16 abr 2014

Quando deixei de ser filha para ser mãe

por
Gabi Miranda

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Na última semana da minhas férias estava completamente impaciente com Benjamin. Eu nem estava passando com ele os dias completos, já que decorrente os últimos acontecimentos ele tinha ido pouco para a escola no mês de março e já estava estava sentindo falta de crianças. Então, decidimos que na volta da viagem, ele retornaria à escola normalmente. Seria também uma forma da mãe tentar descansar.

Acontece que eu estava muito intolerante a ponto de gritar com ele e, por pensamento, dar uns bons cascudos no moleque – eu que nunca apanhei dos meus pais e sou deliberadamente contra esse recurso. Também não gosto de gritar com meu filho. Fere o meu coração. Acredito que instigo um lado provocador de Benjamin que nem combina com sua doçura e que, inevitavelmente, ele me entende menos ainda quando grito.

Pior era ter a noção exata sobre os motivos que me faziam gritar com ele. Bobeiras que eu sempre tentei contornar numa boa antes. Ou porque ele não guardava os brinquedos após brincar. Ou porque na hora do banho ele fazia gracinha de sair correndo, não querer tirar a roupa. Ou porque ele jogava algo no chão quando estava bravo. Ou por não ir pra cama na hora de dormir. Essas coisas rotineiras. Tudo o que ele já fazia anteriormente e que por três semanas parou inacreditavelmente, retomando com intensidade profunda no final da viagem. Clique e continue lendo!

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04 abr 2014

Cartagena, encantada!

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Gabi Miranda

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Sexta-feira. Um recado na agenda: “Benjamin falou que viajaria de avião”. O moleque estava ansioso para a experiência. Ele já andou de avião outras vezes, mas agora deve ter um gostinho para ele que já entende o que acontece em volta e sempre vê aquele negócio lá no alto, voando pelo céu.

Foram seis horas de vôo mais uma conexão de uma hora e meia rumo à Cartagena das índias, Colômbia, e um menino feliz da vida, sentadinho tranquilamente na sua poltrona.

blog-fotos

Muitas pessoas me perguntaram o motivo da escolha desse destino. A primeira opção, na verdade, era Peru. Um lugar nada apropriado para crianças e eu estava disposta a ter minha primeira experiência de ficar distante do Benjamin, deixando-o com a minha mãe. Financeiramente seria loucura, então optamos pela segunda opção, Colômbia. E com Benjamin.

Já tinha lido que as praias de Cartagena não atraem visualmente. Areia escura, mar escuro e aqueles vendedores inconvenientes. Mas o que me atraiu mesmo e que fez esse lugar entrar na minha lista de destinos que preciso ir, foram as ruas floridas e coloridas do centro antigo da cidade. Clique e continue lendo!

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01 abr 2014

As cores de abril

por
Gabi Miranda

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As cores de abril
Os ares de anil
O mundo se abriu em flor
E pássaros mil
Nas flores de abril
Voando e fazendo amor

O canto gentil
De quem bem te viu
Num pranto desolador
Não chora, me ouviu
Que as cores de abril
Não querem saber de dor

Olha quanta beleza
Tudo é pura visão
E a natureza transforma a vida em canção

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27 fev 2014

Benjamin

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Gabi Miranda

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selo_2anos

Data: Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51
De: Alvaro
Para: Gabi

“Gabi,

dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto…. Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada… absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer… não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse “grávido”, grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado… e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida…

Seu pai”

Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro…de um sentimento puro, de felicidade. Clique e continue lendo!

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25 fev 2014

Desfralde: o controle natural dos esfíncteres e o autoritarismo dos adultos

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Gabi Miranda

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Há 6 meses quando iniciamos o desfralde do Benjamin, fiz uma série de posts dizendo como foi o processo por aqui, além de algumas dicas. Na época queria ter postado um texto que acho interessante, do livro “A Maternidade e o encontro com a própria sombra”, de Laura Gutman. A obra traz um capítulo inteiro dedicado ao que é prazer das crianças e censurado pelos adultos: o controle das esfíncteres (diurno e noturno), sucção (chupeta/dedo), o banho cotidiano nos primeiros meses, alimentação. A parte que eu queria compartilhar aqui era sobre o controle das esfíncteres. Não coloquei antes porque o livro foi encaixotado junto com outros e não o encontrava. Talvez um sinal, porque o livro caiu novamente em minha mão num momento que eu precisava resgatar outros assuntos, uns até relacionados nesse capítulo (alimentação), que comentei num post semana passada – exigências e alternativas na hora das refeições.

O texto a seguir é grande, até cortei alguns trechos que não interferem no entendimento e na mensagem que a autora quis transmitir. Mas acho que vale a pena ler até o final. É uma ótima reflexão para quem está (ou pretende entrar) na fase do desfralde. Talvez encontre nesse texto o estímulo que precisa para tomar (ou voltar atrás de) alguma decisão. Boa leitura, boa reflexão! Clique e continue lendo!

