20 out 2014

14 Dicas para economizar água

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Verão de 2015. Serra da Cantareira pegando fogo. Torneiras sem uma gota de água. Filas em volta de caminhões pipa. Pessoas esperando (e brigando) para que seu balde seja cheio de água. Piscinas de clubes e condomínios vazias. Preço da água superfaturado nos supermercados. Pessoas fazendo preces, promessas, procissões, para que caia chuva. Banho de caneca.

economizar água

Essa foi mais ou menos uma previsão que a revista Época publicou alguns meses atrás. Parece futuro, mas é o presente. O Sistema Cantareira, responsável por abastecer 9 milhões de habitantes está sem água. Essa é a maior falta de água da história, no Estado de São Paulo. A cidade sofre o maior período de estiagem que já se ouviu falar. Nunca vi tantos lugares sem água e tantas pessoas falando que não tem água em casa. Por conta do racionamento, tem gente que tem água durante o dia e à noite não. Mas já ouço pessoas falando que estão sem água na torneira! E ainda vemos outras pessoas desperdiçando água lavando calçada e seus automóveis – com certeza, esse filhos de Deus (pra não chamá-los de outra coisa), não sabem que lavar o carro com mangueira gasta de 300 a 600 litros de água!
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13 out 2014

Aos meus mestres e aos do meu filho, meu respeito e admiração

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Atualmente, quando se fala no mês de outubro, a data mais ressaltada é o Dia das Crianças. Na minha época de criança, lembro muito de comemorar essa data, mas também o Dia dos Professores. Minha mãe se ocupava em comprar um presente que pudesse agradar nossos professores, sempre com o cuidado de pensar na utilidade e no valor afetivo que o presente poderia ter. Hoje em dia, talvez pela insana correria, não percebo mais tanto zelo e dedicação ao querido mestre.

Vejo o carinho com que Benjamin trata suas professoras e não sinto ciúmes como previam algumas pessoas. Sinto alegria e certa nostalgia. Lembro-me de dois professores muito queridos que tive, a profe Neide, no início do ensino de primeiro grau e o professor Ricardo, já no primeiro e segundo ensino médio. Resgatando o baú da memória, lembro também da ternura e firmeza da diretora, professora (mãe e filha respectivamente) e de alguns momentos na Patatinhas – escola em que estudei na educação infantil, com a idade pouca coisa mais avançada que o meu Ben. Tive (e tenho) imenso respeito, admiração e carinho por essas pessoas. Eu que tenho memória fraca, tenho certeza que a lembrança dessas pessoas se faz presente até hoje, porque elas marcaram minha vida de forma muito individual, especial e positiva.
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15 set 2014

Bate papo entre mamães como eu e você

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Semana passada, mediei um bate papo entre mães, a convite do Shopping Metrô Tucuruvi. O encontro foi lá mesmo no shopping e contou com a presença de várias mamães de primeira viagem. Todas acompanhada de seus pequenos, e uma mãe já de dois. O assunto debatido foi: quando chega a hora do segundo filho? Mas onde há mães, há assunto que não acaba mais.

Falamos se existe hora certa para ter o segundo filho. E contamos com o depoimento da Paula, mãe de dois: um de 2 anos e o outro de 3 meses. Ou seja, idades bem próximas um do outro. Segundo a Paula, a contribuição do marido foi e é fundamental para a harmonia do lar e toda logística de se ter dois filhos em casa funcionar bem. Todas as mamães presentes no encontro, pensam num segundo filho. Não para esse exato momento, pois todas estão com bebês de 1 a 6 meses.
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05 ago 2014

Família e Educação: O conflito entre ser permissivo e dizer não ao filho

Família e Educação

A pergunta que mais ouvi nos últimos dias “você viu o vídeo do menino que teve o braço arrancado por um tigre?”. Só vi o vídeo ontem cedo, ao chegar no trabalho, porque a TV próxima à minha mesa estava ligada, caso contrário não teria visto porque me permito não procurar tragédias, afinal, são muitas diariamente. Só que após ver o vídeo fui ler sobre o caso e fiquei mais indignada e impressionada.

Eu não quero julgar esse pai. Mas infelizmente, não tem como falar desse assunto sem julgar os pais dessa criança, que devem estar sofrendo muito, óbvio, pelo ocorrido e pela própria falta de discernimento. Além do fato de o menino ter ficado sem o braço, me comove também, nessa história, a falta de limite e autoridade que nós pais impomos cada vez menos aos nossos filhos. O vídeo que assisti, foi ao ar no programa do Fantástico, dia 03 de agosto, no qual em determinado momento o pai diz “as pessoas (em volta) estavam achando bacana, curtindo”. Impressiona-me as pessoas em volta assistirem (e filmarem!) e não chamarem a atenção desse pai e dessa criança. Não, não tem a menor graça, não é nada bonitinho e bacana ver uma criança alimentando e atentando animais selvagens não domesticados, ultrapassar a passagem proibida pelos visitantes onde visivelmente se vê a placa “PERIGO! Não ultrapasse”. Se eu tivesse no local, com certeza seria candidata forte a brigar com esse pai. Aí vem um oportunista, ops, um advogado e diz que a culpa é do Zoológico.
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30 jun 2014

