04 jan 2019

Os livros que li em 2018

por
Gabi Miranda

Destaque, Livros

No início desse ano fiz uma proposta aos leitores: ler um livro por mês. E fiz um post com sugestão de alguns livros. Não li todos ainda dessa minha lista. Os livros que li em 2018 foram surgindo na minha frente e senti necessidade de passá-los na frente de outros. Acho que livro tem disso, de chegar em nossas mãos em momento certo. Às vezes, você reluta para ler um livro e a leitura não flui. Enquanto chega outro que flui de maneira natural.

Fiquei feliz e surpresa com a quantidade de livros que li em 2018. Li 18 livros! Acho que poderia ter lido mais. No entanto, achei que tinha lido bem menos. Acredito também que não devemos ficar nos cobrando ou nos forçando a ler. A vida já é muito agitada e cheia de tarefas para realizar. Então, temos sempre que buscar o equilíbrio entre uma tarefa e um lazer.

Leia também sobre o livro: o milagre da manhã


Confira abaixo, os livros que li em 2018 e espero que você se inspire para voltar a ler ou ler um pouco mais em 2019.

livros lidos em 2018

Os livros que li em 2018

1. O que sei de verdade

o que eu sei de verdade

Li esse livro em maio e fiquei com ele o resto do ano na minha cabeceira. É daqueles livros que te faz refletir e agradecer. Oprah tem uma sensibilidade incrível para descrever os acontecimentos ao seu redor. Que mulher! Livros ampliam nossos conhecimentos, aprendemos sobre o mundo e sobre nós. Os livros nos salvam do tédio, nos salvam de nós mesmos. E “o que eu sei de verdade”, é que esse livro da Oprah, com certeza é um deles.

AQUI tem um post e um vídeo sobre esse livro

2. Visualização criativa

livros que li em 2018

Visualização criativa nada mais é do que fazer um mergulho interior e imaginar o que desejamos muito como se já fosse realidade. Descobri que já faço muito isso, porém de forma inconsciente. E depois de ler esse livro, percebi que muitas coisas que conquistei na vida passaram por esse processo antes. Mas sempre teve o medo andando ao lado, nunca achei que tivesse o poder de fazer do meu sonho realidade. Esse livro diz exatamente isso, que temos esse poder e ensina a fazer a visualização criativa de forma consciente.

Tem um post completo sobre essa leitura AQUI

 

3. Ho’oponopono

Mais um dos livros que li em 2018 e que está na linha de autoconhecimento: “O grande livro do Ho’oponopono – sabedoria havaiana de cura“. Comecei a leitura achando aquilo tudo uma grande viagem, mas conforme a leitura foi avançando comecei a ver um pouco de sentido no que lia.

O livro fala que o que se dá fora de você não passa da projeção de alguma coisa que vem de dentro de você, a qual poderíamos chamar de crenças, pensamentos ou memórias. E acrescenta que tudo na nossa vida, tudo o que acontece conosco, é de nossa responsabilidade. O que quer dizer que tudo o que aparece diante dos nossos cinco sentidos, o mundo que nos rodeia, é criação nossa! E se alguma coisa nos desagrada no mundo exterior, temos a possibilidade de curar no interior de nós mesmos as memórias que tiverem criado tal situação. Aconteça o que acontecer, não somos vítimas, e sim criador de 100% de tudo o que nos acontece. Da mesma maneira, os problemas que enfrentamos na vida atual, podem ser consequência de uma conduta em outra vida (lei do carma).

Saiba mais sobre o livro e o que é Ho’oponopono AQUI

4. Autocompaixão

livros que li em 2018

A autora Kristin Neff, é professora, budista na tradição theravada, tem um filho autista e é estudiosa da autocompaixão. Nessa obra ela intercala sua história pessoal com pesquisas e estudos sobre o tema. Nossa vida sempre terá falhas e imperfeições, mas segundo a autora, se tivermos autocompaixão conseguimos nos livrar das autocríticas e pré-julgamentos. Quando relaxamos, permitimos que a vida seja como ela é e nos relacionamos de forma mais saudável com nós mesmos. O livro aborda a importância até de sermos pais autocompassivos. ⠀
Gostei bastante do livro que a cada capítulo tem exercícios que nos fazem refletir e nos leva ao autoconhecimento. ⠀

5. O segredo de Luíza

livros que li em 2018

Comprei esse livro em 2017 quando ainda estava só pensando em começar a jornada pelo empreendedorismo. Não li, mas em 2018 chegou a hora. Foi aquela leitura agradável e fluída. Ele fala sobre como nasce um empreendedor e se cria uma empresa. Parece que é livro obrigatório para o pessoal de administração. E muito bem indicado. Tirei várias ideias dele para colocar em prática na Mirtilo. Aliás, muita coisa que fala nesse livro, não foi falado num curso de empreendedorismo que fiz. Acho que vale super a leitura.

