25 set 2015

Redescobrindo a maternidade

Imagem: UOL

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Stella nasceu, passaram-se 15 dias e me deparei com um bebê totalmente diferente do primeiro que tive há 4 anos. Minha sensação era de uma mãe de primeira viagem. Não compreendia seus choros e nem porque chorava tanto, não sabia muito o que fazer e não entendia o motivo dela querer ficar no colo 101% do tempo. Parece inacreditável, mas é isso, fiquei com Stella o tempo inteiro no colo por 7 semanas, não adiantava colocá-la no carrinho, berço, cadeirinha de balanço, nada, ela acordava em 3 minutos. Ok, agora as coisas estão melhorando, comecei a marcar no relógio e ela começou a ficar um tempo de 16 minutos, depois 20, 30 e sábado passado, pela primeira vez em sua vida, dormiu por 4 horas seguidas no berço – algo que foi recorrente durante essa semana. Mas quando ainda não conseguíamos esse feito, cheguei a ficar desesperada por não conseguir fazer outra coisa além de estar à disposição dela por completo. Foi quando comecei a pesquisar na internet e encontrei o texto sobre Teoria da Extero-Gestação e daí em diante foi como redescobrir a maternidade.
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21 set 2015

Paixão! O que te move, o que você faz porque gosta?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

paixão

Quando você pensa em paixão o que vem à sua cabeça?
O que você faz por paixão?

Paixão pode ser um sentimento forte e avassalador que você sente por uma pessoa e também pode ser um entusiasmo, uma predileção, um desejo por querer fazer bem alguma coisa.

Sem paixão, nada do que fazemos tem graça. Se você não tem paixão pelo seu trabalho, é difícil encará-lo com dedicação, é difícil até ter motivação para levantar de manhã e encarar os desafios do dia-a-dia. Com ela tudo se torna mais prazeroso de realizar e temos uma sensação de bem-estar indescritível. Somos até capazes de produzir sem pensar no dinheiro. É claro que a bufunfa é parte significante na nossa vida, mas quando você faz algo que gosta, acaba fazendo por prazer e o dinheiro torna-se uma consequência, porque com paixão tudo flui naturalmente.

Quando você faz algo com paixão, a vida fica melhor, você se sente mais satisfeito e feliz. Tenho algumas paixões, mas uma delas faz bater mais forte meu coração, me dá entusiasmo, coragem para enfrentar tudo, alegria, faz pulsar a vida em mim e me dá um baita orgulho…a minha maior paixão é ser mãe. Por conseguinte, tenho paixão por esse espaço, meu cantinho, onde há 4 anos, registro minhas aventuras maternas e que me trouxe amigos especiais, oportunidades bacanas, leitores incríveis.
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31 ago 2015

Vida materna: por que não registramos o caos em vez de buscar a cena perfeita?

O que mais vemos na TV, revistas e redes sociais maternas são cenas de fotos posadas, com filhos arrumadinhos e de fundo a casa sempre em ordem. Ou pelo menos esse é o sonho de toda família. E porque não registramos o caos da vida materna em vez de buscar a cena perfeita? A fotógrafa americana Danielle Guenther está ganhando espaço com seu novo trabalho, a série Best Case Scenario, algo como “O melhor cenário”, no qual ela busca o oposto do que costumamos ver nas redes sociais: famílias e ambientes perfeitos. Ao invés disso, ela busca registrar cenas reais da vida materna, como crianças bagunçadas, casa com móveis fora do lugar e os pais desesperados tentando conter o pandemônio. Segundo a fotógrafa, o que a atrai no trabalho com as crianças, é justamente o lado bagunçado da rotina que raramente é exposto. O resultado é bárbaro e consegue revelar um pouco desse prazeroso caos que é a vida de mães e pais.
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17 jun 2015

Ensina-me a ser pai

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

ser pai

Filhos e marido tem um poder sobrenatural: o de nos levar à loucura. O primeiro consegue fazer sumir magicamente nossa sanidade mental, com 10 minutos de manha, pirraça, mal criação. Deve ser bom ser pai. Ele sempre consegue reverter qualquer mal comportamento da criança com tranquilidade, a base de brincadeira, sem stress… e louca é a mãe!

Venho há dias avaliando os comportamentos lá em casa e me pergunto: quem está certo?

