18 fev 2020

O que aprendi com a morte da minha sobrinha

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Sonhei muito com esse dia ao longo de 2019. Eu ao lado da minha irmã, paramentada com aquela roupa verde clara, touquinha nos sapatos, massageando suas costas, oferecendo-lhe minha mão para que ela pudesse apertar quando a dor aumentasse, beijo na testa dizendo “respira e inspira, cheira flor e apaga vela”. Faria o papel da nossa mãe. Aliás, quando esse dia chegou, eu só queria a nossa mãe ali com a gente. Era pra ter sido tudo do jeito que sonhei, exceto por algo que estava fora do lugar…

Passaram-se 252 dias desde o dia em que minha irmã partilhou comigo a novidade. Pra ela um susto súbito. Pra mim uma alegria. Meus filhos teriam um primo (a). Enfim, eu seria tia e experimentaria o sabor desse cargo que dizem ser tão doce. Ela me perguntou: o que vou fazer agora?

Não perguntei sobre o que ela queria e acho que nem dei tempo pra ela pensar em outra alternativa. Respondi que ela faria o que fez a nossa mãe, com coragem enfrentaria cada desafio que traz a maternidade (solo) e que eu estaria ao seu lado nesse caminho. Uma criança é uma nova esperança.
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23 ago 2018

Por que presenteamos as meninas com brinquedos de casinha?

brinquedo de casinha

É verdade! Eu não gosto que minha filha ganhe brinquedos de casinha. E outro dia, no aniversário dela, que disparate! Peguei-me comprando um microondas de brinquedo. O treco me cativou porque a parte interna girava, acendia luz e ainda apitava. Jura, parecia muito com um de verdade e ainda custava 19,90. Minha filha ama brinquedos de casinha. Ela ama brincar de fazer comidinha. Por isso, me vi ali seduzida por algo que ela vibraria ao receber. Todo o meu discurso jorrado na minha testa.

Marido, vendo a minha situação, me incentivou: você está ensinando a praticidade da vida da mulher moderna. Ahã! Comprei e está comprado. E não foi só ela quem adorou. O irmão também gostou. Às vezes me esqueço desse detalhe. Ele também brinca coisas as coisas dela. E uma das coisas que adoro é vê-lo brincando de boneca com ela.

Pensando nisso, chego naquela teoria de que as crianças precisam vivenciar diferentes papéis e isso só é possível através das brincadeiras. É brincando que as crianças fazem descobertas. E imitar a vida através das brincadeiras é fundamental para seu desenvolvimento, porque é uma oportunidade da criança se descobrir em vários sentidos. Brincar cria condições físicas para o corpo, coordenação motora, desenvolve o emocional, amplifica os horizontes, traz regras de convivência. Brincar é um grande convite para o mundo.
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23 jul 2018

A morte não é nada

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque

a morte

Hoje, 23 de julho, minha mãe completaria 64 anos. A morte a levou há 4 anos. Incrível como a gente se acostuma com a falta de uma pessoa que amamos. E assustador também. Contudo, todo ano é a mesma coisa, nas datas comemorativas, principalmente, a dor aperta. É como se a ferida abrisse. Fazia tempo que não me sentia triste com a ausência dela. Mas desde ontem, estou sentindo uma tristeza e tanto. Funciona assim, você não pode imaginar como seria se a pessoa estivesse aqui, não relembrar o passado. Assim, fica mais fácil controlar. Só que quando você não consegue evitar os pensamentos… é um avalanche de crueldade consigo mesmo.

Tenho muita dificuldade de mandar meus pensamentos para minha mãe como se conversasse com ela. Acho que no fundo, ainda estou brava com ela – como se tivesse esse direito, por ela ter ido embora. Eu sequer sonho com a minha mãe. Sonhava muito logo quando engravidei da Stella. Mas eram sonhos confusos, sempre no velório. Acreditava que era porque eu a chamava muito. Até que um dia parei de chamá-la tanto. Mas passei a não sonhar mais com ela. Acho que os sonhos, quando são bons, é uma forma da gente ultrapassar as barreiras entre a vida e a morte. Uma forma de matar a saudade. Sinto falta de sonhar com a minha mãe.
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25 jun 2018

Cinco coisas que mudaram quando parei de trabalhar fora

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade, Trabalho

parei de trabalhar fora

Há 9 meses escuto mensagens positivas sobre mim do tipo: “como você está diferente, radiante, feliz, com brilhos nos olhos”. Minha mudança aconteceu quando parei de trabalhar fora. Não tenho dúvidas e quem me acompanha também não. Em junho completou 9 meses que eu fui demitida de um trabalho que já não me fazia sentir tesão. Essa é a verdade. A empresa mudou muito, as pessoas que passaram a gerir também. Muita coisa não combinava com meus valores de vida, nem com o meu caráter. Eu estava entorpecida.

