29 set 2014

Vida Organizada

Há alguns anos acompanho o blog Vida Organizada, da Thais Godinho. Mas só com a maternidade comecei a colocar algumas ideias dela em prática. Não sou nenhuma obcecada, mas admito que esse ano adquiri certa mania de limpeza. Organização. Arrumação da casa. Imagino que seja o modo que encontrei de fugir do inevitável, uma forma de sentir que tenho controle de pelo menos alguma coisa na vida, um jeito de amenizar a minha ansiedade.

Tem o lado negativo e o positivo nisso. O primeiro é que acabo parecendo meio louca colocando tudo no lugar quando estou em casa, ficando nervosa quando vejo o chão sujo e querendo controlar tudo. Isso acaba prejudicando a minha paz interior e a relação familiar, principalmente, quando se tem uma criança em casa – aí é preciso ser tolerante com os brinquedos espalhados pela casa. O lado positivo é que a casa, de certa forma, vive limpa e funcional. No entanto, precisa encontrar um equilíbrio para viver em harmonia.

Recentemente a Thais lançou o livro do blog “Vida Organizada – como definir prioridades e transformar seus sonhos em objetivos“. Acabei de lê-lo e entender várias coisas desse meu momento de obsessão e compreender como não deixar isso me atingir de forma negativa. Quem conhece a autora, sabe que ela tem vários métodos de gerenciamento e organização, como FlyLady, GTD, Evernote,  Google Calendar… Não gosto desses métodos porque não funcionam pra mim. E para falar a verdade não conheço e nem procuro conhecê-los. Gosto mesmo de anotar minhas tarefas num caderninho.

No trabalho, tenho um caderno no qual anoto todas as coisas que preciso fazer no dia. Onde entra também minha lista de tarefas pessoais, como pagar contas, marcar médico, comprar algo, etc. Na bolsa, tenho um moleskine onde anoto as pautas e ideias para o blog e também contatos, tarefas profissionais e pessoais quando estou fora da empresa. Você deve estar se perguntando: se você não gosta dos métodos indicados pela Thais por que acompanha o blog e leu o livro dela?

vida organizada

Adoro o blog e amei o livro. Gosto da forma que ela aborda o tema e do conceito que ela tem sobre organização. “uma forma de fazer as coisas acontecerem”. Os motivos que me fizeram gostar do blog e, ainda mais do livro, são:

  1. segundo a autora, ser organizado não significa ser viciado em arrumação e, sim, ter controle daquilo que você efetivamente pode controlar em sua vida.
  2. porque ela me faz perceber que tenho a mesma quantidade de horas de todo mundo e, o que de fato importa, é como uso meu tempo. Reclamar da falta dele não vai me fazer ganhar mais horas. Perder algumas horas no face, no whatsapp, em frente à TV, também não, no final pode até ser tempo jogado fora. Ter foco e priorizar o que é importante pra mim é essencial.
  3. gosto de algumas dicas que ela dá sobre os cuidados com a casa, rotina familiar, profissional, gerenciamento das atividades cotidianas, desapego. A casa limpinha me dá uma sensação de prazer. Ter uma rotina familiar e profissional, me dá certa tranquilidade (mas a minha rotina familiar está longe do que eu gostaria de ter). Sempre fui muito apegada a coisas materiais e minha mãe sempre dizia que não devemos ocupar a casa com coisas velhas, quebradas, pois gera energia parada e devemos abrir espaço para o novo. A Thais tecla muito nesse botão.
  4. da ideia de tratar os compromissos pessoais, sejam eles com familiares ou amigos, como compromisso de trabalho. Nunca me agradou ouvir dizer de um amigo “não te ligo porque estou sem tempo”, ou seja, não sou nada importante pra ele. Com o tempo, me vi dando as mesmas desculpas. Mas isso acontece porque a gente acaba organizado mal o nosso tempo, sem priorizar o que de fato é importante.
  5. Thais é pra mim, uma inspiração de como investir o tempo em busca da realização de sonhos, objetivos, coisas que nos fazem feliz.