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21 fev 2014

Para Gabriela: Primavera e Benjamin

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Felicidade é pouco pra descrever meu sentimento. Então ter filhos é isso?! Se emocionar porque seu filho sorri pra você, vontade de ficar abraçado a vida toda, ficar entregue a um ser tão pequeno, zelar seu sono, sentir que você mudaria o mundo por ele… É isso ser feliz?! Ou é amor?! Uma mistura de tudo isso e mais um pouco?! Eu sei que todos os dias tenho acordado com o peito cheio de amor (além de muito leite). Meu Ben está me tornando uma pessoa melhor. Ser mãe é edificante.

*
Texto escrito em 26 de setembro de 2011, Benjamin estava com 3 meses de vida.

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19 fev 2014

Exigências e alternativas na hora das refeições

por
Gabi Miranda

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“As pessoas se comunicam melhor quando comem: as reuniões e festas são sempre acompanhadas de alimentos e bebidas, que nos dão prazer, nos relaxam e permitem um bom diálogo e o interesse pelo outro. Nos reunimos em um bar para conversar ou almoçarmos para fechar negócios. Recebemos as visitas com uma comida gostosa ou compartilhamos uma bebida com os amigos. Comer não é apenas uma questão alimentar, mas uma forma de estar com os demais”. (Laura Gutman)

Tenho escutado com certa frequência, nos horários das refeições, que mimo o Benjamin e faço tudo o que ele quer. Isso porque costumo aceitar com facilidade o fato dele não querer comer naquele exato momento.

Na infância, nunca gostei de ser obrigada a comer, permanecer à mesa até comer tudo, era um fardo, principalmente, quando esse tudo era um copo de leite. Não é a toa que quando me vi na condição de autônoma da minha vida alimentar, nunca mais ingeri um gole de leite. Clique e continue lendo!

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11 fev 2014

Crises maternas

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Gabi Miranda

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Tem acontecido coisas estranhas comigo. Sentimentos estranhos. Crises maternas. Eu que sempre me senti a vontade na maternidade – sem (muitas) culpas, neuras, crises, preocupações e, no momento, ando me sentindo completamente desorientada. Parte de mim ainda tem como certo os motivos das coisas que faço. Outra parte já não tem tanta certeza.

Benjamin foi para o berçário aos 5 meses. Depois de conversar muito com outras pessoas, ponderar e avaliar, decidimos (eu e marido) que era o certo a fazer. Era melhor do que pedir favores, ficar na mãos dos outros. Nunca gostei da sensação de transmitir minhas responsabilidades para terceiros. E meu filho é minha responsabilidade. Também não dá para mudar a vida das pessoas por nossa causa.

Faz dois anos que Benjamin frequenta a mesma escola. Faz dois anos que mesmo entre trancos e barrancos (aqueles dias em que a criança chora sem vontade de ir) sempre tive certeza que isso era o certo na nossa vida. Só que de uns dias pra cá, todas as minhas convicções foram abaladas. Não houve nenhum motivo aparente. Mas passei a me questionar sobre a necessidade do Benjamin pegar tanto trânsito comigo e com o marido todos os dias (a escola dele fica localizada entre o meu trabalho e o do marido. Esse ano até andei pesquisando escolas próximas de casa, além de um pouco mais econômico, Benjamin não ficaria no trânsito, mas como chego até às 19:00 na escola? Será certo trabalhar longe do trabalho e fazer Benjamin atravessar a cidade junto, pegar transito ida e volta, é justo com ele?
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07 fev 2014

Crianças dizem SIM depois dos dois anos

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Gabi Miranda

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Minha curta experiência materna me comprovou que criança aprende a falar não antes do sim. Benjamin só diz(ia) não e de repente, não mais que de repente, ele começou a dizer aquelas “três letrinas todas bonitinhas, facéis de dizer”: Sim!

Benjamin, quer jantar?
Sim!

Benjamin, quer passear?
Sim!

Benjamin, não pode fazer isso porque…. entendeu?
Sim, sim sim!

Desse jeitinho, muitas vezes ele responde com três “sins” repetidamente.

É claro que ainda diz “não” a torto e a direita. Porém, parece que ficou mais fácil decifrar alguns de seus desejos. Agora o menino, no auge de seus dois anos, mostra que tem poder de escolha. Escolhe o que quer vestir, comer e até para onde quer ir.

O “não” que antes parecia um problema se junta ao “sim”. Juntos se tornam mais um dilema a ser  administrado com cautela nessa vida materna cotidiana.

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04 fev 2014

2 anos de Bossa Mãe

por
Gabi Miranda

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Em janeiro, o blog completou dois aninhos! Bossa Mãe nasceu seis meses depois do Benjamin, mas ainda na gestação eu escrevia sobre aquela nova fase.

Dia desses, encontrei alguns textos inéditos para os leitores e pensei “porque não registrar no blog?!”. Além de compartilhar com pessoas queridas, fica o registro para o Benjamin – caso um dia  ele venha a se interessar.

Fiz uma seleção e a partir de hoje postarei no blog. Não será publicado numa sequência, mas será fácil de identificar: os posts levarão a data de quando foi escrito e será acompanhado deste selo comemorativo:

selo_2anos

Foi uma viagem no tempo reler esses textos e lembrar de momentos que foram ficando para trás, atropelados por novos tempos, novas experiências, novas emoções e conquistas.

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