Eu e marido somos pais dedicados, mas cada um tem seu jeito de educar. Ele tem um jeito de ser pai que admiro. Ele com sua leveza, jogo de cintura. Eu com punho de aço. Eu já sabia desde os primórdios da minha vida materna que seria a tirana da casa, a pessoa que faria o papel da chata. Mas ambos, somos inseguros. Eu porque carrego a fama de chata e isso me chateia um pouco porque na verdade meu intuito é apenas dar uma boa educação ao Benjamin e isso inclui apresentar-lhe limites. Marido porque desconfio que ele tem um medidinho de carregar esse peso de ser pai chato. Não sei, estou aqui com meus devaneios… Só sei que seguimos os dois na tentativa de sermos os pais que idealizamos ser um dia e com a mesma coisa em comum: dar uma base sólida  de educação ao Benjamin.
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26 maio 2015

Meus filhos são do mundo

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

filhos-sao-do-mundo

Lembro do meu medo de perder todas as primeiras vezes e gracinhas do Benjamin. Sentimento cravado no peito quando voltei ao trabalho e o deixei no berçário, aos cinco meses de vida. Perderia cenas clássicas do filme da vida do meu filho e quem assistiria seriam pessoas desconhecidas pra mim que talvez me narrariam os acontecimentos sobre o desenvolvimento daquele ser que eu tinha colocado no mundo. Ouvindo, eu sentiria ciúmes e vontade de chorar por perder momentos ímpares e sentiria meu coração de mãe se quebrar por não fazer parte daquele momento.

A primeira vez que Benjamin engatinhou foi, para minha surpresa e felicidade, na frente da minha mãe. Não senti ciúmes e nem tristeza, pelo contrário. Aquele dia corri feliz para casa, ansiosa para os meus olhos verem o que minha mãe tinha narrado e mais feliz ainda por ter sido com ela, que me narraria tudo detalhadamente, e, principalmente, porque não era qualquer pessoa. Era a minha mãe, avó dele, que tinha Benjamin como seu filho de ouro. E de certa forma era.
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14 maio 2015

5 frases que precisamos parar de falar para os meninos

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Coisa de meninos e de meninas

Existem várias coisas que não devemos atribuir ao gênero e, no entanto, estão sempre atreladas. Coisas de meninos e coisas de meninas. Meninos não podem brincar de casinha. Meninas de carrinho. Meninos não podem isso. Meninas não podem aquilo. Como mãe de menino, tento ensinar meu filho que meninos e meninas tem direitos iguais, que a sociedade é baseada nos direitos iguais, inclusive, independente da escolha sexual de cada um.

Inspirado no texto 10 coisas que precisamos parar de falar para as meninas urgentemente, reúne as 5 frases que precisamos parar de falar para os meninos.

1) Engole o choro! Meninos não choram!

coisa de meninos

Então vamos criar meninos insensíveis e incapazes de demonstrar seus sentimentos, proibindo que eles chorem? Meninos choram sim! Não crie rótulos preconceituosos em sua casa.

2) Carrinhos e super heróis são coisas só de menino!

coisa de meninos

Vamos ensiná-los a serem machistas? E tornarem-se homens que, no trânsito, ao ver uma mulher cometer um pequeno erro, soltam aquela frase démodé “lugar de mulher é no fogão”?
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08 maio 2015

Perdi minha mãe e aprendi a sentir gratidão

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

perdi-minha-mae

Minha mãe seguia a filosofia da Sei-cho-no-ie. Uma das máximas dessa religião é agradecer e ser grato, principalmente aos antepassados. Então, além da fé que ela possuía, minha mãe sentia muita gratidão pela vida e pelas pessoas. Vivia dizendo que tínhamos que ser gratos pelos pais que tínhamos. Hoje eu entendo mais o que ela queria dizer com isso.

Uma vez li um texto de Eugênio Mussak, na revista Vida Simples, no qual ele explicava que existe uma diferença entre agradecimento e gratidão. Agradecer tem a ver com ato e educação, claro é nobre e fortalece as relações. Mas gratidão “é um sentimento, algo que se carrega no peito, que pertence à pessoa como um valor, uma filosofia de vida”.