O livro me inspirou a encontrar uma forma de gerenciar melhor as atividades da casa. Limpeza, compras, menu semanal, organizar as contas, etc, de forma conjunta com o cônjuge. Marido contribui bastante para o bom funcionamento das coisas, ele faz a compra semanal, passa roupa, por exemplo, sem eu ter que pedir. Mas troca o lixo de um dos banheiros e esquece do outro. Frita um ovo, lava a louça, mas não limpa o fogão. Essas pequenas coisas.

Se encontrássemos uma forma de gerenciar, tudo seria mais fácil. Portanto, ando pensando, em fazer uma lista e deixar na lousa que temos na cozinha. Talvez a ideia de ter uma lista de tarefas diárias, um cronograma de limpeza e manutenção da casa, como a Thais sugere, pode vir fazer toda a diferença em casa, principalmente porque optamos não ter diarista (assunto para outro post). Ajudaria-me também nas coisas que passam despercebidas por mim, como a compra semanal (sei que deve ser feita, mas nunca sei o que é preciso comprar).

Não tenho planilha de nada, a não ser do meu fluxo de despesas e investimentos. E assim vou me organizando do meu jeito. Mas acho que uma lista de tarefas caseiras me ajudaria, inclusive, para controlar um pouco essa mania de limpeza a arrumação. A Thais indica fazer listas com tarefas diárias ao invés de concentrar a limpeza num único dia – o que faz a gente perder um sábado ou domingo trabalhando em casa quando podíamos estar nos divertindo. Então, ela indica fazer um pouquinho cada dia, por alguns minutos.

Mas o livro não me inspirou só com relação a organização da casa não. Também serviu de lampejo com relação a planejamento, sonhos e objetivos. Um trecho do livro diz muito do que acredito: “a vida é imprevisível, mas deixar tudo ‘por conta do acaso’ pode não ser tão interessante assim, especialmente se você ficar arrependido por não ter feito aquilo que gostaria. Para tudo o que queremos fazer, deve existir um planejamento”. Não tenho outra vida e nem sei quando deixarei essa, assim como todo mundo. Mas me incomoda viver simplesmente vendo a vida passar. Por isso, traço metas, objetivos e não sei viver de outro jeito.

Ter objetivos, sejam eles de curto, médio, longo prazo, é o que nos ajuda a construir nossa história, já dizia Vitor Hugo:

não há nada como o sonho para criar o futuro.

Fazer uma poupança para o filho, por exemplo, é fazer um planejamento pensando no futuro dele. Até as nossas férias precisam de um planejamento. Afinal, para fazer uma viagem, requer o mínimo de análise de: destino, quanto é preciso economizar por mês para realizar a viagem, qual transporte utilizar, etc.

Há quem diga que sou assim por conta da minha ansiedade. Que seja. Preciso de um motivo para agir e quando já alcancei o que queria, procuro estabelecer uma nova motivação. Esse é o modo como sei viver, o que me faz enxergar a graça da vida. No entanto, o livro me fez enxergar que posso respirar e ir devagar, principalmente, que “se os dias são comuns, significa que temos tranquilidade”. Eu nunca tinha pensado nisso.

Tanto o blog quanto no livro, a Thais fala muito que promover mudanças positivas no ambiente de trabalho, em casa, na vida em geral, nos faz produzir melhor e que a partir do momento em que mudamos a nossa postura interna, o mundo passa a girar mais devagar, logo, acredito, a favor de nossos interesses. Reclamar da vida, do chefe, do marido, do filho, não muda nada. Só nossas atitudes podem fazer algo por nós. Super indico a leitura. 😉

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  1. […] ano passado, li o livro “Vida Organizada” e amei! Mas até hoje não consegui colocar algumas dicas em prática. Logo depois engravidei e […]

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