No dia em que fui demitida, chorei pra caramba. E não sei como pude chorar tanto se o que eu queria tanto e não tinha coragem de fazer tinha acabo de acontecer. Quer dizer, sei. Marido estava desempregado e me assustou a ideia de sermos dois desempregados. Por mais que eu quisesse pedir demissão, não era o momento. Também fiquei um tanto emputecida com a empresa, com a pessoa que me demitiu. Mas passou. Foram 24 horas digerindo o ocorrido. No dia seguinte, peguei esse limão azedo e fiz uma limonada.
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20 abr 2018

Julgamentos maternos

Julgamentos maternos existem e estão entre nós mães

Fala-se muito que mães são julgadas, mas as próprias mães vivem de julgar umas às outras. Com essa tecnologia avançada, blogs, redes sociais, ninguém, nenhuma mãe escapa dos julgamentos de outras pessoas, inclusive de mães. Há uma linha tênue entre preocupação em saber como você faz determinadas coisas com seus filhos (para que a pessoa experimente na sua vida também) e o tal julgamento.

Vamos ver o que o Wikipedia tem a dizer sobre julgamento:

O termo julgamento geralmente se refere a uma avaliação que considera uma série de fatores ou provas para a formação de uma decisão embasada. Esse termo possui diversas acepções, como a psicológica, que é usada em referência à qualidade das capacidades cognitivas e adjudicação de particulares, normalmente chamado sabedoria ou discernimento; a religiosa, que é utilizada no conceito de salvação para se referir ao julgamento decisivo de Deus na causa com recompensa ou punição para cada ser humano; e por fim, a mais conhecida, jurídica, que geralmente se refere a uma decisão justificada proferida pelo juiz.
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06 nov 2017

Como se planejar para viver o sonho de maternar

como se planejar

Até outro dia, estava escrevendo sobre a volta ao trabalho após a licença maternidade. Ou dicas para ser feliz no trabalho. E cá estou agora, exercendo algo que desejei por quase dois anos. A tal liberdade para maternar. O pedido que mais escuto nos últimos dias é para compartilhar ideias de como se planejar para viver o sonho de maternar. Parar de trabalhar fora, curtir mais os filhos e quem sabe até empreender.

Segundo a pesquisa “Licença-maternidade e suas consequências no mercado de trabalho do Brasil“, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 48% das mulheres entre 25 e 35 anos, ficam desempregadas 12 meses após o início da licença maternidade. E isso acontece por dois motivos: ou ela foi demitida ou ela decidiu largar o emprego. Que as empresas não valorizam a mãe no mercado de trabalho, é uma verdade. Mas acontece muito das mulheres ao se tornarem mães, darem uma banana para o mundo corporativo. Porque você percebe que seu filho precisa muito mais de você em casa do que a empresa de você lá para faturar.
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10 out 2017

Fui ao meu velório e renasci

velório

Roma, setembro 2017

Há 25 dias fui ao meu velório. Ops, quis dizer, fui desligada da empresa para qual eu trabalhei durante anos. Ao me despedir das pessoas, parecia mesmo que estava no meu velório. Na hora foi uma surpresa ser desligada, porque naquele dia eu estava saindo de férias. Quem pensa que será demitido no dia em que está saindo para o melhor período da vida? No entanto, era algo que eu esperava acontecer durante o ano de 2017.

