08 jun 2016

O Show da Luna – Discovery Kids

por
Gabi Miranda

Destaque, Educação, Filhos

o show da luna. jpg

Aqui não vemos muita televisão e por falta de tempo e escolhas, não assisto mais novela. Então a TV fica desligada a semana inteirinha e só aos finais de semana ligamos para algum momento de relaxamento do Benjamin que pede para ver um filminho (ele adora!) ou algum desenho. Ele até vê pouco desenhos em casa, mas conhece de tudo. Acho gracinha quando ele está lá mudando de canal, procurando algo que gosta e se depara com O Show da Luna. Imediatamente ele fala: mãe, seu desenho preferido. 🙂

O Show da Luna

Show da Luna Dispensa apresentação, mas vou fazer assim mesmo. Luna, a personagem principal, é uma menininha que quer saber o porquê de tudo. Junto com o irmão Júpiter e seu bicho de estimação Claudio, investiga a ciência que está por trás dos mistérios como o surgimento do arco-íris, a chuva, o sol, até como vivem as minhocas, como crescem as plantas, planetas, etc. Luna é curiosa, esperta, inteligente e aguça a curiosidade do telespectador, seja uma criança ou adulto. Ela se apresenta assim: eu sou totalmente, incrivelmente e desesperadamente apaixonada por só uma coisa: ciência. Ela é irresistível também! Se eu começo assistir Luna, quero ver até o final porque quero saber o que ela vai descobrir. Consequentemente, ela acaba nos ensinando também.
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07 jun 2016

Alfabetização, paciência e amor

Dois ingredientes essenciais para alfabetização: paciência e amor

alfabetização

Livro de atividades do Benjamin

Entramos em fase de alfabetização do Benjamin. Eu pensei que ainda demorava, mas foi ele mudar de escola e seu desenvolvimento deu um salto gigantesco. O interesse dele pelas letras tem me causado uma surpresa gostosa e até certa nostalgia. Até outro dia, eu esperava ansiosamente para ele sentar, bater palminha, mandar beijo, ficar em pé, sair das fraldas… agora eu torço para o primeiro dente dele demorar a cair, para o tempo passar mais devagar e vejo meu menino descobrindo as sílabas das palavras em uma revista, escrevendo alguns nomes sozinho e até me dando cartão escrito (com a letra garrancho mais linda do mundo): “eu te amo”. Ou seja, não demora muito ele estará lendo sozinho. O tempo está voando.

Nunca tive pressa pela alfabetização. Tanto que quando ele começou a escrever seu nome, há um ano e meio, me incomodou bastante, pois ele estava com 3 anos e achava muito cedo ter uma pressão para que ele soubesse escrever o próprio nome. Achava que não precisava ser aos 3 ou 4 anos, que existiam outras prioridades de habilidades motoras, cognitivas, emocionais. Aspectos esses a serem desenvolvidos brincando livremente. Afinal, através de brincadeiras, as crianças têm possibilidades de aprendizagem muito maior do que fazê-la ficar copiando seu nome vinte vezes. Considerando também que cada criança tem seu próprio ritmo, pra mim sempre foi tudo bem se o colega da escola já soubesse contar até 50 e meu filho até 10. Então, não tinha problema se ele não soubesse escrever seu nome aos 3, 4 anos, normal.
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07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
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11 jan 2016

Feliz nova escola

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Educação, Filhos

Ilustração de Andry Rajoelina

Ilustração de Andry Rajoelina

O ano novo começou com grandes mudanças também para o nosso pequeno-grande Benjamin. 2016 além de ser o ano em que ele completará 5 anos, meu Ben está indo para o Pré e para uma escola nova. Desde que tomamos a decisão em mudá-lo de escola, Benjamin participou de todo o processo, inclusive foi conosco conhecer a escola e desde que fizemos a matrícula venho conversando com ele. Numa dessas conversas ele me surpreendeu ao me fazer uma pergunta num tom também afirmativo “mãe, na escola nova vou fazer muitos amigos novos, né?”.

