16 abr 2015

26 semanas de gestação e a organização dos sentimentos

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

Estamos com 26 semanas!

26 semanas

Outro dia uma amiga que ainda nem é mãe cobrou de mim “está na hora de atualizar o blog, contar mais sobre esse novo bebê”. Não é só ela que cobra. Outras amigas e leitores também cobram. Eu também me cobro. Mas eu estava sentindo certa dificuldade para estabelecer uma conexão com esse meu estado interessante, o que mexia com meu estado emocional. Esse bebê, assim como Benjamin (e quase tudo na minha vida) foram planejados. No entanto, as duas gestações me pegaram não de surpresa, mas de supetão. A primeira, prevista para 6 meses após parar os métodos conceptivos, chegou no primeiro mês. A segunda, chegou no terceiro mês de tentativa, mas quando eu já estava pensando em desencanar um pouco e focar em uma viagem de férias dessas com duração de 30 dias.

Em ambas, passei muito mal no início. Dessa segunda vez acho até que foi pior e atribuo ao meu estado de saúde e físico, o abalo no estado emocional. Entre idas e vindas ao pronto-socorro, também fiquei de licença médica por quase 15 dias, o que me afastou do trabalho e me deixou isolada em casa, sozinha. Tudo isso mexeu muito com meu emocional. Eu pensava muito em como seria a gravidez, ter dois filhos, pensava na possibilidade de passar mal a gestação inteira (porque a gente acha que não vai passar nunca aquilo tudo, que os hormônios não vão se estabilizar), e, principalmente, sentia muita falta da minha mãe não estar por perto me apoiando, me acompanhando no hospital, segurando a minha mão e sofria ao pensar que ela também não estaria por perto após o nascimento do bebê.

Muitos sentimentos misturados

Enfim, foi um período bem difícil entre o primeiro e segundo trimestre da gestação. Eu me sentia feliz, mas estava desanimada. Um turbilhão de sentimentos. As coisas foram se ajeitando e quando dei por mim estamos às vésperas de entrar no terceiro trimestre. Agora com 26 semanas está tudo beeeem diferente. Tenho energia para dar e vender. A barriga explodiu pra fora. O bebê já mexe pra caramba e isso dá uma sensação maravilhosa de plenitude, benção, fé…uma coisa inexplicável esse lance de poder gerar outro ser dentro de você. Obra que não pode ser só da natureza, tem mão de gente fanfarrona aí. Deus, Buda, Allah, Zeus, seja qual for o Deus de cada um.

Com apenas 26 semanas, já sinto a síndrome do ninho vazio em relação à barriga e desejo que demore muito para passar esse último período para que eu possa aproveitar intensamente o que não aproveitei até agora. Comecei a colocar em prática uma organização nos armários de casa e desapegar do que não usamos para abrir espaço para as coisas do novo membro da família.

Estou curiosa quanto ao sexo do bebê e fico imaginando o quanto será legal se for mais um menino e ele for tão cuidadoso e carinhoso com a mãe quanto o Benjamin é, e as vantagens da praticidade desse sexo. E o quanto vai ser legal se for uma menina para fazer par comigo e me tirar da desvantagem das guerrinhas dos meninos. Já me deparei com a dificuldade de escolha para decoração do quarto sem saber o sexo. Em breve, será o chá de bebê que decidi comemorar com meu aniversário, afinal tem motivo maior que a comemoração da vida? Vamos aproveitar e ser felizes!

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