Outra coisa que assustou um pouco ao ser desligada, é o fato do marido estar fora do mercado e  a empresa para qual eu trabalhava saber disso. A vida é mesmo muito louca. Há meses venho falando para o marido que queria sair do trabalho para me dedicar aos meus projetos e ao meu maior projeto de vida: meus filhos. Aconteceu dele ser desligado – algo que nem Freud explica! E eu perdi a coragem que estava criando para sair do meu comodismo.
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31 jul 2017

Como é difícil ser mãe de dois

Ser mãe de dois é mais difícil do que se pensa

mãe de dois

A gente acha que vai ser fácil porque já temos a experiência em como lidar com algumas situações. Mas é muito difícil ser mãe de dois. Nesse fase da vida, sinto que estou sempre em débito com um dos meus filhos. E porque trabalho fora, sinto que minha dívida está ficando enorme, pois não consigo equilibrar meu tempo, afazeres e atenções. Percebi há algum tempo, num simples comportamento do filho mais velho.

Olhando aí pelas nossas fotos no instagram, ninguém percebe. Meu primogênito comporta-se como uma criança da sua idade. Não está mais na fase dos Terrible Twos, mas tem dias bons e ruins. Claro que eu adoraria que permanecesse só os dias bons, os quais ele é um menino incrível que parece a frente do seu tempo e idade. Mas os dias ruins servem para me lembrar o quanto ele precisa de mim, impondo limites e oferecendo todo o amor que eu puder. Serve também para me advertir da responsabilidade que tenho, do equilíbrio, resiliência e paciência que preciso exercitar.
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24 jul 2017

Meu processo de coaching

Desde quando perdi minha mãe, me dei conta que meu mundo se dissolveu. Logo em seguida a Stella nasceu e percebi que a ordem e as prioridades da minha vida já não eram mais as mesmas. Antigos sonhos se diluíram para dar espaços a novos. Há dois anos exatos a Stella nasceu e com ela nasceu também a urgência de transformação e mudança. Pessoal e profissional. Sempre fui uma pessoa decidida e batalhadora, mas acho que nunca precisei da audácia necessária de agora. Por isso comecei meu processo de coaching. Tornei-me coachee.

Passada a fase de achar que precisava de uma consultora de estilo, ou de ir mais à igreja, descobri que é tempo de ter mais clareza das escolhas a serem feitas, de ter mais confiança, desenvolver as ideias e comportamento, de obter mais desafios, de maximizar meu potencial, de autodescobertas, de ser ao invés de ter!

Descobri que ser feliz é mais importante do que ter algumas coisas. Resolvi assumir que preciso fazer algumas mudanças. Sei que me dedicando 100% do tempo para meus filhos e casa não me faria feliz completamente. Mas meus filhos estão crescendo e sinto que estou perdendo a melhor fase da vida deles. E me dói perceber isso. Ainda mais quando penso que talvez nem tenha mais outro filho para que eu possa fazer algo diferente. E também não tenho outra vida. Está valendo essa aqui e agora que estou vivendo. Eu queria muito poder conciliar as duas coisas: trabalho e filhos. Mas como? Foi então que decidi fazer coaching.
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21 jul 2017

Porque estamos fazendo a mudança de escola das crianças

mudança de escola

Vida de mãe é cheia de emoção. Quando está tudo tranquilo, feito um mar calminho, vem uma onda forte e nos pega de surpresa. Sem contar as alterações constantes de fases. Conseguimos fazer a criança dormir na cama dela sozinha, aí vem a fase do medo de escuro e voltamos 3 casas nesse jogo da maternidade. O bebê largou a chupeta e logo vem a hora de largar a mamadeira. De repente, eles saltam do ensino infantil para o fundamental e lá vem mais uma fase de adaptação. Pois é, estamos passando uma fase de várias mudanças por aqui e entre elas, pela segunda vez, a mudança de escola. E todo mundo tem me perguntado porque estamos mudando as crianças de escola.

Nós amamos a escola atual das crianças, não aconteceu nada na escola que nos tenha feito tomar essa decisão. Mas a vida é uma grande transição que às vezes nos obriga a tomar decisões que muitas vezes não teríamos coragem se não fosse o empurrãozinho dela. Não sei se vocês já passaram por uma situação como querer mudar de endereço para morar mais perto do trabalho. A mudança de escola é algo desse tipo. Aconteceu algo definitivo que nos fez tomar essa decisão, mas essa escolha vem de encontro com alguns desejos meus de dar mais qualidade de vida para meus filhos, assim como passar mais tempo com eles. Meio que o Universo está conspirando para projetos futuros. É isso que estou encarando esse momento.
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