10 jul 2014

2014 – A Copa do Mundo não é nossa

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Essa foi a primeira Copa do Mundo do Benjamin. E foi aqui na nossa casa, Brasil. O país ficou em festa, torceu, vibrou, encheu o mundo de emoção cantando o Hino à Capela. Benjamin até aprendeu a reverenciar e cantar trechos do Hino.

Mas na última terça-feira, dia 08 de julho, o Brasil perdeu de 7 x 1 para a Alemanha. Foi uma goleada histórica para a nação. O mundo inteiro noticiou e muitos brasileiros ficaram com vergonha. Eu não fiquei. Muito pelo contrário. O mundo não acaba com isso. Inclusive, achei muito feio o comportamento do brasileiro desde o começo da Copa. Na abertura, todos que estavam no estádio vaiaram a presidenta Dilma. No jogo contra o Chile, vaiaram o Hino alheio. Falta, literalmente, muita educação para o nosso país.

Aí quando o Brasil está perdendo de lavada cadê a torcida?

Está vaiando os jogadores brasileiros, está saindo do estádio. É igual vida pessoal, quando a gente mais precisa cadê os amigos?! Poucos ficam do lado. Senti vergonha disso, da falta de amor verdadeiro, da falta de consideração. Ficar decepcionado todo mundo fica, mas é nas horas difíceis que mais precisamos um do outro.
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03 jul 2014

Sobre parto

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

parto

Embora eu faça parte do grupo de pessoas mais medrosas do mundo, gostaria muito de ter um parto natural. Por vários motivos. Por ser medrosa demais, eu prefiro sentir dor do que ser cortada de 10 a 15 centímetros sete camadas de tecido da minha barriga. E não me venha com o papo de que hoje a cesárea é a melhor coisa do mundo, não sente dor nenhuma, após o parto é tudo tranquilo, etc. Odeio quando alguém vem com esses papos pra cima de mim. Geralmente, são pessoas que fizeram cesarianas. Ou pessoas que não tem ideia nenhuma do que estão falando (essas me deixam mais puta da vida ainda).

Antes de continuar, vale fazer aqui uma ressalva: sou a favor da cesárea quando se é necessária. Mas atualmente virou convencional. A gestante negocia junto com seu médico a data e hora do parto do seu filho. Os bebês nascem em horários comerciais. E a maioria das mulheres marcam cesárea por comodidade e não necessidade. Elas não querem sentir dor nenhuma. O sexo denominado frágil, mas conhecido por aguentar mais que o homem simplesmente não quer sentir a dor do parto. Contraditório isso.
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30 jun 2014

Lei da Palmada – O diálogo é sempre o melhor caminho para educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Enfim, entrou em vigor na última sexta-feira, 27, a Lei da Palmada, rebatizada pelo nome Lei Menino Bernardo, em homenagem ao menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado com uma injeção letal, supostamente pelo pai e madrasta, na cidade de Três Passos, no Rio Grande do Sul. Isso significa que crianças e adolescentes passaram a ter novos direitos garantidos junto à secretaria de Direitos Humanos. A Lei proíbe pais e responsáveis usarem de violência física, maus tratos, violência psicológica e/ou qualquer punição com agressividade, na educação dos filhos menores de 18 anos.

Leia mais sobre a Lei AQUI.

O que eu acho disso?

Já li por aí que essa Lei é uma bobeira, que ninguém tem nada a ver com a forma como a família educa seus filhos, que todo mundo sabe distinguir um castigo violento e cruel e que o Parlamento deveria estar mais preocupado em promover uma forma política e econômica. Tem gente que gosta de provocar.
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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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16 jun 2014

Carta ao filho – Feliz Aniversário

por
Gabi Miranda

Maternidade

envelope4

Meu Ben,

Há 4 meses tento lhe escrever essa carta e, ainda sim, acredito que ficará incompleta.

Você está completando três anos. TRÊS anos, filho! (não consigo parar de enfatizar isso) Ainda é um bebê, embora já diga “sou quiança, mamãe”. Tem uma vida inteira pela frente, muita coisa boa te aguarda.

Tenho visto muita gente escrever uma carta com conselhos para si, mas como se fosse o futuro. Eu pensei em fazer uma carta dessas para mim. Mas depois pensei, porque não escrever para o meu Ben?! São conselhos que eu deveria ter escutado, na época, da minha mãe. Mas a verdade é que a gente nunca escuta nossa mãe, a gente sempre acha que ela é chata, fala demais e está errada em tudo o que diz. Com o tempo descobrimos que estávamos enganados, as mães só querem o nosso bem. Leia como escrevo essa carta para você agora, de coração aberto…

Assim como agora quando criança que você quer ser todos os heróis num único dia, quando crescer vai querer ser muitas coisas. Sua avó Salete acreditava que você seria músico. De repente essa pode não virar sua profissão, mas pode ser seu hobby. Você vai ter dúvidas sobre a faculdade que quer fazer. Não se martirize tanto. Pense em como você gostaria de trabalhar e no quê gostaria de se tornar profissionalmente. Pergunte a quem quiser. Mas ouça sempre seu coração. E aproveite (com muito juízo e às vezes se permita não ter nenhum – vou me arrepender de ter lhe dito isso) cada momento na faculdade, as festas, os bares, as viagens e amigos.
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20 maio 2014

2014: ano de Copa, ano de álbum

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Filhos, Maternidade

2014 é ano de Copa. Mais uma Copa vem e com ela a febre incontrolável de colecionar o tal do álbum da Copa. Mas dessa vez tem um gostinho todo especial, acrescido de uns ingredientes diferentes: nesse ano a Copa será no Brasil, fato que não ocorre desde 1950, e, claro, será a primeira Copa que o Benjamin vai vivenciar.

