10 ago 2016

Aprendendo a ser um pouco pai

por
Gabi Miranda

Destaque

Colocando em prática um dos meus desafios do ano passado:
aprendendo a ser um pouco pai

 

aprendendo a ser um pai

Filhos e marido tem um poder sobrenatural: o de nos levar à loucura. O primeiro consegue fazer sumir magicamente nossa sanidade mental, com 10 minutos de manha, pirraça, malcriação. O segundo consegue reverter qualquer mal comportamento da criança com tranquilidade, à base de brincadeira, sem stress… e louca é a mãe!

Eu e marido somos pais dedicados, mas cada um tem seu jeito de educar. Ele com sua leveza, jogo de cintura e senso de humor. Eu sou a chata e venho tentando mudar isso, pois pedi para o marido me ensinar a ser um pouco pai também. Porque, afinal, eu não quero carregar a fama de chata para o resto da vida, até porque na verdade meu intuito (e de todas as mães) é apenas dar uma boa educação aos filhos e isso inclui apresentar-lhe limites. No entanto, seguimos os dois na tentativa de sermos os pais que idealizamos ser um dia e com a mesma coisa em comum: dar uma base sólida de educação para nossos filhos.

Limite não é de todo ruim. É a partir dele que um dia nossos filhos construirão sua estrada. É o que norteia os caminhos a serem escolhidos, quando devemos trocar de rota ou seguir em frente. É o que nos fortalece. É nossa missão transmitir segurança aos filhos, mas um dia eles deverão seguir os próprios passos, riscos e construir suas vidas. E sem limite que tipo de construção eles farão: palha ou tijolos?

As gerações dos nossos filhos são diferentes dos filhos que fomos. As crianças hoje em dia são mais espertas e sabem como nos perturbar. Estamos lidando com pequenos tiranos, inteligentes e ousados até demais. Outro dia mesmo, Benjamin me desafiou “se eu não jogar vídeo-game, nunca mais vou tomar banho na hora que você pedir!”. Oi??? Assim na lata! Eu só pensei “veremos!”. Ao comentar isso com o marido, recebi de resposta “você não sabe educar ele, comigo Benjamin não faz essas coisas”. O que está acontecendo com os homens da minha casa? Ou o problema será comigo?

Já faz u tempo, li no Mundo Ovo:
Enquanto corremos com a rotina multi-mulher, casa, trabalho, criança porque nessa hora a gente se esquece de ser alguém, os pais seguem a rotina casa, trabalho, assistir o futebol ou jogar futebol e brincar com o pequeno. Existe uma grande diferença: para a mãe a criança entra como tarefa e depois como diversão. Nem todo banho é divertido e não há como ter satisfação em lutar para colocar a roupa ou trocar a fralda, escovar os dentes ou simplesmente planejar tudo isso. Essa rotina cansa e nos faz querer que o pai seja mais mãe. O que esquecemos é desejar ser mais pai.

Enquanto estava grávida da Stella, entre tantos desejos para que viesse um bebê cheio de saúde, eu desejava também ser mais pai e que marido fosse mais mãe também. Quero ter um pouco desse dom que só os pais parecem possuir, deixar tudo rolar numa boa, sem muitos “nãos”, ordens e limites. Não quero que meus filhos entrem como mais um item da minha lista de tarefas. Quero aproveitar melhor o tempo junto com eles sem pressão. Depois de ter pedido ajuda para o marido me ensinar ser um pouco pai e ter reparado mais no estilo dele educar, acredito que consegui dar um passo largo a essa conquista. Até o marido incluiu uma pitada de limite na educação do Ben e eu continuo achando ele um excelente pai. 😉

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2 respostas para “Aprendendo a ser um pouco pai”

  1. Aiii amiga, eu sempre fui uma mãe meio pai.. sou mais relax e o Bruno muito mais regrado… Ontem Sophia e Bruno entraram em conflito, ela após várias vezes de castigo começou a querer chamar a atenção dele e ele nem percebeu… as vezes precisamos parar um pouco…
    bjs,
    Kah

  2. que lindo texto, querida; um beijo e obrigada por ter mencionado a gente. obrigada pela leitura <3

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