27 jan 2014

Memória de criança – por Roberto Piffer

por
Gabi Miranda

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Pesquisando algumas bobeiras pela internet, descobri que as crianças registram acontecimentos na memória somente após os 4 anos de idade. Descobri não, né… já sabia que não nos lembramos de tudo desde o momento em que nascemos, mas não sabia ao certo qual a idade em que as memórias passam a ficar gravadas e gerar lembranças para nós.

Alguns dias depois disso, me ocorreu um estalo: se o Benjamin tem apenas 2 anos e meio, tudo o que fizemos juntos até agora não será lembrado por ele. Ou seja, tudo que ensinei a ele e até que aprendemos juntos, não ficará na lembrança dele. Tive a sensação de que, a partir dos 4 anos de idade, tudo na vida dele começará do zero!

E todos os momentos legais que passamos juntos? E todas as coisas que fizemos: as vezes que jogamos bola, nadamos na piscina, experimentamos frutas novas, pulamos na cama? A casa em que vivemos os primeiros anos? Os apuros que passamos: trocar fralda nos shoppings, fugir da chuva, correr das pombas, atravessar a rua no colo? Tudo isso será simplesmente esquecido?

Será que depois dos seus 4 aninhos, vamos ter que fazer tudo isso de novo? Bom, imagino que a resposta seja sim, e encaro tudo isso que fizemos antes, como um treino para que tudo aconteça muito melhor depois. Se jogamos bola em um campo ruim, vamos jogar num melhor. Se a água da piscina estava suja, vamos nadar numa mais limpa dessa vez. Tudo mais bem feito, para ficar gravado na sua memória definitiva.

Apesar desse negócio de memória a partir dos 4 anos, é óbvio que nem tudo será esquecido antes dessa idade. A criança já dispõe de uma memória afetiva, consegue lembrar quem são seus pais, reconhecer diversas pessoas e familiares e também quais as coisas que gosta de fazer e/ou brinquedos que gosta de manusear.

Enfim, infelizmente é inevitável que as memórias de antes dos 4 anos sejam perdidas. E como não quero privar o Ben dessas lembranças, uso alguns recursos para reconstruir essa história para quando ele estiver maiorzinho: são milhares de fotos, vídeos e áudios dele, em passeios, com roupas que ele prefere, com seus brinquedos e brincadeiras, fazendo as coisas que ele gosta de fazer, mostrando a evolução dele e também no dia a dia comum. Além disso, guardamos algumas coisas que trazem lembranças importantes: uma roupinha que marcou, um brinquedo que ele se identificou, um desenho que ele fez, trabalhos de escola, etc. Hoje em dia todas essas lembranças são muito mais fáceis de guardar em arquivos. O próprio blog será uma boa ferramenta nessa reconstrução do passado recente do Ben, caso ele se interesse.

E junto disso, muito Ômega 3 pras crianças, jogos mentais como quebra-cabeça e palavras cruzadas, leituras diversas, muita música e exercícios físicos.

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Uma resposta para “Memória de criança – por Roberto Piffer”

  1. […] Leia outro texto do marido: Memória de criança […]

  2. Julia Costa disse:

    O blog é sem dúvida uma ótima forma de manter essas lembranças vivas para o Ben! São tantos detalhes que a gente coloca no blog, que eles não saberão ao certo se lembram destes momentos ou se sabem por causa disso. 🙂 Além do mais, há controvérsias, eu lembro muito bem da minha passagem pelo maternal, quando tinha apenas 3 aninhos. Lembro da minha professora, do meu material e de passagens na sala, brincando e pintando (coisa que eu mais gostava de fazer). 🙂 beijos!

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