05 nov 2014

Tem coisas que só a nossa mãe faz

por
Gabi Miranda

Família, Filhos, Maternidade

Outro dia, li a coluna “Travessuras de Mãe”, de Denise Fraga, na revista Crescer, onde ela comentava que um colega de trabalho, durante o inverno, era acordado pela mãe, com uma caneca de leite quente ainda na cama. Ele terminava o relato assim: esta memória é fundamental para minha existência. E aí Denise fala que na mesma hora sentiu como um golpe. A cupa de mãe. Pois nunca acordou seus filhos com caneca de leite ainda na cama. A diferença entre a mãe do colega e ela: a primeira não trabalhava fora e ela sim.

nossa mãe

Adoro a Denise, adoro todos os textos dela que leio, inclusive, adorei esse, que me fez lembrar da minha mãe e reafirmar a mãe que eu quero ser. Mas acho que não é desculpa o fator trabalhar fora, para esse tipo de ato (acordar o filho com canequinha de leite) ainda não ter acontecido. Minha mãe trabalhou fora desde que me conheço por gente, tinha dois empregos, afinal nunca foi fácil criar duas filhas sozinha. Saía cedo de casa e chegava com o dia acabando – sempre por volta das 23:30.
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29 out 2014

Benefícios da natação para o desenvolvimento infantil

por
Gabi Miranda

Filhos, Saúde

Benjamin é muito agitado, fazia algum tempo que eu pensava em colocá-lo em alguma atividade para gastar mais energia. A ideia não era ocupar todo o tempo dele com atividades. Mas fazer com que ele gaste a energia com hábitos mais saudáveis. Dizem que atividade física é boa para gastar energia e benéfica em vários aspectos também para as crianças. Benjamin já faz judô há dois anos e contei AQUI que agora está fazendo natação.

blog-fotos

Benjamin até então fez 10 aulas. Seriam 12, sendo que uma ele desistiu de fazer já dentro da piscina e foi logo na terceira aula de natação. Chorou, pediu para sair, disse que não queria mais voltar. Pensei que ele não ia querer voltar mesmo. Seria uma briga de galos, pois eu não estava disposta desistir dele de fazer natação. A outra ele faltou para viajarmos e quando voltamos ele foi firme nas aulas e passou a perguntar todos os dias se tinha natação. Já demonstra mais desenvoltura na água, mais habilidades nos exercícios propostos e coloca a cabeça embaixo d’água – coisa que a mãe aqui não faz e ficava pensando como ele aprenderia.
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22 out 2014

Mamãe, super-herói morre?

Mamãe, super-herói morre?

E com essa pergunta você se vê diante de um dilema. Responde sim ou não?! Conta qual história para ilustrar?! Pessoas queridas (até animais de estimação) morrem e a criança já sabe disso. E todo ser humano tem um quê de herói. Nossos pais. Mestres. Irmãos. Amigos. Eles não voam e não tem poderes sobrenaturais, mas exercem papel fundamental em nossa vida. Neles podemos encontrar coisas que os fazem super-heróis incríveis, nossos ídolos.

super-herói morre

Benjamin conheceu a morte muito cedo. E agora em suas brincadeiras, percebo sempre jogar um boneco e dizer “morreu, sumiu”. “Sumir” é o entendimento que ele tem da morte. As pessoas “morridas”, somem. Logo, todos a sua volta podem sumir, mamãe, papai, inclusive ídolos como Neymar e porque seria diferente com Buzz, Woody, Homem de Ferro…?!

Ninguém vive para sempre. Um dia as pessoas se vão. E quando perdemos pessoas que amamos, perdemos um pedaço da gente também. Parte das lembranças que vivemos com o outro, vai embora junto. É dilacerante. Mas um dia tudo acaba. E recomeça outra vez. Afinal, a morte pode ser isso, um renascimento. É assustador, mas ídolos humanos morrem e viram estrelas.
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08 out 2014

Chegou o grande dia: o passeio escolar

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

E ontem foi o grande dia! O primeiro passeio escolar do Benjamin. O primeiro (talvez o segundo, terceiro, quarto…também) passeio escolar do filho, desperta inúmeros sentimentos nos pais. Enquanto as crianças são tomadas pela ansiedade, os pais são tomados por preocupações, inseguranças, incertezas e aquela nítida sensação de que seu bebê já é uma criança que está crescendo e ganhando o mundo (ou mundo ganhando ela).

