06 abr 2016

Conversar com o bebê ajuda no desenvolvimento

por
Gabi Miranda

Bebê, Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Estudo revela que conversar com o bebê é uma das atividades mais praticadas pelas mães, além de ser um dos fatores que ajudam no desenvolvimento infantil

Imagem Google

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Pouca gente sabe que conversar com o bebê ajuda no desenvolvimento infantil. A boa notícia é que conversar com o bebê é uma das atividades mais praticadas pelas mães brasileiras. Em outubro/2015, a Fisher-Price, divulgou no evento “O fator felicidade”, resultados do estudo “Esperanças e desejos das mães”, no qual foi pesquisado os principais desejos das mães e como elas lidam com o desenvolvimento da primeira infância. Foram entrevistadas 3.500 novas e futuras mamães, no Brasil, China, México, Rússia, França, Reino Unido e Estados Unidos. As entrevistas, revelaram que apesar das diferentes culturas, as mães têm muito mais desejos em comum do que se imaginava.

A pesquisa apresentou que, no Brasil, são 10 atividades mais praticadas pelas mães, a principal é conversar com o bebê. Confira:

1. Conversar com meu bebê (89%)

2. Tentar fazer meu bebê rir (87%)
3. Brincar com brinquedos (70%)
4. Brincar no chão com o bebê (62%)
5. Cantar ou dançar (59%)
6. Assistir TV ou vídeos (57%)
7. Brincar do lado de fora da casa (41%)
8. Passear (37%)
9. Tirar fotos ou fazer vídeos do meu bebê (34%)
10. Ler livros (30%)

Para Teresa Ruas, especialista em desenvolvimento infantil e consultora Fisher-Price, o ato de interagir com a criança desde pequena ou até mesmo quando ainda está no útero materno é fundamental para o desenvolvimento infantil, especialmente, no que se diz respeito à formação e potencialização de competências afetivas e cognitivas.

O desenvolvimento e o acolhimento afetivo entre pais e filhos é o principal combustível para favorecer um crescimento adequado e transformações típicas da primeira infância. Sem contar, que o ser humano é extremamente social e cultural, necessitando da relação sócio afetiva com o ‘outro presencial’ para o aprendizado e experiências que demarcam cada cultura, como, por exemplo, a linguagem gestual e falada. Sem a interação com os principais cuidadores, como os pais, por meio de conversas, cantigas, contos e interação direta diante do contato de olho, sorriso e a expressão de diferentes emoções e sensações pela face e corpo, desde o começo da vida, não potencializamos o desenvolvimento da linguagem ou outras particularidades culturais e sociais que caracterizam a espécie humana.Teresa Ruas.

Outro dado revelado pelo estudo mostrou que as mães acreditam que o amor é o mais importante na criação dos filhos. Para Shakira, cantora internacional, mãe, filantropa e uma das convidadas do evento, o amor é o fator mais crucial no desenvolvimento psico-emocional e social da criança.

O amor reforça a sensação de segurança e autoconfiança que será determinante para o sucesso do futuro das crianças. Isso é o que realmente vai ajudá-los a prosperar mais tarde em suas vidas. Nós, como pais, acreditamos que fazemos tudo por amor, mas nem sempre temos certeza que os nossos filhos estão se sentindo amados. E é isso que me pergunto todos os dias. Porque eu sei que o amor será o componente mais importante no desenvolvimento e senso de segurança na vida dos meus filhos. Shakira

Quando perguntadas sobre o que mais querem que os seus filhos tenham, as mães foram quase que unânimes nas respostas e escolheram qualidades relacionadas à inteligência emocional, como felicidade, honestidade e bondade. Para a Drª Liu Chunyang, especialista chinesa em pediatria e atual médica-chefe do Centro de Saúde do Hospital de Pequim para Crianças, todas as mães desejam que os seus filhos tenham uma vida feliz. “A felicidade tem muito a ver com a personalidade, além de ser uma conquista e motivação pessoal, ela está intimamente associada à inteligência emocional (IE)”, afirmou.

Ainda segundo a especialista, as pessoas com um alto nível de Inteligência Emocional (IE) estão mais preparadas para lidar com as emoções, além de serem mais empáticas e emocionalmente equilibradas. “Elas conseguem se concentrar melhor no trabalho, além de terem muita força de vontade. São pessoas que podem se adaptar melhor às mudanças e tendem a ter casamentos bem sucedidos. Assim, o desenvolvimento da IE está ligado às realizações e à felicidade das crianças. Na China, estamos vendo cada vez mais mães colocando mais ênfase no desenvolvimento do IE de seus filhos”, complementou a Drª Liu.

Para Sarah Harkness, professora de desenvolvimento humano, Pediatria e Saúde Pública da Universidade de Connecticut (EUA), os pais americanos estão cada vez se sentindo mais pressionados em criar os seus filhos para serem pessoas bem sucedidas e acham que devem incentivar a leitura desde cedo. “O que o estudo mostra entre as diferentes culturas pesquisadas é que o sucesso da vida de uma criança pode depender de diversos outros fatores, como a felicidade, por exemplo.” afirmou Harkness.

O estudo ‘Esperanças e Desejos das Mães’ marca a maior investigação pré-natal que Fisher-Price já realizou até hoje. Um resumo do estudo global, dados e artigos específicos de cada país estão disponíveis e podem ser acessados no endereço: www.fisher-price.com/br/OFatorFelicidade

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