Sei que ele nem vai lembrar disso no futuro, afinal ele ainda vai completar seus 3 anos, mas será uma oportunidade diferente para nos divertirmos. Eu me recordo vagamente da Copa de 86, quando eu tinha 5 anos, por isso acho importante registrar em fotos e vídeos alguns momentos dessa primeira Copa do Ben.

E enquanto a Copa não começa, começamos pelo álbum da Copa. Num belo dia, soube do lançamento do álbum e aí já começam as buscas para conseguir um exemplar. Depois vem os contatos para saber quem também vai colecionar. E num breve diálogo em casa, já decidimos:
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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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24 abr 2014

Questão de tempo

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

questão de tempo

Voltando de viagem, assisti a um filme chamado “Questão de tempo”. Nele, o personagem principal, chamado Tim, ao completar 21 anos, é informado pelo pai que todos os homens da família podem viajar ao passado. Para tal façanha, basta ir num local escuro e pensar na ocasião e local onde deseja voltar. Num primeiro momento, obviamente o rapaz não acredita, mas logo vai tirar a prova e descobre que é verdade – ele tem a capacidade de voltar e mudar o passado.

Comecei a assistir o filme descrente de que poderia oferecer alguma mensagem boa, parecia bobinho, até porque o rapaz começa usando seu poder para conseguir uma namorada. Mas na ida para Colômbia eu fui assistindo “12 anos de escravidão”. Jesus! Ninguém com o estado emocional em que eu me encontrava, pode assistir esse filme. É praticamente um suicídio. É triste e pesado demais, além de ser baseado em história real. Então, eu me permiti assistir algo no nível sessão da tarde. Eu merecia isso.
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22 abr 2014

Sou 1/3 de mãe…e agora, surto ou agradeço?

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Imagine uma agência recrutando profissionais para a vaga mais difícil do mundo. São 135 horas por semana, não tem hora para descanso, sem férias, sem feriado prolongado, sem hora para dormir – e mesmo quando estiver dormindo, tem que ficar alerta porque pode ser chamado. É exigência  ter conhecimentos em medicina, finanças, culinária e mais em outras coisas. Detalhe: não tem remuneração. Esse trabalho deve ser feito somente por amor. Parece absurdo, mas TODA mãe exerce essa função.

Essa foi a campanha que bombou na internet semana passada, emocionando milhares de mãe, inclusive eu.

http://www.youtube.com/watch?v=HB3xM93rXbY

Instantaneamente, ao assistir e ler a matéria sobre esse vídeo, fiz uma reflexão sobre um termo que circula por aí e que me incomoda bastante, o “mãe em tempo integral”. Pelo que entendo do contexto que já vi esse termo circular, “mãe em tempo integral” é aquela que não trabalha. Ou melhor (antes que me apedrejem), a definição correta, é aquela que não trabalha fora de casa e se dedica aos filhos.  Na maioria dos casos, ela deixou de trabalhar para se dedicar inteiramente aos filhos. E, a casa, obviamente e injustamente (ou não), vem de brinde.
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15 abr 2014

Cartagena, encantada! Parte 2 – Fim

por
Gabi Miranda

Maternidade, Viagem

Corremos para deixar as coisas no quarto e sair pra conhecer a cidade de Gabo, ela nos convidava: Sejam bem vindos à cidade de O Amor nos Tempos do Cólera. Cartagena. Fomos conferir se ela era igual ao que vimos nos sites. Para nosso deleite, era muito mais do que as fotos mostravam. A cidade é simplesmente encantadora, desde as casinhas e construções antigas, do cheiro, à ventania que deixa o calor ainda mais agradável e até às pessoas calorosas, educadas e bem humoradas. Os colombianos, e em especial os cartageneiros, são pessoas felizes e o cumprimento ao passar por alguém, parece lei, porém espontâneo.

Nesse dia fizemos o passeio de charrete, muito comum na cidade. E não, não  é um mico! Ir até Cartagena e não fazer esse passeio no centro antigo, é a mesma coisa que ir à Veneza e não andar de barco!

Cartagena

No segundo dia foi a vez de conhecer as famosas Ilhas do Rosário e Barú. Os barcos grandes saem do porto até às 9:00h e fomos informados que era até às 9:45h. Chegamos às 9:15h e adivinhem… não tinha mais saídas dos barcos grandes. Tivemos que pegar um meio de transporte marítimo que me recuso a chamar de barco e que mais parecia uma lancha, mas também não era. Definitivamente uma experiência que não viveria novamente se não soubesse o que encontraria onde ele nos levou.
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