passeio escolar

Benjamin no ônibus de passeio e assistindo a peça Peter Pan

No dia anterior ao passeio, acordei meio esquisita, sem muita vontade de nada, até que na metade do dia lembrei do passeio. No dia D, eu sentia um frio na barriga incontrolável. Ocupei-me com os meus compromissos para não ficar pensando muito. Liguei na escola apenas no início da tarde, quando fui informada que já tinham voltado, almoçado e estavam todos dormindo. Quando eu e meu Ben nos encontramos, ao ser indagado como tinha sido o passeio, ele respondeu: “na próxima vez quero que você vá junto e quero sentar em seu colo”. É muito amor!
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07 out 2014

Como manter segura a carteira de vacinação do seu filho

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos, Saúde

Minha mãe mudou muito de casa quando eu era pequena e sabemos que toda mudança envolve deixar algo para trás. Ou no sentido figurativo, de deixar para trás o que não faz bem para a nossa vida. Ou no sentido de perder mesmo algo. Minha mãe deve ter perdido muitas coisas. Entre elas, minha carteira de vacinação.

Já na vida adulta, toda vez que eu ia tomar vacina, me deparava com a seguinte reação das pessoas do posto: “nossa, mas você não tomou quase nenhuma vacina!!!”. Depois que me tornei mãe, fiz a leitura dessa reação. “Nossa, mas como sua mãe é irresponsável, não te levou para tomar quase nenhuma vacina”. Em resposta eu dava aquele olhar de quem queria dizer “se eu não tivesse tomado, não estaria aqui na sua frente agora”.

E só depois que me tornei mãe, juntamente a esses episódios, passei a dar a devida importância à carteira de vacinação. Primeiro, antigamente, os postos de saúde não faziam histórico de vacina do indivíduo. Atualmente, é possível encontrar postos que fazem esse tipo de registro. No entanto só das vacinas que seu filho tomou naquele mesmo local. Ou seja, todas as vacinas que a criança tomar naquele determinado local, ficarão registradas num computador. As vacinas que não foram tomadas no mesmo local, não ficam disponíveis. Por isso, a importância das vacinas ficarem registradas na carteira de vacinação.
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24 set 2014

3 anos, 3 meses e 33 curiosidades sobre o desenvolvimento do Benjamin

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Filhos

Benjamin completou 3 anos e 3 meses, o que significa 1185 dias. Assusta-me a velocidade do tempo. Lembro de estar nas primeiras semanas de gestação e ouvir meu pai dizer que os filhos chegam aos 20 e poucos anos num piscar de olhos. Faltam apenas 17 anos e 9 meses para o Ben completar 20 anos, aproximadamente 6.500 dias ou 15.600 horas. Muita coisa para viver e desenvolver ainda.

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Aos 3 anos, Benjamin me surpreende cada dia mais. Eis algumas curisosidades sobre seu desenvolvimento.

  1. Faz comparações maravilhosas, como no dia em que vimos na rua um cachorro da raça Chow Chow e eu com a minha obviedade disse “olha filho, não parece um urso?!” e ele me respondeu com a maior naturalidade do mundo “não mãe, parece um leão”, completando a frase com uma cara de “sabe nada, hein mãe”;
  2. Fala palavras e conjuga o verbo de forma que me faz pensar que ele não é desse mundo, porque fala melhor do que várias pessoas adultas que conheço;
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16 set 2014

10 dicas de como escolher a escola de natação ideal para o seu filho e 6 do que levar na mochila para as aulas

por
Gabi Miranda

Filhos, Saúde

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Em perigo, no alto mar, se você não sabe nadar, você morre. Sempre vi natação como algo essencial para sobrevivência. Então, tenho certo na minha cabeça, desde o nascimento do meu Ben, que ele aprenderia nadar desde pequeno. Já faz algum tempo desejava colocar Benjamin na natação. Por mim teria colocado aos seis meses de idade, mas a pediatra proibiu, dizia que piscina de academia era um depósito de urina, e indicou colocá-lo aos 2 anos de idade, quando já teria mais resistência.

Por conta da correria que vivemos por causa da mudança de residência/endereço, não o coloquei. Não sei nadar, tenho trauma pois já me afoguei no mar e não coloco a cabeça nem embaixo da água do chuveiro. Sério, não sei mergulhar sem tampar o nariz com a mão. Meu Ben já está numa fase que tem noção das coisas, inclusive medo. Não quis mais adiar e o colocamos na natação.