Eu arriscaria dizer que meu filho tem uma vida curta, porém intensa. Sem contar e minimizar as mudanças de desenvolvimento. Desde os dois anos e meio, Benjamin vive grandes mudanças com tão pouca idade. Primeiro veio a morte da sua avó materna, e, embora talvez ele não tivesse consciência plena daquela perda, ele sentiu ao me ver triste. Nunca vou esquecer um episódio no qual estávamos só nós dois em casa, um dia após o enterro, quando ele tão pitico me trouxe sua garrafinha de água, um potinho com balinhas m&ms e me disse naquele parafraseado baby “toma mamãe, tem que comer e beber”. A segunda mudança foi deixar de ser filho único para se tornar o irmão mais velho – papel do qual ele se orgulha em desempenhar e nitidamente o deixa feliz.
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02 jun 2015

Limite: caminho para a construção da autonomia

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

limite

Imagem Google

Mês passado, junto de outras blogueiras da rede Hubme, participei de um encontro super rico e construtivo, com o time do Educacuca. Foi um bate papo incrível que rendeu boas reflexões e já estou ansiosa para o próximo. O tema da nossa roda de conversa, mediado pela psicóloga Waleska Pontes e a pedagoga Silvia Zerbini, foi Limite: caminho para a construção da autonomia. 

Uma das nossas maiores dúvidas como pais é como educar melhor nossos filhos e como fazer isso com amor, limite e ao mesmo tempo dar autonomia aos pequenos. Sim, porque limite é bom, imprescindível e não deixa de ser amor. Autonomia também é bom, também é amor, porque é a partir dela que a criança aprende que tem capacidade de gerir a própria decisão, e, como pais, precisamos permitir que a criança experimente e vivencie coisas novas mesmo que isso posteriormente signifique algum tipo de frustração. Não podemos superproteger nossos filhos com medo de que algo ruim possa acontecer se ele vier escolher algo novo. Precismos desejar que nossos filhos tenham capacidade para fazer boas escolhas para si mesmo e eles só aprenderão isso se deixarmos. Como disse a psicóloga Waleska, educar é acolher e soltar.
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10 nov 2014

O valor da educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

Quanto vale hoje educar um filho com os princípios do bom costume?

educação

Imagem do Google

Minha mãe sempre repetia a antiga frase “educação vem de berço”. Toda vez que reparo o comportamento das pessoas, essa frase faz ainda mais sentido.

Recentemente, num determinado lugar, peguei no flagra uma criança batendo no Benjamin. Com habilidade em demasia para uma criança de uns 5 anos, o menino segurava a nuca do Benjamin e batia a cabeça dele numa parede de vidro. Meu impulso foi na mesma hora separar e dar uma bronca na criança, enquanto num giro de 360° procurava a mãe dela. Ainda bem que não a encontrei de imediato, pois acho que no calor da emoção, sairia um barraco.

Depois, brava, falei para o Benjamin que ele tinha que se defender, que se batessem nele, ele tinha que dar o troco. Aonde eu estava com a cabeça?! Imagina, cadê a máxima de ser sempre superior? Benjamin me olho como quem dizia  “e aquele seu papo de que é feio bater, não pode revidar, não pode ser vingativo…?” Perdi a noção e a razão. Assim, como acho que falta noção de limite para o agressor mirim.
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22 out 2014

Mamãe, super-herói morre?

Mamãe, super-herói morre?

E com essa pergunta você se vê diante de um dilema. Responde sim ou não?! Conta qual história para ilustrar?! Pessoas queridas (até animais de estimação) morrem e a criança já sabe disso. E todo ser humano tem um quê de herói. Nossos pais. Mestres. Irmãos. Amigos. Eles não voam e não tem poderes sobrenaturais, mas exercem papel fundamental em nossa vida. Neles podemos encontrar coisas que os fazem super-heróis incríveis, nossos ídolos.

super-herói morre

Benjamin conheceu a morte muito cedo. E agora em suas brincadeiras, percebo sempre jogar um boneco e dizer “morreu, sumiu”. “Sumir” é o entendimento que ele tem da morte. As pessoas “morridas”, somem. Logo, todos a sua volta podem sumir, mamãe, papai, inclusive ídolos como Neymar e porque seria diferente com Buzz, Woody, Homem de Ferro…?!