Lei da Palmada – O diálogo é sempre o melhor caminho para educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Enfim, entrou em vigor na última sexta-feira, 27, a Lei da Palmada, rebatizada pelo nome Lei Menino Bernardo, em homenagem ao menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado com uma injeção letal, supostamente pelo pai e madrasta, na cidade de Três Passos, no Rio Grande do Sul. Isso significa que crianças e adolescentes passaram a ter novos direitos garantidos junto à secretaria de Direitos Humanos. A Lei proíbe pais e responsáveis usarem de violência física, maus tratos, violência psicológica e/ou qualquer punição com agressividade, na educação dos filhos menores de 18 anos.

Leia mais sobre a Lei AQUI.

O que eu acho disso?

Já li por aí que essa Lei é uma bobeira, que ninguém tem nada a ver com a forma como a família educa seus filhos, que todo mundo sabe distinguir um castigo violento e cruel e que o Parlamento deveria estar mais preocupado em promover uma forma política e econômica. Tem gente que gosta de provocar.
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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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13 fev 2014

De olho no futuro: investimento financeiro de pais para filho

Investimento financeiro para filhos

Eu já disse que fui criada só pela minha mãe. Eu e minha irmã. Eita mulher porreta essa dona Salete. Nunca nos deixou faltar nada. Sempre tivemos tudo o que precisamos. Houve um tempo, já na minha vida universitária, que passamos por algumas dificuldades. Considero esse, o período que recebi minhas primeiras bordoadas da vida. Porque a dona Salete, vixi, essa já estava calejada, só era mai uma porrada, mais uma lição que a vida queria lhe dar.

Nessa época tive que financiar a faculdade, em anos infinitos (nunca vou me esquecer quando acabei de pagar: abril de 2010. Já havia terminado a faculdade há seis anos). Pagava todo mês R$600 reais. Já tinha o meu pequeno salário e meu pai ajudava como podia.

Não viajei para Disney, como todos os jovens da minha época. Não ganhei carro ao completar 18 anos (minha mãe também não tinha. E lembro da gente indo buscar a cesta básica – 02 caixas de alimentos – de condução). Vivi vendo minha mãe pagar aluguel.
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05 fev 2014

O dia em que você nasceu

selo_2anos

Acordei. Ainda deitada recebi uma ligação da tia Rosana. Era um dia ensolarado. E acho que foi o primeiro que não havia pensado “será que você nasce hoje?”. No dia anterior estivemos na consulta com o obstetra que mais uma vez confirmou que você ainda estava alto na barriga da mamãe. Eu tinha apenas um centímetro e meio de dilatação. E você, o prazo de mais uma semana para permanecer dentro de mim. Eu queria tanto ter você de parto normal. O Dr. Vicente tentou descolar a bolsa pra ver se, de repente, eu entrava em trabalho de parto nos próximos dias. Mesmo assim tivemos que marcar a cesariana, que ficou para o dia 21 de junho. Era pra ser dia 20, mas não tinha vaga na Maternidade Santa Joana, nem no Pró Matre. É muito estranho ter que escolher uma data para o nascimento do filho. É como se aquela escolha fosse determinar uma vida inteira, o que de certa forma é uma verdade. Clique e continue lendo!

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23 jan 2014

É proibido cobrar (taxas de material escolar)

Ano novo chegou e com ele uma enxurrada de despesas. As contas à pagar resumem-se em: IPVA, seguro, IPTU, etc. Quem tem filhos em idade escolar, se ainda não bastasse matrícula, tem aumento de mensalidade e as taxas de material extras que as escolas tentam empurrar: material de papelaria, livros e atividades extra-curriculares.

Em muitos casos, o preço chega ser abusivo. A escola inclui na lista de material até mesmo produtos de higiene. Existem até casos de escolas que mencionam as frutas fresquinhas. Calma lá! O que está incluso naquele valor simbólico (sqn)) que se paga mensalmente? Imagina-se que se paga para criança ter um profissional de qualidade em sala, refeições (se já é algo combinado) e atividades básicas de ensino maternal/infantil: artes, musicalização, judô, balé, vale até um inglês(inho) para a criança começar a se familiarizar.

Mas o que poucos pais sabem é que em outubro de 2013, foi aprovada a Lei 12.886/2013 que proíbe as instituições cobrarem taxa de material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição. Materiais como: giz, papel sulfite, cola, guaches, tintas para impressoras, grampeador, produtos higiênicos e copos descartáveis. “Devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares”. Ou seja, esses custos deveriam estar contemplados lá naquele valor “simbólico” que os pais pagam mensalmente, que chegam a 13º parcelas no ano.
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