20 maio 2014

2014: ano de Copa, ano de álbum

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Filhos, Maternidade

2014 é ano de Copa. Mais uma Copa vem e com ela a febre incontrolável de colecionar o tal do álbum da Copa. Mas dessa vez tem um gostinho todo especial, acrescido de uns ingredientes diferentes: nesse ano a Copa será no Brasil, fato que não ocorre desde 1950, e, claro, será a primeira Copa que o Benjamin vai vivenciar.

Sei que ele nem vai lembrar disso no futuro, afinal ele ainda vai completar seus 3 anos, mas será uma oportunidade diferente para nos divertirmos. Eu me recordo vagamente da Copa de 86, quando eu tinha 5 anos, por isso acho importante registrar em fotos e vídeos alguns momentos dessa primeira Copa do Ben.

E enquanto a Copa não começa, começamos pelo álbum da Copa. Num belo dia, soube do lançamento do álbum e aí já começam as buscas para conseguir um exemplar. Depois vem os contatos para saber quem também vai colecionar. E num breve diálogo em casa, já decidimos:
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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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24 abr 2014

Questão de tempo

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

questão de tempo

Voltando de viagem, assisti a um filme chamado “Questão de tempo”. Nele, o personagem principal, chamado Tim, ao completar 21 anos, é informado pelo pai que todos os homens da família podem viajar ao passado. Para tal façanha, basta ir num local escuro e pensar na ocasião e local onde deseja voltar. Num primeiro momento, obviamente o rapaz não acredita, mas logo vai tirar a prova e descobre que é verdade – ele tem a capacidade de voltar e mudar o passado.

Comecei a assistir o filme descrente de que poderia oferecer alguma mensagem boa, parecia bobinho, até porque o rapaz começa usando seu poder para conseguir uma namorada. Mas na ida para Colômbia eu fui assistindo “12 anos de escravidão”. Jesus! Ninguém com o estado emocional em que eu me encontrava, pode assistir esse filme. É praticamente um suicídio. É triste e pesado demais, além de ser baseado em história real. Então, eu me permiti assistir algo no nível sessão da tarde. Eu merecia isso.
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22 abr 2014

Sou 1/3 de mãe…e agora, surto ou agradeço?

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Imagine uma agência recrutando profissionais para a vaga mais difícil do mundo. São 135 horas por semana, não tem hora para descanso, sem férias, sem feriado prolongado, sem hora para dormir – e mesmo quando estiver dormindo, tem que ficar alerta porque pode ser chamado. É exigência  ter conhecimentos em medicina, finanças, culinária e mais em outras coisas. Detalhe: não tem remuneração. Esse trabalho deve ser feito somente por amor. Parece absurdo, mas TODA mãe exerce essa função.

Essa foi a campanha que bombou na internet semana passada, emocionando milhares de mãe, inclusive eu.

http://www.youtube.com/watch?v=HB3xM93rXbY

Instantaneamente, ao assistir e ler a matéria sobre esse vídeo, fiz uma reflexão sobre um termo que circula por aí e que me incomoda bastante, o “mãe em tempo integral”. Pelo que entendo do contexto que já vi esse termo circular, “mãe em tempo integral” é aquela que não trabalha. Ou melhor (antes que me apedrejem), a definição correta, é aquela que não trabalha fora de casa e se dedica aos filhos.  Na maioria dos casos, ela deixou de trabalhar para se dedicar inteiramente aos filhos. E, a casa, obviamente e injustamente (ou não), vem de brinde.
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15 abr 2014

Cartagena, encantada! Parte 2 – Fim

por
Gabi Miranda

Maternidade, Viagem

Corremos para deixar as coisas no quarto e sair pra conhecer a cidade de Gabo, ela nos convidava: Sejam bem vindos à cidade de O Amor nos Tempos do Cólera. Cartagena. Fomos conferir se ela era igual ao que vimos nos sites. Para nosso deleite, era muito mais do que as fotos mostravam. A cidade é simplesmente encantadora, desde as casinhas e construções antigas, do cheiro, à ventania que deixa o calor ainda mais agradável e até às pessoas calorosas, educadas e bem humoradas. Os colombianos, e em especial os cartageneiros, são pessoas felizes e o cumprimento ao passar por alguém, parece lei, porém espontâneo.

Nesse dia fizemos o passeio de charrete, muito comum na cidade. E não, não  é um mico! Ir até Cartagena e não fazer esse passeio no centro antigo, é a mesma coisa que ir à Veneza e não andar de barco!

Cartagena

No segundo dia foi a vez de conhecer as famosas Ilhas do Rosário e Barú. Os barcos grandes saem do porto até às 9:00h e fomos informados que era até às 9:45h. Chegamos às 9:15h e adivinhem… não tinha mais saídas dos barcos grandes. Tivemos que pegar um meio de transporte marítimo que me recuso a chamar de barco e que mais parecia uma lancha, mas também não era. Definitivamente uma experiência que não viveria novamente se não soubesse o que encontraria onde ele nos levou.
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22 mar 2014

A despedida das coisas e da casa

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Entramos no quintal da casa e Benjamin logo anuncia “a vovó está aqui sim”. Eu e minha irmã nos entreolhamos. Já havia explicado para ele que iríamos na casa da vovó guardar as coisas dela e que ela não estaria lá. Ao entrar na casa ele fala com aquele ar teatral de criança “ah, ela não está aqui não”.