6. Atenção Plena

atenção plena

Para encontrar a paz no mundo frenético em que vivemos, precisamos sobretudo praticar a atenção plena e ver as coisas com mais consciência. Isso, inclusive, no ajuda a escolher melhor a forma de resolver nossos problemas. Esse livro é muito bem recomendado. Nele, temos acesso a uma espécie de curso de oito semanas com exercícios e meditações diárias que servem como um guia para quem entra nessa jornada da meditação da atenção plena.

Saiba mais sobre esse livro AQUI

7. Amar e ser livre

livros que li em 2018

Em 2017 li “O propósito” do mesmo autor e me apaixonei. Esse livro de alguma forma contribuiu para a transformação da minha vida. Nessa obra “Amar e ser livre”, ele fala que o caminho para um mundo melhor passa pelos relacionamentos e que o maior desafio é encontrar o caminho para viver relações de maneira mais leve, plena e feliz. A ideia do livro é trazer uma reflexão sobre a qualidade dos nossos relacionamentos em todas as áreas. Não gostei muito desse livro. Achei até um pouco chatinho. É porque gostei muito de “o propósito”, então talvez eu tenha feito comparação. E são livros bem diferentes.

8. Não nascemos prontos

livros que li em 2018

Ganhei de presente de aniversário de uma amiga e passei na frente de dois livros do Cortella que acabei nem lendo esse ano. É um livro bem bacana e provocador – como diz o próprio título. São vários contos, digamos assim, nos quais o autor fala muito sobre não se satisfazer com as coisas como estão.

9. Ainda estou aqui

livros que li em 2018

Li esse livro em fevereiro. Relato emocionante do Marcelo sobre seu pai, Rubens Paiva e sua mãe Eunice Paiva. Há mais de 40 anos, Rubens Paiva foi torturado, morto e seu corpo nunca foi encontrado. É revoltante pensar na ditadura e imaginar que aconteceu o mesmo com tantas outras famílias na época. Como diz o próprio autor, a tática do desaparecimento político é a mais cruel de todas, pois a vítima permanece viva no dia a dia. Mata-se a vítima e condena-se toda a família a uma tortura psicológica eterna.

Eunice, sua esposa, mãe de 5 filhos, ficou sozinha. No meio dessa injustiça toda, perdas, medos e incertezas, ela se REINVENTOU. Adooooro ler histórias reais de mulheres que dão a volta por cima. Ela votou a estudar aos 40 e poucos anos, formou-se advogada, trabalhou, educou os filhos, se reconstruiu depois de uma tragédia, RENASCEU. E lutou pelos seus direitos, como, por exemplo, conseguir o atestado de óbito do marido depois de 25 anos sumido. Quando terminei de ler esse livro, Eunice lutava contra o Alzheimer. Doença que também tomou conta da minha avó paterna. Chorei ao terminar essa leitura emocionante e também inspiradora. Eunice faleceu recentemente.

10. Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo e 11. Trinta e oito e meio

livros que li em 2018

Meus livros do mês de maio foram esses dois. Foi um mês atípico, pois consegui ler três livros, dois deles foram esses da Maria Ribeiro. Simplesmente ameeeeei! Ela não curte tanto o verão, nem carnaval, mas ganhou meu coração. Li ambos numa tacada só e parecia que ela estava ao meu lado narrando todas as cartas.

O livro “tudo o que eu sempre quis dizer mas só consegui escrevendo”, me deixou curiosa sobre todas as histórias, pessoas e ainda sobre os livros e músicas que ela indica em cada uma das cartas. Da vontade de assistir todos os filmes e fazer uma playlist no Spotify. Aumentou em mim aquela sensação de que tem muita coisa para ver no mundo. E gente, Maria me pareceu tão espirituosa e sincera. Pra mim, as melhores qualidades num ser humano.

A pilha de livros da perna também são de maio. Fizemos igual eu e minha irmã caçula. Segundo o Benjamin, parece os livros do vovô Álvaro (meu pai). E quando mandei foto pro meu pai, ele disse: nossa, vocês são malucas, mas essa sim é uma tatuagem inteligente.

