15 ago 2014

Mania de explicação

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Mania de explicação

Aqui em casa já é constante ouvir as perguntas; “Por que?”, “o que é isso?”, “o que você disse, essa palavra?”, “o que é Jesus?” e imagino que as perguntas ficam cada vez mais cabeludas e complicadas de responder. Adultos complicam porque não sabem simplificar as respostas e tudo o que os pequenos querem (e precisam) são explicações simples para as coisas que parecem difíceis entender.

Criança tem mania de explicação e gosta de inventar.

“Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra”. Diz Isabel, personagem do livro “Mania de Explicação”, de Adriana Falcão. A obra virou uma peça de teatro musical e Isabel ganhou vida nos palcos através de Luana Piovani. O espetáculo chegou sábado passado (09/08) ao palco do teatro Frei Caneca, em São Paulo e nós fomos lá conferir a pré-estreia.

Pautada por músicas de Rau Seixas, a peça fala sobre as curiosidades de uma menina, aos 13 anos, que procura simplificar o mundo com as suas explicações e sentimentos. À sua maneira, ela dá sentido e novos significados às palavras cotidianas. A peça é toda filosófica, mas de uma forma lúdica, encantadora, sensível e muito poética.
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13 ago 2014

Mãe na Direção: transforma os momentos a bordo em uma experiência única com os pequenos

por
Gabi Miranda

Maternidade

mãe na direção

Demorei a me tornar mãe na direção. Apesar de já ter carta de motorista há alguns anos, só vim dirigir após o nascimento do Benjamin. Tenho algumas amigas que só aprenderam a dirigir também com a maternidade. Essa realidade transformadora na vida de qualquer mulher. No início, o que mais me encorajava também me fazia morrer de medo. Dirigir sozinha com Benjamin a bordo! Pensava em tudo o que podia acontecer. E se ele fizer cocô? E se começar a chorar? E se ele golfar e eu não vir? Será que está bem seguro na cadeirinha? Será que o cinto está colocado corretamente?

Quando começava a me sentir mais segura, ele crescia e surgiam novas demandas e preocupações. Viajar com um bebê, então, era assustador: paroonde para trocar? Como armazenar a comida sem estragar? Que tipo de comida levar? E várias outras dúvidas acompanhadas da sensação ímpar de ir e vir com meu filho sem depender de ninguém.
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06 ago 2014

5 motivos para amamentar

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

amamentar

Você já deve ter lido e escutado vários benefícios do aleitamento materno. Não vou dar só mais um motivo para você amamentar, mas 5 motivos para você persistir nessa jornada que é amamentar.

  1. Faz bem para saúde do bebê. O leite materno é composto por proteína, vitaminas, água, minerais – todos os nutrientes que o bebê precisa para seu desenvolvimento cognitivo e para a imunização contra vírus e bactérias, diminuindo a chance do bebê desenvolver alergias, asma, rinite, entre outras, além de várias doenças ao longo da vida.
  2. Faz bem para saúde da mãe também. Ao amamentar, a mãe diminui sentimentos como ansiedade, se sente mais fortalecida, seu peso volta ao normal mais rapidamente e também diminui a chance de, no pós-parto, ter uma anemia, câncer de mama e ovário, osteoporose.
  3. Fortalece vínculo entre mãe e bebê. Através desse ato exclusivo proporcionado pela mãe, nasce entre mãe e filho um vínculo afetivo muito forte, o que proporciona para ambas as partes mais segurança. Para a criança é benéfico até para seu desenvolvimento social e psicológico. Para a mãe favorece o lado psicológico, pois embora seja um ato prazeroso, causa desgaste físico e emocional, mas o vínculo emocional que envolve esse momento é tão grande que eleva sua auto-estima, deixando uma sensação de prazer e extremo orgulho.
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05 ago 2014

Família e Educação: O conflito entre ser permissivo e dizer não ao filho

Família e Educação

A pergunta que mais ouvi nos últimos dias “você viu o vídeo do menino que teve o braço arrancado por um tigre?”. Só vi o vídeo ontem cedo, ao chegar no trabalho, porque a TV próxima à minha mesa estava ligada, caso contrário não teria visto porque me permito não procurar tragédias, afinal, são muitas diariamente. Só que após ver o vídeo fui ler sobre o caso e fiquei mais indignada e impressionada.

Eu não quero julgar esse pai. Mas infelizmente, não tem como falar desse assunto sem julgar os pais dessa criança, que devem estar sofrendo muito, óbvio, pelo ocorrido e pela própria falta de discernimento. Além do fato de o menino ter ficado sem o braço, me comove também, nessa história, a falta de limite e autoridade que nós pais impomos cada vez menos aos nossos filhos. O vídeo que assisti, foi ao ar no programa do Fantástico, dia 03 de agosto, no qual em determinado momento o pai diz “as pessoas (em volta) estavam achando bacana, curtindo”. Impressiona-me as pessoas em volta assistirem (e filmarem!) e não chamarem a atenção desse pai e dessa criança. Não, não tem a menor graça, não é nada bonitinho e bacana ver uma criança alimentando e atentando animais selvagens não domesticados, ultrapassar a passagem proibida pelos visitantes onde visivelmente se vê a placa “PERIGO! Não ultrapasse”. Se eu tivesse no local, com certeza seria candidata forte a brigar com esse pai. Aí vem um oportunista, ops, um advogado e diz que a culpa é do Zoológico.
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21 jul 2014

Quando dei um passo para frente e decidi deixar meu autoritarismo de adulto de lado

Há 4 meses, Benjamin que já havia passado pelo processo de desfralde com sucesso, voltou a fazer xixi na cama. No início era uma vez ou outra, depois começou a ser algumas vezes, até que se tornou repetidamente, todos os dias – o que estava gerando um stress aqui em casa. (dá banho logo cedo, troca a roupa de cama, lava – e não basta jogar na máquina e pronto, tem que por de molho, lavar à mão com sabão de coco, depois por na máquina para bater- cheiro de xixi é uma praga! Até outro colchão compramos). Você acaba não dormindo direito e acorda todos os dias com aquela expectativa: será que está seco?!

