A a Z! Era para eu ter falado ontem sobre isso, mas a correria me impediu. Quem nos acompanha nas redes sociais, já sabe que eu e a Kah do blog Vida de Mamãe Moderna estamos no comando do programa regional Mães de A a Z, na TV Grande ABC. É um projeto lindo! Surgiu através de um convite da TV para a Kah e a louca quando veio me falar disse que só aceitaria se eu entrasse com ela nessa empreitada. Na mesma hora eu falei: Siiiiim!

maes de a a z

Gente, eu tinha o sonho de ocupar o lugar da Ana Paula Padrão na bancada do Jornal da Globo! Rá! Como não aceito uma proposta dessas? (risos)

Vi nesse convite uma oportunidade muito bacana. Não era simplesmente para fazer um programa qualquer. Era para falar sobre um assunto que  faz meus olhos brilharem: maternidade! E o que está mais perto do meu sonho de vida atual: trabalhar com maternidade, contribuir e ajudar de alguma forma as pessoas que me acompanham aqui no blog. Mais: espalhar informação de qualidade.
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09 jun 2017

Equilibrosa, o livro

por
Gabi Miranda

Destaque, Livros, Puericultura

 

Conheci o blog Equilibrosa por indicação de uma grande amiga e madrinha da Stella, a Dani. Lembro que entrei primeiro na página do facebook e me deparei com a seguinte frase:

“Quando nasce uma criança, nasce também uma oportunidade, e isso vale pra mãe, pro pai, pra tia, pra avó…”

Aquela frase tinha tudo a ver com a minha crença, sempre enxerguei a maternidade como uma grande oportunidade de criar um ser humano e contribuir para um mundo melhor, oportunidade para viver e enxergar o mundo com outros olhos. Foi o suficiente para pular pro blog e ler numa tacada só o blog todo.

Dois anos depois, agora em 2017, nasceu virtualmente uma amizade entre eu e a Mônica, a autora do blog Equilibrosa. Quem nos uniu foi a escritora italiana Elena Ferrante. Vejo muita semelhança entre a escrita de uma com a da outra. Virei fã incondicional das duas.

Gosto do Equilibrosa por vários motivos. Com a chegada da Stella passei a me identificar ainda mais com as histórias e reconhecer ali que não estou sozinha nessa jornada. É um blog materno diferenciado, feito com amor e nada comercial – coisa rara atualmente. Naquele espaço não encontramos dicas, mas histórias reais como a minha, a sua e a de um milhão de mães por aí. Além de amor, tem empatia de sobra.
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11 maio 2017

Filha de mãe solteira com muito orgulho

Outro dia comentei no instagram que a história da mãe do Marcos Piangers era muito parecida com a história da minha mãe. Choveu de gente me mandando mensagem compartilhando sua história e falando que não sabia que eu era filha de mãe solteira. Pois bem, sim, sou filha de mãe solteira. Acho que nunca tive dimensão exata do que isso significava e vim ter só na vida adulta e com exatidão das dificuldades, após a minha maternidade.

filha de mãe solteira

Sempre admirei minha mãe. Sempre a achei uma mulher porreta. Ela criou duas filhas sozinhas. E não apenas por isso, mas pela história de vida dela. Por todos os desafios, por todas as suas escolhas, por tudo o que ela enfrentou, pela coragem e alegria de viver que permaneciam vivos dentro dela. Das escolhas, eu contaria aqui uma delas, mas não tenho esse direito. Foi algo que só no fim da sua vida, reconheci o tamanho do sofrimento que ela carregou.
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