Semana passada foi sua aula experimental. Fiquei dias o preparando e no dia D ele estava super animado. Chegamos cedo, trocamos a roupa e ele empolgado. Mas na hora de entrar… aconteceu o que já imaginava. Benjamin grudou no meu pescoço e dizia que entraria só se eu entrasse também. Eu já estava com ele lá na beira da piscina, todas as crianças dentro, inclusive o professor. Agachei e conversei com ele. Confiante ele foi e não quis mais sair.
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09 set 2014

Comunicado: chegou a hora do primeiro passeio escolar. E agora?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

primeiro passeio escolar

E aí você está achando sua vida materna tranquila, calma, sem novidades, até que chega um comunicado. Chegou a hora do primeiro passeio escolar do seu filho. Como você reage:

a) acha maravilhoso e responde logo SIM, afinal seu filho está crescendo e é uma oportunidade de você estimular a autonomia dele;
b) fica em pânico! é o primeiro passeio escolar! e, em 30 segundos, pensa em 30 coisas terríveis que podem acontecer!;
c) se questiona se ele não é muito novo para essa primeira vez. Ele só tem TRÊS anos!!!;
d) antes de dar a resposta, envia um questionário para a escola;
e) todas as alternativas estão corretas, mas não exatamente nessa ordem.

Fiquei, ou melhor, estou em pânico. Outro dia mesmo, estava falando que jamais deixaria Benjamin ir num passeio com a escola, pois o achava muito novo para isso. Mas nem esquentava a cabeça com esse assunto, pois acreditava que era algo distante para acontecer. A inocente aqui achava que esses passeios escolares começavam aos 5 anos de idade. Sabe de nada! Agora o primeiro passeio escolar será daqui a 30 dias e eu sofrendo por antecipação – como diria minha mãe.
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18 ago 2014

Lavagem no ouvido: a retirada do cerume pode ser necessária ou não

por
Gabi Miranda

Filhos, Saúde

Na semana passada, levamos Benjamin à otorrino pediátrica. Após respondermos várias perguntas, ela foi examinado e a Dra. identificou o que já sabíamos. Ele precisava fazer lavagem no ouvido.

Como desconfiávamos disso? Benjamin, em seus três anos de vida, teve umas três ou quatro ocorrências de otite. E nesses casos os médicos sempre indicam entrar com antibiótico – o que sempre prefiro evitar. Numa dessas ocasiões, com a pediatra dele (e não no PS), descobrimos que ele tinha tanta cera no ouvido que não dava para ver muito bem lá dentro, de forma a confirmar se era mesmo otite. Então a médica pediu para que eu ficasse atenta com os diagnósticos sempre dados como otite.

Em 2013, após sua última otite, fomos ao otorrino e ele confirmou que Benjamin precisava fazer lavagem no ouvido. Eu não tive confiança nele. Era um doutor já mais velhinho e seu consultório mais velho ainda onde se viam os instrumentos de metais e grandes.
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11 ago 2014

Mãe, eu tenho medo do escuro!

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

Seu filho tem medo do escuro?

medo do escuro

Imagem do Google

Há algumas semanas ele me dizia “mamãe, eu cuido de você porque eu não tenho medo de escuro”. Pouco tempo se passou depois dessa afirmação e algo mudou. Meu Ben começou a querer dormir com a mamãe e o papai. Perguntei o motivo e ele confessou “mãe, tenho medo do escuro”. Dias depois outra confissão “não gosto do meu quarto”. Mas por quê??? “Porque tem monstro!”. Quem te disse isso? “A vovó Salete”. Minha mãe jamais diria algo sobre monstros para ele. Assim como eu, era contra esse tipo de artimanha para intimidar criança. Dizer coisas do tipo “não vai lá porque tem monstro”, “o bicho papão está lá”, “o homem do saco vai te pegar”, não faz parte de artifícios para educação em nossa família.

Mas por que criança tem medo de escuro? A criança começa a sentir medo por volta dos 3 anos, algo que dura até os 6, 7 anos, dizem os especialistas. Tenho minhas dúvidas, pois tenho medo até hoje. Tenho medo do escuro, de levantar sozinha no meio da noite (tanto que desde pequena deixo uma garrafa de água ao lado da cama para não ter que levantar na calada da noite), de andar a noite sozinha na rua, de atravessar a rua fora do farol, de não conseguir fazer tudo o que eu quero antes de morrer. Sou uma medrosa incorrigível! Mas corre em minhas veias doses homeopáticas de coragem. E tento não transmitir meus medos para o meu filho.

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