Ninguém vive para sempre. Um dia as pessoas se vão. E quando perdemos pessoas que amamos, perdemos um pedaço da gente também. Parte das lembranças que vivemos com o outro, vai embora junto. É dilacerante. Mas um dia tudo acaba. E recomeça outra vez. Afinal, a morte pode ser isso, um renascimento. É assustador, mas ídolos humanos morrem e viram estrelas.
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08 out 2014

Chegou o grande dia: o passeio escolar

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

E ontem foi o grande dia! O primeiro passeio escolar do Benjamin. O primeiro (talvez o segundo, terceiro, quarto…também) passeio escolar do filho, desperta inúmeros sentimentos nos pais. Enquanto as crianças são tomadas pela ansiedade, os pais são tomados por preocupações, inseguranças, incertezas e aquela nítida sensação de que seu bebê já é uma criança que está crescendo e ganhando o mundo (ou mundo ganhando ela).

passeio escolar

Benjamin no ônibus de passeio e assistindo a peça Peter Pan

No dia anterior ao passeio, acordei meio esquisita, sem muita vontade de nada, até que na metade do dia lembrei do passeio. No dia D, eu sentia um frio na barriga incontrolável. Ocupei-me com os meus compromissos para não ficar pensando muito. Liguei na escola apenas no início da tarde, quando fui informada que já tinham voltado, almoçado e estavam todos dormindo. Quando eu e meu Ben nos encontramos, ao ser indagado como tinha sido o passeio, ele respondeu: “na próxima vez quero que você vá junto e quero sentar em seu colo”. É muito amor!
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05 ago 2014

Família e Educação: O conflito entre ser permissivo e dizer não ao filho

Família e Educação

A pergunta que mais ouvi nos últimos dias “você viu o vídeo do menino que teve o braço arrancado por um tigre?”. Só vi o vídeo ontem cedo, ao chegar no trabalho, porque a TV próxima à minha mesa estava ligada, caso contrário não teria visto porque me permito não procurar tragédias, afinal, são muitas diariamente. Só que após ver o vídeo fui ler sobre o caso e fiquei mais indignada e impressionada.

Eu não quero julgar esse pai. Mas infelizmente, não tem como falar desse assunto sem julgar os pais dessa criança, que devem estar sofrendo muito, óbvio, pelo ocorrido e pela própria falta de discernimento. Além do fato de o menino ter ficado sem o braço, me comove também, nessa história, a falta de limite e autoridade que nós pais impomos cada vez menos aos nossos filhos. O vídeo que assisti, foi ao ar no programa do Fantástico, dia 03 de agosto, no qual em determinado momento o pai diz “as pessoas (em volta) estavam achando bacana, curtindo”. Impressiona-me as pessoas em volta assistirem (e filmarem!) e não chamarem a atenção desse pai e dessa criança. Não, não tem a menor graça, não é nada bonitinho e bacana ver uma criança alimentando e atentando animais selvagens não domesticados, ultrapassar a passagem proibida pelos visitantes onde visivelmente se vê a placa “PERIGO! Não ultrapasse”. Se eu tivesse no local, com certeza seria candidata forte a brigar com esse pai. Aí vem um oportunista, ops, um advogado e diz que a culpa é do Zoológico.
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23 jan 2014

É proibido cobrar (taxas de material escolar)

Ano novo chegou e com ele uma enxurrada de despesas. As contas à pagar resumem-se em: IPVA, seguro, IPTU, etc. Quem tem filhos em idade escolar, se ainda não bastasse matrícula, tem aumento de mensalidade e as taxas de material extras que as escolas tentam empurrar: material de papelaria, livros e atividades extra-curriculares.

Em muitos casos, o preço chega ser abusivo. A escola inclui na lista de material até mesmo produtos de higiene. Existem até casos de escolas que mencionam as frutas fresquinhas. Calma lá! O que está incluso naquele valor simbólico (sqn)) que se paga mensalmente? Imagina-se que se paga para criança ter um profissional de qualidade em sala, refeições (se já é algo combinado) e atividades básicas de ensino maternal/infantil: artes, musicalização, judô, balé, vale até um inglês(inho) para a criança começar a se familiarizar.

Mas o que poucos pais sabem é que em outubro de 2013, foi aprovada a Lei 12.886/2013 que proíbe as instituições cobrarem taxa de material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição. Materiais como: giz, papel sulfite, cola, guaches, tintas para impressoras, grampeador, produtos higiênicos e copos descartáveis. “Devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares”. Ou seja, esses custos deveriam estar contemplados lá naquele valor “simbólico” que os pais pagam mensalmente, que chegam a 13º parcelas no ano.
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