22 fev 2016

Batismo: por que batizar o bebê e como escolher padrinhos

por
Gabi Miranda

Bebê, Comportamento, Destaque, Filhos

Batismo é um rito de passagem, de purificação e consagração praticado em vários grupos, religiosos ou não, onde se destacam os cristãos.

batismo

Batismo. Na prática não tenho nenhuma religião. Marido também não e antes do batismo da Stella, ele ficava me perguntando “então por que batizar?“. Respondia brincando “batizei o Benjamin, não vou deixar o outro filho sem batizar“. A verdade é porque eu acredito que não depende de religião. Depende do que cada um leva ao coração. O que eu acho importante é ensinar aos meus filhos que eles tenham fé.

É preciso ter fé para enfrentar a vida, os desafios, os nossos medos, as dores, para não desistir e seguir adiante. Fé é força, é combustível, é fonte de energia. É importante ter fé na vida, fé no ser humano, em si mesmo, fé em Deus independente de qual nome ele carrega. Deus, Allah, Buda, Jeová…Importa ensinar a respeitar e ter tolerância com as diferenças e/ou escolhas dos outros.

É por isso que batizei Benjamin e dia 26 de dezembro de 2015 batizamos a Stella. Porque acima de tudo e de qualquer religião, eu tenho fé e quero que meus filhos tenham também.

Como escolher os padrinhos de batismo

Por aqui esse tipo de escolha se dá meio que de forma democrática. Sempre ficou combinado que eu escolheria a madrinha de batismo e marido o padrinho. Então cada um tem seus critérios, e, embora um discorde um pouco um do outro, as escolhas foram sempre respeitadas. Meus critérios não são baseados em religião, mas conta sim as crenças que a pessoa tem. Acredito, inclusive, que padrinho e madrinha fazem as vezes dos pais. Na falta deles, os padrinhos darão base religiosa, mesmo que seja ensinar a criança a ter fé (como mencionei acima), ensinarão os bons costumes e valores de vida. Também precisam ser pessoas muito próximas, que fazem parte da minha vida, pessoas que sei que posso contar a qualquer momento.

Foi em cima desses meus conceitos que escolhi as madrinhas dos meus dois filhos. Minha irmã Luana é a madrinha do Benjamin. A ideia era seguir com esse mesmo critério para o próximo filho, a madrinha ser minha outra irmã, a Sofia. Mas quando engravidei, tinha certeza que era uma menina e passei a querer entregá-la ao batismo para uma das minhas melhores amigas, a Daniela, a quem considero minha irmã de coração. Antes tive uma conversa sincera com a Sofia, ela me tranquilizou afirmando que o lugar dela estava garantido na vida do bebê que estava por chegar, ela era a tia e que portanto eu poderia sim dar o lugar de madrinha para a Dani. Foi uma conversa linda e inspiradora.

A Dani é uma pessoa religiosa, segue o catolicismo e eu sabia que o ritual do batismo tem para ela até mais significado do que pra mim. Isso não era fator impeditivo, muito pelo contrário. Embora não tenhamos vida religiosa em comum, temos muitas outras coisas. Eu sabia que ela levaria a sério o papel de madrinha e que estará presente na vida não só da Stella, mas como na do Benjamin também, independente da minha presença. Sei que na minha falta, ela vai fazer valer meus valores de vida e vai falar muito de mim para os meus filhos. Eu sentia que estava grávida de uma menina, outro sonho da Dani que tem dois meninos, e queria presenteá-la com uma filha de coração.

Passei a minha gestação inteira louca para fazer o convite de batismo para a Dani. Programei, sonhei com isso. Eu queria que fosse especial e mais do que isso, que tivesse um significado. Quando estava no final da gestação, comprei uma Nossa Senhora grávida de presente para a Dani, escrevi à mão uma carta, coloquei tudo na bolsa da maternidade. A ideia era colocar tudo no bercinho da Stella, no quarto da maternidade, para quando a Dani entrasse. No dia em que entrei em trabalho de parto, a Dani passou o tempo todo na maternidade. Ela não podia entrar na sala de parto, não nos vimos, só nos falávamos por mensagem. Mas ela ficou o tempo todo pertinho de nós. Para aumentar minha ansiedade, ela acabou vendo a Stella após o nascimento, por aquela janelinha que o pai e a enfermeira mostra, mas não nos vimos porque o nascimento foi acontecer só a noite, a Dani tinha uma viagem programada no dia seguinte. Ela viajou e só na volta, uma semana depois, foi em casa, quando então matei minha ansiedade. Entreguei o presente e a carta. Mesmo não tendo sido como planejei, foi especial.

batismo-madrinha

Batismo o primeiro sacramento, considero como a primeira graça, benção que a pessoa recebe e se insere no reconhecimento de um filho de Deus.
Daniela Maio, madrinha da Stella

 

Stella e seu padrinho

Stella e seu padrinho

 

Cerimônia de batismo

Sou uma pessoa que gosta de celebrar. Tudo pra mim acaba se tornando motivo de comemoração e não foi diferente com o batizado. O batismo da Stella, assim como o do Benjamin, foi na igreja São Judas Tadeu. Após a cerimônia saímos para almoçar e depois fizemos uma pequena festinha no salão do condomínio. Foi um evento simples, apenas para pais, padrinhos, tias e avós. Não existe regras para essa ocasião, mas reunir as pessoas envolvidas é uma boa ideia para celebrar esse momento. Para isso, encomendamos um bolo, alguns docinhos e compramos algumas bebidas. A madrinha ainda trouxe bolos deliciosos feitos por ela mesma. Montamos uma mesa e ali ficamos batendo papo enquanto as crianças se divertiam. E assim, esse dia entrou para nossas memórias afetivas. Um dia agradável e feliz ao lado das pessoas que amamos.

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6 respostas para “Batismo: por que batizar o bebê e como escolher padrinhos”

  1. Oi Gabis, aqui só batizei as minhas filhas quando elas estavam maiores e puderam
    participar da escolha dos padrinhos.
    No meu caso eu não tenho a menor relação com os meus padrinhos, então me preocupei bastante para que minhas filhas tivessem afinidade com os padrinhos delas.
    Adorei o seu post.
    beijos
    Chris

  2. Genis disse:

    Oi querida, entendo e respeito o significado do batismo. Sou evangélica, mas fui batizada na igreja católica quando bebê e tenho muito amor e consideração por meus padrinhos. Tenho mais intimidade com minha madrinha do que com minha mãe.
    Deus abençoe vcs, sua princesa está linda.

  3. Lele disse:

    Faltou falar do padrinho dona Gabis… heheh
    Adorei entender como você escolheu as madrinhas… por aqui é assunto delicado.
    bjs
    Lele

  4. melissa disse:

    SOu de família católica, tenho um tio que é padre e o batismo faz parte da tradição da família. Os padrinhos tem que ser pessoas que amamos demais, eu fiz uma ótima escolha, não me arrependo!!
    Bjs

  5. Adriana disse:

    Aqui também marido embora não tenha religião batizamos o Theo. A madrinha a irmã do marido.
    Uma escolha super especial e ela super feliz!!!
    Estar perto das pessoas que amamos não tem preço
    Bjusssss

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