03 set 2013

Conta uma estória, manhê!

por
Gabi Miranda

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O bebê nasce, aí você não vê a hora dele completar 4 ou 6 meses, quando ele já interage mais, brinca, senta, da risada, solta gritinhos, entra na papinha. Depois você não vê a hora que ele comece a engatinhar, andar, completar um ano. Deseja que chegue a hora que ele fale, fale muito. Estamos sempre desejando a fase seguinte. Comigo pelo menos foi assim.

Até que você se dá conta e não deseja acelerar mais nenhum processo porque passa tão rápido, mas tão rápido…. Aí você se pega sentindo falta do dia em que ele nasceu, daquele cheirinho de bebê na casa, aquele chorinho de recém nascido que se transforma em choro de criança manhosa…

Chega um momento, que as fases meio que dão uma pausa. Ele anda, corre, pula, canta, dança, tagarela, faz manha, se joga no chão, vez ou outra te surpreende imitando o Buzz Lightyear. Parece que desacelera o desenvolvimento que até aqui foi tão rápido.

Chega o desfralde e vários aprendizados dele da escola. E um belo dia ele te surpreende com algo que láaaa atrás você já desejou um dia naquele estado nostálgico futurístico de “ai não vejo a hora que meu filho….”.  A lista é infindável e um desses meus desejos do passado (porque agora só desejo que o tempo passe mais devagar) foi atendido recentemente.

Benjamin me surpreendeu com o pedido: mãe, conta estória!

Surreal! O menino de 2 anos me pedindo pra contar estória e, detalhe, escolhendo a que quer ouvir!

Uma noite dessas, comecei Chapeuzinho Vermelho, de um jeito nada a ver, tirando da cabeça uma coisa que eu já nem lembrava, quando de repente ele lança “essa não, mãe, outra”.

E quando acabo ele pede: “outra”! E começo “Era uma vez um menino que se chamava Benjamin“, imediatamente ele diz “não, essa não, mãe, outra“.

Ou seja, a mãe é péssima para contar inventar estória que o filho, sabido, prefere algo lido.

Outro dia ele pediu “porrrrquiiiinho”. Ele queria que eu contasse Três Porquinhos. Estou lá contando e ele assoprando as casinhas imaginárias.

Ele não pode ver um livro que quer pegar. Dorme até abraçado.

Eu fico que não me aguento. A ponto de estourar. Um misto de orgulho, alegria, emoção. Vontade de sorrir e de chorar. De apertar, beijar. E eternizar a infância do meu Ben.

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3 respostas para “Conta uma estória, manhê!”

  1. Marta disse:

    Gabi, tudo bem?

    meu filho também se chama Benjamim, e adora que eu leia para ele desde que ele bebê que colocava livrinhos no berço para ele folhear e adora. fala assim também não essa não outra. realmente é um misto de emoção.

    bjim
    Marta

    • https://bossamae.com.br/novo/wp-content/themes/bossa-mae/img/img-coment.png Gabis disse:

      Ei Marta, lindo o nomes dos nossos filhos! Temos muito bom gosto! rsrsrsrs
      Sim, é uma emoção enorme. Acho que tudo que eles fazem, de uma forma ou outra, nos deixa emotivas. rs
      Obrigada pela visita e volte sempre.
      Super beijo

  2. Julia Costa disse:

    Delícia, Gabi!!! Não vejo a hora de ver Luquinha pedindo kkkk 🙂 Beijoss

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