06 set 2017

Viagem sem filhos

por
Gabi Miranda

Destaque, Maternidade, Viagem

viagem sem filhos

E no final de semana passada fiz, a lazer, uma pequena viagem sem filhos. Foi tudo muito rápido, sem pensar e planejar muito. Já faz algum tempo eu pensava em como encontrar a Mônica do blog Equilibrosa. Nos conhecemos através da internet, ela tem um blog que adoro e vínhamos conversando através do instagram, até que nossas conversas pularam para o whatsapp e viraram frequentes. O papo é sempre tão bom que surgiu essa vontade de nos encontrarmos fora da relação virtual. Até porque o whatsapp não tava dando conta. Sempre falávamos com a ideia de nos encontrarmos em família, até duas semanas atrás quando a Mônica me contou que iria pro RJ para ir à Bienal e se não dava para eu ir também. Foi assim que marido comprou minhas passagens e fui.

Tenho certas limitações para viagem sem filhos. Quando preciso fazer viagem a trabalho, sofro. Até onde me lembro não tinha feito viagem a lazer sem eles. Às vezes bate vontade de fazer uma viagem sem filhos só com o marido, mas também ainda não aconteceu. E como foi essa pequena viagem sem eles? Foi ótima. Viagem curta, mas que deu para curtir e refletir um tiquinho. Ao sair do avião no Rio de Janeiro senti uma sensação de liberdade. Caminhar livremente sem bolsas, tralhas, sem segurar na mão de ninguém e sem a preocupação em não perder alguém ou ficar de olho constantemente em alguém. De início, rola um estranhamento, parece que está faltando algo. Mas depois somos envolvidas por essa tal liberdade. E quando percebi, eu parecia saltitar leve e alegremente.

Eu e Mônica nos encontramos às 9:00 do sábado e fomos para a Bienal do Livro. O papo rolou solto e falamos de diversos assuntos. Quando o papo é bom, o tempo voa. Percebi que nos momentos em que o silêncio se instalava, não havia constrangimento, incômodo. Uma vez li algo que dizia que quando o silêncio entre duas pessoas não causa embaraço, é porque gostamos tanto da outra pessoa que nos permitimos ser nós mesmos. Autênticos e sem medo de julgamento. Com a Mônica me sinti como se fôssemos amigas de longa data.

Marido costuma sempre dizer como faço amizade fácil. Acho que o fato de ser comunicativa, ajuda. Mas a verdade é que tenho poucos amigos. Dá para contar nos dedos. Os poucos que tenho são grandes, sinceros, preciosos e completam a minha vida. E apesar de muitas vezes reclamar da tecnologia, tenho que admitir que ela é uma grande aliada para nos aproximar das pessoas que moram longe. E como considero uma pessoa amiga? Não é pelos favores, muito menos pela troca deles. Não tem espaço para cobrança. Amizade é algo que vai além. E pode ser baseada também no silêncio, no espaço e no tempo. E parafraseando o filósofo Cortella “amizade que acaba, nunca começou”.

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Foi apenas um dia e meio e uma noite fora de casa. Suficiente para curtir a Mônica, meu pai e minha irmã, e para bater saudades das crias e do marido. Enquanto eu voltava no domingo de avião, lembrei de algo que vinha repetindo muito “como o tempo está passando rápido demais”. E nessas minhas leituras sobre Mindfulness, tenho aprendido que a vida não passa rápido demais. O que acontece é que a maioria de nós passamos pela vida de forma inconsciente. Não importa o que estamos fazendo, mas como fazemos. E quando fazemos precisa ser feito com o coração, com a alma. Fazer com a alma, significa estar consciente e presente naquele momento. É muito precioso o tempo quando estamos com as pessoas que gostamos. 😉

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