Quando perdi minha mãe, aprendi algumas coisas. Após um ano da morte dela, sinto-me feliz e com o peito cheio de gratidão. É claro que morro de saudades e tem dias que sinto vontade de chorar de tanta falta que ela me faz. Já fiquei deprimida me achando uma bosta de filha por estar me sentindo feliz em tão pouco tempo após sua morte. Mas imagino que minha mãe queira me ver bem. A minha felicidade no momento, vem de encontro com o meu sentimento de gratidão. Ando feliz com a vida, essa que foi me dada pela minha mãe. Feliz com a pessoa que me tornei, com a família que construí e tudo isso tem o dedo dela.
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19 mar 2015

Eu não dou conta de tudo!

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Há semanas recebi e-mail de uma leitora super querida com a seguinte pergunta:

Como você se organiza para trabalhar fora, cuidar do Ben, da casa e ainda escrever o blog?

Fico feliz com os e-mails que recebo das leitoras e sempre me geram boas reflexões e ideias para posts. Esse não foi diferente. Eu nunca tinha pensado em como me organizo. E pra falar a verdade acho que não faço isso. Tento manter uma ordem, mas não tenho um cronograma, não tenho um plano de organização e depois dessa reflexão comecei a achar até que devia ter. A verdade é que eu não dou conta de tudo.

Eu passo a maior parte do tempo do meu dia trabalhando fora. Saímos às 06:40 de casa e acordo sempre no último minuto do segundo tempo, quando deveria acordar mais cedo, fazer as coisas com mais calma, tomar um café da manhã. Meu trabalho é uma loucura. Vivemos correndo dentro e fora da empresa.
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17 dez 2014

Série: o que leva as mães pararem de trabalhar fora 3

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade, Trabalho

O post de hoje é da pessoa que plantou em mim essas dúvidas sobre o que move muitas mães pararem de trabalhar fora. Minha amiga pessoal, íntima, minha irmã de coração Daniela, mãe admirável do João e do Marcos e que não esconde o desejo que sente de aumentar ainda mais a família. O texto dela me emocionou bastante. E imagino o quanto foi difícil colocar no papel algo que ela não conseguia expressar pra mim em nossas milhares conversas. Agradeço imensamente o esforço que ela fez em compartilhar conosco esse relato lindo.

Série: o que leva as mães pararem de trabalhar

Os motivos pelos quais decidi parar de trabalhar fora. Ou melhor, decidi trabalhar nos cuidados daquilo que realmente importa pra mim.

Desde que a Gabis me mandou um email convidando a escrever minhas motivações para a mudança na minha rotina de trabalho que aconteceu em junho deste ano, venho me perguntando quando exatamente a decisão foi tomada. E desde quando essa necessidade ficou clara. Acho que idealizei a minha vida adulta desde a adolescência. Achava ser possível realizar tantas coisas. Estar em tantos lugares. Dar espaço pra acontecerem todos os sonhos que tinha tudo de uma vez, normal né?! Nada como ser adolescente e acreditar que tudo é possível… Mas, quando chegou o tempo de realizar, comecei a entrar em crise com as dificuldades encontradas diariamente. E entendi que além de alguns desejos não fazerem mais sentido. Ou não fazerem sentido na fase atual, outros tantos sonhos entraram na lista.
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21 nov 2014

Série: O que leva as mães pararem de trabalhar fora – 2

Desde quando comecei a pensar quais seriam os motivos que fazem as mães pararem de trabalhar fora, tomava cuidado para finalizar com “trabalhar fora“. Sinto que existe certa rivalidade (talvez nem seja essa palavra) entre as mães que trabalham fora e as que não trabalham fora. Muitas vezes, vi a segunda, referir-se como “mãe em tempo integral“, o que soa pra mim errôneo já que uma vez mãe, sempre mãe, independente de passar o dia inteiro com a cria (já falei sobre isso AQUI).

Tenho plena consciência que a mãe que não trabalha fora, trabalha tanto quanto eu dentro de casa, por isso tomei certo cuidado. Arrisco-me a dizer, não só as mães que trabalham fora, mas como a sociedade, olha de um outro jeito a mãe que decidiu não trabalhar fora. A convidada de hoje, me contou que passou a fazer cara de “sabe de nada inocente” sempre quando escuta a frase “porque ela não trabalha” OU “você trabalha?” OU variações do tipo.
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