28 set 2016

Travessuras da Baby Stella

Hoje ela completa um ano e dois meses de muitas alegrias, travessuras e sapequices

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São inúmeras as conquistas dessa pequena que nem dá para fazer post listando as novidades. Sim, porque para isso eu precisaria passar os dias anotando cada coisinha nova que ela anda fazendo. Ela já se comunica muito bem – não, não forma frases, nem palavras concretas, mas se comunica com gestos e olhares, assim eu e ela já nos entendemos muito bem. Seu vocabulário ainda é pequeno, fala apenas: mama (mamãe), B (Ben), papa (pai), naná (seu paninho com a chupeta amarrada), bá (aguá), um (um aninho) e várias outras palavras que eu ainda não aprendi o dialeto, além de responder quando lhe perguntamos algo. Ela já da tchau, manda beijo, canta, dança, joga bola (com a mão e com o pé), usa copo, toma no canudinho, faz travessuras, sapequices, anda e corre (deixando disparado o coração dessa mãe).

Passamos uma semana inteirinha juntas, só eu e ela, da hora de acordar até a hora de dormir. E acreditem, todos os dias ela faz uma coisa nova. Fiquei impressionada ao reconhecer nela uma bebê totalmente comunicativa, simpática e palhacita. Eu conhecia o lado desconfiado da Stella – herança da mãe – mas me surpreendeu a desenvoltura dela para chamar a atenção de desconhecidos na rua, no metrô, em todos os lugares públicos. Conversar, brincar, mexer com a pessoa ao lado são atividades que completam as travessuras da Pitica. É incrível o poder de aprender dos bebês e a possibilidade de acompanhar esse desenvolvimento assim tão de pertinho. Eles fazem nosso coração derreter ao mesmo tempo em que nos mantem alertas.

Qualquer objeto ou lugar inapropriado passa ser a coisa mais interessante do mundo quando Stella ouve “não pode mexer”. Aliás, dois dizeres que se tornam desafiadores pra ela são “não pode” ou um simples “não”. Tirar algo da mão dela é motivo para um escândalo, daqueles que me fazem lembrar do tempo em que eu não era mãe e olhava torto para a mãe ao lado com a criança dando show em público matando a mãe de vergonha e eu pensando “o meu filho jamais fará isso”. E não fez. Minto, o Benjamin até hoje fez uma única vez aos 5 anos. Já Stella promete muitos shows gratuitos. Tento manter a calma e lembrar da máxima: sem público, não há show. Há quem diga que eu a mimo. Mas ando escutando o coração. Se posso atendê-la e não há problema nisso, atendo.

Foi uma semana de cuidados exclusivos para Stella. Ao mesmo tempo que é maravilhoso acompanhar tanto desenvolvimento, como é muito cansativo cuidar sozinha de uma criança nessa idade! O poder que eles tem para aprender, é o mesmo para nos deixarem exaustivamente cansadas. Não é só madrugar a hora que eles madrugam, trocar fraldas, dar banho, alimentar… é correr o tempo todo atrás deles. Dois dias antes da data marcada para voltarmos, eu já não estava aguentando mais. A saudade do marido triplicou. Porque juntos dividimos todos esses cuidados e aí fica menos pesado para ambos. Foram dias pensando sobre como mães e pais precisam de ajuda e poucas pessoas, geralmente as que não tem filhos, reconhecem isso.

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Stella já tinha ido à praia, mas era bem mais novinha. Então digo que dessa vez ela provou e gostou. O Benjamin não pisa em areia, não gosta de praia e pede para ir embora. Stella coçava o olho com a mão cheia de areia e faltou comer esses grãos salgados. Curioso. Durante essa semana, pude comprovar como um filho pode ser tão diferente do outro. Ela, tão pequena é dona de uma personalidade forte. A observo e penso: será que ela já conhece o limite da chantagem infantil? Será que já me manipula?

Quando estava grávida do Benjamin eu torcia para que ele fosse bastante apegado a mim. Ele nasceu e apesar de ser sempre muito amoroso comigo, nunca foi grudado. Sempre foi dado com todo mundo. E eu aprendi que de certa forma isso era bom. Durante toda a gestação da Stella eu só tinha um desejo, que fosse uma menina cheia de saúde. Nasceu uma menina chiclete comigo. Eu sabia que Stella era grudada a mim, mas nessa viagem tive noção do quanto. É absurdamente sem limite. A ponto de eu não poder ir ao banheiro, de ficar chorando enquanto tomo banho ou quando saio do mesmo cômodo rapidamente para preparar uma mamadeira. Ela chora como se eu tivesse a abandonando e tivesse consciência disso. Chega ser um pouco assustador. E todo mundo me pergunta como ela fica no berçário. Só sei que ela fica bem. Outro dia mesmo, fui levá-los às escolas e pouco antes de chagar para deixar Stella, me bateu uma angústia, uma culpa por deixá-la tão cedo e em tempo integral. Ao chegar no local, ela foi toda sorridente com a berçarista e eu fiquei lá como se eu tivesse sido abandonada. É como diz Denise Fraga, ser mãe compreende mesmo duas dualidades. É uma grande mistura de alegria e dor. Quando Stella ficou de boa sem chorar pensei “ué, mas ele não vai chorar, se esforçar para não ir?”. E quase chorei por um outro motivo, porque ela não chorou.

Foi uma semana de delícias, observação, cansaço, reflexões. E uma conclusão. Coisa boa e doida ser mãe.

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