Sejamos claros: as mães vivem às voltas com o xixi que escapa das fraldas, as cuequinhas e os macacões molhados, os lençóis e os colchões ao sol, as montanhas de calças para lavar, e vão acumulando rancor, tédio e mau humor, sentimentos decorrentes do fato de acharem que seus filhos deveriam aprender a se controlar e da crença de que seriam capazes de fazê-lo quando completassem 2 anos. (Laura Gutman)
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14 jul 2014

Peppa Pig se torna alvo de polêmicas (cômicas) em alguns países

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Peppa Pig, o desenho de mais sucesso entre os pequenos, é também alvo de polêmicas no mundo. Na Austrália, a mãe da porquinha foi acusada de ser feminista. Agora, na Itália, a associação de defesa dos animais, AIDAA pediu aos pais que boicotassem o desenho. Segundo eles, o desneho distorce a realidade da verdadeira condição de vida dos porcos e outros animais de fazenda. O presidente da associação, Lorenzo Croce, chegou a dizer “se queremos transformar os animais em um negócio, este é o caminho certo. Mas se você ama animais também tem que mostrar o outro lado da moeda, o da violência e da morte…”. Para o presidente, os animais reais são idealizados através dos desenhos animados. Oi?

Cadê a permissão para a licença poética do desenho?! Esse povo nunca ouviu falar de metáfora?! Príncipes encantados não existem e nem por isso foram extintos dos contos de fadas. O sapo jamais vira príncipe. Cachorros não falam, no entanto o Scooby Doo sim. O personagem mais famoso da Disney, o Mickey, é um rato e não vive como tal. Desenhos, filmes, livros, todos são repletos de metáfora, que sem ela, talvez não fizesse sentido nenhum. Que sentido faria mostrar a verdadeira realidade nua e crua para crianças?
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10 jul 2014

2014 – A Copa do Mundo não é nossa

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Essa foi a primeira Copa do Mundo do Benjamin. E foi aqui na nossa casa, Brasil. O país ficou em festa, torceu, vibrou, encheu o mundo de emoção cantando o Hino à Capela. Benjamin até aprendeu a reverenciar e cantar trechos do Hino.

Mas na última terça-feira, dia 08 de julho, o Brasil perdeu de 7 x 1 para a Alemanha. Foi uma goleada histórica para a nação. O mundo inteiro noticiou e muitos brasileiros ficaram com vergonha. Eu não fiquei. Muito pelo contrário. O mundo não acaba com isso. Inclusive, achei muito feio o comportamento do brasileiro desde o começo da Copa. Na abertura, todos que estavam no estádio vaiaram a presidenta Dilma. No jogo contra o Chile, vaiaram o Hino alheio. Falta, literalmente, muita educação para o nosso país.

Aí quando o Brasil está perdendo de lavada cadê a torcida?

Está vaiando os jogadores brasileiros, está saindo do estádio. É igual vida pessoal, quando a gente mais precisa cadê os amigos?! Poucos ficam do lado. Senti vergonha disso, da falta de amor verdadeiro, da falta de consideração. Ficar decepcionado todo mundo fica, mas é nas horas difíceis que mais precisamos um do outro.
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03 jul 2014

Sobre parto

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

parto

Embora eu faça parte do grupo de pessoas mais medrosas do mundo, gostaria muito de ter um parto natural. Por vários motivos. Por ser medrosa demais, eu prefiro sentir dor do que ser cortada de 10 a 15 centímetros sete camadas de tecido da minha barriga. E não me venha com o papo de que hoje a cesárea é a melhor coisa do mundo, não sente dor nenhuma, após o parto é tudo tranquilo, etc. Odeio quando alguém vem com esses papos pra cima de mim. Geralmente, são pessoas que fizeram cesarianas. Ou pessoas que não tem ideia nenhuma do que estão falando (essas me deixam mais puta da vida ainda).

Antes de continuar, vale fazer aqui uma ressalva: sou a favor da cesárea quando se é necessária. Mas atualmente virou convencional. A gestante negocia junto com seu médico a data e hora do parto do seu filho. Os bebês nascem em horários comerciais. E a maioria das mulheres marcam cesárea por comodidade e não necessidade. Elas não querem sentir dor nenhuma. O sexo denominado frágil, mas conhecido por aguentar mais que o homem simplesmente não quer sentir a dor do parto. Contraditório isso.
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30 jun 2014

Lei da Palmada – O diálogo é sempre o melhor caminho para educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Enfim, entrou em vigor na última sexta-feira, 27, a Lei da Palmada, rebatizada pelo nome Lei Menino Bernardo, em homenagem ao menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado com uma injeção letal, supostamente pelo pai e madrasta, na cidade de Três Passos, no Rio Grande do Sul. Isso significa que crianças e adolescentes passaram a ter novos direitos garantidos junto à secretaria de Direitos Humanos. A Lei proíbe pais e responsáveis usarem de violência física, maus tratos, violência psicológica e/ou qualquer punição com agressividade, na educação dos filhos menores de 18 anos.

Leia mais sobre a Lei AQUI.

O que eu acho disso?

Já li por aí que essa Lei é uma bobeira, que ninguém tem nada a ver com a forma como a família educa seus filhos, que todo mundo sabe distinguir um castigo violento e cruel e que o Parlamento deveria estar mais preocupado em promover uma forma política e econômica. Tem gente que gosta de provocar.
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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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