12. Para Francisco

livros que li em 2018

Eu adoro a escrita da Cris Guerra. Li a primeira edição desse livro duas vezes! E agora li essa edição especial que comprei e está autografado por ela. Para quem não conhece esse livro, trata-se de cartas que a Cris escreve para o filho sobre a história dela com o pai do menino que faleceu quando ela estava grávida. É um livro triste, mas tão lindo e tão cheio de poesia. Amo!

13. Quem diria que viver ia dar nisso

livros que li em 2018

Taí outra autora que amo a escrita: Martha Medeiros! No entanto, fazia algum tempo que não lia nenhum livro dela. Esse foi presente da minha irmã num dia qualquer e que eu amei. Não foge do estilo de Martha. São várias crônicas que nos fazem rir e refletir sobre o cotidiano. Uma deliciosa leitura.

14. Conexão essencial

livros que li em 2018

Esse livro foi uma indicação da Grazi do @tempomagico. Foi um livro que veio num ótimo momento. Há três meses resolvi fazer um detox digital (depois troquei o nome para Dieta Digital, mas essa é outra história). Esse livro ajudou muito no processo. Ele fala muito sobre a nossas experiências antes e depois do advento da internet. E como usar a tecnologia com propósito pode nos ajudar a lidar melhor com essa era digital.

Um trecho do livro que na época em que li compartilhei nas redes sociais:

O que é mais importante pra mim e não para os outros precisa vir antes, porque, se eu não cuidar da realização do que é importante pra mim, os outros vão começar a tomar conta da minha agenda. Ao assumir o controle realizando o que era mais importante pra mim primeiro, eu estímulo minha criatividade, minha espontaneidade e fico naturalmente mais satisfeita com o meu dia.

Logo ao despertar, permita-se ouvir a sua mente primeiro em vez de todas as outras vozes do mundo. Levante-se e não pegue o seu smartphone. Vá ao banheiro, lave o rosto. Olhe-se no espelho e conte a você mesmo como será o seu dia. Tome o seu café com tranquilidade, refletindo sobre o que quer tornar realidade nas horas que virão. Abrace seus familiares longamente. Acorde-se. Arrume-se. Isso não precisa ser uma atividade longa. É apenas o tempos começar o dia olhando para o que é importante para você primeiro.

Depois que comecei a minha dieta digital, eu, inclusive, voltei a ler mais. O que me faz pensar que eu perdia muito tempo nas redes sociais.

Leia sobre: minha dieta digital e dicas de como se desligar mais do celular

15. A parte que falta e 16. A parte que falta encontrou o Grande O

livros que li em 2018

Dois dos presentes de aniversário que meu pai me deu. Esses livros podem ser encontrados na parte infantil das livrarias. No entanto, gente, vamos combinar? Esses livros são mais para adultos do que para crianças. Os dois amam! Eu fico emocionada toda vez ao ler esses livros e os li algumas vezes esse ano. O Benjamin não acredita quando vê as lágrimas nos meus olhos. Se tem um livro que indicaria ter em casa, é esse.

17. Aprendizados

livros lidos em 2018

Meu interesse por esse livro começou assim. Li uma crítica positiva a respeito. Aí comecei a ver alguns vídeos da Gisele e pronto, comprei o livro no mesmo dia. E li em quatro dias. Gostei tanto que vou fazer um post só sobre ele. Então, aguardem!  🙂

18. Carpe Diem – Resgatando a arte de aproveitar a vida

livros que li em 2018

Meu último livro do ano! E acho que fechei com chave de ouro. Roman Krznaric é um filósofo incrível, autor também do livro “Como encontrar o trabalho da sua vida” e “O poder da empatia”. Nessa obra, ele fez um estudo completo sobre Carpe diem, termo pronunciado pela primeira vez pelo poeta romano Horácio há mais de 2 mil anos. O autor fala que a arte de aproveitar o dia está desaparecendo, que foi sequestrado pela cultura do consumo, pelo culto da eficiência e administração do tempo, pelo entretenimento digital 24 horas. Diz que o Cape diem foi sequestrado até pelo movimento da atenção plena. Embora, a atenção plena traga muitos benefícios.

Enfim, é livro bem interessante que fala sobre o equilíbrio de todas as coisas que vivemos, mas principalmente sobre fazermos a escolha consciente de aproveitar o dia, mesmo quando nossas opções são limitadas pela circunstância. É um livro que fala sobre agarrar as oportunidades fugazes que a vida oferece. Afinal, o tempo voa, portanto, não devemos esperar que a vida aconteça para começar a vivê-la agora. Vale a leitura e a reflexão.

Leia também: a lista de livros que li em 2017 e em 2016

E você quais foram os livros lidos em 2018? Qual você indica? Deixe nos comentários, vou adorar saber. 😉

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