A casa estava do jeito como ela deixou, tudo limpo e em seu lugar. Até o café de oito dias atrás estava no bule sob a mesa. Chegamos para imperar a desordem – aquela que da nossa vida já havia se apossado.

Dizem que essa é uma das partes mais difíceis: se desfazer das coisas da pessoa que se foi. Já havíamos decidido o que fazer com os móveis, roupas, utensílios de cozinha. Doaríamos para a casa de idosos que mamãe prestava serviço voluntário, todas as quartas, religiosamente.

Realmente, é muito estranho e doloroso encaixotar tudo, desfazer das coisas de uma vida. Você passa a ter nesse momento o entendimento exato de que a pessoa não existe mais, nunca mais vai entrar pela porta, pegar o telefone para te ligar, abrir a geladeira, escolher uma daquelas roupas para vestir. Vocês nunca mais sentarão àquela mesa para compartilhar um almoço de domingo, para elogiar um pudim que deu certo ou rir muito porque ele se despedaçou.
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14 mar 2014

Perdi a melhor parte de mim: minha mãe

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

perdi minha mãe

Segunda-feira, 10 de março, aniversário do marido.
Clima de festa. Festa surpresa que contou com a ajuda da minha mãe.

Na tarde daquele dia minha mãe havia passado mal e mesmo assim foi pra minha casa com a preocupação de pegar o bolo do “genro querido” – como ela dizia.

Soube depois pela minha irmã, que nossa mãe preferiu ir para minha casa a ter que voltar para casa dela e ficar sozinha.

Ao chegar e encontrá-la estranhei sua cor. Estava amarela. Comentei e dei-lhe um beijo.

Ela brincou, abraçou, beijou o Benjamin, cantou parabéns. Comeu e bebeu pouco. Relatou-me sobre seu mal estar mais cedo. Só mais tarde soube que não era um simples mal estar.

Todos foram embora. Antes, tiramos uma foto juntos: minha mãe, minha irmã, eu, Benjamin e marido. Aquele seria nosso último registro, nosso último encontro e nenhum de nós fazia ideia disso.

No último beijo pronunciamos juntas:

Eu: nossa mãe, como você esta gelada!
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13 fev 2014

De olho no futuro: investimento financeiro de pais para filho

Investimento financeiro para filhos

Eu já disse que fui criada só pela minha mãe. Eu e minha irmã. Eita mulher porreta essa dona Salete. Nunca nos deixou faltar nada. Sempre tivemos tudo o que precisamos. Houve um tempo, já na minha vida universitária, que passamos por algumas dificuldades. Considero esse, o período que recebi minhas primeiras bordoadas da vida. Porque a dona Salete, vixi, essa já estava calejada, só era mai uma porrada, mais uma lição que a vida queria lhe dar.

Nessa época tive que financiar a faculdade, em anos infinitos (nunca vou me esquecer quando acabei de pagar: abril de 2010. Já havia terminado a faculdade há seis anos). Pagava todo mês R$600 reais. Já tinha o meu pequeno salário e meu pai ajudava como podia.

Não viajei para Disney, como todos os jovens da minha época. Não ganhei carro ao completar 18 anos (minha mãe também não tinha. E lembro da gente indo buscar a cesta básica – 02 caixas de alimentos – de condução). Vivi vendo minha mãe pagar aluguel.
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10 fev 2014

Herança materna

por
Gabi Miranda

Família, Maternidade

Herança materna

Meu Ben, você vai ter um avô admirável… assim como eu tive.

Data: 13 de fevereiro de 2011
De: Alvaro
Para: Gabi

Gabi filhota,

O torvelinho da vida. Só assim as coisas acontecem. Se planejar muito, pode crer que dá zebra. Claro que temos que ter um mínimo de projeto, mas chamaria isso não de projeto, e sim de linha mestra. E esta é composta de muitos valores e desejos imprevisíveis, dependendo da formação de cada um. No nosso caso, da nossa família, origens, formação et cetera, diria que, entre esses valores, poderíamos destacar a simplicidade, a honestidade, o amor, a alegria da festa, o trabalho inevitável, o respeito aos outros e a solidariedade, aquilo de nunca querermos ficar bem dando rasteira nos outros. E muito mais… E depois precisamos viver esse instante, fazendo tudo… Se não der, corrigimos a rota. Mas o tempo é tão louco na sua velocidade, que, quando nos damos conta, já fizemos e concluimos tudo, tudo que achávamos que não conseguiríamos fazer…
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05 fev 2014

O dia em que você nasceu

selo_2anos

Acordei. Ainda deitada recebi uma ligação da tia Rosana. Era um dia ensolarado. E acho que foi o primeiro que não havia pensado “será que você nasce hoje?”. No dia anterior estivemos na consulta com o obstetra que mais uma vez confirmou que você ainda estava alto na barriga da mamãe. Eu tinha apenas um centímetro e meio de dilatação. E você, o prazo de mais uma semana para permanecer dentro de mim. Eu queria tanto ter você de parto normal. O Dr. Vicente tentou descolar a bolsa pra ver se, de repente, eu entrava em trabalho de parto nos próximos dias. Mesmo assim tivemos que marcar a cesariana, que ficou para o dia 21 de junho. Era pra ser dia 20, mas não tinha vaga na Maternidade Santa Joana, nem no Pró Matre. É muito estranho ter que escolher uma data para o nascimento do filho. É como se aquela escolha fosse determinar uma vida inteira, o que de certa forma é uma verdade. Clique e continue lendo!

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